Conselho Anganni

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Conselho Anganni

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Ago 16, 2011 8:43 pm

Alaka'i Konane, Arauto de Kahunna, Líder Anganni do Culto a Deusa Kahunna
Raça - Anganni
Classes - Paladino 6/ Algoz 3
Tendência: Neutro e Mal
Olhos - Avermelhados
Cabelos - Castanhos Claros
Idade - 29 Anos
Religião - Kahunna

Dados de Vida: 9d10+9 (63 PV)
Iniciativa: +5 (+1 Des, +4 Iniciativa Aprimorada)
Deslocamento: 6m (Armadura de Batalha)
Classe de Armadura: 24 (Armadura de Batalha+11, Des+1, Escudo Grande de Metal+2), toque 11, surpresa 11
Ataque Base/Agarrar: +9/+4 / +11
Ataque Total: Corpo a corpo: +14/+9 Foice Curta Flamejante + 2 (1d6 +4 +1d6, dec. x2)
Ataques Especiais: Destruir o Bem 2/Dia, Aura de Desespero
Qualidades Especiais: Aura do Mal, Detectar o Bem, Usar Veneno, Benção das Trevas, Fascinar Mortos-Vivos
Testes de Resistência: Fort +9, Ref +4, Von +4
Habilidades: For 14, Des 12, Con 12, Int 8, Sab 12, Car 20
Perícias: Cavalgar +9, Intimidar +6.
Talentos: Ataque Poderoso, Foco em Arma (Foice Curta), Iniciativa Aprimorada, Força Divina, Escudo Divino.
Montaria: Égua de Guerra de Pelagem Negra (Ailina)

Itens Mágicos:

4000 - luva da destreza +2
4000 - amuleto da saúde +2
4000 - Manto do carisma +2
10650 - armadura de batalha +3
170 - Escudo Grande de Metal
16000 - Foice Curta Flamejante +2

História:

" Quando os primeiros Angannis sairam para desbravar o mundo na 1ª Grande Expedição, eu estava entre eles. Era um guerreiro sagrado do panteão Angani. Um paladino da justiça!

Trilhei uma estrada árdua, com muitos confrontos em diversos lugares de Faêrum! Acumulei riquezas, fui roubado, conquistei poderosos armamentos e glórias! Salvei inocentes, dormi ferido diversas noites ao relento!

Por essas terras fiquei por alguns anos. E, chegando em Amn, no furor das animadas tavernas, conheci a bela Dafne.

Seus cabelos pareciam os raios do Sol! Seu rosto, a escultura mais bela de um artísta! Seus lábios, o caminho para a felicidade.

Mas suas palavras....bem...suas palavras eram carregadas de veneno! Por meio de uma paixão avassaladora, larguei meus ideais de justiça. Dafne era envolvida com guildas de ladrões locais, e estava sendo perseguida! Fui sendo usado como peça de tabuleiro, nos jogos de intrigas locais. A poderosa lábia de Dafne me levava a cometer atos que faziam a bondade de meu coração cada vez mais se esvair.

Estavamos juntos a muitas dezenas, e há algumas atrás eu havia perdido meus poderes sagrados de paladino.

Voltava de uma emboscada armada pela própria Dafne para me assassinar. Acabará de derrotar 3 assassinos, cujo o último confessou o mandante. Ao chegar em casa, vi Dafne tendo relações sexuais com um rapaz de média idade.

Meu coração disparou de ódio, e sacando a espada, perfurei o corpo do sujeito algumas vezes. Meu ódio crescia assustadoramente, e vendo o dócil rosto de Dafne chorando, abaixei a espada. Erro fatal. Em uma velocidade assustadora, a vadia atirou duas adagas em minha direção. Ambas acertaram em pontos vitais, me deixando incapacitado. Dafne me olhou e deixou-me para morrer.

