Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

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Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Ter Jun 28, 2011 9:22 pm

"Eu estava lá,ao lado dela,no dia que partiu. Tinha o mesmo fogo,os mesmos desejos,as mesmas ansiedades. Tudo que ela sentia era um reflexo meu....e porque não? Éramos irmãs,e eu a amava.

Kaylinna sempre foi o que de melhor existe nos Angannis. A alegria,a pureza,a coragem,a amizade. A inveja que sinto dela chega a doer. Nós passamos a adolescência competindo sobre quem era a melhor com a espada. Fizemos questão de nos aprimorar no mesmo estilo de duas armas,pra que essa discussão nunca tivesse fim. Eu nunca a derrotei."

Kay'linna Hali'kaka,a Lâmina Voadora


"Ela olha para o portal e novamente faz uma súplica com aqueles olhos verdes.
"Venha comigo,Kai'ki",[1]eles me dizem. Eu mordo os lábios e hesito,balançando negativamente a cabeça. " Você deve seguir seu caminho. Um dia nos veremos e nos poremos á prova,você e eu. ",digo sem palavras.

Manú ergue os braços e inúmeros portais se abrem. Nosso povo,cerca de 45 angannis rumam pro desconhecido. Não fico surpresa de ver que ela é a primeira a correr. Ela nunca teve medo. Por isso a chamam de Filha da Coragem"
[2].

"Eu pego minhas espadas e a mochila. Corro pra outro portal. "Até logo,minha irmã. Bons ventos a levem."

...............................................................................................................................................

"Isso aconteceu há relativamente pouco tempo atrás. Hoje,numa taverna,um anjo me apareceu. Ela me diz que a Filha da Coragem morreu em batalha. Com todas as minhas forças,seguro as lágrimas e cerro os punhos. Tento não demonstrar nada. Ela não teria aprovado. "Bem,ela morreu em batalha?",pergunto eu pra criatura alada. "Sim,morreu pelo que acreditava.",ela responde. "Ela teria gostado disso", digo eu."

"Você deve terminar o que ela começou. Os Deuses do Kauhale lhe abençoam,Kamona Hali'kaka".[3]

"Viajo alguns dias até encontrar outros,que estão enredados na mesma trama pela qual minha irmã deu a vida. Pessoas estranhas,apenas um rosto conhecido. Eu preencho a mente com álcool. Dizem que funciona. Quando a noite cai,escondida de todos,eu choro. E não consigo parar. Minha irmã se foi. A Filha da Coragem nunca mais me olhará com desafio nos olhos. Que dor insuportável é essa que não abandona meu peito......cadê o sorriso de Kaylinna dizendo que tudo vai dar certo?......."



Notas:

[1] Kai'ki= do hawaiano,significa Menina-Sol

[2]Kay'lynna Hali'kaka= do hawaiano,significa Filha da Coragem Portadora de Armas

[3] Kamo'na Hali'kaka= do hawaiano,significa Aquela que tem Garra Portadora de Armas



Última edição por Peti em Dom Abr 08, 2012 7:11 pm, editado 6 vez(es)

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Qua Jun 29, 2011 7:53 pm


Angélika,a guardiã dos envolvidos na profecia.

"Ela desaparece na minha frente. Não perguntei seu nome. "Lhe guiarei pelos caminhos que deve seguir. Que a levará aos outros." Mesmo em meu atordoamento mal disfarçado,percebo que essa criatura carrega um pesar,uma espécie de culpa por seus atos. Ou a falta deles.

Preparo minhas coisas e deixo a estalagem. Falo com alguns conhecidos que vejo pelo caminho. Pego a estrada como guarda-costas de um comerciante. Depois de alguns dias,faço um desvio. Ocasionalmente,a criatura alada surge e me diz qual direção tomar. Ela tenta puxar uma conversa,falar sobre o funeral de Kaylinna. Eu não quero ouvir. Não vai mudar nada. Eu sei tudo que preciso saber sobre minha irmã."


Ka'mona parte ao saber do destino trágico de sua irmã Kay'linna.


"Alguns dias se passam,nessa rotina de desvios e noites mal-dormidas. Chego em uma pequena cidade e vou pra estalagem. Praticamente vazia,o barman dedica sua atenção em mim e puxa conversa,olhando de soslaio pros meus cabelos. Não deve ser muito comum alguém ter cabelos rosa por aqui. Deixei Kaylinna fazer isso neles certa vez, em que descobriu como usar tintas extraídas de árvores e folhas. Agora é uma boa lembrança dela. Eu odiei na época,pq ela não sabia desfazer e ela riu um bocado disso. O dela era azul."


"Estou bebericando uma cerveja da região e um grupo incomum adentra. Olho rapidamente,por precaução apenas. Vejo uma criança acompanhada de um negro de quase 2 metros. Certeza que não são pai e filha e nem quero cogitar que sejam outra coisa. Atrás deles,um trio de traços familiares.
Sem perguntar se deve, a pequena criança se aproxima e puxa conversa: "Sete irmãs"." Sonhos". Um tal "Picos do Trovão".

Aquilo me chama a atenção,pois estava levianamente ignorando a pobre criatura. O anjo falou coisa similares. Me aproximo da mesa deles com a menina. As devidas apresentações são feitas. Como havia imaginado,o trio que julguei familiar são de terras conhecidas do povo anganni. Estão tão longe de casa quanto eu.
Comparamos informações e concluimos que encontraríamos o resto das peças desse enigma em breve. Não demora e mais um pequeno grupo adentra,e pra minha total surpresa,vejo um anganni entre eles. Só pode ser piada,claro. Konia certamente tentou algum truque barato e foi teleportado pra essa terras contra sua vontade. Nunca que esse magricela teria coragem de sair das Ilhas. Ele me olha com alegria e receio ao mesmo tempo. O pobre diabo sofria zombarias constantes durante nossa adolescência. E eu participava da maioria delas.

Novas apresentações são feitas. Esse grupo é tão estranho quanto o que eu já estava. Com firmeza,reprimo qualquer tentativa de consolo pela morte de Kaylinna. Ouço muitos elogios a seu respeito de todos que lutaram ao seu lado. Ela sempre soube fazer amigos. Desvio a conversa pro assunto imediato. Não quero falar de minha irmã. Pedimos comida e bebida. No trio,uma garota se mantém a parte,atrás de um espadachim,durante a maior parte do tempo. Não carrega armas. Anoto isso mentalmente.
Trocamos todos o máximo de informações possíveis,comendo e bebendo e pegamos a estrada. Parece que mesmo os que não queriam,como eu,agora estão enredados nessa trama. Tanto melhor. Quero ver as tais "Irmãs" e julgar se valeu a pena minha irmã morrer por elas."



A pequena estalagem em que paramos pra descansar e fomos abordados por dos estranhos á serviço da divindade Cyric.


"Um dia inteiro cavalgando e paramos numa pequena vila pra dormirmos. Mais bebida e comida. Bebo mais do que como. Tenho muita coisa pra esquecer. As horas passam e não lembro como fui parar em meu quarto. Tenho a impressão de ouvir batidas na madrugada,e se for um ataque,pouco me importa. Amargurada,choro durante horas,baixinho,com medo que acordem e me vejam naquela situação. Chega o dia. Nos aprontamos e ficamos sabendo que temos "visitas". Me pergunto como podemos ter "visitas",se nem moramos aqui.

Um casal nos espera na estalagem e nos pergunta sobre nossos propósitos. Demonstram profundo conhecimento do assunto,o que deixa os mais envolvidos em estado de alerta. A mim,só me causam ojeriza quando zombam de todas as perdas dessa empreitada. Eles poderiam tagarelas horas sobre o assunto que eu não daria a mínima. Mas em poucos minutos de conversa já conseguiram me irritar profundamente.

Eles vêem da parte de Cyric,seja lá quem for. Essa divindade quer que cessemos nossas atividades. Essa divindade faz pouco de nós. Essa divindade zomba de todos que tombaram nessa empreitada. Atinjo a mesa com meu punho e me levanto. Essa divindade vai perder dois súditos nessa estalagem agora mesmo.

Percebendo que não nos intimidaríamos com ameaças veladas,o homem gesticula rapidamente e as paredes viram sangue. Criaturas horrendas e ferozes saem das sombras,atacando os mais próximos,sem distinção.
Nos levantamos rapidamente,sacando armas e itens pessoais de combate. Ignoro todo o resto e preparo um salto. Já tenho meu oponente. Um oponente que perderá as mãos,a língua,e depois a vida,por ousar macular a memória de minha irmã."


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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Dom Jul 03, 2011 5:38 pm


"Os que ainda não tinham descido surgem nas escadas com o som provocado pelas criaturas. À primeira vista,parecem demônios. Embora eu nunca tenha visto um,essas criaturas só podem ter vindo do Inferno.

Markos e Katarinna,que tentavam nos dissuadir,incitam as criaturas a atacar e elas começam a matar as poucas pessoas presentes na taverna antes que possamos reagir. É uma carnificina desnecessaria. Essas pobres almas não têm culpa da confusão em que nos metemos. Artorius,que me parece um tanto quanto desequilibrado,talvez devido á sua natureza selvagem,urra de fúria e nos lançamos ao combate.

Markos toma a frente e o ataca,enquanto as criaturas,cujo nome é Babau,ouço alguém gritar,investem contra nosso grupo."


Babau, as criaturas invocadas por Markos e Katarinna pra promover a chacina na taverna e destruir nosso grupo.



"O espaço é pequeno e apertado,péssimo pra luta. O idiota do Konia torna tudo pior explodindo uma Bola de Fogo na área,espalhando destroços por todos os lados. Bem ou mal,fere bastante nossos inimigos,o suficiente pra que Katarinna,bem machucada pela magia de Konia e um golpe estiloso da garota-que-não-fala, julgue mais prudente se esconder. Na confusão do choque de espadas,garras e gritos,ela desaparece.

Tentamos bravamente concluir a luta o quanto antes,pra não chamar atenção das autoridades,mas os Babaus se mostram um desafio maior do que esperávamos,bem como Markos."


A desesperada e sangrenta luta na taverna.



"Com muito esforço,vamos apenas nos aguentando contra os Babaus e começamos a diminuir seus números,mas cometemos um erro fatal. Koa Pu'ali,em seu trono no Kauhale certamente está rindo de minha burrice,ao ignorar seus principais lemas de combate: " Em uma luta,SEMPRE derrube primeiro o clérigo ou o conjurador arcano da equipe. Eles são os únicos que podem te trazer problemas."
Ao ignorar esse pequeno "detalhe",somos todos alvejados por uma raio de eletricidade que atravessa a sala,que derruba grande parte do grupo e fere bastante a outra. Maldição!!! A vagabunda está invisível e tem todo tempo do mundo pra nos matar,já que estamos ocupados e não sabemos onde ela está."


Markos e Katarinna,os servos da divindade Cyric,que tentam malignamente deter nossas atividades envolvendo as 7 Irmãs.



"Impulsionados pela queda de alguns,eu e quem ainda se mantém de pé redobramos os esforços e conseguimos abater Markos e os Babaus,mas Katarinnna se prova uma adversária bem mais á altura. Invisível,ela continua a nos atacar, apernas com a ajuda de Artorius e suas habilidades selvagens conseguimos ser um pouco efetiovs cntra ela. Mas agora ela está só,e desesperada,resolve reduzir ainda mais nossos números. Eu e Millie a atacamos e somos cegadas por um clarão colorido,e quando pisco,estou em outro local,numa estrada,avistando ao longe 3 Castelos suntuosos. Praguejando,começo a caminhar na direção.

Bem depois vim a ser resgatada por Angélica,que me relatou o que houve na taverna no fim da luta: na taverna,a maga despertou e se juntou á contenda,e com a ajuda de Artorius,que havia conseguido agarrar Katarinna,cancelou alguma de suas magias,tempo suficiente pra que o clérigo usasse um poder assustador e fizesse a mulher em pó. Millie,tão cheia de pose,ostenta um olhar assustado e temeroso,e adivinho que não esteve num local tão agradável quanto o que fui parar.
Artorius,descontrolado,pisa repetidamente na cabeça de Markos,e tenho que gritar com ele pra que pare,afinal,o pobre-diabo já estava morto. Recolhemos os pertences da dupla e decidimos sair sem avisar as autoridades,afinal,quem acreditaria num grupo tão eclético como o nosso? Saímos pelos fundos e topamos com um senhor que ia pra taverna. Cumprimentamos o bom homem rapidamente,e procuramos refúgio num bosque próximo."


Bosque onde o grupo se refugia,temendo problemas com a Guarda da Cidade.



"Caminhamos bastante,nos embrenhando e seguindo o rio,pra apagar rastros. Millie inicia um debate sobre os perigos,riscos e a futilidade do que estamos fazendo nessa trama. Começa uma enfadonho discussão sobre nosso papel nisso tudo e a participação dos Deuses no panorama geral da coisa toda. Percebo que a pobre criança é uma pessoa muito amargurada e rancorosa,que não durará muito sozinha,como pretende,embora se ache mais do que auto-suficiente pra tarefa. Quanto á mim,tenho total consciência do que estou fazendo aqui,a despeito das dúvidas dos outros sobre si mesmos. Aproveito a oportunidade pra avaliar esses pessoas com quem vou conviver,seus trejeitos,forma de pensar e suas habilidades individuais vistas na taverna. A discussão está tão acalorada que só é interrompida quando ouvimos o som forte,límpido e assustador da corneta da Guarda da Cidade. Adentraram a taverna e se depararam com a chacina. Olho pra trás com receio,já sabendo,em meu curto período na Terra dos Vales,o que pode vir em nosso encalço: Os Dragões Púrpuras de Cormyr."


Um cavaleiro dos Dragões Púrpuras,a Elite da Guarda da Cidade de Cormyr.












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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Seg Jul 04, 2011 5:57 pm

O que aconteceu até aqui:


Compilado por Ka'mona "Ka'iki" Hali'kaka



Semanas atrás,um grupo de Angannis resolveu deixar as Ilhas,pra explorar as outras terras de Toril. Partimos com a mensagem de nossos Deuses. Alguns com motivos e propósitos pessoais. Outros,pelo simples prazer da aventura. Esses eram maioria,devo dizer.
Duas divindades de nosso Panteão estavam presentes: Manú,pra nos desejar boa sorte e abrir os portais e Koa,pra dizer que se não voltássemos vitoriosos,era melhor não voltar.
Todos entendemos o humor irônico de Koa,afinal,de todos os Deuses do Kauhale,ela é a que mais vemos nas Ilhas,por ser muito ligada á sua vida no Plano Material. Grande parte da história de nossos Deuses nos foi contada por Koa. Ela nos desejava tão bem quanto Manú,mas jamais admitiria isso. Éramos seus filhos,afinal.

Os portais se abrem. Tristemente,me despeço de minha irmã e adentro um deles.
Muitas semanas se passaram depois disso. Muitas semanas em que individualmente ou em coletivo nos colocamos á prova.
Mas nossa história tomou um rumo inesperado quando Kay'linna e um amigo nosso, Ka'kaly,trombaram com um anão,de nome Ulfgar,quando saíram do portal em uma estrada desses Reinos.
Na cidade onde se encontravam,começaram a ter sonhos com crianças. Crianças que precisavam de ajuda. Esses três aventureiros iniciariam uma trama de horror,maldições e mortes que não havia sido prevista por quem não entende dessas coisas,mas que certamente já era do conhecimento dos que precisavam saber.

Eles se empenharam em resgatar as crianças,fazendo inimigos e aliados. Primeiramente conheceram Angus,o guerreiro zhentharim,que os auxiliou o quanto pôde e seguiu seu próprio caminho. Pessoas espertas sempre sabem até onde podem ir.
Dias depois,numa caravana,libertaram a ruiva Úrsula,uma bárbara de modos rudes e sangue quente,que endividada e com um passado nebuloso a reparar,ficou com o grupo no lugar de Angus. Pouco depois,Kallysto,uma arcana se junta á empreitada,por seus próprios motivos.
Nesse ínterim,nada é bom e bonito o tempo todo. Esse grupo criou um certo atrito,logo reparado, com a Guilda dos Máscaras Noturnas e os Arcanos Vermelhos de Thay. O tipo de pessoas com as quais não se brinca levianamente.

Andando pelas cidades dos Reinos,eles bravamente resgataram todas as crianças,com uma angustiada voz os guiando o tempo todo. Findo os resgates,o pior ainda estava por vir. Tudo aquilo era apenas o início. Eles foram guiados até a verdadeira causa dos sequestros. Uma menina loira,de aparência franzina,afirmou ser a causa de tudo. Ela estava sendo caçada.
O grupo nobremente se empenhou em ajudá-la,e foi aí que a danação começou pra todos os envolvidos e pra inúmeros inocentes. Pois eles desconheciam o que os esperava. Ou talvez não se importassem. Creio que a segunda assertiva seja a melhor. Afinal,olhe pra esse grupo: uma bárbara,um anão e 2 angannis. Todos símbolos de coragem e bravura entre os povos. Sim,realmente as coisas estavam fadadas a serem como aconteceu.

O que pude entender de todos os fatos: eles escalaram os Picos do Trovão com a menina,freqüentemente sendo seguidos por coisas sombrias. Uma mulher de aspecto reptiliano também foi avistada. Ousadamente eles subiram a tal montanha,topando com tribos de orcs,Gigantes e ogres. Sua determinação era tamanha que eles conseguiram atingir seu pico,seguindo unicamente as visões da estranha menina.

Eles conheceram a dragonesa Nabyc,que habita a região e sabiamente decidiu não se envolver nessa trama. Como eu já disse antes,os espertos sempre sabem até onde ir.
Chegando ao local,eles se depararam com um ancião,mais morto do que vivo. O pobre diabo era guardião de uma profecia envolvendo 7 irmãs,entre elas a que estava com eles. Copiei os trechos dessa desgraça anunciada de um papiro que roubei de Konia. O idiota provavelmente nem deu falta ainda.

O trecho diz o seguinte:

" Sete pecados mortais
Sete modos de vencer
Sete caminhos sagrados para o Inferno
e sua Jornada começa

Sete descidas
Sete esperanças ensangüentadas
Sete são suas chamas ardentes,
Sete,seus desejos....."




O que se descobriu: aparentemente existem 7 irmãs,que precisam ser reunidas pra que algo aconteça. Ainda não se sabe se o "acontecido" será bom ou ruim. Elas estão espalhadas pelos Reinos,e uma impossível de ser localizada,o que nunca é bom,pois significa que pode estar em outro Plano ou pior.

Não sendo ruim o suficiente,parece que essas irmãs tem uma espécie de contraparte masculina,com as mesmas habilidades. Eles acabam descobrindo que a mulher reptiliana que já tinham avistado faz parte dessa história. Ela surge e explica o que sabe e passa a acompanhar o grupo.

Aparentemente esse refúgio é seguro pra menina,e ela é deixada pra trás. O grupo,agora na companhia da mulher,Zhalandahara,parte em uma nova empreitada.

Eles começam a procurar as irmãs,sendo atacados continuamente por mortos-vivos e assombrações,a serviço de quem quer que seja. Por vezes,um dos irmãos dessas mulheres aparece em uma forma mais poderosa,dominado por entidades,que os usam como veículo pra destruir esse grupo.Ainda assim esse grupo triunfa. Nessa jornada,muitas vidas são perdidas,pois a tal criatura sombria espreita nas sombras e tenta se antecipar,atacando prováveis locais onde o grupo passará.

Vez ou outra,eles precisaram subir a montanha de novo pra deixar as irmãs encontradas. Vez ou outra isso significa lidar com tribos orcs,gigantes e os seres comuns dessa região. Num desses ínterins esses guerreiros tão valorosos sofrem então sua primeira baixa. Em um combate aparentemente desnecessário,Ulfgar,o anão,deixa esse mundo,e as esperanças de todos diminui.

A queda do anão desestabiliza um grupo que já lidava com pressões emocionais e físicas constantemente. Úrsula me contou que minha irmã ficou mais imprudente do que nunca depois do ocorrido,e que grande parte do seu brilho se apagara.

Com uma profunda ira ela me narra a discussão na caverna,que culmina com a morte de Ka'kaly e Kallysto. Uma discussão sem sentido que por pouco não terminou de forma pior. Konia e Anabeth eram recém-chegados nessa loucura.

Por motivos mais insanos ainda,os Deuses do Kauhale trazem Ka'kali de volta pra terminar a missão. Não o Ka'kaly que todos conheciam,mas sim uma criatura tão parecida em personalidade com o que enfrentavam que Kay'linna provavelmente repudiou totalmente esse ato de nossos Deuses. Isso posso dizer com certeza. Era o que eu faria.

Postos á prova constantemente atrás das irmãs,eles topam com Millie,a ladina,uma menina séria e meio lunática,que ostenta um cristal familiar aos meus olhos. Ainda vou lembrar porquê. Eles lutam dia após dia,e conseguem reunir 4 das sete irmãs,porque uma se recusara a vir. A sombra sinistra que os persegue pairando silenciosamente sob seus atos. Nossos deuses estão nos bastidores,atentos á cada passo desse grupo. Eles querem uma vantagem,mesmo que mínima sobre o que pode vir a acontecer.

E nesse momento de minha narração,na Terra dos Vales,eu desconhecia que tragicamente era chegada a hora de minha participação nessa trama. E que essa participação seria tão urgente quanto triste pros envolvidos. Porque descendo a montanha mais uma vez,eles conseguiram encontrar Lyra,a 6ª irmã. Foi um combate mais brutal,como poucos tinham sido até então. Eles lutaram como nunca. Enquanto eu bebo uma cerveja numa taverna imunda na Terra dos Vales,minha irmã Kay'linna tomba pra clava de um gigante,Ka'kaly encerra sua meia-vida. Outros têm destino igual. Das cinzas da derrota completa,Konia surpreendentemente com suas habilidades adquiridas gesticula as mãos e junto com Anabeth e a pequena Lyra deixam o local. Um local de morte. Onde sangue anganni e de muitos outros, foi deixado.

O grupo volta á montanha. Qual a situação? Cailih,Jasmine,Diana,Alessandra e Lyra estão reunidas. 5 desgraças de 7 estão no mesmo local. Ulfgar,Kallysto,Ka'kali,Kay'linna e outros estão mortos.

Antes de mais nada,eu pergunto: "Valeu a pena?"



Estou aqui numa taverna,e ao pedir outra rodada,um anjo me dá tristes notícias. Chegara a hora de participar desse pequeno e trágico enredo. Não apenas eu,mas toda uma nova leva de aventureiros,que adentram uma taverna dias depois,onde rancorosa eu analiso o que está por vir. Nessa mesma taverna,o destino chega até nós. Os remanescentes desse grupo chegam a nós e claro, a desgraça vem junto.

Tudo que houve até aqui não passou despercebido aos Deuses. É claro que não. E tudo está pra piorar. Tudo sempre piora antes de melhorar.

Hoje nós duramente matamos 2 servos da divindade Cyric,e seus demônios invocados. Isso com certeza está saindo de nossas mãos. Os deuses estão se movendo e nós estamos no olho do furacão. E não se escapa de olhos de furacões.


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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Seg Jul 11, 2011 2:52 am

"Estamos acampados na Lagoa dos Goblins( termo que eles mesmo usaram),criaturinhas pequenas e estridentes,graças á Artórios,que intimidou os pobres infelizes. Alguns dormem,outros desaparecem. Como não tenho sono,fico treinando com minhas espadas. A noite avança e após algumas horas começa uma acalorada discussão. Incrível como reunir mais de 3 pessoass no mesmo local sempre gera discussão.