Um corvo pousou em meu ombro. Eu não estava sozinho. Com algumas bicadas, ele me acordou. Era o Emissário da Morte. Kahunna olhava por mim. Ergui meu ferido corpo em um quarto abandonado. Maldita Dafne! Haveria de ter a minha vingança! Ela e os seus pagariam com a vida! Senti um ódio muito grande estourar de meu coração. O corvo estava agitado enquanto meus ferimentos no peito de fechavam. No lugar, ficou uma cicatriz.

Fui atrás de Dafne. Fui até a casa de sua família, próximo a cidade. Lá se encontravam os pais dela e 2 irmãs mais novas. Eerguentoa espada decapitei todos. Dafne sofreria antes de eu matá-la. Fora da casa, a Égua Ailina, me dada de presente pela minha Deusa Kahunna, me levou de volta para lugares seguros. E após algum tempo perdido no mato, um mago chamado Konia Kami me resgatou a mando de Kahunna. Ele me teletransportou para as Ilhas e enviou um recado:

"Alaka'i Konane, és escolhido por nossa digníssima Kahunna para ser o seu representante! Propague a sua palavra e defenda seu dogma! Não falhe e seja dígno! Sois o indicado para erguer a Igreja da Senhora da Morte! De hoje em diante, será conhecidos pela alcunha de Arauto de Kahunna!"

E assim, após essa grande honra, e transportado para minhas Ilhas após anos vagando pelo mundo, cavalguei Ailina pelas areias da praia, trajando minha armadura negra. Kahunna teria orgulho de sua escolha."

PS. Dafne era um Bakemono disfarçado, enviado a mando de Kahunna para corromper Alaka'i, que tinha grande potencial para abraçar a escuridão.







Última edição por Coringa em Seg Set 05, 2011 11:11 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Conselho Anganni

Mensagem por Xande em Qui Ago 18, 2011 8:27 pm

Kaena, a Elogiada
Raça - Angani
Classes - Privilegiada 8
Tendência: Caótica e Boa
Olhos - Negros
Cabelos - Negros
Idade - 17 Anos
Religião - Manu

Dados de Vida: 8d8+16 (55 PV)
Iniciativa: +0
Deslocamento: 9m
Classe de Armadura: 17 (peitoral de aço +2), toque 10, surpresa 17
Ataque Base/Agarrar: +6/+5
Ataque Total: Corpo a corpo: lança +1 +6/+5 (1d8, dec. x2)
Ataques Especiais: Magias
Qualidades Especiais: Resistência à eletricidade 10
Testes de Resistência: Fort +11, Ref +9, Von +13
Habilidades: For 8, Des 10, Con 12 (14), Int 10, Sab 16 (18), Car 18 (20)
Perícias: Concentração +13, Conhecimento (religião) +11, Identificar Magia +11
Talentos: Conjurador Pródigo, Foco em Magia (Encantamento), Foco em Magia maior (Encantamento), Sorte dos Heróis.

Magias/dia: 6/8/8/6/4 (CD 15 + nível da magia, CD 16 + nível da magia para magias de Encantamento)
Magias Conhecidas: 1 - auxílio divino, comando, curar ferimentos leves, escudo da fé, proteção contra o mal, santuário; 2 - curar ferimentos moderados, esplendor da águia, imobilizar pessoas, sabedoria da coruja, tendência da arma; 3 - curar ferimentos graves, dissipar magia, muralha de vento, rogar maldição; 4 - andar no ar, invocar criaturas IV, poder divino. NC 8.

Itens Mágicos:

Lança +1 (2.300)
Peitotal de aço +2 (4350)
Amuleto da Saúde +2 (4000)
Manto de Resistência +2 (4000)
Veste do Carisma +2 (6000)
Periapto da Sabedoria +2 (4000)



HISTORIA EM BREVE


Última edição por Xande em Ter Set 06, 2011 7:07 pm, editado 10 vez(es)
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Re: Conselho Anganni

Mensagem por Peti em Qui Ago 18, 2011 11:32 pm

Mansur Ke-ahi, o Bravo


Raça - Anganni
Classes – Guerreiro 5/ Clérigo 2/Devoto da Guerra 2
Tendência: Caótico e Neutro
Olhos - castanhos
Cabelos - Avermelhados
Idade - 23 Anos
Religião – Koa Pu’ali

Dados de Vida: 5d10 (Guerreiro) + 2 d10(Devoto)+ 2d8( Clérigo) = (98 PV)
Iniciativa: 0
Deslocamento: 6m
Classe de Armadura: 23( armadura de batalha +3,broquel +2)
BBA/Agarrar: +8/+3 _+11
Ataque Corpo a corpo: +15/+10
Arma: falcione trovejante +2 2d6 +8 +1d10 se confirmar o crítico [15-20/x2]
Ataques Especiais: Incentivar (+ 4 de moral nos testes de resistência contra Medo e feitiços durante 9 minutos)
Qualidades Especiais: Talentos adicionais de Guerreiro,Domínios da Guerra,Força e Glória, Bravura,Incentivar +2,Expulsar Mortos-Vivos
Testes de Resistência: Fort +10, Ref +2, Von +5
Habilidades: For 18, Des 10, Con 18, Int 12, Sab 12, Car 08
Perícias:Cavalgar +4,Concentração +5,Conhecimento( religião) +4,Conhecimento(História ) +4, Conhecimento (Guerra) +5,Diplomacia +8,Sentir Motivação +5

Talentos: Magias em Combate, Ataque Poderoso, Foco em Arma (falcione), Especialização em Arma(falcione),Liderança,Sucesso Decisivo Aprimorado ( falcione), Trespassar,Trespassar Maior,Defesa Piedosa.
Poderes concedidos: Força [realizar um feito de Força como um bônus de moral usando seu nível de clérigo, como uma ação livre]. Guerra [adquire o talento Foco em Arma com a arma da divindade]. Glória [expulsão de mortos-vivos com + 2 de bônus e +1d6 de dano]
Magias de Dominio: Romper-Morto, Abençoar Arma, Aumentar Pessoa, Força do Touro, Arma Mágica, Arma Espiritual

Magias: 0º_Detectar Magia,Ler Magias,Luz,Resistência,1º Curar Ferimentos Leves ,Proteção Contra o Mal, 2º_Onda de Tristeza
Itens Mágicos: Armadura de batalha +3,Amuleto da saúde +2,broquel +2,falcione trovejante +2

Itens Mágicos:

4000 - amuleto da saúde +2
9500 - armadura de batalha +3
4000 – Broquel +2
18000 - Falcione trovejante +2

"Meu nome é Mansur. Sou da geração dos falcões transmutados pela então aventureira Cassandra Kemen’tari,já passados 10 anos. Eu estava lá,quando ela reuniu as energias necessárias pra seu propósito. “Será por uma causa maior”,diziam os mais velhos. “Podemos fazer algo e ter nosso papel, um papel de grandeza nesse mundo.” Eu nunca acreditei nessas tolices dos mais velhos. Iria tomar parte no ritual apenas porque toda minha família iria e não queria me separar deles. Sempre arredio e pavio curto, os demais se surpreenderam quando eu disse que iria também.
Eu costumava voar e caçar com as aves que pouco depois se chamariam Kay’linna, Ka’mona, Kars’tiu e Malaky. O ritual apagou muito dessas lembranças, e tenho certo desgosto por isso. Isso não deveria ter sido tirado de nós. A lembrança de voar, o vento no rosto e nas asas, a emoção, o predadorismo inato.
Muitos angannis não lembram e nem eu deveria. Mas então nós conhecemos a magia. Eu, de forma bem relutante e contra minha vontade. Tenho pequenos lapsos,devido á algumas experiências mágicas que fiz com outros que pensam da mesma forma.