Os goblins saem das árvores trazendo a garota que quase não fala e outro de aspecto estranho. Pronunciam coisas ininteligíveis talvez até mesmo pra quem entende goblin. Quem estava dormindo,obviamente acorda. Começa o falatório. Parece que o desconhecido é conhecido dos três orientais e os goblins o tratam como invasor. Ninguém ouve ninguém. Konia,que estava estudando está em vias de lançar uma bola de fogo em todos,pelo modo que está olhando pra cena. De minha parte,continuo treinando. Já achei deveras humilhante ser escoltado por goblins e a cena não precisa de mais espectadores do que já tem.

Resolvida a confusão,todos se preparam pra dormir. Pela manhã,um dos orientais e Artorios saem pra caçar. Fazemos nossos desjejum e procuramos a estrada pra seguir caminho. Na pressa de deixar a pequena cidade nossos cavalos ficaram pra trás,de forma que temos todos que andar agora. É o que fazemos durante várias horas. Alguns não se importam,outros tentam parecer durões,e o idiota do Konia vai choramingando todo o caminho. É castigo demais dos Deuses eu reencontrar esse magricela tão longe das Ilhas. O único lado bom é que posso importuná-lo 24 hs por dia.

Após algumas horas caminhando,o clérigo aborda uma das carroças e angaria uma carona pra alguns do grupo. Algumas mulheres sobem,entre elas,Konia, a mais feminina de todas,e o próprio clérigo,em sua desajeitada armadura. O resto que não tem sorte da carroça ser maior continua a pé. Achei graça do servo sacerdotal de Kahunna me estender a mão pra ir na carroça. O homem só pode ser louco pra tentar me galantear tão idiotamente."


Após algumas horas na estrada,parte do grupo consegue uma "carona" até a cidade mais próxima.


"Longas horas de caminhada e chegamos á cidade,quando a outra parte do grupo já se preparava pra sair. Compramos cavalos pra alguns e nos dividimos em duplas,pra nos mantermos juntos dessa vez. Cavalgamos mais alguns quilometros e chegamos em outra cidade,essa um pouco melhor que a ultima,com estalegens,tavernas e hospedarias. Somos recebidos pela Guarda da Cidade,que nos informa das "regras" do local. Tento não rir,afinal o bom homem apenas cumpre seu dever. Adentramos a cidade e vamos pra taverna. O ideal seria não chamarmos atenção,mas claro que num grupo tão grande,com pessoas tão diferentes,a estupidez e a burrice sempre vai imperar. Ainda mais se esse grupo tem o imbecil do Konia como membro. Poucois minutos lá dentro,e ele inicia uma "disputa de bebida" com os locais. Todos param pra ver. Pra alguém com poderes mágicos,fica imposível acreditar que ele possa vencer qualquer tipo de competição sem trapaças,e é o que acontece. Poucos percebem um sutil gesticular de dedos em determinados momentos da "disputa".

A garota,Millie,tem se aproximado mais dele nesses dias. Coitada. Deve estar realmente com problemas emocionais sérios pra chegar a tanto.

Chega a noite. Konia está tão bêbado que vaga pelos corredores importunando todos,inclusive á mim. O parvo ainda é anganni,não importa seu estado,e coloco ele na cama ao meu lado. Um elfo bate á porta e Anabeth pisca pra mim. Konia fica confuso,sem entender a situação. Dou muitas gargalhadas no corredor. Após me importunar bastante,ponho ele pra fora do quarto e ele passa a madrugada batendo nas portas dos outros membros.

Pela manhã,ficamos sabendo que a torre avistada da entrada da cidade é habitada por um mago,de nome Sidarta. Tal nome soa familiar á Konia e o grupo decide ir á torre falar com ele. Entrego a bolsa com todos os itens do nosso encontro com os servos de Cyric e eles se dirigem ao local. Prefiro aproveitar esses momentos de paz em que eles vão me deixar aqui e me dirijo pra taverna. Chegando ao local,eles são atendidos por uma pequena pixie."


A tagarela pixie Sybelle Cinco-Folhas recepciona nosso grupo na torre de seu mestre,Sidarta.


"Eu sou Sybelle Cinco-Folhas. Vocês desejam ajuda? Meu Mestre pode estar muito ocupado nesse momento,mas poderá recebê-los se for urgente.";ela diz.

"O grupo adentra a torre e o mago Sidarta surge. A situação é explicada ao senhor de trejeitos estranhos e fala difícil.


"Por Tyr. Vocês não devem desistir dessa empreitada. Sempre se deve fazer o bem sem olhar á quem. Assim como o sol nasce todo dia,eu lançaria Dardos Místicos nessas criaturas vis e pustulentas";;ele esbraveja,agitando os braços espalhafatosamente.

Ele escuta de bom grado Konia falar sobre Kahunna,sua antiga discípula e sobre os itens que o grupo tem. Levando pra seu laboratório,ele passa algmas horas lá dentro e depois,com alguns conselhos,compra alguns pra ajudar o grupo. Sybelle passou essa horas tagarelando com o grupo sobre os tempos passados com um grupo chamado Aliança Eterna e cita mesmo alguns nomes que apenas lutou brevemente,como alguns de nossos deuses? Shayera,Cassandra,Nemae,nomes que ostentavam em suas vidas mortais. O grupo se despede amigavelmente de Sidarta e Sybelle. O que quer que possa vir a acontecer,eu creio que esse mago e sua aprendiz pouco poderão fazer. Esse encargo é nosso."


O poderoso mago Sidarta ajuda de bom grado nosso grupo,e nos dá bons conselhos pra nossa empreitada.

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Sab Jul 23, 2011 6:40 pm

"As horas passam ali na cidade e o grupo decide reunir o pouco dinheiro que sobrou da venda dos itens pra angariar um "atalho" até Calimshan,cidade desse reino em que sabemos se encontrar Djanira,a irmã que se recusou a vir nessa empreitada da profecia. Me parece agora que nem todas as irmãs são completas idiotas.
Depois de todos terminarem seus afazeres pela cidade,nos reunimos na estalagem,aguardando que Sidarta tenha o tempo necessário pros preparativos da magia,que Konia chamou de Círculo-de-sei-lá-o-quê. Bebemos e comemos. Alguns mesmo se arriscam a cantar e dançar. Isso me lembra minha irmã e de como ela gostava de ambas as coisas. Por isso aproveito que meus aliados iniciam uma zoação em Konia sobre a noite anterior e me afasto.

Estou na porta da estalagem. Sei que a menina-que-não-fala,dos orientais,está em algum lugar em meu campo de visão,pois não se encontra com os outros. Como sei que não a verei a menos que ela queira isso,fico com meus pensamentos,até que Millie se aproxima,novamente falando sobre os malditos cristais,sua recorrente obssessão. Konia foge da zoação lá de dentro e se junta a nós. Explicamos a Millie o quão sua busca é infrutífera,mas já sei que não adianta. Pior do que uma pessoa arrogante como eu,é uma pessoa teimosa como Millie. Ela se despede de nós no mesmo momento em que Sasu começa a procurar sua irmã,que está em algum local que ele deve saber aqui fora. Eu não sei.

Voltamos á torre do mago Sidarta e depois de explicações enfadonhas sobre os perigos do que estamos fazendo ,ele gera um círculo mágico no chão,no qual adentramos."


A magia Círculo de Teletransporte,conjurada por Sidarta,o mago.


"Surgimos há pouco mais de 100 metros da capital da cidade e começamos a inquirir os transeuntes sobre a Sra. Djanira. Eles nos olham com aparente indiferença,claramente como inferiores,alguns até mesmo se recusando mesmo a falar conosco. Como não tenho tempo pra frivolidades sociais,adentro uma taverna e ofereço dinheiro pela informação. Sasu,muito mais polido e educado do que eu,atrai a atenção de um homem,que concorda em nos guiar até Djanira.

Seguimos com ele,e em dado momento,ele diz que precisa "cortar caminho", pra "facilitar". Isso desperta algumas suspeitas em alguns,mas continuamos. Há uma grande tensão no ar ,pelo risco de estarmos em uma armadilha,e Anabeth faz repetidas perguntas á todo momento,sendo inclusive bastante brusca com nosso guia. Ele se sente ameaçado e diz que está apenas fazendo seu trabalho. Outros como Artorios começam a se incomodar e ameaças desnecessárias são proferidas. Percebendo que vamos morrer antes de chegar ao local, vítimas de total imprudência de alguns,passo a prestar mais atenção em cada curva. Sasu me alerta que o homem está armado. Bom pra ele,claro.

Após algum tempo,chegamos a um bairro mais controlado,onde nosso guia nos indica uma pessoa. Tudo me parece normal,mas olhos mais argutos do que o meu,como o de Anabeth,Sasu e Xin me alertam do perigo. Decido não levar todos pra toca do leão em caso de encrenca e parto com Sasu,Xin e Konia pra conversar com nosso anfitrião.

Ele nos adula maliciosamente. Fala sobre "proteção" ,de estar "sendo pago",que a Sra. Djanira "não quer incômodos",mas nos escuta pacientemente. Olhando pras escadas,ele faz um gesto e comenta que o resto de nós não precisa "se esconder",que "tudo se resolverá,se a Sra. Djanira se dispor a vir falar conosco"."



As aparências enganam...


"Ele entra na mansão á nossa frente e nos reunimos pra avaliar as medidas a serem tomadas. Xin,Anabeth e a oriental silenciosa,bem como Sasu nos alertam pra olhos no escuro,bem como pro fato de que as pessoas na rua ,embora disfarcem,estão de olho na gente.
Como existem maneiras fáceis de morrer nessa vida. Eu não tinha notado nada disso. Procuro prestar atenção no que estão dizendo e confabulamos um possível plano alternativo.
O homem volta e diz que a Sra. Djanira se recusa nos ver,que fez a mesma proposta que fez ao nosso antigo grupo. Não podemos sair daqui sem a mulher,e Konia,inteligentemente joga nossa última carta: "Podemos acabar com os sonhos que lhe afligem durante á noite. Podemos matar a Sombra. Já fizemos outras vezes."
Na verdade,nenhum de nós aqui já fez isso,e nem faço idéia do que são essas criaturas que nosso antigo grupo enfrentou,mas não deixa de ser verdade."


Djanira,uma das Sete Irmãs,que se recusa a participar de seu papel na sinistra profecia.


"Com essa última barganha,a Sra. aceita nos receber,mas novamente,temendo uma armadilha,decidimos ir seletivamente.
Eu,Konia,Xin e Artorios adentramos a casa. Houve um veto de armas que praticamente deixou a outra parte do grupo de fora. Os orientais tem algum tipo de código contra isso,pelo menos Sasu aparentou isso.
Lá dentro,Djanira nos recebe de modo enfadonho,alegando já saber do que se trata e com a mesma proposta negada pelo grupo anterior. Ela zomba de nossos esforços,da profecia,e mais ainda de suas irmãs. A mulher ou é completamente louca ou perdeu totalmente o senso de perigo. A maioria de nós não precisa estar armado pra matar uma pessoa,e antes que a tensão aumente,nós conseguimos um acordo com ela,que dependia ainda que fosse aprovado por seu marido.

"Se vocês crêem ser bons o suficiente pra me salvaguardar,isso deverá ser provado. Eu tenho uma vida aqui que não deixarei pra trás a menos que me garantam a chance de retornar a ela um dia. Desafio vocês quatro a chegar aos portões da minha casa. Caso isso seja feito,permitirei que tenham um audiência com meu marido,e ele decidirá o que faremos."

Não sei o que passou pela cabeça de Konia pra achar que seria tão fácil,talvez ele só quis arriscar um palpite ou amarelar pros desafios,o fato é que,dada a permissão,ele faz um sinal pra que nos juntemos,e num clarão rápido,desaparecemos da sala,surgindo pouco depois em uma galeria fedida e escura.
Rapidamente procuramos objetos pra usar como defesa e seguimos um túnel,onde não demorou pra sermos abordados por estranhas criaturas,de aspecto decrépito e moribundo. Zumbis,mortos-vivos,ou dane-se o nome que dão pra isso nessas paragens,eles nos atacam e barram nosso caminho. Artórios bloqueia o corredor e impede a passagem das criaturas,mas não temos tempo nem a necessidade de uma pessoa lutar sozinha,e relutantemente,depois que o reprimimos pra abrir espaço pra Konia finalizar rapidamente a luta,nós seguimos. Pelos corredores há inúmeras celas com pessoas presas,algumas há meses e anos. Parece que a Casa de Djanira se mantém bastante ocupada,e seus negócios vão muito bem. Enquanto uns se revoltam ,outros procuram libertar as pessoas,afinal,quanto mais melhor,elas dizem."


Algumas das supresas que nos esperam no Subterrâneo da Casa de Djanira.


"Ao nos aproximarmos de uma pesada porta de metal,a turba para,esperando nossas ações,e um tumulto começa: um clérigo de uma das divindades desse Reino se recusa a ter participação na insanidade de libertar tantos criminosos e ameaçam matá-lo. Todos enlouquecem e a situação fica insustentável. Nossos amigos estão lá fora sem saber o que houve conosco. Já se passou muito tempo. Se eles cogitarem entrar aqui sem aviso,tudo que foi pré-acordado irá por água abaixo. Não sabemos como estão as coisas lá fora,e eles não sabem o que ocorre aqui. Em meio á tudo isso,uma calmaria na tempestade assume a situação. Se concentrando,Xin faz gestos habilidosos e atinge com precisão os fechos da pesada porta. O que tiver que vir pela frente nesse subterrâneo,está do outro lado da parede."

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Qui Jul 28, 2011 6:59 pm

"Do outro lado da porta da porta havia 5 homens. Uma oposição pequena,dada a quantidade de pessoas que tínhamos. No entanto,eles parecem calmos. Um deles toma a palavra. Explica que passaríamos pela porta ás suas costas apenas se nosso grupo matasse a turba atrás de nós ou ela nos matasse. Um incômodo impasse se instala. Os piratas e criminosos avaliam seus números e nossas armas. Pensamos rápido no que fazer,pois não temos tempo. Xin golpeia o chão rente á porta,produzindo pouco efeito,mas Konia planeja algo. Ele e Artorius se ocupam da porta e junto com Xin me preparo pra qualquer ofensiva que posso vir da multidão,que receosa, espera nossos movimentos. Usando magias sônicas,Konia consegue aprofundar ainda mais o buraco e Artorius cava até conseguir uma passagem pro outro lado. Agora todo cuidado é pouco e decidimos ir atrás com cautela.

Os idiotas,ansiosos em fugir daqui se dispersam como ratos. Avançamos com mais prudência até chegar numa sala,onde um estranho gás nos atinge,reduzindo parte de nossos movimentos corporais. Veneno. Há inúmeros corpos no chão,todos degolados. Avançamos. Uma nova sala,depois um corredor. 2 soldados o guardam,mas Xin imobiliza um com sua técnica e Konia outro com sua magia. Matamos os dois rapidamente e Artorius começa a lamuriar sobre a morte desnecessária dos guardas. Duvido que por mais que eu ande por esse Reinos eu encontre um urso mais simpático que ele. E mais idiota. Na taverna em Cormyr ele ficou esmagando a cabeça de um cara morto no chão. Vindo pra cá,enforcou nosso guia nos becos. E aqui dentro,quando estamos lutando pela vida,sem armas,ele quer que sejamos "bonzinhos" com nossos algozes. Como eu dizia,Artorius é bem idiota. Prefiro ignorar levianamente suas observações caridosas,pego duas cimitarras e avançamos."


Os guerreiros da Casa de Djanira cumprindo ordens: impedir que avancemos.


"A próxima sala que chegamos tem diversos guardas e embora ajamos rapidamente pra minimizar ferimentos pessoais eles possuem flechas envenenadas e Artorius logo é vítima de uma,caindo desacordado. Essas são mais perigosas que as espadas,pois ao ser atingida,percebo que minha própria resistência é minada. Konia tenta reduzir seus números com ataques de área,mas estamos em ampla desvantagem nesse cenário e com Artorius caído. Lutamos bravamente,mas o veneno de suas armas nos derruba na próxima câmara. Tudo fica turvo e eu desmaio. Maldição,vamos morrer aqui nesses túneis,penso eu,antes de perder a consciência.

Não sei quanto tempo se passou,mas pouco depois ouço Konia gritando meu nome. Xin e Artorius também estão ali. Tento falar,mas fui várias vezes atingida pelas lâminas envenenadas e tanto minhas cordas vocais quanto minhas funções motoras estão comprometidas. Konia diz que teve que enfrentar outros enquanto estávamos caídos. Percebo que esteve chorando também. Situações tensas geralmente o fazem voltar a ser aquele magricela que era judiado nas Ilhas. Bastante feridos e com poucos recursos,nós avançamos até um cômodo mais dentro de uma residência. Uma pequena garota,pequena demais pra esse tipo de situação nos olha assustada. Ela diz que deve nos deter,e nos olha apavorada. Não sabemos o que fazer,e certamente não podemos matar uma criança. Artorius tenta dialogar,mas a menina olha tensa pra cada movimento que fazemos. Subitamente,Konia age e um grito horrorosa emana da criança. Ela arde e queima por dentro,caindo morta no chão. Olhamos horrorizados pra cena e Konia fica perplexo. Creio que ele não pretendia matar a menina. Mas está feito.

Uma cortina desliza suavemente e Djanira surge,aplaudindo com ironia. Ela diz que provamos nossas intenções e que virá conosco,mas devemos ser rápidos,pois a influência de seu marido pode interferir em nossos planos. Xin desce as escadarias da mansão e procura os outros membros do grupo,que comprando pergaminhos de teleporte,nos encontra na mansão pouco depois. Situação explicada,nos dividimos em grupos pra sair da cidade."


Enquanto lutávamos por nossas vidas em um acordo,o resto do grupo esperava ansiosamente nossa vitória e retorno.


"Konia,Xin, Djanira e eu usamos um pergaminho e somos teleportados pra algum local perto de Pros,nosso ponto de encontro acordado. Presumimos que os outros tenham o mesmo sucesso e aguardamos no local que Konia possa conjurar outra magia desse tipo. Acendemos um fogueira,caçamos e temos que suportar horas de reclamação de Djanira sobre nossa situação. Enquanto isso,Anabeth,Artorius,o clérigo e Kemiko saem na pequena cidade de Pros,depois de usarem dois pergaminhos e aguardam nossa chegada. O grupo da halfling,fico sabendo depois,preferiu meios menos perigosos de transporte e contratou um arcano vermelho pra lhes auxiliar. Eles comem e bebem em uma taverna,enquanto nosso grupo espera até que Konia esteja pronto,o que só se efetiva na madrugada do dia seguinte. Com mais esse encantamento,finalmente chegamos á pequena cidade Prós. Daqui iremos subir os famosos Picos do Trovão e nos preparar pro que pode ser a pior etapa dessa empreitada. Descer ao Inferno no resgate á Luana. Que os deuses angannis nos abençoem."


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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Seg Ago 01, 2011 2:01 pm

"Estamos aqui onde tudo começou. aqui na pequena cidade de Pros,as 7 irmãs nasceram,para o bem ou para o mal. Procuramos o restante do grupo e não demoramos a achá-los em uma pequena estalagem. Djanira,lógico,começa a reclamar das acomodações e sugere uma pousada de sua escolha. Decidimos não contrariar. Está muito tarde pra escandâlos. No entanto,ao sairmos,um grupo pequeno de monges a reconhecem e começam a lhe render homenagens e perguntam de Cailih. Horrorizada,ele age grosseiramente.

Vamos pra estalagem de sua escolha e fazemos planos pro amanhecer. Reunimos provisões e combinamos teleportes pra Thunderstones,uma cidade próxima dos sopés da montanha,há algumas horas da entrada da trilha que nos levará á caverna onde os outros estão. Dessa vez não temos nenhuma surpresa e chegamos sem mais problemas. Temos dias de caminhada pela frente e a ordem do dia é : caminhe."


Os Picos do trovão,atual objetivo de nossa empreitada.


"O frio logo começa a incomodar a todos,com exceção de Artorius,cuja pelugem daria um bom casaco. Em todo o caminho ,temos que aturar a ladainha e as reclamações de Djanira,e todos estão a ponto de esganar a mulher. Ela repete seguidamente a inutilidade da missão,as mortes insensatas,etc,etc,etc. Acampamos várias vezes,e Artorius caça em todas as paradas que fazemos. Uma comida escassa,pois a região é inóspita e muito grande pra conseguir coisas melhores a curto prazo. No 3º dia,estamos acampados,e como ainda não tivemos problemas,nos permitimos relaxar um pouco. Konia começa a demonstrar seus conhecimnentos sobre o que quer que seja,na tentativa de impressionar as mulheres do grupo,enquanto me ocupo de assar o que Artorius conseguiu pra janta. Estamos todos ignorando levianamente o modo arrogante de Djanira quando uma voz vinda de uma local que com certeza não é desse mundo paralisa a todos pela pura maldade que emana:

" Vocês mataram meus pequenos soldados. Subiram tão alto,e agora eu vou cobrar essa dívida de vocês." A voz é maligna,astuciosa,cruel. Ninguém consegue esboçar nenhuma reação,embora Konia,apavorado,ainda tente fazer gracinha: "Se o problema é dinheiro,vamos conversar,temos muito." Não sei como alguém que faz questão de parecer inteligente pode ser tão idiota 90% do tempo. O fato que assim que nos acostumamos com a escuridão,vimos sair das sombras uma criatura gigantesca,seguida de inúmeros pares de olhos. Babaus. E o que quer que seja a imensa criatura,só pode ser má notícia pra gente. Antes que possamos agir,ele dá um a gargalhada e os mais próximos param estáticos,não sei dizer se por medo ou algo que a criatura fez. Os babaus avançam e agimos rapidamente,mas uma nuvem e um cheiro horroroso minam nossa força e movimentos."


Hezrou comandando Babaus. Mais um severo ataque das forças que se opõem á nossa missão.


"Desesperadamente tentamos reagir,enquanto os babaus se aproveitam da situação e atacam nossos aliados indefesos. Nesse ponto,cada um deve fazer uma escolha: ou protegemos Djanira,cujo objetivo é maior do que todos nós,ou protegemos nosso aliados,que estão incapazes de se defender. Temos segundos pra tomar essa difícil decisão e quando me movo,decido que se todos caírem aqui tudo já feito até agora terá sido em vão. Saco as espadas e tomo á frente de Djanira,ao mesmo tempo que Konia e Anabeth se afastam das criaturas. Uma decisão difícil,que vai pesar em cada um pelos próximos dias,pois no instante seguinte,os babaus desferem novos golpes e vemos o nobre Sasu tombar,com a garganta cortada. Artorius se transforma em um imenso urso e avança pra dar cobertura,enquanto Konia e Anabeth atacam a enorme criatura. Eu,Lia e Panco tentamos conter os babaus que avançam contra Djanira. O tempo corre contra nós e redobramos os esforços. Konia se empenha em derrubar a enorme criatura a cada gesto de mãos e graças aos Deuses e ao poder de Kahunna,ele obtém sucesso pouco depois. Sem seu líder,as criaturas esganiçam risadas diabólicas e desaparecem.

Não se pode chamar de vitória. Sasu jaz morto ao lado da fogueira. Os orientais pranteam e enfaixam seu corpo. Fazem os ritos necessários. Caminhamos até outro local e terminamos á noite em vigília.

Ao amanhecer,seguimos viagem. Depois de horas caminhando,em certo ponto da estrada,cruzamos com o que chamam de troll. Uma horrenda criatura. Ele gesticula e faz gestos na direção do grupo. Artorius tenta barganhar nossa passagem. Ele parece querer cobrar algo. Aponta pra mim e esboça o que deve ser um sorriso. Devolvo o sorriso e aponto minha cimitarra flamejante pra ele,o que é suficiente pra ele mudar de idéia sobre o que quer que esteja pensando. Por fim,ele se contenta com uma moeda de ouro e passamos sem precisar lutar."