Nossa então união deu poder pro que Cassandra pretendia. Depois vieram outros. Diversos e atípicos. Seriam responsáveis por nós. Ensinariam-nos a viver e morrer como homens. Afinal,todos morrem,seja pássaro ou humano.
Dez anos se passaram. Nós criamos um dialeto próprio e nomes foram dados a cada um de nosso povo. Seríamos os angannis. Meu pai,hoje de bastante idade, batizou-me Mansur Ke’ahi,que significa "Fogo da Liberdade". Eu gostei,claro.
Logo me afastei dos demais,menos de meus amigos,do pouco que lembrava dessa amizade. Juntos,nós exploramos todas as Ilhas,de uma ponta á outra,acampando aqui e acolá. Durante 5 anos nós renovamos esses laços de uma amizade quase apagada pelo ritual. Lapsos aqui e ali.
Os angannis cresceram. Escolheram aptidões. Escolheram serem magos,clérigos,guerreiros. Era um novo mundo. As irmãs Hali’kaka deixaram as Ilhas há pouco tempo junto com a 3ª ou 4ª leva de angannis que fizeram isso. Mas estou me adiantando na minha história.

Sempre me virei sozinho. Caminhei quase um ano sozinho pelas Ilhas. Fiz minha própria espada,com uma certa ajuda. Uma ruiva em finos trajes freqüentemente era avistada por mim em pontos variados em minhas caminhadas. Nós conversávamos. Não demorei muito pra perceber que a mulher na verdade era Koa Pu’ali,a divindade da Guerra de nosso Panteão. Ela nunca disse e eu nunca demonstrei. Ela me ensinou a lutar, me ensinou a liberar minha raiva contida, me ensinou a ser forte. Ele me contou toda a sua vida e eu o que lembrei da minha. Em sua paixão pelos fatos, ela despendeu horas e horas me falando sobre as guerras que lutou, as pessoas que matou, os amigos que perdeu. E a futilidade e a necessidade disso tudo. Falou das memoráveis batalhas que travou ao lado de nossos outros Deuses e do sangue que um derramou pelo outro. Eu nunca me cansava de ouvi-la. Eu provavelmente sou o único de nossa raça que conhece a fundo a história de Koa sem precisar ler um único livro de nossas bibliotecas.

Um ano depois, os mais velhos de nosso povo me procuraram pelas Ilhas. Eu já sabia o que eles queriam e estava pronto pra negar. Mas também sabia que inevitavelmente acabaria aceitando.
Minha maior satisfação em tudo que aconteceu não foi o fato de ser escolhido, e sim, ver que todos,assim como eu,discordavam da escolha. Eu era Fogo da Liberdade, um espírito livre, que corria pelas Ilhas, dormindo ao relento e treinava 14 horas por dia com a espada. Mais um selvagem dos bosques do que qualquer coisa que eles pretendiam pra mim. E ainda assim eu aceitei. Não por eles e suas vontades. Não por que Koa sussurrou conselhos de poder em seus ouvidos sobre mim. Eu aceitei por que numa manhã de sol, eu andava pelas Ilhas e lembrei-me de algo que Koa me falou certa vez. Foi algo casual. Algo a ver com paz e guerra.
Naquele dia em que subi seu templo sobre olhares de óbvia reprovação sobre minhas capacidades pra tal, eu lembrei. Koa disse: “Mansur, não se iluda, não existe paz sem guerra. E os angannis vivem em paz aqui. Mas a guerra virá. Ela sempre vem. Eu não estou aqui?”

Eles me doutrinaram. Ensinaram-me a ter fé. A acreditar. Foi interessante. Venho usando tudo isso não da forma que eles querem, mas pra momento certo fazer pesar a mão de minha espada. Alguns eu conquistei, outros olham torto. Isso é bom. Nenhum ousa nada abertamente. Não pelo meu status, mas pelo que posso fazer. É assim que as coisas funcionam aqui no Templo de Koa. Você se prova digno. Mostra a força de seu punho. O mesmo punho que se prepara pra tempestade que está por vir.
Alguns angannis que saíram das Ilhas morreram. Kay’linna,minha amiga,morreu em combate,como todo koano deve morrer. Ka’mona,sua irmã,se bem conheço,arredia como é,deve estar procurando a mesma coisa. Kars’tiu e Malaky são meus conselheiros pessoais pros assuntos que só ouso falar com a Igreja de Kaulike.

A tempestade está vindo pros Angannis. Eu comando a guerra que espera quem ousar molestar nosso povo. Eu sou Mansur Ke-ahi. Sou a mão de Koa que vai descer e fazer sentir seu peso."


Última edição por Peti em Sex Ago 19, 2011 8:20 am, editado 2 vez(es)
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Re: Conselho Anganni

Mensagem por Peti em Ter Set 06, 2011 12:09 pm

Ka’hiau,o Destemido


Raça - Anganni
Classes – Paladino 5/Templário Piedoso 4
Tendência: Leal e Bom
Olhos – castanhos
Cabelos - negros
Idade - 30 Anos
Religião – Kaulike

Dados de Vida: 5d10 (Paladino) + 4 d10(Templário Piedoso) = 86 PV
Iniciativa: 0
Deslocamento: 6m
Classe de Armadura: 23(armadura de batalha +3,escudo grande +2)
BBA/Agarrar: +9/+4 _+11
Ataque Corpo a corpo: +12/+07
Arma: espada bastarda sagrada +1 1d10 +5 + 2d6 caso seja em criaturas malignas [19-20/x2]
Ataques Especiais: Destruir o mal 2 /dia, Destruição 2/dia,Expulsar Mortos-Vivos
Qualidades Especiais: Aura do bem, Detectar o Mal, Graça Divina, Cura Pelas Mãos, Aura de Coragem, Saúde Divina, Montaria Especial, Têmpera, Redução de Dano 1/-, Especialização em Arma, Talento Adicional
Testes de Resistência: Fort +12, Ref +6, Von +9
Habilidades: For 14, Des 10, Con 16, Int 08, Sab 12, Car 18
Perícias: Adestrar Animais (Car) +4, Cavalgar (Des) +6, Concentração (Con) +5, Conhecimento (religião) [Int] +10, Conhecimento (nobreza e realeza) [Int] +4, Cura (Sab) +5, Diplomacia (Car) +8, Escalar (For) +2, Natação (For) +2, Ofícios (Int) +0, Profissão (Int) +0, Saltar (For) +2, Sentir Motivação (Sab) +5

Talentos: Foco em arma (espada bastarda), Fé verdadeira, Ataque Poderoso, Combate Montado, Investida Montada, Investida Implacável
Magias: 1º-Proteção Contra o Caos/Mal, 2º_Zelo
Itens Mágicos: Armadura de Batalha +3, Amuleto da Saúde +2, Manto do Carisma +2, espada bastarda sagrada

Itens Mágicos:

4000 - Amuleto da Saúde +2
9500 - Armadura de Batalha +3
4000 – Manto do Carisma +2
18000 – Espada Bastarda Sagrada
170_Escudo Grande de Metal


Há 10 anos, uma mulher veio até nós. Nós caçávamos e tínhamos um ponto fixo, numa clareira afastada, praticamente esquecida pelos povos “civilizados”. Era nosso território. Junto com outra, ela nos pediu ajuda pra um propósito. Isso são hoje memórias esparsas, as quais consigo lembrar apenas consultando nosso registros. Outros de nosso povo já encaram como lendas. Seja como for, ali estávamos nós, ouvindo, pousados em picos e árvores, o relato da mulher. Ela falou de profecias de poder e energias místicas, coisas que pra nós não tinham o menor significado. Ela falou por horas, e os mais velhos entre nós nos aconselharam a seguir nossos corações. Eu gostaria de ter mais lembranças daquele dia. Lembro esparsamente que nem todos vieram. Naquele dia, um ritual mágico nos deu forma humana,e nossa existência como tal e a adoração que criamos pela estranha mulher lhe deu poder pra seu propósito. Éramos como crianças humanas, sem saber o que fazer nem o nome das coisas. E a estranha, ao qual chamamos Manú, nos trouxe os melhores professores que conhecia.