Troll. Uma das "agradáveis surpresas" que você pode encontrar subindo os Picos do Trovão.


"As horas passam. Horas insuportáveis com Djanira reclamando durante todo o tempo. Em certo trecho,Anabeth olha atentamente pra algumas ruínas e silencia. Konia também. Percebo que eles conhecem o local. Após um tempo,ela me diz que foi naquelas ruínas que o outro gupo tombou em combate contra Gigantes,no resgate de Lyra,uma das Irmãs.
Isso certamente é inesperado pra mim. Me aproximo das ruínas pra prestar minhas homenagens aos combatentes caídos,e sobretudo ao valor e coragem de Kaylinna,morta tão prematuramente nessa insensata misssão,com tanto pelo que viver ainda. Gasto o tempo necessário fazendo isso e quando volto,percebo que Djanira esboça algum fútil comentário sobre meus atos. Antes que termine a frase,ergo meu punho e atinjo seu rosto violentamente,quebrando seu nariz no processo. Em nenhum momento eu disse que toleraria essa mulher e ela certamente já passou dos limites. Ela esbraveja e me xinga de vários nomes. Pouco me importa."


Tributo aos Caídos. Ka'mona se permite chorar por Kay'linna,no local de sua morte. O local onde aliados e amigos tombaram é lembrado e visitado pelo atual grupo.



"Subindo e subindo. Mais horas se passam até sermos abordados por duas pequenas criaturas,de lança em riste. Eles esganiçam ordens. No entanto,pouco depois,olham demoradamente pra mim e se acalmam,fazendo gestos e reverências. Não entendo patavinas de suas atitude e Sakura magicamente começa a conversar com eles. Eles dizem ter conhecido minha irmã e os outros e que é perigoso subir. Falam de um dragão prateado e seu exército de anões. Desaconselham totalmente nossos propósitos. Depois de se convencerem que não desistiríamos,um deles me entrega pomposamente sua lança e eles dizem adeus.

Quanto mais alto,mais rarefeito é o ar,e novos perigos,como o próprio clima, são as novas ameaças. Entre riscos de quedas e avalanches,nós avançamos,ignorando se há possíveis tribos por perto. Cansados e exaustos por termos que nos ajudar mutuamente na difícil subida,atingimos uma longa escada que dá finalmente na caverna. Nos largamos levianamente em seus degraus,sem forças pra nem mais um passo,mas o destino nos diz que ainda não acabou o dia. Gritos e sons de batalha cortam o ar e reunindo o que ainda resta de determinação,Artorius,eu e Anabeth corremos até o topo da escadaria,a tempo de ver a bárbara Úrsula meio ajoelhada perante um imenso esqueleto meio rochoso,enquanto uma mulher que lembra muito Xin,ergue os braços e cria barreiras que impedem o avanço de inúmeras sombras.

Úrsula nos vislumbra nos devaneios de sua fúria e ruge furiosamente um grito de guerra. Sim,ruiva,a cavalaria chegou."


O ataque á caverna. Combalidos e exaustos,nós avançamos contra inimigos que ainda não conhecemos. Mais uma vez,nós avançamos.

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Seg Ago 08, 2011 8:19 pm

"Não há tempo pra ações planejadas. A cena diante de nós é assustadora e preocupante demais. Artorius rapidamente se interpõe entre nós e a leva de zumbis,esqueletos e sombras,enquanto individualmente tentamos meios de chegar á entrada da caverna. Uma voz maligna e cheia de malícia sussurra: "Djanira está aqui. Tragam-na pra mim. Matem todos."

O terreno é bloqueado por neve espessa,dificultando corridas longas e mesmo as curtas. Entre saltos e acrobacias,eu me posto ao lado de Zhalandahara e Úrsula. Konia ssume posição acima de nós e suas mãos começam a brilhar. Emiko desaparece silenciosamente. Panco faz a cobetura de Lia,enquanto Anabeth gesticula e murmura palavras de poder que aprimoram os movimentos dos mais próximos."


Com fúria,nós buscamos abrir caminho entre a leva de mortos-vivos que tenta acessar a caverna onde estão as Irmãs da Profecia.


"Eles avançam. Sombras vis,espectros malignos,zumbis,esqueletos. Alguns mais difíceis de atingir,outros de ferir. Todos com o mesmo propósito. Sakura e o clérigo de Kahunna protegem Djanira. Konia,Anabeth e Lia causam grandes danos ás fileiras inimigas com devastadores efeitos de área. E em meio á escuridão do local,uma luz se manifesta: Angélikka surge,um brilho radiante e esperançoso,que aviva nossos corações.

Novamente,em nossa hora de necessidade,Angèlikka surge radiante pra lutar ao nosso lado.


"Ela prontamente se põe em posição e o embate se inicia. A entidade que aparentemente lidera o bando no solo gesticula e atinge Konia violentamente com um projétil ácido,que causa severos danos em meu aliado anganni,que em uma forma de um horrendo pássaro se vê cercado pela horda sobrevivente aos seus poderes.Eu,Úrsula,Angélikka e Zhalandahara mantemos uma difícil contenção na entrada da caverna,quando percebemos que a anormalidade da escuridão á nossa volta não era casual. Uma horrenda forma de morcego,de tamanho assustador,bate asas e no mesmo momento,ao meu lado, Zhalandahara cai morta,vítima de um feitiço superior ás suas forças."

A monstruosa sombra lidera o ataque á caverna e derruba Zhalandahara.



"Gritando como loucos,nos empenhamos furiosamente antes que mais baixas sejam contabilizadas. O habilidoso Xin,no entanto,num ato de coragem ou estupidez extrema chama a atenção do Esqueleto de Àcido que havia atacado Konia anteriomente,sendo vítima da mesma magia. Ele cai num estado lastimável de dor e agonia. Não sabemos se vivo ou morto. Angélikka é momentaneamente paralisada,mas fazendo sua vontade imperar,logo retoma a luta.Enquanto tentamos furiosamente reduzir seus números,novamente Konia,com as habilidades debilitadas pelo toque dos espectros e Lia disparam poderosos feitiços,derrubando outra leva de inimigos. Anabeth,que sempre ataca no momento certo mira as mãos na direção do Esqueleto Àcido e um potente raio laranja sai de seus dedos,destruindo a perigosa criatura. Emiko surge silenciosamente e começa a atacar os remanescentes mortos-vivos,com a ajuda de Artorius,que ferido,tem Panco ao seu lado dando cobertura. Depois de curar Konia,o clérigo de Kahunna e Sakura começam a trazer Djanira pra caverna.

No entanto,o mais perigoso inimigo plana sobre nossas cabeças e antes que possamos esboçar qualquer reação,o clima do local nos atinge furiosmente em uma rajada fustigante e gélida de neve. Praticamente todos somos atingidos,alguns mais,outros menos. A ferida Úrsula,terrivelmente debilitada por ferimentos não resiste a esse mortal ataque e jaz tristemente congelada com um semblante de ódio e raiva. Uma alma ardente e furiosa,vítima de um poder gélido e sereno."



Úrsula e Zhalandahara,que valentemente defenderam com suas vidas a entrada da caverna morrem vítimas do mesmo algoz,o Vulto Alado,um poderoso inimigo superior ás suas debilitadas forças.


"Xin e Lia são os mais próximos da criatura,e o que penso imediatamente é em ganhar tempo pra que Djanira e os feridos entrem pra aparente segurança da caverna. Eu avanço e me posto ao lado deles. Konia grita pela pequena criança por restauração de suas habilidades,e inesperadamente,ela surge na entrada da caverna. Vendo isso,a horrenda e sombria criatura começa a mudar,assumindo o aspecto inocente,mas ainda assim tenebroso de um pequeno infante,da mesma idade que Cailih."

Nosso poderoso inimigo é na verdade um dos Irmãos da Profecia.


"Ele sussurra promessas e conselhos,tentando á vontade da menina,que em sua inocência não enxerga o veneno de suas palavras. Quando sua vontade finalmente vacilava,Djanira,numa incomum preocupação com a situação tira Cailih de seus devaneios e a menina calmamente diz: "Vá embora. Seu lugar não é aqui." E surpreendentemente a criatura vai. Certamente o poder dessa criança é assombroso. O menino fez insinuações de parentesco e união. Se possuir o mesmo poder que ela,o futuro será ainda mais negro pra todos nós.

Quando achávamos que poderíamos recolher e acalentar nossas perdas,um terremoto assola o chão sob nossos pés. Rochas enormes saltam das fendas e se mesclam numa imensa criatura,com brilho esmeralda nos olhos e em suas inúmeras fendas."


Éon, a Natureza-Primal.Rival e aliado dos Deuses Anganni no passado,qual será seu propósito no presente?


"Vocês devem se unir. A criatura-nexos deve se juntar ao seu irmão. O equilíbrio deve ser mantido." "Seja quem for,não temos a mínima condição de enfrentar no estado que estamos. Alguns de nós buscam a argumentação inicial,na tentativa de ganhar tempo,enquanto levam Djanira e Cailih pra dentro.

"Quem é você?",perguntam,"pra ditar nossas ações e julgar nossos atos?"

"Eu sou Éon,a Natureza-Primal. A mim não interessa valores morais ou éticos,apenas o Equilíbrio. Não me provoquem ou serei a destruição de vocês. Posso trazer aquela criatura de volta."

"Profundamente abalada,engulo em seco. Eu sei quem ele é! Ele treinou minha deusa,Koa,nas artes de caçador e sobrevivente. Ela já nos contou muitas coisas sobre ele,nenhuma boa. Então esse é Éon,o lendário ranger que dizimou um círculo druida inteiro???

Não importa,nem mesmo ele pode crer que seus desejos suplantam nosso dever. Eu me coloco em sua frente e levanto as espadas. "Se pretende ser mais uma oposição,Éon,estamos aqui pra detê-lo.",digo eu,pouco convicta em muito tempo de que posso suplantar alguém em combate.

Ele me olha de cima a baixo e numa ruidosa risada,diz que é melhor não tê-lo como inimigo. Após isso,começa a se fundir ao chão,enquanto outras formas rochosas se levantam á nossa volta. "Matem todos.",ele diz,pra 8 enormes formas rochosas. Elementais da Terra. Enormes e furiosos,eles erguem seus punhos contra nós."


Elementais da Terra. Rochosos,enormes e uma difícil superação pro atual estado emocional e físico do grupo.




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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Seg Ago 15, 2011 12:37 pm

INTERLÚDIO:

Nas Ilhas Angannis,Koa Laugstein caminha por uma das praias. Um passeio rotineiro. Ela sempre caminha pela Ilha. Ao longe,ela avista Manú ajoelhada sobre a areia,e ao forçar a visão,vislumbra uma forma humanóide á sua frente,na areia.

"O que lhe traz aqui,Koa?",ela lhe pergunta. Koa ignora a pergunta por alguns segundos. "Eu sempre estou por aqui",responde depois. "Vejo que está se antencipando aos eventos."

Manú está construindo um boneco de areia,em toda a sua perfeição. Koa sabe que ela possui o Domínio da Criação e não está ali brincando na areia á essa hora do dia. Ela tem estado cada vez mais ausente das poucas reuniões que o panteão faz.


Manú,com o Domínio da Criação,tem planos ambiciosos pra raça dos anganni.

Ela fala de seus intentos,da criação de uma melhoria na biologia dos angannis. Koa considera os prós e contras disso. Manú discorda de algumas coisas e começa a falar mais alto do que o normal,em sua empolgação. O que certamente chama a atenção de Mai'kai e Ka'hunna,que surgem pouco depois. Eles confabulam sobre o propósito de Manú,sobre a participação que o Panteão teria nesse novo ser. Koa acha que Manú está ficando maluca,mas até então isso não chega a ser um problema. Ela tenta modelar o nariz do boneco ,mas acaba deformando-o e sendo repreendida. Depois de confabularem sobre os atuais eventos,eles começam a se retirar. Mai'kai pretende coletar os cristais remanescentes do Titã pra servir de energia complementar ao processo. Ka'hunna promete ajudar no que for possível. Kauli'le deve estar ocupado demais com outras coisas pra se manifestar e a Xamã não dá sinal de vida há mais de uma semana.

Sorrindo,Koa se inclina e dá um leve peteleco no nariz do boneco. Afinal,de que adianta dominar a Destruição,se você não destrói nada?

Sob repreensões e meneios negativos de cabeça dos demais,ela se afasta. Ao longe,pode-se ouvir sua risada debochada.....



AGORA:

Estamos praticamente no meio das criaturas,e elas,sem palavras de aviso,avançam em nossa direção. São enormes,e o espaço pra luta,curto. Alguns de nós percebem que podemos limitar os ataques caso todos fiquem no mesmo ponto. Xin e eu procuramos fazer isso. Mas Angélikka,por iniciativa própria,investe contra as criaturas. Não sei dizer se pra ganhar tempo ou por pura burrice mesmo. Ela rapidamente é cercada e espancada violentamente pelas criaturas,desaparecendo em um clarão. Quando menos esperávamos,atrás dos Elementais começam a se formar fortes ventanias,assumindo aspectos humanóides. Elementais do Ar. Não podia ficar pior,penso eu;no entanto,assim que surgem,eles começam a atacar os Elementais da Terra. Alguém enviou eles pra cá.

Procurando uma resposta pra isso,procuro Konia no meio da batalha e vejo que ele desapareceu. Quem sequestraria aquele idiota? Minha distração logo cobra seu preço. três das criaturas me atacam,e por pouco não me quebram todos os ossos do corpo. A dor é insuportável. Recuo e grito pra todos fazerem o mesmo. Sakura se expõe tentando atingi-los com magias sônicas,e no meio da confusão,Xin tem que se interpor entre ela e as criaturas. Os Elementais do Ar atacam furiosamente e é o unico alento que temos,poucos segundos pra nos organizarmos,antes que tenhamos mais baixas.



O ódio que os Elementais da Terra nutrem pelos do Ar faz com que equilibremos a balança no combate mortal que se segue.

Com muito esforço,Artorius garante a cobertura pra que Ghibol adentre a caverna e lance suas magias curativas em mim. Xin é abatido e cai. São muitas criaturas e seus golpes maciços são praticamente mortais. O ódio aparente que essas duas raças de Elementais nos esqueça um pouco,e alguns dos Elementais da Terra,ignorando as ordens de Éon,ataquem seus lendários inimigos.

Feridos e combalidos,um grito vem de dentro da caverna. Mas é um grito de guerra. Enquanto Emiko traz os corpos de Úrsula e Zhalandahara pra dentro,um anão em trajes simples se debruça sobre a ruiva.

Posso ouvir seu sussurro. Achei que estivesse morta,mas ela reúne forças,e olhando pra Ulfgar diz: "Guardei pra você. Diga ao meu pai que eu fui boa." O anão levanta com fúria o martelo que Úrsula carregava e corre pra fora da caverna. Lá fora,o panorama continua ruim. E um anão apenas com vontade,mas sem armadura pra um combate desses não vai durar muito. Me levanto agradecendo Ghibol e corro pra fora. Com esforço,conseguimos derrubar dois elementais,pq Lia e Panco,que estavam sob efeito de medo do vulto noturno voltam á luta.



Ulfgar,o anão,retorna dos Salões Dourados de seu Deus. Ele ainda tem uma missão a cumprir.

Ghibol,como sempre,traz um pequeno truque na manga nas horas mais improváveis. Quando estávamos lutando mais por teimosia e desespero do que por chances reais de vitória,ele toma a frente da luta ,e proferindo estranhas palavras de poder,ordena que as criaturas fujam. E graças aos deuses,funciona.

Duas criaturas conseguem se manter,e uma delas,se aproveitando que Emiko se aproximara pra ajudar Xin,a derruba ao lado dele,antes de ser destruida. A outra,sozinha contra nós todos também não dura muito. Os elementais do Ar,com sua aparente missão de nos ajudar concluida,começam a desaparecer na brisa.

Antes que possamos sequer baixar as espadas,Éon surge novamente. Ele nos congratula pela vitória,mas alega que recebemos ajuda inesperada,e isso não ficará assim. Os outros perdem tempo discutindo teorias filosóficas de bem e mal,ordem e caos com ele. Sob ameaças e conselhos,ele desaparece na terra.

Pegamos os mortos e feridos e entramos finalmente na caverna. Cailih nos espera apreensiva e faz perguntas sobre o propósito final de tudo que estamos fazendo. A menina tem dúvidas. Ela quer conversar com seu irmão,mas não sabe se isso será seguro pra nós. Alguns idiotas entre nós acham que não haverá problemas. Esses são os piores cegos, aqueles que vêem, mas não enxergam. As irmãs vão decidir sobre a casualidade disso. Enquanto isso,temos preocupações maiores,se é que é possível: muita gente já sabe de nossa localização,e temos que sair daqui ainda atrás de Luana, a irmã mais velha, e a que tem mais informações sobre o que pode vir a acontecer. Tudo que sabemos até agora indica que sua localização é o Inferno. Me parece que está na hora de brincar com fogo.....

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Sab Set 03, 2011 10:21 pm

As horas passam. Aproveito pra dormir um pouco. Nunca se sabe quando vou ter chance de fazer isso de novo. Horas depois sou acordada por Guibol. O clérigo de Kahunna parace assustado. Momentos depois entendo porquê A criança das trevas adentrou a caverna. Faço menção de pegar minhas espadas,mas pelo que vejo,não parece necessário. Parece que enquanto dormia as coisas andaram um pouco por aqui. Ele vem escoltado pelo grupo e começa a ler as escrituras.

Fiquei sabendo depois que enquanto eu dormia,Cailih esteve lá fora negociando uma trégua,e uma criatura que eu pensei ter imaginado teve sua participação nisso. Ele é alto. Mais do que Panco. O que já é muita coisa.

Pensando melhor,finda nossa luta contra os elementais da Terra horas atrás lembro dessa criatura aparecer durante a luta. Os orientais parecem lhe conhecer,e lembro que Anabeth estava escutando uma conversa dele com Xin. Parece que ele tem uma velha rixa com o monge. Incrível Xin sendo tão zen como é arrumar inimizade com alguém. Logo,deve ser culpa do grandão mesmo. Aproveito o momento e vou até ele me apresentar. Ele se levanta pra me cumprimentar,mas podia perfeitamente fazer isso sentado mesmo. Certamente um forte aliado,se essa pequena rixa com Xin não virar algo desastroso pro que estamos fazendo aqui.



Um poderoso e disposto aliado. Ou não?


O menino zomba da profecia e diz o que sabe. Promete muito á contragosto esperar nosso próximo passo e se retira. As irmãs tremem de medo na outra sala. Cailih apenas silencia.

Pensando no que fazer,vamos pra fora enterrar os corpos de Úrsula e de Sazu,tombados nessa insana empreitada. Mais corpos. Pra se juntar á Kaka'li,minha irmã,Callisto,entre outros.

Cremamos Úrsula e Sazu e guardamos suas cinzas na caverna. Sakura fica com as de seu irmão. Quer levar de volta pra terra deles.

Á noite,fazemos planos e pensamos no perigo maior que se aproxima. Temos que descer ao Inferno atrás de Luana. Entre uma conversa e outra,Ulfgar começa a contar sobre o que já passou nessa missão e alguns contos de sua próprioa raça. Alguns bem exagerados,a meu ver. Não o imagino fazendo metade do que está dizendo,mas não interrompo. Seu martelo já mostrou do que é capaz.



Ulfgar,o anão,nos entretém com suas histórias sobre seu povo,enquanto pensamos no que fazer pra reaver sua armadura ou conseguir outra.

No dia seguinte,todos acordam pensando no próximo passo. Temos que ir ao Inferno. E Ulfgar começa a matraquear sobre seus pertences que estão nas Ilhas Anganni,levados junto com o corpo de Ka'kali e Kay'linna. Matraquear mesmo. Num minuto ele diz que desceria sozinho e arrasaria todos os demônios com mais 6 de sua raça. Momentos depois,fala que é vital ter sua armadura pra ter chances de sobrevivência. Vai entender. Creio eu que anões não pensam muito no que falam. Ou não conseguem ouvir a própria voz.

Como as Ilhas são citadas,aproveito pra falar um pouco de lá. Se um dia tivermos um pouco de paz,posso levar essas pessoas lá. Irmãos de Armas.

Mas no momento,o anão fala tanto de sua armadura,que acredito piamente que deve ser um tipo de talismã. Guibol se dispõe a ir com ele atrás de outra e isso parace acalmá-lo um pouco. Outros se juntam sem nenhuma necessidade á empreitada. Não carece tanta gente apenas pra ir num ferreiro. MAs eles vão mesmo assim. Devem estar cansados da caverna. Que seja. Eu,Sakura,Anabeth e Xin decidimos ficar. Guibol faz os preparativos e eles desaparecem.

Ficamos na caverna pensando na situação da profecia e as horas passam. E passam. E passam. Certamente eles estão com problemas. Era rápido o que irima fazer e já deveriam ter voltado. Sakura começa a se preocupar. Não só com eles,mas porque suar irmã,a ninja também foi.

Da minha parte,acho bobeira. Não estou preocupada com eles. Se forem bons,voltarão ilesos,é o que prefiro acreditar. Meu pensamento de guerreira não parece agradar Sakura. Tanto faz. Mais horas se passam até que Guibol consiga se comunicar com Anabeth. Xin já tinha um plano louco de se jogar montanha abaixo e ir atrás deles,já que nem Zhalandahara nem Cailih conseguiam determinar sua localização.

O que quer que estejam fazendo,de uma forma ou de outra,temos que esperá-los voltar.







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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Qui Set 15, 2011 3:36 pm

Um encontro casual nos Picos do Trovão.


"No dia seguinte, eles retornam a caminhada. Após erros e acertos, se deparam com uma pequena tribo de orcs nas montanhas. Desnecessário dizer que deve ter sido um infortúnio pros orcs esse casual encontro. Lidando rapidamente com a ameaça, eles se abrigam pra passar á noite. Em nossa caverna, Sakura, Xin e Anabeth continuam preocupados. Pessoas muito sentimentais pra vida que levam, mas eu também já fui assim, até essa mesma vida me ensinar algumas coisas. Seja como for, no dia seguinte, eles rumam finalmente á torre de Sidarta. Segundo Ulfgar, lá eles passaram a noite com um hamatula, diabo, demônio, ou tanto faz o nome que se dão pra essas coisas onde elas vivem. A criatura é prisioneira de Sidarta há algum tempo e passa a noite os tentando com promessas. Fico aqui imaginando que deve ter achado uma boa ouvinte em Lia, tagarela do jeito que é. Seja como for, alguns deles ponderam a situação de se ter um guia em nossa descida ao Inferno. Ulfgar se põe terminantemente contra descer com aquela coisa, mas também sabe que podemos não ter escolha. Enquanto se considera o assunto com o mago Sidarta, Guibol nos envia uma mensagem mágica perguntando nossa opinião a respeito. Eu falo de Mandurang, um dos generais da deusa Kahunna, do Panteão dos Angannis, mas Ulfgar já desceu com ele da outra vez e informa que ele não pode adentrar aonde vamos. A maioria decide fazer um acordo com a criatura, mas é Bakemono, que se antecipando, desce ao porão e particularmente troca umas palavras com o terrível ser. Sidarta novamente gasta alguns momentos preciosos do tempo do grupo com seus conselhos e alertas sobre o que estamos fazendo. Ele conclui a armadura do anão, que ainda resmungava impropérios sobre pactos com demônios e coisas do tipo e era ignorado pelo restante do grupo. E eles finalmente voltam á caverna. Lá, Xin estava isolado em um canto, pensativo e reflexivo. Ele também mostrou considerável desagrado com a idéia do guia-demônio. A meu ver, ter um guia-demônio no Inferno é muito lógico. Anabeth e Sakura estavam lá dentro. De minha parte, desde que acordei, montei um boneco com os ossos e carcaças da última luta e estava treinando pra manter a mente ocupada."



Nosso guia,em cujas vidas devemos forçadamente confiar em nossa jornada ao inferno.


"Bakemono e Ulfgar nos deixam a par de tudo isso que aconteceu quando chegam, e sem mais delongas, nos preparamos pra “descer”. As irmãs veem falar conosco e agradecer novamente nossa ajuda. Nós nos despedimos e nosso guia saca uma adaga e pede que nos cortemos, que nosso sangue abrirá um portal pra nossa primeira parada. Muitos têm ressalva quanto á isso, temendo uma traição da criatura, mas depois de certa relutância, todos nos cortamos e num clarão estamos numa espécie de pântano fedorento e sinistro. Nosso guia pede pra seguirmos suas pegadas e ninguém faz o contrário. Em certo ponto, criaturinhas terríveis com cabeça de criança nos pedem ajuda e nosso guia pede que as ignoremos, que é uma ilusão. Não sei quantos de nós acreditam nisso, mas é preciso grande determinação pra ignorar os gemidos e lamentos, algo que Emiko e Arthorius não conseguem. Eles mergulham no lamacento pântano atrás das crianças e por pouco não conseguimos salvá-los, mas algo preocupante acontece: nosso guia explica que esse rio tem propriedades demoníacas de apagar as memórias de quem toca suas águas. Talvez devido a seu treinamento, Emiko consegue resistir á isso, mas o pobre Arthorius nos olha com desconfiança e se afasta. O poder do rio o pegou, sua mente foi apagada. Toda sua memória se foi. Gastamos bastante tempo tentando convencê-lo de que somos amigos, mas é Sakura com uma magia de compreensão de idiomas que tem êxito."


O caudaloso e demoníaco rio,que rouba as preciosas memórias de Arthorius


"Continuamos nosso caminho com o desconfiado Arthorius atrás de nós, até um ponto em que nos deparamos com uma horrenda mulher, em trapos surrados e ás voltas com um enorme caldeirão, da onde devia ter coisas de todo tipo que achei melhor não perguntar. Nosso guia fala com ela. A “Tia” conversa animadamente com ele e ouve sua proposta. Ele pede passagem até o 8º Círculo e ela quer algo em troca, diz que ele só traz problemas. Eu não duvido. Cada um de nós lhe dá um pequeno mimo entre bijuterias e ouro. Anabeth cede dois brincos, pagando a “minha passagem”. A “Tia” nos esmaga em seu caldeirão, sob impropérios de Ulfgar e olhares desconfiados de Xin, que veio nessa missão muito á contragosto."


A "Tia",que com seu caldeirão nos cede passagem em troca de alguns "mimos".


"Posso imaginar o que esse local está fazendo com o nobre Xin. Seja como for, seguimos adiante. No 8º Círculo, adentramos umas cavernas á conselho de nosso guia, que prometeu nos levar por “caminhos seguros”. Particularmente, não vi segurança nenhuma em ser esmagada e refeita sob um pilão do meu tamanho. E prefiro não pensar o que seria um “caminho não seguro”. De forma que nesse local somos orientados a tratar nossa nova anfitriã como “digníssima”, “reverendíssima” e coisas do gênero. Mas o que vemos sair de uma sala com uma voz rouca e gutural é uma múmia com trejeitos femininos, longe de ser qualquer coisa além de trapos fedidos enrolados. Mas já aprendemos que as coisas não são o que aparentam aqui no Inferno, e nosso guia se mostra bem apreensivo na presença da mulher-múmia. Ela barganha sua ajuda conosco e não se satisfaz como a “Tia” com pequenos objetos. Mostrando irritação, ameaça nos expulsar do local se não lhe oferecermos algo de valor. Anabeth cai na besteira de perguntar o que seria “de valor” pra ela. Lógico que um demônio vai pedir almas, sangue, sacrifícios de algum tipo, essas coisas."



A digníssima,guardiã do único portal seguro pro 9º Círculo.


"Há uma grande hesitação entre nós, porque ninguém quer deixar nada pessoal aqui no Inferno, e enquanto o corajoso Ulfgar se oferece pra sangrar no solo da câmara, Emiko se aproxima sorrateiramente de Anabeth, que havia proposto a mesma coisa, e a atinge violentamente e com a precisão costumeira pelas costas. Choque pra alguns, alívio pra outros. A mim, me pareceu um golpe extremamente desnecessário e sem pudor. Bastava um talho profundo nas mãos e o efeito seria o mesmo. Fico pensando comigo mesma se o Inferno exerce algum tipo de influência sobre as pessoas e seus atos, instigando-as, exacerbando sentimentos e emoções negativos. O que vi agora certamente seria algo do tipo. Nós avançamos por um corredor, com a múmia satisfeita com o derramamento de sangue de Anabeth. Ela queria que o risco que corria fosse recompensado. Segundo nosso guia, ela mantém a entrada do único portal pro 9º Círculo sob constante vigília."


Não tenho certeza se Emiko normamente faria o que fez á Anabeth ou se esse local a está afetando de alguma forma


"Seja como for, avançamos pra essa entrada, e ao mesmo tempo, sombras e vultos sombrios saem das paredes e nos atacam. Barbazus. Muitos deles. A última resistência. A múmia nos deixou passar, mas certamente esperava que eles lidassem conosco e impedissem que usássemos o portal. Trapo maldito. Sacamos armas, varinhas e determinação e entramos em choque contra esses seres. Em meu primeiro ataque, percebo que sua couraça tem certa resistência á ferimentos de lâminas. Eles investem furiosamente. Bakemono e Arthorius seguram a maior onda e o resto de nós tenta resistir. Por mais que meus ataques sejam precisos e impiedosos pouco consigo obter. É simplesmente impossível, penso eu. Meus mais mortíferos ataques pouco fazem contra essas criaturas. Os ferimentos não são fortes o suficiente. Minhas espadas não estão preparadas pra isso. Inútil, inútil, inútil, eu praguejo mentalmente. Vim pra uma missão em que sou uma completa inútil. Preciso de armas adequadas e não as tenho. Mesmo assim continuo lutando. Posso pelo menos mantê-los ocupados me atacando e servir de alvo. É o mínimo que posso fazer agora. Após alguns momentos, nós conseguimos debelar a ameaça. Sinto-me extremamente impotente contra o que está por vir e isso me enche de raiva. Uma raiva que não sei dizer se é natural, ou se desse lugar maldito. Tenho pensamentos que normalmente não teria. Preciso me concentrar. Não me enxergo com muita utilidade daqui pra frente, mas um koano anganni ri das adversidades do árduo caminho. E certamente espero rir por último."



Xin e Ulfgar são os mais contrários á essa sinistra aliança com nosso guia. E certamente estão orando por nós o tempo todo.



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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Ter Out 25, 2011 5:45 pm

"Atravessamos o portal. Sensações ruins,cenário aterrador. Ninguém ousa dar um passo por alguns momentos. Ninguém quer ser o primeiro. Nosso guia olha em volta,avaliando os arredores. Não sabemos o que esperar e a sensação de mal-estar entre nós devido aos últimos acontecimentos ainda é palpável. O anão toma a frente,e com palavras de coragem e ânimo,nos instiga a começar. Começamos a caminhar e a primeira coisa que percebo,logo notada pelo guia é nossa rota. Não há nada em volta,absolutamente nada. Estamos totalmente vulneráveis nessa posição,o que fica evidenciado logo a seguir. Do céu,descem formas aladas gargalhando e gritando como loucas. Malaphass sabe o que são e nos previne a ter cuidado."

O perigo alado.

"São mulheres,lindas e terríveis de se ver,com asas demoníacas e chicotes flamejantes e pontiagudos. Seu olhar prende nossa atenção e somos rapidamente cercados por uma dezena delas,com outras sobrevoando a certa distância. Malaphass toma a frente,tentando controlar a situação,mas elas escarnecem dele,o colocando em seu lugar. Apreensivos,ficamos alertas a qualquer sinal que possa iniciar um combate. Estamos em número bem menor,e as chances são escassas,mas ninguém aqui vai desistir antes de tentar . Tensão e suspense no ar e quando as coisas pareciam rumar pra um combativo desfecho,eis que um portal se abre a média distância de nossa posição.

Dificilmente nossa situação poderia melhorar,mas piorou consideravelmente quando duas formas enormes saem do portal,sua altura obliterando as mulheres aladas,sua aura nos fazendo recuar pela simples imponência. Aterrorizados,alguns de nós se dispersam,enquanto outros simplesmente não conseguem sair do lugar. Anabeth,Panco e Emiko fogem desesperados,enquanto alguns de nós tentam meramente resistir á presença das criaturas. "

Ouço Malaphass sussurrar: Lordes das Profundezas.

"Antes que nosso amigos se percam nesse local de trevas,realizo algumas acrobacias e me coloco na frente de Emiko,impedindo sua desabalada fuga. Bakemono voa em direção a Anabeth e Panco,já bem longe de nossa posição e consegue trazê-los de volta. Os tais Lordes das Profundezas se dirigem a Malaphass,dizendo que ele já era esperado,e nos dá livre passagem. Sem dúvidas que "já era esperado" não é uma coisa boa num lugar desses. Ainda mais porque apenas nós atravessamos o portal,nosso guia ficando pra trás.

Somos instruídos a seguir numa determinada direção,que "encontraríamos quem viemos ver". Nos mantemos nessa trilha por algumas horas,até chegar em uma espécie de túnel,onde todo o chão,paredes e teto é revestido de espinhos. Uma criatura com mesmo aspecto nos diz que quem procuramos,Luana,se encontra em uma câmara,no fim do túnel, e basta atravessarmos. Nada pode ser tão fácil assim,penso eu,e os mais ágeis entre nós,Anabeth,Emiko e eu mesma saltamos entre os espinhos. Me corto no fim da trilha nesses espinhos e percebo que o ferimento não pára de sangrar. Curioso e preocupante,ainda mais porque a criatura sente um delicioso prazer com isso. Artorius atravessa a trilhando quebrando os espinhos e facilitando a passagem dos outros. Todos nos preparamos pra nossa meta,agora tão próxima. Ao entrar na câmara,nos deparamos. Luana surge das sombras,mantendo parte do corpo oculto.

Ela pergunta nossos propósitos,com rancor e desdém. Os mais comedidos e sensatos pra conversas desse tipo iniciam uma explanação dos eventos relacionados á profecia,e depois,muito relutantemente,Luana resolve falar. Toda a profecia,como foi feita,sua participação e sua desgraça. É informação demais pra processar pra quem não gosta muito de conversas,preferindo á ação das lâminas,mas após alguns momentos de pausa,a verdade estarrecedora atinge á todos. A mulher á nossa frente não é Luana!!!!! É sua mãe! A maldita tentou trapacear os planos iniciais de Asmodeus e quem quer que tenha participado disso,uma mulher de sotaque estranho,segundo ela. A mãe das crianças tentou enganar o Lorde Supremo dos 9 Círculos e pagou o preço. Se apossou do corpo da filha mais velha. E enquanto o seu próprio corpo apodrece no Plano Material,sua alma está dentro do corpo de Luana. O que nos leva á pergunta: onde está a alma de Luana? Quando essas estarrecedoras revelações nos atingem,a mulher no corpo de Luana sai das sombras e vemos o preço de sua maldição. Seu corpo é o de uma mulher apenas da cintura pra cima,o resto sendo de um aspecto reptiliano,terminando numa horrenda cauda. Uma maldição e um tormento pra quem ousa trapacear poderes superiores aos seus."
O preço das maldições e profecias malfadadas.


"Procuramos meios de achar uma saída pra condição de Luana,e a mãe das irmãs nos diz que temos poucas opções,além de oferecer uma alma em troca pra Asmodeus,Lorde do Círculo. E que o Lorde dificilmente facilitaria as coisas pra nós. Há um enorme debate entre nós sobre o que fazer,mas tudo leva a um ponto: uma audiência com Asmodeus,governante do 9º Círculo. Refazemos o caminho de volta,passando novamente pelos espinhos e solicitamos falar com o Lorde,no qual somos prontamente atendidos. Posso prever o quanto ele vai se deliciar com nosso desespero em conseguir nossos objetivos. Ele nos recebe em um grande salão,com ares majestosos e polidos.Sua presença por si só é imponente o suficiente pra que nos prostemos quase de imediato. Seu poder beira o de um Deus. Apenas Xin e Ulfgar mantém a compostura. "Bem-vindos",ele diz,"eu sou Asmodeus,Senhor do 9º Círculo."

Asmodeus,Senhor do 9º Círculo do Inferno.


"Iniciamos com Asmodeus uma sucessão de perguntas,seguidas de prováveis meias-verdades da parte dele,obviamente. Ele nos dá sua versão dos acontecimentos e do que pensa da profecia. Afirma que Luana lhe pertence,e libertá-la está fora de cogitação. Estamos num impasse,pois nada "aqui embaixo" está a nosso favor. Nós barganhamos uma espécie de acordo,algo que possamos oferecer pela liberdade de Luana,mas ele se mostra irredutível. De tanto protelarmos algo,ele curiosamente resolve testar nossa capacidade pro sacrifício: uma alma tão pura quanto a de Luana,ou a cabeça de um duque rival,que conspira contra ele. Certamente que não possuímos "almas puras" entre nós,á exceção de Ulfgar e Xin,talvez. Cada um em seu íntimo pondera sobre as opções,e quando as coisas começam a rumar pra "vamos obter outra alma",Ulfgar se mostra terminantemente contra tal heresia e começa a esbravejar sobre a mera consideração de tal sandice. Fico imaginando o quanto minha irmã devia gostar desse nobre anão. Ele tem muitas das qualidades dela e fico feliz por ela ter lutado a seu lado.

Esses pensamentos felizes,mesmo num lugar como esse me tiram um pouco da nossa atual realidade,e quando dou por mim,estamos nos retirando da presença de Asmodeus,com dois caminhos á seguir: ou nos dirigimos á torre do duque,ou voltamos ao Plano Material e esboçamos uma nova estratégia com as informações que temos. Tão distraída estou com meus pensamentos que demoro a perceber uma discussão acalorada entre Ulfgar e Artorius. Não é de hoje que o anão tem se mostrado decepcionado com os rumos de caráter e personalidade que alguns desse grupo tem tomado. Ouço Artorius dizer com todas as letras a única palavra que nunca se deve ousar dizer a um guerreiro: "Covarde". É demais pros brios do anão e de seu orgulhoso povo. Sacando rapidamente seu poderoso martelo ele investe furiosamente,a despeito de seu tamanho,em direção ao gigantesco Artorius,que mostra as garras. Eu e os outros intervimos rapidamente antes que os dois se matem.
Todos concordam que devemos sair logo desse local. O ambiente é péssimo e está afetando grande parte do grupo. Muitas de nossas atitudes tomadas e proferidas estão sob influência do local. Ghibol se prontifica a levar um grupo com seus poderes,e Sakura diz que com pergaminhos pode levar a outra metade. Assim é feito. Eu,Guibol,Lia,Panco e Anabeth voltamos por meio de Viagem Planar a um ponto qualquer do Plano Material,enquanto o grupo de Sakura consegue alcançar diretamente a caverna."
Ulfgar perde de vez a paciência quando seu valor é questionado por Artorius.


"Enquanto procuramos voltar a caverna,Bakemono sai pra "resolver assuntos pessoais",os quais não comenta com o grupo. Na caverna,se pondera com as irmãs sobre o que fazer,enquanto nosso retorno é aguardado. A pequena Cailih pretende descer ao Inferno e se entregar á Asmodeus,pra que todas as irmãs estejam reunidas. enquanto alguns acham super sensato e outros discordam veementemente sobre isso,o Sétimo Filho surge,exigindo a união com sua irmã.Emiko escuta secretamente a conversa,e tal ousadia tem seu custo,deixando-a terrivelmente abalada.Estamos divididos e enfraquecidos. Alguns irremediavelmente afetados por nossa viagem ao Inferno. Sinto que eu mesma estou diferente,mais indiferente a coisas que outrora teria dado mais valor. Cailih consegue nova trégua com seu irmão,no ponto em que Bakemono e Sakura vêm nos buscar ao pé da montanha. Decisões urgentes devem ser tomadas e não podem esperar nossa subida da montanha.

Novamente reunidos,dessa vez é Lyra que assume a responsabilidade de resgate da alma da irmã,e os prós e contras de toda a situação novamente vêem á tona. Muito se discute e nada se resolve. Os Deuses conspiram contra nós. Seu silêncio é perturbador. O que torna tudo pior quando Guibol se manifesta: "não sinto os poderes de minha Deusa. Kahuna me abandonou." O choque da revelação afeta todos de maneiras diversas,mas a nenhum como a mim. O que houve com os deuses Angannis? O que se sucede em nossa Ilha? O que ainda não sabemos e qual a ligação de todos esses eventos? Refletindo sobre tudo isso,me retiro,tenho muito no que pensar. Em minhas aflições,volto meus pensamentos pra meus deuses e meu povo e em tudo que aconteceu até agora. Estou aflita e angustiada. Não tenho tato pra debates e explanações superficiais,quero algo pra cortar,esmurrar e gritar. Me sinto totalmente inútil."

As irmãs pressentem que o fim de toda a profecia está próximo. Próximo demais a ponto de ser inquietante.

"Quando nos reunimos pro que parece uma nova descida ao Inferno,Anabeth nos dá uma nova direção. De forma surpreendente ela conseguiu se comunicar com seu pai,Hermes,um Deus do Panteão Grego. Foi dito á Anabeth que uma mulher chamada Éris tem sua influência em parte desses eventos. Nas profundezas de minha mente ouço ecos desse nome. ele certamente me é familiar e já tínhamos debatido sobre esse nome antes. De qualquer forma,um sinal nos foi dado. Fora da caverna,uma estrela brilha mais do que as outras. Nosso sinal brilha no horizonte.

Zhalandahara propõe uma viagem pelo mundo onírico. Uma viagem rápida,mas perigosa,mas no momento a melhor opção que temos. Uma vez no mundo dos sonhos somos abordados por nossos maiores desejos e aspirações. Alguns resistem,outros se entregam a essa manifestações internas do subconsciente. Das irmãs,apenas Cailih,devido á sua condição e Alessandra resistem.Entre nós,apenas Emiko cede. Perdemos tempo preciso no resgate dessas pessoas,nós mesmo correndo sério risco de ficar aprisionados pra sempre nessa dimensão onde não se tem a mínima noção das coisas."
Tão bela quanto perigosa,uma viagem pelo Mundo dos Sonhos pode ser mortal.


"Com muito custo conseguimos terminar a travessia,milagrosamente chegando em nosso destino . Oriento Bakemono a sobrevoar uma pequena torre á nossa frente,que parece ser nosso destino. Pouco depois ele retorna,alegando que em seu topo há uma mulher sentada,com uma maça dourada em seu colo.
Havíamos concordado em manter as irmãs há uma certa distância de Éris e Emiko também está um pouco abalada,de modo que ela vêem na retaguarda da comitiva. Quando chegamos ao local,Éris se apresenta,se dirigindo primeiramente á Anabeth,que é também de sua "cosmologia",o que quer que isso queira dizer. Elas trocam algumas animosidades,Anabeth tentando arrancar informações,e Éris ,por forças superiores ás suas sendo obrigada a responder. No entanto,ela tece cada palavra com malícia e astúcia.

Seus jogos datam de muitos anos e ela é habilidosa. Percebe-se que há algo mais por trás de sua engenhosidade e sua história nesse Plano data inclusive de um envolvimento com os deuses Angannis. Incrível como a maioria dos problemas que temos tem algo a ver com a vida de aventureiros que nosso deuses levavam. Éris diz muito e não diz nada. Se dispõe a nos levar aos Deuses de meu panteão,pois elas "teriam mais informações". Muita informação deve ser processada por todos,e mesmo pelos Deuses. A começar pelos deuses angannis...."


Éris,a Deusa da Discórdia.

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Seg Out 31, 2011 11:13 pm


Interlúdio 1: No templo principal,Mansur anda de uma lado pro outro. Ka'hiau faz anotações em um pergaminho,olhando vez ou outra pra seu comandante,deveras incomodado com a agitação de seu amigo. Mansur estivera conversando longas horas com Khao,o escolhido de Ala'kai e agora ostentava um semblante pesado e nada dizia. "Agora não,velhote",ele lhe dissera. Isso foi há 2 horas atrás e Ka'hiau estava começando a se irritar com o silêncio do Ke-ahi. Em seu silêncio,Mansur pensava muitas coisas. Muitos sinais lhe tinham sido mostrados nos últimos dias. Como comandante,ele deveria separar o que deveria ser dito e em que momento a seus comandados,de forma a mantê-los coesos e concentrados nos propósitos e objetivos dos Deuses. "A guerra está vindo",pensava ele." Estarei pronto eu,a ser a voz na batalha?". Mansur não pôde deixar de sorrir. Ele sempre esperou esse dia,e tudo indicava que ele estava vindo chutar sua bunda. Ele aguardou. Mais sinais viriam. Há muitos quilômetros dali,Ka'mona e o restante do grupo tinha uma difícil escolha. Ir as Ilhas atrás de respostas,mas sem incorrer no erro de levar as irmãs e o perigo que atraem com elas. Relutantemente eles se dividem. Éris dá um malicioso sorriso,só percebido por Anabeth e gesticulando,inicia um teleporte.


As Ilhas Angannis,futuro palco de acontecimentos que vão abalar as estuturas dos Reinos.


"Estou de volta. Aqui é minha casa. Respiro esse ar salgado. Sinto a areia em meus pés. O prazer é imensurável. Quando dou por mim,lanças e redes são apontadas pra nós. Percebo que Éris nos trouxe pro meio da vila. Vejo rostos conhecidos e tomo as rédeas da situação. Noto também uma tensão no ar não comum das Ilhas. Todos estão armados e em estado de alerta. Me dirijo ao templo de Manú com Anabeth,Ulfgar e Guibol. Lá,a Elogiada,poetisa de nosso povo nos recebe. Ela tem muito a nos dizer e realmente isso seria agradável numa outra hora. Por agora,peço pra falar com a Criadora. Ela entende minha urgência e sabe também que não sou de rodeios. Agraciados com a presença de Manú no corpo de Khaena,lhe digo nossos propósitos e aguardo o conselho da Criadora. Ela pede pra levar as questões a seus irmãos. Nos retiramos então,esperançosos e aflitos. Apresento Guibol a dois angannis e peço que o levem as Ilhas onde fica o templo de Kahunna. Ele tem questões a tratar com sua Deusa. Anabeth pede licença pra tentar um contato com seu pai,o veloz Hermes. De modo que peço pra Ulfgar me acompanhar. A saudade do templo de Koa me aperta o peito e o anão tem dificuldade em me acompanhar ao longo do caminho. Chegando lá,vejo Mansur gritando ordens,e Ka'hiau tomando notas e coordenando distribuição de armas. "Esses dois estão coordenados demais pra quem vivia brigando pelas Ilhas",penso eu. Mansur logicamente não fica feliz de me ver. Nós tivemos alguns atritos no passado,mesmo nutrindo sentimentos secretos um pelo outro. Apresento o anão e peço esclarecimentos sobre a situação nas Ilhas. Ele me conhece bem o suficiente pra saber que não tem muita escolha a não ser falar. Ka'hiau também,e aproveita pra disfarçadamente se aproximar e tentar ouvir algo."