Eles eram altivos e poderosos, cada um com suas particularidades. Havia Manú, a altíssima, nossa criadora. Havia Shayera, a indomada, a de cabelos de fogo. Havia Lorenna, a poderosa, olhos chamejantes em poder. Havia Uziel, o gigantesco leão, juba imponente e garras mortíferas. Havia Nemae, a silenciosa, com uma aura de mistério e misticismo. Mas quem me chamou atenção entre todos foi Herpes, o imponente. Em sua reluzente armadura, seu olhar sobre nós era bondoso e compassivo. Eles vieram a nós e nos deram ensinamentos de poder e adoração. Nós os nomeamos em nossa recém-criada língua: Manú, Koa, Kahunna, Mai’kai, Ala’kai e Kaulike.

Nós fomos guiados até nosso novo lar e nos foi ensinado como proceder. Eu não tirava o brilho reluzente da armadura de Kaulike nem a bondade de seu olhar da mente. Os anos se passaram e nós começamos a manifestar nossa adoração a nossos deuses, erigindo templos em sua homenagem. Fizemos escolhas pessoais de doutrinamento em prol desse ou daquele. Eu cavalgava pelas Ilhas, treinando com espada e escudo. Lembro de outros que faziam o mesmo, como Mansur, as irmãs Hali’kaka e outros amigos que não vejo há algum tempo. E dos quais sinto saudades. E nas minhas andanças, topei algumas vezes com uma mulher de cabelos vermelhos e fala mansa. Ela conversou comigo alguma dessas vezes. Em outras, a via treinando Mansur. Ela não é anganni, disso tenho certeza. Certa vez ela me disse: “O que você espera não tardará a vir, Ka’hiau. Você tem todos os requisitos que aquele idiota espera que alguém tenha. Você me lembra ele em muitos aspectos.” Além de não conhecer a mulher, não entendi uma vírgula do que ela quis dizer, e Mansur ao fundo ria, obviamente debochando de minha ignorância em não enxergar o que pra ele parecia evidente. Odeio esse moleque. Arrogante, prepotente e debochado.

Seja como for, continuei minha vida e minhas orações á nossos deuses, que nos tinham dado tanta coisa pelo que viver, e que preenchiam nossas vidas com conhecimento. Algumas vezes vi a própria Manú caminhando, ao longe, em pontos isolados. Na certa, refletia sobre nós, sua criação.
Meu povo costuma dizer que sou uma pessoa boa e fiel, um amigo de todos. Nunca parei pra pensar sobre isso. Eu apenas não tolero injustiças e atos vis, e procuro sempre ser útil de alguma forma. Eles me chamam de Ka’hiau, que em nossa língua quer dizer “Generoso”. Eu gosto do nome, mas seu significado deixo á meu destino decidir.
E numa manhã ensolarada, ele decidiu. O próprio destino veio até mim. Acordei cedo e fui trabalhar no templo que fazíamos pra Kaulike. Eu supervisionava as obras e pra dar o exemplo, era sempre o primeiro a chegar. Enquanto outros iam á praia, iam passear e fazer outras coisas, eu já estava erguendo pedras e gritando ordens. E pela força desse exemplo, eu nunca era questionado entre os meus. Todos me achavam justo. Inclusive aquele raio de luz divina que desceu sobre nós e se materializou em toda sua glória num guerreiro de armadura brilhante. Kaulike veio até nós,e imediatamente nos prostramos.

“Todos vocês, se levantem, á exceção de Ka’hiau. Porque dentre todos, ele foi o primeiro á merecer á honra que receberá agora. E vim pessoalmente,pra que seu exemplo seja seguido."
Todos olhavam maravilhados e eu não ousava nada, nem olhar. Apenas olhava pro chão,ajoelhado. Kaulike sacou sua espada e disse:

“Ka’hiau,repita comigo o que vou lhe dizer,sem omitir uma única palavra. Você agora viverá sua vida por elas.”

E eu repeti o juramento da minha vida,pelo qual viveria até o fim de meus dias.

Minha Honra é meu Escudo – não irei mentir ,roubar ou desonrar a mim ou outros cavaleiros.
Minha Fé é Minha Espada – Irei destruir impiedosamente aqueles nascidos da maldade e aqueles que se recusam a aceitar a luz.
Minha Bondade é Meu Castelo – Irei libertar do mal todos aprisionados por suas garras, e irei lhes mostrar a luz.
O poder de Kaulike concede força divina às minhas armas e me torna invencível.
Seu poder me concede as virtudes de um cavaleiro: Honra, Coragem, Lealdade, Fé, Bondade e Força.E se um dia violar este Código, que eu seja morto sem honra.
Pela Glória, Pela Honra e por Kaulike
.

As palavras reverberaram em meu coração e num gesto acima de minha vontade, saquei minha espada e a ofereci em glória de Kaulike. Ele ergueu a sua e a pousou sobre meus ombros, e sua luz foi se apagando, e sua forma desaparecendo. Na minha mente, eu ouvia sua voz: “Viva para os angannis.”

Meus amigos que trabalhavam comigo naquele momento correram e me abraçaram, felicitando-me, e outros foram correndo espalhar as notícias pelas Ilhas. Pouco depois, fiquei sabendo que nossos outros Deuses estiveram fazendo o mesmo em outros pontos das Ilhas, escolhendo seus Campeões. Relatos exaltados e eufóricos chegavam á todo momento. A doce e divertida Kaena,benquista por todos,fora eleita por Manú sua representante. Relatos diziam que brilhos foram avistados no recém construído templo de Mai'kai e também no de Ala’kai,mais afastado dos demais. Ninguém tinha certeza de nada. Uma notícia que certamente me surpreendeu foi saber que Mansur, o Bravo, fora o eleito de Koa. Os relatos que me chegaram contam que estava havendo uma grande discussão no templo de Koa quanto á isso, mas ninguém entre eles ousou contestar. Primeiro, por ser desejo de Koa. Segundo: Mansur provavelmente é o melhor guerreiro das Ilhas. E até hoje ninguém tentou desmentir isso em batalha. Uma das pessoas diz ter visto um cavaleiro trajado de negro se dirigir ao templo de Kahu’nna. E que o mesmo, embora com o semblante abalado, lembrava Alaka’i,que deixou as Ilhas tempos atrás na 1ª Grande Expedição.

Isso tudo data de cinco anos atrás. Nós erigimos nossos templos e hoje,trabalhamos juntos na construção de nossa maior obra: O Templo dos Deuses Angannis. Uma enorme construção que abrigará todos os nossos dogmas e preceitos em um só lugar.

Embora tenha tido desentendimentos recorrentes com Mansur ao longo dos anos, recentemente ele tem me procurado com freqüência pra falar sobre “possíveis visitas indesejadas”. E de “dar as recepções adequadas”. Na verdade, todos os campeões alegam ter problemas com Mansur e seu modo de ver as coisas. E ele já duelou várias vezes, não se sabe se brincando ou não, com Alaka’i, o Sombrio, o Campeão de Kahunna.
Seja como for, eu e Mansur sabemos coisas que as outras Igrejas não sabem. E embora imponderável, sei que ele tem certa razão em seus propósitos. Mas não vou deixar que se desvirtue de seu caminho. Guardo isso pra mim, claro. Ele odiaria que eu dissesse que rezo por ele todos os dias.



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