Interlúdio 2: No Limiar,Koa,Manú,Maika'i e Kahunna rumam em resposta ao apelo da divindade aprisionada,chegando ao local de seu cativeiro. Horas extenuantes foram gastas e um cansaço que eles não imaginavam ser capaz pra sua condição divina se abate sobre eles. Monges em vestes simples os recebem com cortesia,avisos e conselhos: "Vocês não deveriam estar aqui. O que está feito,está feito."Eles ponderam sobre as conseqüências de tais atos,mas ao saber quem é realmente a prisioneira agem de imediato. O que quer que esteja matando panteões pelo cosmo é poderoso o suficiente pra aprisionar um aspecto de Chauntea. Agradecida,ela lhes revela as intenções e motivações da criatura. Um poder colossal,a serviço do próprio Ao. Um Devorador de Deuses está a solta,e poucos lhe podem resistir. Chauntea diz que reunirá o panteão de Faêrun,pois nada é o que parece nessa trama. Os deuses angannis rumas rapidamente de volta ao Kauhale,sendo auxiliados no meio do caminho por Vectra.


Que poder seria capaz de aprisionar um aspecto do nível divino de Chauntea?


"Estou nas Ilhas acompanhada de Ulfgar e ele propõe visitarmos Kaka'li e Kay'linna. Eu estava torcendo pra esse barril de vinho ambulante não lembrar disso,mas ele faz questão de visitar os túmulos de seus antigos amigos,tombados defendendo as irmãs. De minha parte,preferia não olhar pra cruz onde jaz minha irmã e suas espadas fincadas. Mas acompanho o anão mesmo assim. Não sei se Ulfgar é apenas idiota,ingênuo ou está me gozando,mas o tempo todo ele fica perguntando onde estão "os ovos",e olhando pras árvores,"procurando ninhos". "Afinal, vocês são o povo-pássaro. haaoahohaoahoah",gargalha ele. Tento ignorar suas pilhérias e começamos a descer a colina,quando das águas do mar sai uma criatura absurdamente grande,de aspecto cristalino. Ele parece resmungar impropérios a todo momento,só se acalmando quando dos céus desce uma cavaleira de cabelos dourados,montada num pégasus. Eles parecem se conhecer. Algo realmente está acontecendo ou vai acontecer. As Ilhas estão se armando e aparentes aliados rumam pra cá. Um portal se abre e dele saem figuras majestosas com trajes que já vi Anabeth usando. Um enorme guerreiro ruivo de mãos nuas. Uma mulher com uma poderosa lança. Outra com uma possante espada . E uma negra com um cajado que emana poder. Ulfgar e eu nos aproximamos,ao mesmo tempo que encontramos Anabeth,que já inicia uma conversa com o grupo recém-chegado. Como imaginei,eles são de seu lar de origem. Nesse momento,chega nosso sinal: Heru-Cuti sobrevoa nossas cabeças e se dirige ao templo de Manú."


Na hora da necessidade do povo anganni,aliados poderosos de nossos Deuses surgem em nosso auxílio.


Interlúdio 3: No Kauhale,o Conselho dos Deuses é reunido. Questões devem ser tratadas. Koa está inquieta. Ela sente a guerra vindo mais do que todos os outros. Chamando-a,provocando-a. Ela quer responder a esse sedutor apelo tão logo seja possível. Quando volta a si,tudo já foi praticamente decidido sem que precisasse se manifestar. "Ótimo",pensa ela,"falo melhor com o aço." No templo,Manú instrui Ka'mona a trazer a "singularidade" pras Ilhas. Há um local onde ela pode ficar,junto á seu irmão,se ele assim desejar.
Eles descem em busca de um teleporte,mas a tal Éris se recusa. "Devo ver a conclusão de minha arte,não posso sair daqui agora". O enorme ruivo,de nome Krátus,esbraveja vários impropérios contra ela,sendo contido pela mulher da lança. A que se chama Naiobe se oferece a levá-los e eles prontamente aceitam.


"Voltando ao local onde deixamos nosso aliados e as irmãs,o cenário não poderia ser pior.A cidade de Chessenta mais próxima arde em chamas. O Sétimo sobrevoa a colina onde estamos bradando ordens,e um exército de mortos-vivos avança inexoravelmente sobre nós. Mas a colossal forma de Éon se interpõe entre eles,e inúmeros elementais do fogo,terra e ar começam a surgir. Todos os elementos pra uma luta que seria gloriosa,mas não temos tempo pra isso. Explicamos a situação ao Sétimo,ás Irmãs e a Éon. Haverá uma guerra,haverá mortes,mas não nesse campo de batalha. Naiobe nos leva de volta ás Ilhas e a primeira coisa que noto são que mais aliados chegaram,o povo-do-mar,de quem tanto ouvia falar antes de sair das Ilhas manda seus representantes,e realmente,pra deleite de Ulfgar,um povo que é realmente pássaro atravessa um portal de estranho aspecto,com lanças energéticas e olhar feroz. O que quer que seja que esteja vindo,certamente estamos muito bem providos de aliados. Sinto um enorme poder de um simples garoto que se aproxima de nós e pede que o Sétimo e Cailih o sigam. Éon também se prontifica. Vejo quando eles se dirigem a um ponto ao longe,onde Mansur troca informações com Ka'hiau e Khaena. Aproveitamos esse ínterim pra atualizar nossos amigos sobre o que aconteceu desde que os deixamos horas atrás."


Interlúdio 4: Por onde passo,eles me olham. Mas dessa vez é diferente. Eu percebo que seus olhares são de apoio e confiança. Outrora esses mesmo olhares eram de descrença e indiferença. Eu era Mansur,o renegado. Mansur,o rebelde. Hoje o véu cai de seus olhos e dos meus. Vejo as coisas com mais clareza. Eles precisam de mim,precisam de uma rocha,uma pessoa inabalável,que os diga o que fazer,apesar de já saberem. Preciso de respostas que ainda virão,e devo fazer o melhor possível sem elas. O Conselho das Vozes sabe que escondo algo. Nem desconfiam que pouco sei que possa sossegá-los. Ser líder realmente é tarefa pra poucas pessoas,mas estaria mais confortável se não fosse eu,um koano,na cadeira do regente? O céu ameaça escurecer lá fora,na metade de um dia totalmente ensolarado. Tenho pessoas pra comandar lá fora,com poderes e habilidades que desconheço,mas que antes de mais nada ouvirão o que tenho a dizer,mesmo tendo dezenas de anos de experiência nas artes da batalha. Minha cabeça dói,não consigo raciocinar. Preciso de um pensador,e Kahunna,abençoada e maldita seja,matou seu Escolhido e nos deixou no escuro sobre seus propósitos. Me recomponho no exato momento que Khaena adentra o salão e evito que flagre minha fraqueza. Ela diz que o povo está pronto,que seria prudente algumas palavras. Khao,que esteve sempre sentado ali o tempo todo faz um leve meneio de cabeça e concorda. Nesse momento,o garotinho que todos sabemos ser a manifestação de Maika'i pede que eu vá com ele. Parece que o silêncio dos Deuses vai ser quebrado.

"Estamos na praia com todos os outros,e aproveitando pra conhecer essas pessoas que vieram lutar pelos angannis. Apreensivos e tensos,sabemos que algo está vindo. Anabeth está com o grupo grego,de suas terras. Os orientais não poderiam estar mais deslocados. Artorius exibe um semblante curioso pra todos os lados. Lembro nesse momento que perdeu sua memória e muita coisa deve ser nova pra ele. Lia consegue falar mais do que a maioria e na metade do tempo,com Panco,sua sombra sempre de olho. Todos percebem a tensão no ar. Eu? Eu olho pro mar. Lembro de onde viemos e pra onde pretendemos ir. Recordo cada etapa do meu treinamento. A lembrança de quem deveria estar aqui pra esse dia dói em meu peito. Tanto que mordo os lábios,e sangue escorre. Me afasto com meus pensamentos. Olho pras minhas espadas,que fizeram de mim o que sou hoje. A morte de Kaylinna me abalou tanto que meus atuais aliados nunca me conheceram como realmente sou e talvez nunca tenham essa chance. Sou uma pessoa diferente agora e talvez estejamos aqui no fim de todas as coisas. É irônico pensar que lutaram ao lado de uma completa estranha e agora vão lutar pra defender seu povo. Nesse momento,o céu escurece. Mas apenas quem tem olhos aguçados percebe."


Antes do início do que pode ser o fim,Ka'mona reflete sobre sua vida e as escolhas que a levaram áquele momento


Interlúdio 5: Estou com Maika'i,uma criança e um garoto,além de um ser que emana poder,de olhar sisudo. Maika'i nos põe a par de tudo que está acontecendo e do que deve ser feito. A cadeia de eventos está ligada,e decisões urgentes devem ser tomadas. O que é dito na sala me diz muito do que preciso fazer e já estou com elaborados esquemas na cabeça quando peço licença pra me retirar. Maika'i leva as crianças e o homem por um portal, e retorno ao povo. Khaena fala ao povo como só ela poderia fazer e fico muito grato a ela por isso. Chego sem chamar muita atenção,quando do horizonte surge um numeroso exército,de muitas cabeças. Seu aspecto é anganni,certamente,mas ninguém engana os olhos de um guerreiro tão facilmente,e embora reconheça e fique feliz em ver quem marcha á sua frente,certamente Konia,outrora apelidado Princesa Sarah pode dar explicações depois. "Meu senhor,Kahunna agracia sua liderança,e me envia como seu Escolhido pra conselhos e auxílio nessa hora de necessidade. E seu,meu Kea-hi, é o exército que marcha ás minhas costas." Depois de muitos dias de planejamentos intrincados e esquemas táticos complexos,digo reunido com o Conselho das Vozes que finalmente tenho todas as ferramentas e meios necessários pra fazer soar a Canção de Koa.

No Kauhale,os portões estremecem. Algo ruge iradamente. Koa sorri. Em seu templo,sua espada e seu machado,que rodopiavam furiosamente começam a desaparecer,enquanto seus sacerdotes bradam gritos de guerra. Sinais similares e convenientes são ecoados por todas as Igrejas. Koa manda seu principal general proteger Mansur,ele é uma voz que não pode ser silenciada na batalha que está por vir.Khao diz que vai ficar. Seu papel é outro no que está por vir,e pra frustração de Kaulike,o seu também. Como protetor,seu dever maior é para com o povo. Os deuses trocam rápidas palavras. Utaliel não mais resiste e os portões se abrem. A criatura,o maior dragão já visto por qualquer um dos Deuses inquere: "Vão sair,ou eu tenho que entrar?Sinto a presença de um irmão adormecido. Me parece que ele poderia participar do que vou fazer aqui". Todas as lendas narradas no futuro sobre essa batalha dirão que mesmo sem ter a mínima idéia sobre as capacidades do oponente,Koa,outrora cantada nas tavernas e botequins como Shayera,foi a primeira a saltar sobre o inimigo,como sempre fizera em toda a sua vida. Essas mesmas histórias irão narrar a gargalhada diabólica de Kahunna ao erguer seu cajado,o sorriso cristalino e doce de Manú enquanto suas mãos explodiam com poder bruto e o urro aterrador de Maika'i,enquanto os demais deuses desta esfera apenas voltavam seus olhares pro que estava prestes a acontecer.


O Devorador de Deuses derruba os portões do Kauhale e desafia os deuses Angannis. Um desafio de morte.


"Em meio á especulações sobre o céu,o valente e ousado pescador,marido de uma das irmãs sofre uma transformação diante de nossos olhos. Sua compleição física se altera,um brilho arde em seus olhos e o símbolo de Koa surge numa poderosa armadura e o símbolo dos angannis brilha em sua espada e escudo. Como todos aqui,ele tem o direito de lutar pelos seus. E os deuses angannis favorecem aqueles que ajuda seu povo. Entre todos,a mulher do pégasus,Valkíria diz numa voz estremecida:"Aquela forma não é que vocês estão pensando. E aquilo que está descendo não é uma nuvem. Se preparem!!!!!! " Poucos segundos se passam quando inúmeros cometas começam a cair nas Ilhas,nas montanhas e no mar. Ouço ao longe Mansur bradar a plenos pulmões:" "Pelos Angannis!!!!! Atacar!!!!"

Interlúdio final: Há muitos quilômetros dali,uma imensa árvore aguarda. Ela sabe que hoje pode ser o dia. E sabe que ele está vindo. Ela está preparada. Passou os últimos dois anos se preparando e está no auge de sua capacidade física e mental. Do chão,ele brota,uma forma imponente:

__"Você sabe o que está acontecendo,não? "
__"Sim,me parece que o dia tão aguardado por você finalmente chegou. Mas paciência nunca foi o seu forte,Éon."
__"Eu sempre preferi agir,a despeito de sua atitude passiva,Folha-Verde."
__"E por isso nunca conseguiu o que aspirava. A despeito de seu poder,apenas eu posso lhe dar o que realmente precisa: controle. Nossos deuses e eu sempre soubemos disso. Por lenta que pudesse ser a demora,precisou um evento desse tipo pra você compreender."
__"Sim,e por acreditar que nosso papel pode ser maior do que imaginam,vim me preparar pra quando o campo de batalha mudar. Você e eu seremos a principal linha de frente se isso acontecer."
__"Então finalmente talvez seja hora de Folha Verde amadurecer. Longa foi a espera e muitas primaveras se passaram".


Enquanto vida e morte duelam e tudo ruma pra um fim,qual será o papel da natureza no tabuleiro? Selina e Éon sabem mais do que ousam falar.


Enquanto Éon desaparecia no ambiente,Selina usou de toda sua concentração pra decisão que precisava tomar. Seu papel seria pequeno,mas essencial,e muitas coisas poderiam decorrer dele. Ela precisava preparar tudo. Tudo deveria estar em seu devido lugar quando as coisa rumassem pra um fim. Ela se concentrou,e numa explosão esmeralda,uniu-se á natureza,talvez irremediavelmente......







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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Sab Nov 19, 2011 3:32 pm

Interlúdio 1: os deuses angannis se lançam ao combate. Kahunna rapidamente faz gestos vigorosos e conjura uma leva de proteções, aumentando seu tamanho. Mai’kai avança pra um duelo mais pessoal e agarra a criatura com seus braços poderosos. Um feito que impressiona até mesmo Koa, Deusa da Força dos angannis. Esses instantes preciosos são aproveitados por todos pra se prepararem, pois quando a criatura se liberta um jato de puro poder sai de sua boca e varre os deuses furiosamente. Eles tentam resistir à furiosa energia, mas Manú, despreparada pra intensidade do ataque é atingida violentamente, e como um cometa, despenca dos céus, atordoada. Kahunna investe com todo seu poder, gritando maldições em línguas ininteligíveis. Koa avança e desfere poderosos golpes em sua face. Mai’kai se aproxima e aplica poderosos golpes com os punhos. O Devorador de Deuses urra de dor e agonia. Mas ele ainda tem uma missão a cumprir. Visando reduzir o número de oponentes, ele investe furiosamente, e sua enorme boca engole Koa, a Deusa da Guerra, que gargalhando em louco frenesi cogita fazê-lo pagar pelo erro. Do lado de fora, impressionados pelo ataque da criatura, Mai’kai e Kahunna se entreolham e sabem que a situação está piorando....


O Devorador de Deuses ataca o Panteão Anganni.

"A batalha começa. Gritos de dor e agonia. Gritos de morte. Criamos um círculo, nos protegendo mutuamente, quando lobos e criaturas reptilianas avançam e nos cercam. Anabeth é ferida gravemente por um lobo de um tamanho que nunca vi na vida. Outro avança em minha direção. Lutamos com bravura e coragem. Ouço gritos angustiados de amigos angannis. Pelos deuses, eles não estão preparados. Não pra isso!!! De relance, vejo quando um lobo tenta chegar até Mansur, que está num ponto elevado gritando ordens. Vejo Konia ao seu lado gesticular e proferir palavras de poder, e o lobo tombar. Um urso maior do que Arthorius, que eu não julgava possível existir está em pé atrás deles, com as garras em riste.
Nós nos mantemos unidos, com Ghibol ao centro usando curas localizadas nos feridos, quando um cometa risca o céu,se chocando contra a Ilha causando um tremor que abala as estruturas do campo de batalha. Por milissegundos, todos olham pro local da queda e veem quando um feixe de luz se eleva aos céus velozmente. Kratus ruge um grito de guerra e parece ser o sinal pra batalha recomeçar. E os gritos também. Estamos muito feridos e não vamos aguentar muito tempo nesse ritmo. Um cristal pontiagudo voa em nossa direção e atinge um dos nossos. Estilhaço se vira rapidamente e pede desculpas. Há muitos corpos no chão, Anabeth perde o equilíbrio e cai. Ulfgar avança pra proteger seu flanco. O meio-dragão derruba um reptiliano. Lia alça vôo em cima de Arthorius e sacando uma varinha, dispara em todas as direções. A ninja e sua irmã lutam lado a lado, com Xin auxiliando. Mais angannis caem. Valquíria plana com seu pégasus, descendo mortalmente sobre os inimigos vez ou outra. Os olimpianos abrem caminho e amontoam pilhas de inimigos a seus pés. O céu troveja......."



Manú risca os céus e intercepta o raio que despertaria a entidade adormecida das Ilhas Anganni

Interlúdio 2: Manú começa a voltar pra batalha. Mai’kai começa a gritar por Koa, e Kahunna se prepara pra atacar novamente. Dentro da criatura, Koa saca uma adaga e começa a rasgar furiosamente o Devorador de Deuses. “Até parece que nunca fui engolida antes.”,ela pensa em sua loucura, entre grunhidos e urros. O Devorador de Deuses dispara outra potente rajada, que atinge Koa completamente, mas aprende da pior forma que certos alimentos são intragáveis quando Koa abre suas mandíbulas na força bruta e salta pra fora de sua boca. Mai’kai se posiciona entre Koa e Kahunna e usando seu poder de cura, restaura parte da saúde de seus aliados. O Devorador de Deuses avalia sua opções. Kahunna está lhe infligindo poderosos danos sempre que ataca, Mai’kai tem o dom da cura, Koa está livre, agarrando novamente sua poderosa espada e Manú se aproxima num risco dourado. Procurando igualar as chances, ele dispara uma fração de seu poder na direção das Ilhas, na intenção de acordar a outra entidade, que hiberna no vulcão. Sem muita alternativa, Manú muda sua trajetória e intercepta o disparo, sendo novamente arremessada em direção as Ilhas. Os deuses angannis sabem que não podem perder mais tempo com a criatura. Eles investem contra o Devorador de Deuses, e Kahunna totalmente motivada decide usar tudo que tem. Entre explosões de energia,gritos e maldições,Koa,Mai’kai e Kahunna fazem o céu gritar quando fazem o ataque final contra o Devorador de Deuses, que numa bola incandescente de fumaça,fogo e destroços despenca dos céus.


A 1ª Guerra dos Angannis

"Estamos lutando com tudo que podemos, mas muitos feridos. Já não ouço Mansur nem o Conselho das Vozes, que lideravam as tropas. Já não ouço nada. Simplesmente ergo as espadas e derrubo os inimigos. Pessoas gritam e choram, e morrem á minha volta, mas meus ouvidos não assimilam nada disso e minha visão é nublada. Vejo vagamente Ulfgar ajudar uma Anabeth totalmente ensanguentada, o meio-dragão cravar sua poderosa arma em mais um oponente. Lia e Arthorius atacando um lobo. Guibol com a testa sangrando e meio ajoelhado. Xin, Sakura e Emiko matando um reptiliano. Formas vagas, nenhum som. De repente, como por mágica, tudo isso volta, quando um silvo agudo e aterrorizante paralisa todos. Um enorme cometa cai do céu em pleno mar, e o mar ,segundos depois, vem reclamar nossas vidas. A fúria e a força das ondas nos separam. O povo-do-mar tenta ajudar quem pode. Mais pessoas morrem. Quando tudo se acalma, uma luz dourada desce dos céus e ali estão eles. O Panteão dos Angannis. Em toda sua glória, mesmo com os ferimentos da batalha. Eles planam sobre nossas cabeças, e os angannis se prostram em adoração. Nós vencemos. Uma enorme criatura se ergue das águas e conversa com os Deuses. Pouco depois, alça vôo e desaparece no horizonte.

Aos poucos nos reunimos, e todos estão bem, apesar dos severos ferimentos. Vejo o Panteão cercar Éris, e palavras ásperas serem trocadas. Não é da minha conta. Como não parece ser de Koa. Ela se afasta e vai à direção do Conselho das Vozes dar instruções e apoio. Apesar das inúmeras baixas, nós fomos vitoriosos. Mansur e o Conselho são aplaudidos por todos, mas como não pode deixar de ser, ele fecha a cara e logo começa a distribuir tarefas. Olhando pra ele, enxergo toda mudança pessoal por que passou. Foi de rebelde a líder, e um dos melhores que já vi. Ele aceitou o peso de suas responsabilidades,cresceu de uma forma que ninguém esperava, e talvez por isso mesmo seja mais respeitado do que ele mesmo nunca esperou.

Nossos aliados começam a se despedir, levando o agradecimento eterno de meu povo, e mesmo entre nós, despedidas precisam ser feitas. O anão dá sua missão por encerrada e pretende voltar á Grande Fenda, lar de seu povo. Os orientais querem levar as cinzas de Sasu pra suas terras. Anabeth não tem pretensão de voltar pra seu Plano por ora. O meio-dragão tem a alma condenada e vai lutar até mesmo por sua morte, quando o dia da cobrança chegar. Lia pretende trazer sua família pra cá. Coitados dos angannis. E Guibol pretende passar um tempo no templo de Kahunna.

O Panteão anganni se aproxima, e com eles trazem a pequena Cailih e as Irmãs. Tudo ruma pra um fim agora. Cailih nos agradece profusamente e diz que a ameaça do 7º não mais existe. “Tudo terminou como deveria terminar. Ele está em paz.”, ela diz. “Eu consegui recuperar a alma da minha irmã. Aprendi muitas coisas.” Elas viverão em um local isolado, com toda a paz que nunca tiveram em vida. Ficamos todos de nos encontrarmos dentro de 6 meses, pra quem sabe, novas e loucas aventuras onde todos podem morrer. A maioria concordou. Sempre tem gente disposta pro jogo da vida e da morte, creio eu.

E eu? Eu sou uma solitária que vai se lançar na estrada. Eu tinha uma irmã gêmea que era tudo pra mim quando isso começou. Ela morreu acreditando que as coisas dariam certo. Eu me envolvi em tudo isso pra honrar sua crença. Nunca mais serei a mesma pessoa de antes, porque metade do que eu era morreu com Kay’linna. Mas ainda posso fazer valer a aposta que duas crianças mirradas fizeram 6 anos atrás. “Eu posso ser uma espadachim melhor do que você.”, ela me disse, com aquele sorriso e brilho nos olhos que eu tanto amava. E justamente por acreditar nisso, eu respondi: “Eu pago pra ver...”


Kay'linna Hali'kaka,the blade flying e Kam'mona Hali'kaka,the fast blade

A Filha da Coragem não está aqui hoje. Koa disse que falará pessoalmente com ela sobre meus feitos. E dessa vez eu chorei, sem medo nem receios. Porque eu nunca vou poder provar que sou a melhor espadachim de nós duas. Pelo menos não pra ela. Mas os reinos saberão. Eles saberão sim. Conhecerão todo o potencial de uma Hali’kaka. E minha irmã ficará orgulhosa de mim... "





Epílogo

Enquanto despedidas eram feitas, o Panteão, em especial Manú e Kahunna abordaram Éris. Ela jogou na cara de Manú coisas que a Criadora tinha feito, visando causar intriga entre o Panteão. Embora tenha funcionado parcialmente, esse Panteão é unido demais e há tempo demais pra cair nas teias de Éris. Tendo que controlar o ímpeto de Kahunna de aprisionar Éris, eles a baniram das Ilhas, e os Olimpianos se encarregaram de mandá-la de volta a seu plano de origem.
Faltando apenas uma coisa a ser resolvida, Manú os convocou e os apresentou á sua Criação: O Anganni Supremo. Todo seu conhecimento e poder foi empregado e um novo ser foi criado, com características doadas por cada deus do panteão. Esse ser se ajoelhou e adorou os deuses angannis. E Manú disse: “Vá, você é a semente da nova linhagem dos Angannis.” Ele desposou 15 donzelas angannis, entre elas a Elogiada. E assumiu como Regente das Ilhas por meses e meses. Mas sua função era pré-determinada. E tudo tem seu preço. Toda dívida deve ser paga. Ainda assim,ele gerou filhos,uma nova raça de angannis mais poderosa e com um futuro promissor pela frente.

3 meses depois, o Panteão anganni voltou ao Local de Poder, onde sabiam serem aguardados. Selina Folha-Verde os esperava. Sem rodeios, ela invocou as runas druídicas e preparou o ritual. Nessa hora, Éon, o enviado da Mãe-Terra surgiu e reclamou o que era devido: a restauração do Equilíbrio. “Pois vida se paga com vida. Poder com poder”, ele disse. E com essas palavras,absorveu em sua essência a criação de Manú.
Inusitadamente, Cailih estava entre eles. Ela timidamente deu uns passos á frente e olhando pra Selina disse: “Eu não quero mais esse poder. Eu posso deixar aqui?” “Folha Verde leu toda a sabedoria daquelas palavras e abençoou os deuses por elas:” Você sabe exatamente o que deve fazer, minha pequena. “Apenas faça.” Cailih fechou os olhos e entregou toda a energia que trazia em seu corpo. Selina abriu os braços e a distribuiu. E a pequena Cailih era agora apenas uma criança, como sempre deveria ter sido. E os dias prometiam ser gloriosos a partir de agora pra pequena infante.


As 7 Irmãs


E assim, a Saga das Sete Irmãs chegou indubitavelmente ao seu fim...








A saída de Ka’mona das Ilhas e o que lhe aconteceu nos últimos 6 meses



"Passados dois meses da Guerra Anganni,eu decidi deixar as Ilhas novamente. Precisava voltar pro mundo além das Ilhas. Precisava me aprimorar. Essa agora é minha meta. Quando aqui, eu costumava treinar com Mansur e Alakai, mas agora Ala’kai morreu, vítima dos desígnios de Kahunna e Mansur não tem tempo pra mim. Trocamos beijos ardentes e uma noite maravilhosa dias atrás, mas ele sabe que não vou ficar. E respeita isso. Iria comigo se eu pedisse, mas as Ilhas ainda precisam dele. Digo a meus aliados que parto em breve. Eles querem vir comigo. Estavam nas Ilhas apenas ajudando na reconstrução. Tenho outras coisas pra fazer em particular, e declino da idéia da companhia deles, mas eles insistem. Sem alternativa, marco dia e hora pra nossa partida, mas saio na noite anterior. Tenho problemas pessoais pra resolver e prefiro não envolvê-los nisso. É a minha vida. Sei que Lia vai dizer que sou maluca e só penso em lutar, Anabeth vai balançar a cabeça preocupada e o meio-dragão vai dar uma sonora gargalhada. Arthorius tem andado sumido,e pra falar a verdade,nem tenho visto ele ultimamente,nem tampouco sei se ainda está por aqui. Guibol tem passado a maior parte do tempo no Templo de Kahunna.

Deixo com um clérigo da Igreja de Koa instruções pra dar á eles pela manhã: "Ouvi sobre uma Guerra Civil em Sembya. Será meu destino final depois de resolver algumas coisas. E há muitas oportunidades pra pessoas como nós. Irei pra lá quando terminar o que tenho que fazer. Talvez lutemos em lados opostos. Nesse caso, boa sorte pra vocês." Está suficientemente parecido com algo que eu diria, e eles vão acreditar. Na verdade, pretendo ir a Sembya apenas se sobreviver. Tenho contas a acertar com algumas pessoas. E talvez não volte.

Um mês depois,nos Vales,eu o encontro. Farahir. Meu informante disse que eu o acharia por aqui. Nós fomos amantes por um tempo,até ele trair nosso grupo e levar a nossa recompensa. Apenas 3 de 7 pessoas sobreviveram á emboscada que ele armou pra nós. O puto nos vendeu. E eu vim cobrar o preço do sangue dos que morreram. Eu o desafio abertamente pra todos na taverna ouvirem. Ouço risos debochados. Alguns pra ele, outros pra mim. Sou apenas uma mulher aos olhos de alguns, mas quando decepo a mão do primeiro que tenta me impedir, as risadas cessam. Ele saca suas adagas. Ouço o apito da Guarda da Cidade. Não importa. Está longe, e quando chegarem já terei terminado. Ele espera prolongar a luta até a Guarda chegar, mas nunca percebeu que quando treinávamos eu o deixava achar que era melhor. Quebro essa doce ilusão dele com uma sequência bem colocada de golpes fatais. “ Ouvi dizer,Farahir, que a pena pra ladrões em alguns reinos é punida com a perda dos dedos. Acho justo”, digo eu,enquanto decepo 4 dedos de sua mão direita. Deixo algumas moedas de ouro no balcão pra pagar o prejuízo e saio pelos fundos.

Minha próxima parada é Amn. Lá eu procuro o Fantasma Dançarino,um amigo,entre outras coisas mais. Nós passamos 2 semanas juntos em bares,tavernas,motéis e locais do tipo. Eu gosto muito de Fantasma,mas findo esse tempo,rumo pra uma cidade onde se tem pequenas arenas. Ele sabe quem eu procuro e tenta me dissuadir,diz que não tenho chances contra ele. “ Mas é justamente por isso que eu quero ir”, respondo eu. Fantasma perdeu a mão esquerda desarmando a armadilha que nos mataria,preparada por Farahir e sua corja de assassinos.Ele me passa seus contatos na cidade e duas semanas depois estou no mural de apostas pra lutadores da minha categoria. Consegui um bom dinheiro como guarda de caravanas e pequenos bicos,além de pequenos trabalhos de mercenária, e a premiação atual dessas lutas também é muito boa, mas não pretendo nem creio que chegarei á final. Suborno um membro da alta cúpula das apostas pra me colocar na mesma chave da pessoa que vim matar. “Pode ser arranjado”, ele diz. Dou-lhe um beijo molhado e ardente como incentivo. Não quero falhas nem que ele volte atrás. Por isso encosto minha lâmina em seu estômago e lhe olho nos olhos quando lhe passo o ouro. Ele vê alguma coisa em mim que o faz acreditar que é melhor não me trair.

Avanço algumas lutas em minha chave, algumas com bastante dificuldade. Não somos curados depois das lutas, o que me faz redobrar a atenção e evitar ao máximo ser atingida, mas ostento cortes horríveis no braço e uma cicatriz na face quando finalmente chego á luta que queria. Ele luta com duas armas,como eu,e já me derrotou antes. Exatamente o que fará com que perca dessa vez.

Ele fica surpreso quando me vê,mas logo investe contra mim. Eu danço á sua volta,evitando seus golpes,fintando,debochando. A platéia delira. Gritam pra eu atacar. Já está óbvio que pra todos que ele não tem chances. Eu era uma pessoa diferente meses atrás,quando esse filho da puta após me derrotar tentou me estuprar. E nesse exato momento ele deve estar lembrando de minhas palavras quando deixei o grupo: “Um dia eu vou voltar, e você jamais fará isso com outra mulher na sua vida...” Quando vejo em seu olhos o medo dessa lembrança,rodopio velozmente em minha dança e enterro minhas duas espadas abaixo de sua cintura. Estou com um corte feio no braço e não consigo movê-lo,mas de tanta raiva aplico dois socos em sua cara,que o faz desmaiar ali mesmo e interrompe seus gritos de dor. A platéia emudece. Pego minhas espadas,saio da arena e deixo a cidade. Pago carona numa caravana que leva mantimentos á Sembya e dou algumas peças de ouro pro clérigo que a lidera pra que cuide da mim. “ Lá tem coisas pra eu fazer”,digo eu,num torpor de sangue e devaneios de dor.



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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Dom Jan 01, 2012 3:27 pm

"Seis meses se passaram desde a Guerra Anganni. Eu, Bakemono, Anabeth e Guibol lutamos na Guerra Civil de Sembya. Quase morremos em diversas oportunidades. Pelo aço, pela fome, pelo frio. Por aliados e inimigos. Mas somos feitos de um material que muitos não possuíam naqueles campos de batalha. Somos unidos, mesmo com todas as diferenças ideológicas e de atitude, soubemos nos manter unidos e prevalecer. Prometemos a nossos amigos um reencontro, e por mais que isso nem passasse mais pela nossa cabeça, por termos perdido a noção do tempo naqueles campos gelados, ao fim da guerra, a Criadora, em trajes carnais de criança vem nos lembrar e nos levar de volta.
Saímos de um extremo pro outro, das campinas congelantes de um capo de batalha e uma cidade arrasada pela miséria pra um paraíso na terra de sol escaldante, lindas praias e natureza abundante. Vemos Arthur, Sakura e Lia virem nossa direção e nos olharem horrorizados. “Sim, não estamos na melhor das aparências”,eu digo. Bakemono larga seu armamento e corre como um ensandecido pro mar, se atirando nas águas das praias. Anabeth e Guibol são mais polidos e pedem licença pra se retirar e se cuidarem de forma apropriada. Eu? Eu simplesmente deito na areia e deixo o sol de minha terra me banhar. Enquanto os outros disparam perguntas sobre onde estivemos, o que fizemos, dentre outras coisas, eu olho pro céu, ignorando o falatório. E ignorando especialmente Lia, a mais tagarela. Algumas horas depois, de trajes novos, alimentados e descansados, conversamos sobre nossas atividades. Ouço Arthur contar sobre sua nova vida nas Ilhas. Ele agora é pai. Sua esposa e filha moram com ele. Ouço Lia dar detalhes sobre seu novo lar, em uma das Ilhas. É engraçado vê-la com roupas angannis.
Somos informados que Ulfgar não vem. Voltou pras suas terras na Grande Fenda, onde seu coração e família vivem, e que Moradin o abençoe. Tampouco veremos o valoroso Xin e a silenciosa Emiko. Sakura diz que as coisas não deram muito certo no Oriente, e Xin está evitando que Emiko se meta em problemas. Quanto a mim, desvio o assunto de minhas atividades, o que só parece atiçar mais a curiosidade de alguns. Estamos comendo, bebendo e celebrando nossos feitos, quando a Criadora surge entre nós. Todos sabemos que uma nova jornada deve se iniciar. Pessoas como nós não ficam paradas contando histórias, elas são a história. A Criadora nos surge com opções: ajudar um povo bárbaro de um local que não consigo pronunciar o nome ou ajudar uma senhora em sua cidade contra algo que não lembro agora. Nunca fui boa de memória. Começamos a debater pra onde ir, como ir e o que fazer, quando a Criadora, famosa pela impaciência, gesticula as mãos e nos manda embora. Saímos numa estrada em local nenhum, alguns ainda discutindo pra onde ir, sem perceber que “já tínhamos ido”. Adoro a Criadora. Senso de humor que poucos têm."

"Decidimos seguir numa estrada até que chegamos a uma vila. Um povo rústico, rude e de modos grosseiros. Umas perguntas aqui e ali e entramos numa taverna. Pra esse pequeno grupo não chamar atenção é impossível. Estou ainda abismada em ver que Arthur agora anda com uma leoa do tamanho de um elefante. E ela fala. Ele deve ter alguma ligação com ela, porque Arthur nunca foi do tipo que precisa de ajuda pra lutar. Enquanto as pessoas se acostumam com nossa presença, vejo que uma pessoa em especial tem sua própria platéia. Num canto da taverna, um homem de asas canta e dedilha um instrumento. Isso por si só já é cativante, mas sua beleza também é fora do comum. Não compreendemos a língua que fala, mas deve ser o dialeto local, pois os bárbaros á sua volta dão gritos e riem,um em especial, que está bem ao seu lado. Nesse momento, o Bakemono tira seu manto e definitivamente roubamos a cena. Os bárbaros olham pra ele e começam a gritar e fazer reverências: “Tel-tor,Tel-tor”,eles gritam. Seja lá o que for, não demora muito pra um estranho séquito de mulheres vir descendo a colina e o silêncio imperar. Elas solicitam nossa presença e a do músico, de nome Drastan. Sem muita escolha, nos reunimos com a que parece ser a líder."


O povo de Rashemen possui suas próprias tradições e costumes. Eles não gostam de estrangeiros em suas terras.

“Quem são vocês e o que querem? Não gostamos de estrangeiros.” "Os mais polidos dentre nós conversam com a mulher, explicando nossa aparição repentina e que viemos ajudar, se aqui for um local que precise de ajuda. A contragosto e duvidando da índole de alguns, ela nos diz onde podemos ser úteis, e que inclusive, um guerreiro de seu povo irá conosco, o bárbaro alto que acompanhava o músico. Ela pede que nos apresentemos a um determinado senhor pros detalhes da missão. No local, um velho nos interroga sobre nossas habilidades pessoais. Fica claro que á exceção das “bruxas” que parecem comandar esse povo, as mulheres daqui servem apenas pra procriação.
Ele pede que eu lute contra o guerreiro que nos acompanha, seu filho, pra mostrar “meu valor”. Não vejo problema nisso. Nos posicionamos e de partida abro dois cortes em seu corpo. Ele gira, e de modo surpreendente, me agarra e lança ao chão. Tarde demais percebo sua técnica. Ele faz sucessivas tentativas de me nocautear, mas uma anganni de Koa não é presa tão fácil, o que o surpreende. Outra mulher já estaria inconsciente. Tento em vão escapar de seus musculosos braços, mas não estava preparado pra esse estilo de luta. O velho parece achar que seu filho “venceu” e interrompe a luta. Como não tenho nada contra ser “derrotada”, levanto e cumprimento o guerreiro. Que pense o que achar melhor. Sakura através de magia tentava estabelecer um diálogo, mas acabou mesmo foi se metendo em confusão, pois a bruxa havia proibido certas atitudes. Ela é levada pra uma cela, e nós despachados pras nossas camas.
Iríamos partir na manhã seguinte. E meu corpo todo doía da luta com Khan. Ele e seu pai me chamam pra tomar uma bebida. Pelo pouco que entendi da tradução de Sakura, o velhote acha que estou prometida a seu filho, por ele ter supostamente me derrotado. Tento não rir disso,afinal,os bárbaros tem seus costumes e pensamentos."


Uma longa e difícil estrada nos espera.

"No dia seguinte, temos que ir á uma vila investigar algo. No caminho, somos atacados por uma espécie de serpente marinha que por pouco não livra nosso grupo de seu excesso de gente estranha. Conseguimos contornar a situação e chegamos ao local onde se tem relatos estranhos de criaturas mais estranhas ainda, mesmo pros padrões desse povo. O que descobrimos é que as habilidades de um certo rapaz estavam meio descontroladas e ele precisava de ajuda. Convencemos ele a vir conosco, pra seu próprio bem,e acabamos ganhando mais um integrante,pois as bruxas determinam seu banimento da região, sob pena de morte.

Partimos então na cruzada pessoal de Khan. Pelos costumes de seu povo, ele deve atravessar algumas terras e provar seu valor. Como é caminho pro que temos que fazer, nós vamos com ele, mas não podemos interferir no que ele deve fazer. Me pergunto o que Khan vai pensar se tivermos que salvar sua pele no caminho. Ele não vai parecer muito “guerreiro” se por exemplo,eu,uma mulher, tiver que salvar sua vida. De qualquer forma,pegamos a estrada e depois de algumas horas cavalgando decidimos acampar. O galante músico mostra sua primeira utilidade além do rosto bonito e da voz galante e conjura um pequeno abrigo mágico, o qual Anabeth replica com seus dons individuais. Essa menina carrega muitas surpresas na manga.
Alguns se alojam do frio dentro do abrigo. Khan querendo mostrar utilidade se oferece pra ficar de guarda. Aproveito o clima ruim,que começa a nevar,pra testar minha resistência ao clima. Inicio alguns passos de minha técnica sob o luar,frio e neve,e após alguns momentos,Bakemono se oferece pra treinar comigo. O que eu quero mesmo é lutar contra ele pra valer,mas por ora,trocamos alguns golpes coordenados sob a neve e o frio,quando Khan começa a gritar. Não ouvimos muita coisa com o vento,mas presumimos que ele quer treinar também,mas não pode por estar de guarda. Isso parece frustrá-lo bastante,porque ele grita cada vez mais alto e começa a vir em nossa direção.
É quando ele se aproxima que vemos o medo em seus olhos e três formas enormes em seu encalço. Tento reprimir um sorriso,mas me viro pra Bakemono e digo: “Bom,pelo menos já sei falar “troll” em rashemitta.


Um tipo diferente de troll,que não teme o fogo

"Ele gargalha e com um urro,avança pra um dos trolls. Khan detém o avanço de outro,o que deixa um pra mim. Iniciamos sob o luar um feroz combate,quando um cometa despenca dos céus atrás dos trolls. Guibol surge sorrindo na porta do abrigo,com a mão brilhando. Uma magia impressionante. Guibol é o tipo de clérigo que não se contenta em curar ferimentos e dobrar os joelhos,ele quer participar. Koa o adoraria em suas fileiras. Eu e Bakemono estamos indo bem contra nossos trolls,mas Khan tem uma certa dificuldade com o seu. Depois de uma violenta combinação de ataques,ele se prostra,meio cambaleando,mas quando penso em correr pra ajudar,algo acontece. Com um urro assustador,Khan começa a se metamorfosear em um gigantesco urso marrom. Claro,por que não? Temos um meio-dragão,um meio anjo,ou sei lá o que Drastan é,um meio urso,uma leoa gigante,pq não,afinal de contas? Me pergunto o que Anabeth e eu estamos fazendo aqui.
O fato é que depois disso o troll é rapidamente finalizado,mas diferente dos trolls normais,esses só morrem com eletricidade. Quando a duras penas compreendemos isso,Lia e Anabeth resolvem a contenda com magias bem aplicadas. Pela manhã partimos novamente,tomando cuidado na estrada. Em certo momento,olhos observadores notam três pessoas amarradas em árvores. Elas estão congelando,e após um rápido interrogatório,descrevem um homem alto,musculoso e sem armas como seu agressor. Eles estavam tentando capturar esse homem, mas não foram muito felizes. Fico pensando comigo mesmo que se um homem desarmado derrotou três pessoas tão facilmente eu não estaria interessada em encontrá-lo. Mas ao chegar em uma pequena vila algumas horas depois vemos o povo local do lado de fora da taverna,o que sempre é estranho em qualquer lugar dos Reinos.

“Não entrem lá. Ele pediu pra não ser incomodado.” Parece que nosso homem está lá. Privando meu bem estar físico,aconselho a não puxarem briga com quem quer que seja. Drastan,Khan e Lia entram na taverna. Fico me perguntando qual dos três vai voar pela janela primeiro e começo a olhar pras janelas. Bakemono vai até a porta e descreve o gigante. Anabeth parece ouvir algo de alguém da multidão e decide entrar. “Pobre Anabeth,tão nova”,eu penso. Inexplicavelmente os outros saem da taverna. Parece que Anabeth e o grandão têm algo em comum. Particularmente eu não vejo nada. Esperamos alguns minutos. O grandalhão sai, nos olha rapidamente e vai embora."


O monge de Olímpia,um guerreiro que traz perturbadoras notícias á Anabeth.

"Pouco depois,Anabeth sai e nos põe a par da situação. Parece que outras pessoas vieram de seu lar de origem. Aliados e inimigos. Eles podem vir atrás dela pro bem ou pro mal. Isso não parece incomodá-la. Percebo até uma alegria contida nela. De qualquer forma,já temos nossa cota de problemas. Se essas pessoas vierem mesmo atrás dela, primeiro vão ter que nos localizar. Ela faz uma descrição detalhada dessas pessoas e nos conta sobre elas. Passamos o dia cavalgando, e quando a noite cai nos deparamos com uma caravana com sinais de ataque. Eles falam que o povo da montanha atacou sua comitiva. Muitos ficaram pra trás, mas eles conseguiram fugir. Decidimos investigar o ocorrido,por que de uma forma ou de outra,faríamos o mesmo caminho por onde a caravana veio.
Forçamos os cavalos até não aguentarem mais,o que gera muitas críticas e resmungos de alguns,inclusive de Khan. Sinceramente esperava mais de Khan. Afinal,ele não está aqui pra se provar? Bakemono também não se aguenta nas pernas e se joga num canto. Já eu estou curiosa com esse povo da montanha.
Khan começa a narrar velhas lendas de seu povo sobre essas criaturas. Chamo-o pra investigarmos, e sob muitos resmungos, ele aceita vir comigo. Subimos a trilha cautelosamente durante algum tempo e conseguimos encontrar 2 crianças morrendo ao relento. Volto com elas pra cabana,mas Khan sobe um pouco mais a trilha e encontra a mãe das crianças,mas que parece estar morta.
Estamos reunidos no abrigo conjecturando o que fazer e como fazer. Eu e Arthur decidimos subir um pouco mais pra tentar localizar a base das criaturas, mas em determinado ponto estaríamos muito vulneráveis a ataques da sombras e decidimos voltar.
Novamente analisamos os pró e contras da situação, e só dou por falta de Arthur quando ele surge literalmente á nossa frente. Anabeth explica que o enviou invisível pra localizar a s criaturas. Arthur nos dá os pormenores do que viu no caminho e não conseguimos chegar num consenso de como proceder. As criaturas estão em seu território vivendo de acordo com sua natureza. Por mais que tenham matado ou capturado pessoas,os líderes dessa comitiva sabiam que esse era um risco a ser previsto.
Enquanto alguns querem apenas tentar resgatar os vivos,outros querem seguir caminho e evitar um combate desnecessário. A noite cai á nossa volta. Pela manhã,não teremos muita escolha a não ser agir,pro bem ou pro mal."


O selvagem povo da montanha. Seria sábio enfrentá-los em seu próprio território?




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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Ter Fev 14, 2012 3:50 pm

"Amanhece,e depois de muita ponderação decidimos pelo menos checar o local onde as criaturas vivem em busca de sobreviventes. O mago de aspecto esquisito e Lia decidem sobrevoar a área invisíveis e tentar se aproximar ao máximo pra termos uma idéia de como se localizar lá em cima. Pouco tempo depois,eles voltam com diversos ferimentos e contusões. Fico me perguntando se as criaturas têm algum meio de detectar invisibilidade ou se os dois foram apenas idiotas tentando fazer algo mais do que apenas olhar. Nisso outro idiota se cansa de esperar: Khan decide deixar suas ações falarem por si e corre como um louco,subindo a montanha esbravejando. Khan é um homem engraçado. Ontem tava cheio de frescurinha,com medinho do frio e querendo seguir outro caminho pra evitar as criaturas. Agora corre como um estúpido pra morte certa. Creio que umas pedradas no meio do caminho o fará repensar sua tática. O mago gesticula e diz que pode nos deixar dentro da aldeia. Arthur e eu vamos com ele e num instante estamos numa clareira,onde o povo nos olha com desconfiança e recuam,e pouco depois surgem os guerreiros do clã. Não vemos nenhuma pessoa em volta.Não há sobreviventes. Arthur pondera se uma luta é necessária,e por mais que eu queira,não mato sem necessidade e não vejo nada de errado nesses seres fazerem suas leis em seu território. "

"Surpreendentemente,após Arthur tentar se comunicar,um deles responde em Comum,e diz pra partirmos,que não há sobreviventes e que seremos mortos se ficarmos ali. Sim,vamos partir porque não há sobreviventes,mas caso eu e Arthur caíssemos aqui,provavelmente seria de cansaço e sem nenhum inimigo em volta. Estamos de costas um pro outro e posso sentir sua irritação crescendo. Arthur é muito sentimental.E eu pouco. Péssima dupla. As criaturas começam a assumir forma humana aos nosso olhos e compreendemos como elas pegam viajantes. Fingem pedir ajuda e atacam caravanas. Arthur está prestes a se descontrolar quando sussurro pra ele que Khan,Anabeth e os outros provavelmente estão sob ataque na trilha. Partimos em carreira,sem lutar,e momentos depois encontramos Khan transformado em urso com algumas criaturas aos seus pés,Anabeth acuada contra uma parede e Lia e o mago voando acima e disparando magias. Finalizo rapidamente o atacante de Anabeth e explicamos a todos o que aconteceu. Descemos ao acampamento e expulsamos os dois monstrinhos que fingiam ser duas crianças. Eles voltam á sua forma normal. Essa raça não é a que Khan conhece e nos descreveu,ou pode ser uma evolução dela. Embora eu não considere uma evolução quando o garoto,de forma zombeteira,nos dá língua antes de ir embora,de forma que um chute em meia-lua dado por mim quebra três de seus dentes antes que ele possa se afastar. Ele joga pragas e maldições sobre mim e sobe a trilha com a menina."


Depois de frio e neve,uma taverna pra aquecer os pés e bebidas pra aquecer a alma.

"Depois dessa pequena interação com um sinistro aspecto da natureza,seguimos caminho. Horas e mais horas de caminhada e topamos com uma grande caravana,o qual deixamos alerta pra situação nas montanhas. Em troca,eles nos dizem que na próxima vila está havendo um problema com uma criatura que está incendiando os vales e plantações. Decidimos averiguar isso quando chegarmos ao local. Horas depois,topamos com um amontoado de pequenas casas,pouco mais de 20. Entramos na taverna do local e procuramos descansar e comer um pouco. Arthur fica do lado de fora. De qualquer modo,a leoa não pode entrar. Comemos e bebemos. Khan em pouco tempo está bêbado e cortejando qualquer mulher com seios á mostra e boa vontade. Num canto,pergunto á Anabeth o que esperar de seus amiguinhos da tal Grécia e a tal bruxa que agora está atrás dela. Ela me passa algumas coisas. Pelo tempo que estão aqui nesse Plano,eu creio que já devem saber nossa localização,embora não tenham meios de chegar aqui tão rápido. Mas quando se quer alguma coisa,sempre se dá um jeito. Anabeth diz que vou gostar especialmente de uma de suas amigas,que serve e é filha do Deus da Guerra de seu Plano. Posso me considerar filha de Koa,se me esforçar e forçar um pouco minhas origens. O que não quer dizer que vou gostar de alguém que gosta de guerrear. Mas vou dar tempo ao tempo e ver essa garota de perto pra uma opinião melhor.

Olhando um músico que está num canto entretendo os presentes,percebo que já faz um tempo que não aqueço meu corpo com algo adequado. Deixo claro o suficiente minhas intenções e sei que ele está tendo mais sorte do que merece em me ter em sua cama,mas não estou em condições de ser exigente nesse fim de mundo.Estamos prestes a sair quando Khan,em seu estúpido orgulho rashemi em achar que tem minha posse decide agredir o músico com uma cadeira. Intervenho rapidamente dizendo com todas as letras pra Khan que ele já escolheu suas putas desta noite e o empurro pra trás. Creio que ele não esperava tanta sinceridade de minha parte. Idiota,pobre idiota."

"Nesse meio tempo,Arthur localizou a tal criatura incendiária e conseguiu um breve resumo de sua situação,que só fiquei sabendo no outro dia,porque minhas prioridades pras próximas horas já estavam definidas. O que aconteceu é que a tal criatura foi um dia um homem apaixonado por uma bruxa rashemi. O que pelo pouco que entendi até agora é contra as leis desse povo. A tal bruxa o amaldiçoou de alguma forma a ser uma chama viva enquanto seu amor por ela não esfriasse. Ela escolheu uma vida em que ele não teria lugar. Mas isso ele não aceitava. Parte do grupo volta ao território rashemi buscando uma solução pro impasse,porque a destruição flamejante causada pela criatura não poderia continuar. Enquanto tudo isso acontecia,eu causava e alimentava minha própria destruição flamejante dentro de um quarto ali na vila com uma performance que o músico provavelmente transformaria em balada no dia seguinte.Afinal,já faz algumas semanas que me permiti esse tipo de coisa. "


Os perigos e riscos do amor. Ainda mais com uma bruxa rashemi envolvida

"Quando volto a me encontrar com o grupo,eles já resolveram a situação e pelas caras emburradas de alguns,não foi algo decidido em consenso. Lia me cochicha que no impasse da resolução,e sem mais alternativas,seu amigo halfling mandou a criatura pro Plano do Fogo. Uma decisão elegante,claro,só espero que agora o tal carinha fique apaixonado pelo resto da vida,porque se ele parar de queimar um só segundo,estará frito,com o perdão do trocadilho.
De forma que seguimos viagem,e a estrada é longa. E não sabemos exatamente pra onde estamos indo. Dois dias depois,com a maioria dos cavalos mortos pela inépcia de seus donos,avistamos algumas carroças destruídas furiosamente em um ponto da estrada. Paramos pra checar se há sobreviventes e aproveitamos pra coletar madeira,roupas de frio e comida,entre outras coisas,quando mais á frente eu e Khan divisamos uma enorme cratera. O que quer que tenha feito isso,veio lá debaixo. E sempre tem alguém se achando inteligente fazendo coisas estúpidas nas horas mais inoportunas. Pelo menos é o que penso quando vejo Arthur amarrar uma pedra em uma corda e fazê-la descer pela cratera. Não sou das mais sábias aqui e nem a mais esperta,mais qualquer idiota pode ver que alguma coisa imensa saiu do solo e dizimou essas caravanas. O lógico seria manter distância do buraco e se afastar,mas vendo que é tarde pra isso saco minhas espadas e grito pra se afastarem da cratera. Alguns voam e quem não pode voar se prepara pro pior. "


Em seu completo território,somos presas fáceis pra um Verme Púrpura

"E ele vem em um forte tremor de terra que derruba algumas pessoas. Algo está subindo rápido e não podemos mais fugir. Um urro assustador preenche nossos ouvidos quando um gigantesco verme emerge da cratera. Sua cabeça praticamente uma boca com centenas de dentes,seu corpo violeta e quase inteiramente liso e um fedor de morte nas mandíbulas. Dastan grita como um louco: Verme Púrpura!!!!
Ele ataca rapidamente os que estão ao alcance de sua boca,em posição vertical. Todos atacam como podem. No meu caso,tem um grande problema: não possuo armas de ataque á distância,não é meu estilo de luta. Khan corre como pode e se lança ao corpo da criatura. Total loucura,mas pouco depois,sem alternativas de ataque,faço a mesma coisa. Uma tática completamente sem sentido e que matará nós dois,mas mantém o ferrão da criatura ocupado enquanto os outros atacam. Bakemono,Lia e Anabeth estão fazendo grande parte dos danos,até que em sua fúria e fome a criatura engole Bakemono. Por Koa,se não derrubarmos o verme logo iremos todos morrer aqui nessa vastidão gélida. Num esforço desesperado pra salvarmos nosso aliado todos atacam como podem e uma investida eficaz de Lia assinala o fim da criatura,que começa a despencar de volta pra dentro da cratera. Com um único problema: eu e Khan estamos agarrados nela. De minha parte,procuro evitar com agilidade os obstáculos da queda pra cair intencionalmente com seu pesado corpo. Não esqueci que Bakemono está dentro dela. Já Khan cai como um saco de batatas,em sua fúria,ainda golpeando o corpo do verme. Chegamos ao fundo feridos e escoriados,e no escuro dou saltos aqui e ali procurando uma abertura em seu corpo. Localizo traços de Bakemono embaixo de tripas,carne e um líquido ácido que mutilou grande parte de seu corpo. Grito por Khan,que num esforço desesperado,mas sem sucesso,não consegue retirar nosso aliado de dentro da criatura antes de seu último suspiro. Dastan surge em um clarão tentando ajudar de alguma forma,mas é tarde demais. Essa foi a última batalha do meio-dragão. Ironicamente pra um meio-dragão vermelho,uma batalha nas profundezas gélidas no fim do mundo."

Deito sem reação naquele cenário de morte. Pouco depois,localizamos algumas pessoas em algumas carroças perto,que estavam escondidas depois do ataque. A vila de que saímos fica há dois dias daqui,de forma que os poucos cavalos que temos são dados á essas pessoas e elas rumam pro local. Enterramos o corpo de Bakemono e das outras pessoas mortas no local e continuamos. Algumas horas depois,cada um ruminando seus pensamentos,deparamos com uma figura ao longe,um vulto grande e de postura ameaçadora. Alto,completamente trajado de armadura,em uma mão,um poderoso escudo,na outra,uma vistosa lança. Antes que possamos pensar em algo,ele brada algo em alto e bom som. Algo que ninguém,á exceção de Anabeth entende.Tudo em sua postura indica que ele não vai nos deixar passar. E me parece que esses vales gélidos ainda irão ver sangue quente antes do fim do dia.


O que quer que esteja reservado pra Filha dos Deuses ,Anabeth,seremos pegos no olho do furacão.E não vai demorar....













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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Sex Abr 06, 2012 10:15 pm


"O homem começa a conversar com Anabeth em sua língua. Como todos presumimos, ele vem da mesma região que ela. Ficamos num impasse enquanto o diálogo se desenrola, mas num breve momento, o corpo de Anabeth retesa-se de repente e ela fala em Comum: “Não vou voltar com você.” O estranho assume posição de combate imediatamente e ao menos pra mim,é o sinal de que a luta vai começar. Odeio conversas nessas horas. De praxe, sou uma das primeiras a avançar. Não por ser corajosa e invencível, não,Kaylinna era corajosa, saltando sobre qualquer ameaça a si ou seus amigos. Eu sou burra e imprudente mesmo. De outra forma, não teria me colocado por vontade própria ao alcance de um guerreiro notadamente experiente com uma lança maior do que eu. Mesmo assim, meus movimentos são fluidos e sincronizados, e consigo me colocar ao seu lado esquerdo, esperando que algum aliado perceba meu intento. Arthur parece compreender, e se coloca do lado oposto. O grego agora tem duas preocupações nos flancos, e Khan, que vem pela frente. Anabeth e Lia voam, saindo de seu alcance. “Quero ver do que os gregos são feitos”, penso eu. E quando esse grego faz seus movimentos,eu vejo. E pago o preço. Minha aproximação visava duas coisas: dividir sua atenção entre 2 oponentes laterais e tirar a vantagem do alcance da lança. Ambas falham, e eu percebo, quando o grego move seu braço armado,que tenho um desafio interessante pela frente. Com técnica refinada, ele se desloca em diagonal, saindo da posição comprometedora ao mesmo tempo que recua sua lança junto ao corpo e desfere 4 poderosos golpes em minha carne."



O poderoso guerreiro grego. Pragmático,eficiente e mortal.


“Impossível”, penso eu,mordendo os lábios, contendo a dor. “Ninguém que eu conheça sabe manejar uma lança assim.” Mas esse grego sabe. Seus golpes são precisos e colocados e minhas pernas dobram depois de seus ataques. Arthur e Khan tentam atingi-lo sem sucesso, sua defesa também é muito boa. Anabeth, dos céus, tenta encerrar a luta com uma rendição. Ela só pode estar louca, claro. Esse filho da puta não sai daqui sem eu provar o sangue dele. Com alguns raios de Lia e Anabeth, o grego está pouco abalado em suas determinações, mas nunca que um anganni se renderá. Com a roupa empapada de sangue, ergo as espadas e mostro a esse guerreiro do que eu sou feita. Uma sequência rápida, feroz e mortal nos deixa equiparados, é a vez dele me olhar com surpresa.
Khan aproveita a abertura e investe com seus braços poderosos, esmagando o corpo de nosso adversário, que cai inconsciente depois de nosso feroz ataque. Seu elmo rola pra um lado e vemos seus ensandecidos olhos, em loucura. Sem o elmo, Anabeth o reconhece, e mesmo ele soa mais humano. Só podemos concluir uma coisa: possessão. Sem saber onde está, ele nos conta do pouco que lembra, e enfurecido promete vingança contra a bruxa que lhe fez isso. Nós o deixamos com sua ira e seguimos viagem. Esse poderosos grego será apenas o primeiro de muitos que a inimiga de Anabeth enviará contra nós. E os amigos de Anabeth ainda nos procuram.

Partimos pela estrada. Fico pensando na técnica do grego e peço a Dastan que me deixe com alguns dos ferimentos sofridos, de modo a lembrar como foram parar ali. Sakura procura me recriminar pela atitude e é devidamente ignorada. Depois de algumas horas na estrada, Khan escuta sons de luta dentro da mata e vamos averiguar. Numa clareira, encontramos uma alcatéia de lobos atacando um tigre, e depois de lidarmos com alguns, o resto foge. É quando o tigre se revela um homem. Licantropo. Nada incomum por essas bandas. O estranho só fala rashemita, logo, Khan troca algumas palavras com ele e ele decide vir conosco durante o tempo que lhe for aprazível. Paramos pra acampar em certo trecho e descobrimos que ele topara há não muito tempo com duas estranhas mulheres, cuja linguagem não entendia. “Estranhas mulheres vêem de lugares estranhos”, digo eu, olhando Anabeth. O licantropo nos descreve seus trajes e aparência, e Anabeth tem quase certeza de serem Clarice e Talia. “Elas se dirigiam a uma tribo bárbara há pouca distância daqui”, diz o homem-tigre. Acampamos na beira da estrada e decidimos checar a história, enquanto o resto do grupo descansava."



Um encontro inusitado,porém revelador na estrada

"Com as botas mágicas de Anabeth, eu,Arthur e o licantropo-tigre partimos dentro da escuridão, sob protestos de outros membros do grupo sobre esperar amanhecer,etc,etc. Devidamente ignorados também. Na tribo, somos cercados sob ameaças de flechas e tochas, mas com carne de lobo como presente ,que havíamos levado, somos conduzidos aos líderes da tribo. Eles confirmam a presença de duas mulheres e nos aconselham sobre nossos propósitos, após dizermos que não poderíamos ficar muito tempo, por estarmos sob perseguição. Ele nos indica onde as mulheres estão e vamos até elas. Em uma pequena cabana, vejo uma mulher alta e forte, amolando uma adaga. “Clarice ou Talia? “pergunto eu. “Quem quer saber? De que lhe interessa meu nome?” Com uma resposta dessa, já sei que essa é Clarice,pela descrição de Anabeth. “Sou Kamona”,digo. E estou prestes a mostrar um cota da minha grosseria quando outra mulher, em trajes simples sai da cabana. Em vez disso, digo: “Estamos com Anabeth, somos amigos dela”. A mulher de trajes simples nos olha com esperança, mas não entendemos seu idioma. As duas se aproximam e explicamos rapidamente quem somos, e também que devemos sair dali rapidamente antes que essa tribo fosse atacada por nossa causa. Elas aceitam vir conosco, e tempos depois, um reencontro de grandes amigas acontece em nosso acampamento. Clarice e Talia começam a conversar rapidamente com Anabeth sobre o que devem fazer, e como de praxe, a censurá-la por andar com pessoas “inferiores”. Tenho pra mim que os tais gregos se têm em muita alta conta, o tempo todo. E acho graça disso. A essa altura, eu já bolei 3 ou 4 maneiras de derrubar qualquer uma das três, como Koa me ensinou a fazer. De qualquer forma, é melhor que essa duas nos vejam lutando pra dirimirem as próprias dúvidas.



Talia e Clarice. O reencontro com Anabeth de Hermes

"Pela manhã, seguimos viagem até o tal de um lago, uma região habitada por bárbaros, onde segundo a tribo que conversamos, existe uma “zona morta de magia”. Pelo que o xamã disse, nesse local nada mágico funciona como deveria. O grupo acha que seria um bom lugar pra enfrentar uma bruxa. E se esquece, logicamente que também temos conjuradores em nosso grupo. De qualquer forma, parece ser nossa melhor chance contra a tal bruxa que persegue Anabeth. Eu não esperava ver tanto temor e receio em Clarice, a “filha de um Deus da Guerra”, segundo Anabeth. E se alguém assim está preocupada com algo, devo seguir sua intuição. Pela manhã, partimos novamente, forçando a marcha rumo ao local que devemos ir. Dias nos separam da região, e aproveitamos pra conversar e fazer conjecturas durante essas longas horas e á noite, ao acamparmos. Khan fez mantos com as peles dos lobos que matamos, e junto com o feitiço de abrigo de Dastan, replicado por Anabeth, conseguimos bons abrigos durante as noites frias desse fim de mundo.

Dias depois, avistamos os primeiros acampamentos bárbaros e somos recebidos por uma das tribos. Após algumas explicações, somos orientados a procurar alguns líderes, e pouco tempo depois estamos com problemas que não são nossos pra resolver. Parece que esse povo tem seus próprios problemas. Do pouco que entendi, e não procurei entender coisa alguma, na verdade, todas a tribos acampam aqui ao longo das estações, por ser a única fonte de água desse fim de mundo dentro de milhas de distância. Todas as tribos tem seus respectivos líderes e “totens”, acho que é essa a palavra, ou “teltor”,como Khan diz. Uma das tribos, no entanto tem como totem um dragão verde. De verdade, não metaforicamente. E um enclave druida chegou á região há poucos meses e pretende por ordem no local. Reviro minha mente atrás de informações de druidas dadas por Mai’kai, nosso Deus da Natureza anganni. E não acho. Nunca prestava atenção nessas aulas. Os druidas fecharam um perímetro com magias ofensivas e perigosas, que estão matando quem se aproxima, e o dragão cobra tributo por sua “proteção”. Seria a hora perfeita pra seguir na direção contrária, mas é claro que continuamos em direção a esses problemas, como se não tivéssemos os nossos pra cuidar. Dentro da floresta, somos guiados até um local e recepcionados por um grandioso e imponente unicórnio, cuja beleza encanta e seduz a todos.

Ele nos recebe cordialmente, e nos alimenta, explicando os dilemas da região e nos deixando á vontade pra tomarmos nossas próprias decisões. E é nessas horas que nosso grupo se mostra mais perigoso. Decidimos primeiro ir falar com os druidas, e sob uma recepção seca, concluímos que suas magias fazem mesmo tudo que andam dizendo delas. Um povo sábio e pacífico, mas também letal. O grupo tem opiniões divergentes sobre o que fazer; alguns querem seguir caminho agora que descobrimos que a região que devemos ir fica do outro lado lago,outros,liderados principalmente pro Khan, querem libertar a tribo do jugo do dragão. Eu nunca vi um dragão, mas as historias que Koa nos contava á luz das fogueiras anos atrás não são nada animadoras, mesmo que Aquela que Regozija em Batalhas as contasse rindo e encenando cada golpe o tempo todo. Ela adora encenar suas batalhas. De qualquer forma, penso que a decisão final cabe á Anabeth,afinal,viemos pra cá por causa dela."



Tribos bárbaras comuns na região


"Khan defende vigorosamente a idéia de enfrentar o dragão. Todos podem ver que está pouco se lixando pra tribo, e tem seus apoiadores, como Guibol e o estranho mago de vestes mais estranhas ainda e com um olhar insano. Eu não teria nada contra ir também, mas dividir nossas forças numa missão desnecessária dessa me parece tolice. Exponho minha opinião, e todos fazem o mesmo. Após uma longa discussão, Khan se retira decidido a encontrar o dragão, levando Guibol, o mago e Dastan. O resto de nós decide ir pra onde deveríamos ir. Anabeth fica com pensamentos conflitantes sobre ir ajudar Khan, e leva boa parte do grupo pra uma última tentativa de demovê-los da idéia. De minha parte, sei que Khan está certo e quero ir tanto quanto ele, só não acho que devemos fazer isso agora. Sigo meu caminho, desejando sorte e boa-venturança á insanidade em que estão caminhando. Os halflings,Sakura e o homem-tigre vêem comigo.

Depois de algumas horas, chegamos novamente na tribo bárbara e conseguimos cavalos, mas depois de pensarmos um pouco, e com alguma insistência do licantropo e grande relutância de Sakura, decidimos voltar e ajudar nossos amigos. Forçamos a marcha dos cavalos e pela manhã, depois de algumas horas dentro da mata, os encontramos fazendo planos. Todos juntos agora, nos embrenhamos floresta adentro. Se vamos morrer, morreremos juntos. Os conjuradores nos agraciam com suas magias protetoras e as bênçãos de seus deuses, o que pouco depois se mostra necessário quando a própria floresta nos ataca. Criaturas enormes jogam inúmeros tentáculos sobre nós e tentam nos engolir. Atacamos com bravura e eficiência após Dastan, com seus conhecimentos bárdicos nos mostras suas fraquezas. Seguindo caminho, o cheiro de cloro começa a entupir nossas narinas e prejudicar a visão; “ele está perto”, alguém diz. “Sério mesmo?”, penso eu. Idiota,seja lá quem for que tenha dito. Apreensivos,ansiosos e alertas, avançamos cuidadosamente, e nos deparamos com o Grande Lagarto deitado numa clareira, totalmente camuflado e numa excelente posição pra nos atacar quando bem entendesse . Ele graceja a futilidade de nosso intento, e vendo que não nos demoveria, erguesse em sua majestade, abrindo as asas e nos olhando furiosamente. É o bastante pra que a determinação de muitos se abale."



O totem da tribo nos esperava pacientemente mesclado ao próprio ambiente

"A adaga em minha perna esquerda brilha suavemente. Seu poder protetor salva uma possível fraqueza de movimentos de minha parte. Pretendendo dar um alvo ao dragão pra que o grupo se recupere, eu avanço, tola e impetuosamente. E nesse momento, ele me lembra mais uma coisa de por que sua raça é temida. Um gás tóxico, ácido e nauseante sai de sua boca, numa nuvem fétida e atinge as primeiras fileiras. Pela graça dos deuses, as magias de proteção dos magos e de Guibol nos protegem do grosso do ataque, mas quando clareio minha visão, o dragão sumiu.
Usando suas habilidades natas de caçador, Khan consegue determinar sua localização, muitos metros acima de nossas cabeças, e voa em sua direção. Khan é o mais determinado de todos a derrotar a criatura. Nessa hora eu lembro o porquê dele estar conosco, o tempo todo tentando se provar: ele precisa voltar á sua tribo com um grande feito. Glória também desejada por muitos desse grupo. De minha parte, se ninguém morrer pro Lagarto Alado já será uma bruta de uma conquista. Enquanto Khan caça a criatura nos céus, lá embaixo nos preparamos pra quando eles descerem. Quero acreditar que Khan está pensando o mesmo que eu: ele tem que forçar a criatura a descer com sus poderosa técnica de agarrar o oponente. Um feito que tem seus custos, pois o torna vulnerável aos outros ataques da besta.

A intervenção de Talia e seus poderes curativos é a única coisa que impede Khan de despencar lá de cima como um cometa inerte, e também lhe garante a chance de que precisava. Num aperto esmagador, ele consegue travar os movimentos de vôo do dragão e forçá-lo a descer. Um feito que será cantado em muitas tavernas, providenciado por Dastan. Lá embaixo, todos estão mais do que preparados pra lidar com o dragão: inúmeras criaturas medonhas e assustadoras do insano mago. Raios de diversos efeitos de Lia, Sakura e Anabeth, os poderes de cura de Guibol e Talia; e o aço de minhas espadas, a lança de Clarice, e as garras de Arthur e do Homem-Tigre. Furiosamente e sob severos golpes, sofridos e dados, nós conseguimos, por um triz, sobrepujar o dragão, quando nossas forças já ameaçavam minguar. Ele ainda tenta barganhar por sua vida, mas seus apelos soam infrutíferos e torpes. Uma gloriosa vitória, um trabalho de equipe pouco comum, uma canção pra tavernas e hospedarias."



Uma poderosa e significativa vitória sobre uma temível criatura

"Exaustos, mas rejubilosos de nossa vitória, temos agora um covil pra investigar. Após algumas deliberações sob os prós e os contras, decidimos entrar. Cautelosa e cuidadosamente, sob as orientações de Anabeth e Khan,nós avançamos no covil, com as perícias de Anabeth sendo postas á prova em boa parte do caminho na forma de letais armadilhas, que nos matariam ou causariam danos extremos, se suas técnicas e a experiência de Khan não estivessem ao nosso dispor. Talia fornece ajuda contra os gases malignos do local, e depois de encontramos alguns prisioneiros do dragão, seguimos na direção contrária de um corredor, lidando rapidamente com uma criatura, que pouca resistência ofereceu ás garras de Arthur. Em uma câmara, uma enorme tampa se revela de forma mágica aos feitiços dos conjuradores, e depois de algumas tentativas conjuntas, conseguimos removê-la. Novamente somos atacados por gases clorídricos, mas Talia lida rapidamente com a ameaça. Descemos com cautela o embocadouro e somos recompensados com a visão que todo aventureiro adora ver: platina, ouro e prata. Em quantidade que certamente agrada aos olhos.

Numa outra porta bloqueada, nos deparamos com o inusitado: filhotes, crias do dragão morto. Novamente os dilemas morais se apresentam. Uns querem matar a criatura, outros querem levar e oferecer aos deuses, outros querem levar pros druidas. Uma insanidade completa. Demovo rapidamente a idéia de Guibol de levar uma coisa dessas pras Ilhas Anganni. Clérigo idiota, o que ele tem na cabeça?.
Arthur se prontifica a entregar os filhotes aos druidas ou ao unicórnio na floresta, e todos percebem que Khan não fica muito feliz com a idéia. De minha parte, noto que Khan só não brigou pelo direito de matar os dragões por estar bastante enfraquecido após o embate lá de cima. Saímos com os filhotes e o tesouro do covil do dragão. Arthur vai fazer o que acha devido com os filhotes, e sai em silêncio. Khan, seriamente desgostoso da situação, reúne os bárbaros prisioneiros resgatados e diz que seguirá seu próprio caminho. Dastan lhe entrega o relato de suas aventuras, o que agrada enormemente o bárbaro. A assanhada da Anabeth se despede de forma caliente do poderoso guerreiro, com um beijo ardente em seus lábios e Khan, o destemido, segue uma nova trilha pra sua vida. Olhamos uns pros outros, felizes por nossa realização. "



O imponente unicórnio,que acreditamos ser um Espírito da Floresta.

"Depois de alguns membros do grupo irem checar a possibilidade de usarmos teleporte pra irmos ao tal local de magia morta,nos agrupamos e nos dividimos em 3 grupos pra realizar os encantos necessários. Descansamos e comemos,com "comida mágica" providenciada por Guibol. Arthur volta tarde da noite,e fazemos planos pra manhã seguinte. Quando chega o dia,tentamos nos teleportar mais á frente pra encurtarmos a distância pra nosso destino,e como de praxe,o grupo conduzido por Guibol se perde dentro do feitiço. Aproveito pra treinar no estilo de luta de Clarice,que usa uma lança pra combater durante as horas em que esperamos os perdidos nos acharem no lago. Uma tentativa de se refrescar de alguns membros desperta um Elemental da água,que os expulsa do lago,atraindo também a atenção de uma nixie,espécie de fada,que com sua melodia fascina e sugestiona alguns membros. Dastan intervém e antes que uma luta desnecessária comece,conseguimos nos entender. A nixie aceita levarnos ao tal local de magia,e Arthur,dastan e o mago esquisito vão com ela,só voltando horas depois. Dastan não para de flar sobre um portal mágico e de sua maravilhosa canção que permitiu a passagem do grupo. Arthur está mais sério,por sua vez,e diz que a possibilidade de usarmos o local pra nossos propósitos é inviável,pela dimensão do local. Diz também que pegará os dragões de volta,que fez algo errado´e bla´,blá,bla. o fato é que temos que esperar que lee faça o que prometeu a umas pessoas que não compreendi bem o que são,mesmo Dastan as transformando em canção.

O fato é que no fim das contas,teremos que ir de peito aberto enfrentar a tal bruxa. Depois do que passamos aqui e ao longo do caminho estão todos calejados e endurecidos,forjados pra luta.
Em minhas mãos, uma pequena lembrança: uma escama verde e um pontiagudo dente de dragão. Em nosso breve futuro, uma poderosa bruxa se aproxima, sem saber o quanto estamos preparados e confiantes pra ela..."

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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Ter Maio 22, 2012 4:44 pm

"Depois de deixarmos a região e de Khan ter seguido seu caminho, decidimos que era hora de voltar. Khan já era um “homenzinho” aos olhos de sua tribo. Pegamos a estrada até uma vila alguns dias de nossa posição, onde o mago de roupas estranhas e linguajar mais estranho ainda promete nos levar de volta por meio de teletransportes,coisa sempre arriscada e perigosa, mas desde que não seja Guibol fazendo ficamos um pouco mais confortados com a idéia.
Ao anoitecer, pela madrugada, um silvo arrepiante e tenebroso desperta até aqueles que estavam dormindo, como eu. Um grito agudo e penetrante. Os de melhor visão juram ter visto uma figura alada cruzando os céus na escuridão, indo na direção que pretendemos ir. Horas depois, Arthur e os outros retornam, dizendo ter ouvido também a criatura. Seja como for, se foi pra vila, vamos encontrá-la, se assim o destino decidir. Nesses dias, Clarice baixou um pouco sua guarda a nosso respeito, e temos treinado quase sempre que possível. Seu braço é forte, e sua lança, mortal, a despeito de seu conterrâneo grego que enfrentei dias atrás. Embora lhe falte um pouco de experiência (o qual não ousarei dizer diretamente a ela), ela compensa com tenacidade e determinação. Devo providenciar um motivo pra brigarmos á sério assim que possível, pra ver todo seu potencial, porque provavelmente ela deve estar cogitando a mesma coisa.

O fato é que 2 dias depois chegamos á uma pequena vila, de comércio fraco e povo humilde, nesse fim de mundo onde é realmente raro encontrar algo. Enquanto a maioria adentra a taverna pra molhar as gargantas e ouvir vozes diferentes, Xin sai pra “explorar” a vila(coisa que não deve demorar). O povo local nos olha com desconfiança, evitando até mesmo contato visual. Levando em conta que não deve vir muita gente numa região tão isolada deveriam é estar fazendo festa com nossa chegada. O mago decide conseguir algumas informações, e a mim pouco importa essa gente,eu já vi que eles têm cavalos pra vender, e por mais que eu passe imagem de durona, teimosa e obstinada, meus pés são tão frágeis quanto os de qualquer mulher da minha idade. Bem como outras necessidades mais...físicas, por assim dizer. Enquanto o tempo passa, a demora de Xin em percorrer uma vilarejo tão pequeno começa a perturbar alguns, e algumas informações conseguidas por Dastan e o mago não ajuda muito. Eles decidem averiguar um pequeno casebre afastado da vila, onde há rumores misteriosos sobre um mago e duas mulheres. E sacrifícios."


O Mago da Torre,suspeito de rituais e desaparecimentos na pequena vila.

"Por ora,tirando uma noite de amor, nada me afasta dessa cerva geladinha, elogiada até mesmo pelo vigoroso anão, Ulfgar. Gosto da companhia do anão. Ele lutou ao lado de minha falecida irmã e sempre tem boas histórias pra contar daquela época. Um tempo depois Xin e os outros que saíram pra confirmar os mexericos descobertos retornam a nós, dizendo o pouco que descobriram e que devemos investigar. Eu tenho certeza que não devemos, mas é justamente por isso que acabamos indo. Chegando na casa, Arthur e quem pode constata algumas coisas como verdadeiras. Há resquícios de sangue e sinais de coisas ritualísticas, e segundo Dastan e o mago, que conversaram com o prefeito local ou outra figura desse fim de mundo a sós, desaparecimentos de crianças andaram acontecendo na região. A cidade parece culpar o tal mago de uma torre totalmente em desacordo com a vila, que surgiu no dia em que o mago e duas mulheres vieram morar na casa em questão.

Desnecessário dizer que as mentes mais brilhantes acharam sábio entrar na torre de um mago na calada da noite e pedir explicações, de modo que pouco depois estamos em terreno totalmente desconhecido, à procura de um suposto assassino de crianças, num local que fica em lugar nenhum dos Reinos. Subindo por um vão que dava acesso ao topo da torre nós nos deparamos com uma imensa porta, um belo convite. Porém, ao abrir, uma nuvem tomou conta do recinto e seu cheiro era por demais pra que suportássemos. A força dos membros oscilava e Anabeth, franzina do jeito que é, logo estava deveras enfraquecida, e Arthur a tirou dali a tempo. Talia gerou uma lufada de vento que nos salvaguardou de maiores danos, mas estávamos em complicações sérias se seu poder falhasse um instante que fosse. Continuamos adentrando a torre até nos depararmos com uma garota, cuja influência da tal nuvem já era por demais avançada, a coitada parecia estar em outro mundo, e rapidamente nos repeliu, dizendo pra sairmos. Pedimos para ver seus pais, e ela nos guiou primeiro á uma mulher, num estado pior do que ela, o que pelo menos pra mim parecia impossível. Nós descemos cautelosamente por escadas, o tempo todo ouvindo uma espécie de grunhido vindo de lugar nenhum. O mago nos recebe, e expomos a situação."


A criatura draconiana avistada nos céus do deserto.

"Ele nos trata com amabilidade, e diz não ter parte nos acontecimentos da vila e maliciosamente sugere que conversemos com o prefeito sobre os sacrifícios. Todas as probabilidades de uma luta aqui dentro estão contra nós, esse cara não é um tolo e sabe que basta derrubar Talia pra esse cheiro viciante dar cabo de todos, de modo que optamos contra a vontade em sair dali. Sabemos que ele tem um dedo nessa história, mas entramos despreparados demais e imprudentemente em seu local de poder. Ao sairmos, damos de cara com uma cela onde uma criatura meio draconiana ruge pra nós. Apostaríamos que era o ser alado que vimos 2 noites atrás, mas não temos certeza. Enquanto uns decidem ir tirar satisfações com o prefeito, estou mais incomodada com o que esse mago ocultou de nós, não estou satisfeita de termos saído. Rumando á prefeitura somos interceptados pela guarda da cidade, que nos pede que esperemos o prefeito, mas o que sai das portas são inúmeros guardas com arcos e lanças em punho, chovendo sobre nós. Passada a surpresa, lidamos rapidamente com a situação e forçamos o prefeito a contar toda a verdade. O que acaba se revelando como uma monstruosidade sem tamanho. Ele nos diz que ao custo de almas humanas comprou a prosperidade dessa vila, com sacrifícios e rituais.
Desnecessário dizer que Ulfgar está com a mão coçando pra martelar sua cabeçada até pra ver as veias do seu braço daqui onde estou. O prefeito diz não se arrepender de suas atitudes, e de que fez tudo pelo bem do povo. Pergunto se posso matá-lo agora que confessou, e ele pede que poupemos sua família, ao menos. Alguns do grupo estão lá fora mantendo guarda e opino que ele escolha um de nós pra defender sua “honra” em combate, mas Ulfgar rapidamente se prontifica a dar cabo dele. Com golpes rápidos e pesados, ele rapidamente aplica sua justiça sobre o assassino de crianças, pra horror da guarda da cidade. Comunicamos que pretendemos contar tudo ao povo pela manhã e o chefe da guarda e um representante do conselho diz que devemos ir embora, pois já causamos muito mal com nossa chegada.
Com abrigo recusado na cidade, nos retiramos pra pequena casa onde houveram os sacrifícios e procuramos descansar. Pela madrugada, enquanto fazia minha guarda com Clarice, ouço vozes diabólicas dentro da casa, e ao entrarmos, vejo que estamos sob ataque de babaus, demônios, diabos, ou seja lá o que for esses malditos."


Já falei que eu odeio babaus?

"Eles são criaturas extremamente resistentes ás minhas espadas,pelo que posso lembrar de meu último encontro com essa raça, mas não obstante,eu e Clarice entramos na casa, onde os que acordaram com a invasão já estão lidando com as criaturas. Talia providencia a iluminação necessária, e no confinamento do local tentamos repeli-los vigorosamente, com alguns tendo mais sucesso do que outros, em face das imunidades das criaturas. Quando parecia que iríamos ser sobrepujados, conseguimos uma reviravolta na luta e os babaus decidem que não valeria a pena perder mais de suas fileiras, desaparecendo em uma explosão de enxofre.
Assustados, cansados,feridos,mas acima de tudo,furiosos,um parte de nós quer voltar na vila pra tirar satisfações sobre esse ataque covarde e traiçoeiro. Uns culpam o mago da torre,outros,o conselho da cidade. O fato é que não sabemos com certeza se foi um ou outro, mas pela manhã voltamos á casa do prefeito pra tentar arrancar a verdade de seu corpo ( segundo alguns, um poder mágico permite tal tentativa, não me pergunte como). A guarda logicamente impede novamente nossa passagem, mas armamos uma distração pra que Talia e Anabeth entrem invisíveis e consigam o que queremos. Ulfgar perde totalmente os brios de vez e golpeando com vigor seu martelo no chão derruba os adversários e com outro movimento, a porta do local. Estou realmente impressionada com esse novo “eu” do anão. Acabo de colocar ele na lista de “pessoas que tenho que brigar”. Enquanto atrasamos a guarda, Talia e Anabeth não obtêm sucesso em arrancar algo do prefeito, e o povo local, nos vendo lutando com a guarda começa a nos vaiar e atirar coisas. Nossas tentativas de dizer o que está acontecendo falham fragorosamente ao nos verem atacando seus guardas. Eles não acreditam em nada do que dissemos, e pegando paus, pedras e outros instrumentos, nos atacam. Hahaha,alguma coisa me dizia que isso ia terminar assim, ás vezes a ignorância é uma benção, e ás vezes não. Mesmo assim não apanharei de plebeus ignorantes, e com movimentos graciosos e calculados, derrubo uma mulher e um senhor de idade sem maiores contusões."


Jogados contra nós por um dos conselheiros da Vila,por nossas próprias atitudes e por sua própria ignorância,o povo nos ataca.

"Sabemos que é inútil ficar aqui, esse povo deve ser entregue a seu próprio destino nas mãos das forças diabólicas em ação aqui, eu embora Lia tenha dominado um dos conselheiros pra dizer a verdade, pouco importa a mim o que esses ignorantes decidirem fazer a partir de agora. Estamos parando de lutar quando uma pedrada me acerta em cheio na cabeça, o que custa três dentes e algumas horas de inconsciência á quem atirou, com uma voadora fatal e precisa. Paramos a luta e saímos da cidade, e que esses malditos paguem o preço de sua ignorância. Nem todos desejam abandonar a vila á sua própria sorte, mas é o que fazemos, alguns ainda achando que o mago tem culpa na história (o prefeito disse não ser responsável pelas atuais mortes). Não obstante isso, saímos da pequena vila, e deparamos com um andarilho, com seu bandolim, sentado em uma pedra. Ele entoa uma canção que fala de pessoas mortas, de rituais e desejos. Uma canção que soou mais como uma profecia pra mim,e depois da Saga das 7 Irmãs onde perdi Kaylinna estou farta de profecias. O andarilho segue seu caminho. Provavelmente tentou nos dizer algo com sua canção, mas nossos ânimos não estavam pra charadas depois de sermos apedrejados pela turba da cidade. Pegamos a estrada e depois de algumas horas, um novo encontro. Fico pasma com a quantidade de pessoas que se encontra num local tão distante de tudo, mas ao se aproximarem mais, fico mais admirada ainda. Não tínhamos percebido as formas aladas acima dos cavaleiros, e mesmo os cavaleiros são no mínimo...diferentes. E a surpresa só aumenta ao se dirigirem á Anabeth naquela língua que ninguém, a não ser ela, Clarice e Talia entendem. Touché,mais gregos pra enfrentarmos."


Centauros,harpias e ao longo da estrada,a bruxa. A hora se aproxima.

"Esse portal da tal Grécia pra cá ou tem um guardião muito relaxado ou tá quebrado e aberto o dia todo, porque a quantidade de gente que passa por ele e vem pra cá,uma outra “cosmologia” (acho que é esse o termo que pessoas inteligentes usariam, se não for, dane-se)As criaturas são metade cavalo,metade homem,com arcos e lanças nas mãos,são centauros,acho eu,e extremamente trajados e imponentes pra combate. As criaturas aladas extremamente horríves ,com asas esfarrapadas e uma voz estridente e guinchante,metade mulher,metade águia. Anabeth força eles a falarem Comum e o líder deles pedem que os acompanhemos até a bruxa que persegue Anabeth, o que é polidamente recusado pela mesma. Em minha mente já estou traçando 3 táticas de ataque pros centauros e cogitando como, sem voar, poderei matar as criaturas voadoras, que ouço alguém chamar de harpias. No entanto, o combate é adiado pelas partes, pois o líder dos centauros ,com uma mesura, se retira e leva seus comandados, dizendo que a bruxa nos espera mais adiante na estrada. E veja que interessante, eles voltam na mesma direção que estamos indo. Que coincidência agradável...."














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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Qua Mar 13, 2013 11:17 am

Dias depois acabamos por nos encontrar com a bruxa. Ela profetiza inúmeras coisas e blá,blá,blás na cabeça de Anabeth. Alguns de nós estão inquietos,os centauros também. Minhas mãos coçam nos cabos das espadas a cada vez que eles “pateiam” o chão com seus cascos,mas Arthur ao meu lado pede calma. É deveras engraçado um sujeito meio-urso vir me acalmar. Ânimos acalmados de todos apesar da tenbsão no ar,Anabeth se recusa a fazer parte dos planos da bruxa e ela parte.
Seguimos nosso caminho,mas dias depois,algo acontece na vida da grega,que acorda resoluta a voltar pra Grécia. Nos reunimos pra decidir o que fazer. Clarice tagarela sem parar sobre as glórias que a esperam. Ela tem potencial,mas consegue ser mais arrogante do que eu. E sem motivo.

Sabemos que é uma viagem sem volta. Ulfgar e Arthur têm família. Os outros ,motivos similares. Eu? Kamona é uma tresloucada sem lugar no mundo. Um paraíso me espera em ilhas distantes daqui,mas ele não foi feito pros filhos de Koa. Os filhos d’Aquela que Gargalha em Batalha não foram feitos pra praias brancas e danças ao luar,embora apreciem isso tanto quanto seus irmãos de sangue. Decido ir. Anabeth lutou na Guerra Anganni meses atrás sem nenhum tipo de compromisso,e frazina como é,achei um milagre não ter morrido. A ninja não pode voltar a seu lar,ela vai conosco.

À noite,entro em sintonia com Manú,a Mãe e comunico minha decisão. Ela sabe que não estou pedindo permissão,vê minha mãe no brilho dos meus olhos. Com sua benção,ela me toca e prende um pequeno broche em meu cabelo. Eu choro. Pode ser que nunca mais a veja,nem a meus irmãos. Fazer o quê,Kamona é assim. Kaylinna faria o mesmo.

Pela manhã,partimos na direção que a bruxa disse que iria pra voltar pra Grécia. Como sandices é o mote maior desse grupo,ainda conseguimos nos envolver com o antigo dragão que tínhamos matado.A bruxa de alguma forma o trouxe de volta e pretende levá-lo como trunfo pra guerra. Depois de tudo que fizemos,não sei como o lagarto não estraçalhou a gente só por diversão. Não temos Khan pra derrubá-lo dos céus dessa vez,embora o tenhamos encontrado pouco depois vagando pelo deserto. Ele decide ir conosco,é outro vadio sem lar.
A bruxa conjura os encantos e desaparece no enorme portal. Nos despedimos de nossos amigos,talvez pela última vez. Salto pra dentro do portal. Ilhas Anganni,parte de meus amigos e tudo que conheço fica pra trás.


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Re: Ka'mona Hali'kaka, the Fast Blade

Mensagem por Peti em Qua Mar 13, 2013 12:52 pm

Á nossa frente,deserto,deserto e mais deserto. E sol. Quente,muito quente. Acho que Anabeth acabou de matar a todos . Clarice assume a frente e diz que se a guerra já começou deve haver postos espalhados pela região. Eu espero que sim. Ninguém lembrou de abastecer cantis ou algo do tipo. Caminhamos durante horas até nos depararmos com um destacamento. Anabeth disse o nome da cidade pra onde estávamos indo,mas já esqueci,na verdade nem prestei atenção.

Nos reportamos ao líder do contingente e conseguimos algumas informações. Anabeth quer consultar as Irmãs da bruxa,ver o que elas acham e sabem sobre o que vem acontecendo e das ações de sua irmã nos últimos meses. Mais caminhada. Clarice não pára de falar num tal de Ares,seu pai. Quero dar um soco na cara dela,mas aí terei que carregá-la depois. Mudo de idéia depois de pensar nisso. O druida que nos acompanha é enviado das Ilhas Anganni. Calado e resoluto ele sugere “voarmos”. Deve saber o que diz,já que é óbvio que fora anabeth,o resto de nós não consegue fazer isso. Ele vira um enorme dragão,isso certamente nos poupará tempo,além é claro de virarmos alvo de flechas facilmente se sobrevoarmos algum acampamento inimigo. Cobrimos a distância rapidamente e chegamos a um local montanhoso,onde um velho nos recebe. Seu tom imperioso denota que já foi um líder um dia,embora isso pareça ter ocorrido há anos,dado seu estado atual. Ele é uma espécie de guradião do caminho,um vigia da rota. Nos dá conselhos e avisos,devidamente ignorados,pelo menos por mim. Subimos a trilha,e fora alguns revezes facilmente contornados,conseguimos cobrir boa parte do terreno,até nos depararmos com um tremor de terra. Um enorme Elemental da Terra barra nosso caminho. Espadas em riste,nos preparamos pra luta,mas o druida intervém e “conversa” com a criatura. Que amável,que delicadeza. Eu á beira de um ataque de nervos por não bater em nada há dias,e o folhadinho ali fazendo amizades.

Passamos pela criatura e seguimos caminho. Num certo ponto do trecho,passamos por estátuas antigas e nomes em runas. As gregas dizem se tratar de heróis e deuses deles. Espero que não sejam os próprios petrificados. Ouvi lendas de uma criatura que faz isso com o olhar.
Seguindo adiante,o topo se apresenta. Somos recebidos por algumas das Irmãs da bruxa,que nos dão informações escassas e esparsas,e somos instruídos a procurar a anciã no topo da colina,com advertência pra retornar ou morrer,pois um preço será cobrado pela tal mulher.

Bom,Anabeth está no comando,e me incubi de levá-la até suas informações. Subimos até um local onde uma velha nos aguarda. Ela nos faz questionamentos e adentrando um portal,diz que apenas os destemidos e corajosos adentrarão e descobrirão os segredos que procuram. Armas e outros objetos ficarão pra trás. Tento não rir. Não vim atrás de mexericos dos deuses ou de gregos. Olho pra Khan,que parece pensar a mesma coisa. Nos sentamos calmamente,sob o olhar atônito de nossos amigos e começamos a relaxar. Os demais adentram. Clarice solta palavrões em nossa direção. Eu acho graça.
Um bom tempo se passa,e o que acontece lá dentro é incerto,mas tempos depois todos saem,um tanto quanto abatidos,embora parecendo mais satisfeitos. O que quer que tenham feito,espero que pra eles tenha valido á pena,pois agora temos uma guerra pra travar.


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