Os Desafios do Panteão Anganni

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Os Desafios do Panteão Anganni

Mensagem por Xande em Sex Set 09, 2011 4:08 pm



O festejo anual dos Angannis,em que celebram a chegada dos deuses do Kauhale.

Foi na noite de Lual, ao fim da semana. Os Anganis comemoram os bons dias e celebram seus deuses quando os escolhidos dentre eles rumam para o recém construído templo no centro da ilha maior, Laikiki, para os testes que selecionarão aquele que será o regente das ilhas até que chegue aquele ou aquela que será o verdadeiro governante, o primeiro Rei ou Rainha das ilhas celestes, conforme prometido por Manú.



O Panteão Anganni e os Escolhidos

Alaka'i Konane, Arauto de Kahuna, a elogiada Kaena, Mansur Ke-ahi, a quem chamam de Bravo, o Destemido Ka’hiau de Kauliki, o sábio Kāʻeo (o Cego) bem como uma druida emissária de Maika'i se reúnem no pátio arenoso do Grande Templo para terem com Ka-ʻiu-pono, o Guardião da retidão, Sacerdote de Todos os Deuses. O velho os guia nos ensinamentos e nos propósitos de cada teste que enfrentarão e os avalia, com exceção de Ka'iu, que viera apenas para observar. Testes de conhecimentos, habilidades sociais, conhecimentos mágicos, aptidões atléticas e de combate estratégico e livre são impostos aos escolhidos para que apenas um deles se erga como o Ka-le, a Voz dos Anganis. Como era esperado todos demonstram habilidades a superiores do restante do povo das ilhas, mas é Mansur Ke-ahi quem se sagra o melhor dos cinco. Os demais formarão seu Conselho das Vozes e deverão ser ouvidos por ele, o primeiro Ka-le dos Anganis.



O Conselho das Vozes Anganni.

No entanto, a deusa Kahuna, nunca acostumada a derrotas, se desagrada com seu campeão e com os testes e sua ira é terrível sobre Alaka'i Konane. O Algoz que sempre a servira lealmente é punido com a morte sua patrona. Os demais deuses, que haviam se reunido no Kauhale para observarem os testes naquela noite debatem sobre a decisão da Deusa da Morte. Kahuna pede para que ela nomeie alguém para fazer parte do Conselho das Vozes, mas Kauliki, Deus da Justiça discorda, pois este novo indicado não teria estado presente na noite dos testes de Ka-ʻiu-pono. Os demais divindades opinam sobre o assunto, mas também irritam Kahuna ao caçoarem dela por ser uma "má perdedora" enquanto ela reclamava do valor dos testes e da escolha de seu campeão. A deusa do Kehena então declara que se afastará dos assuntos do panteão até que os demais deuses, principalmente Maika'i, Deus da Natureza, lhe peça desculpas de joelho. Os demais deuses discordam e a Manú, Deusa do Céu a aconselha a ter cuidado com tal movimento, pois poderia desagradar a Ao, o Supremo, a despiria de sua divindade por estar mais preocupada com seu próprio poder e orgulho do que com a vida espiritual do povo que a adora.
Ao fim, Alaka'i, Guia dos Espíritos sugere que o novo Ka-le dos Anganis, Mansur, tenha seu primeiro teste de sabedoria ao decidir se vai ou não escolher um representante de Kahuna para seu Conselho das Vozes. Os demais deuses, com exceção de Kahuna, agora mais preocupada que se desculpem com ela, concordam com a sugestão de Alaka'i.
Ao fim de seu Conclave, os deuses retornam para seus reinos e suas obrigações, mas no dia seguinte, se juntam aos festejos do povo na praia, com a exceção de Kahuna, que fica a remoer sua mágoa e raiva, assistindo a tudo de seu trono no Kehena. O povo Angani celebra e coroa seu novo Ka-le e as esperanças de paz e prosperidade nas ilhas são renovadas.



Mansur Ke-Ahi,o Bravo,o primeiro Ka-le do povo anganni. Nos eventos que se aproximam,a Igreja de Koa assume uma posição de liderança.

Não muito depois, já de volta ao seu Reino, Koa, Deusa da Guerra, cujo reino se estende nas planícies do Kauhale recebe a visita inesperada de Utaliel, o Guardião da Porta do Paraíso. O Arconte informa a deusa que há um visitante ilustre e poderoso na entrada do Kauhale, um deus de outro panteão que se identificou como o Viajante e que deseja ter com os deuses locais. Este nada mais era do que o próprio Shaundakul, Senhor dos Ventos do Panteão de Faerûniano. O velho deus estava ferido e parecia não ser capaz de se curar, mas mais terrível ainda era a notícia que ele trazia: o Panteão do Kauhale está ameaçado por uma entidade sinistra que ruma em direção á suas portas, um ser tão incrível em seu poder que já havia derrubado dois panteões próximos, um deles sendo os aliados Mahui das Ilhas Negras.



Shaundakul,o Viajante viaja pelos Planos e chega á Laungstein pra prevenir o Panteão dos Angannis de uma terrível ameaça.

Koa então convoca seus irmãos que não tardam a aparecer, com nova exceção de Kahuna, seguindo o que ela havia declarado no último Conclave. Shaundakul lhes diz que veio até eles para avisa-los da ameaça que paira sobre sua família e que não havia chegado a tempo de avisar as duas outras que já haviam sucumbido e que mal havia conseguido escapar, mesmo com sua velocidade, do ataque aos Mahuí, a quem tentou ajudar contra a entidade. O que quer que seja esta criatura, segundo o Deus dos Ventos, viaja quase tão rápido quanto ele e é extremamente poderosa. Os deuses do Kauhale ajudam Shaundakul a se curar e ele diz que precisa ir avisar outros panteões sobre a ameaça.

Logo após a partida de Shaundakul, duas outras criaturas chegam ao Kauhale, dois seres quase tão velozes quanto ele: Vectra, a Dourada e Iris dos Olimpianos. Esbaforidas e demonstrando estarem desesperadas e com urgência, elas quase chegam e falam ao mesmo tempo. Vectra confirma as palavras de Shaundakul e pede para que os deuses Anganis a acompanhem em uma viagem através dos confins do Multiverso onde ela mostrará algo que vira em suas viagens pelo Cosmo conhecido, enquanto Iris pede a ajuda de seus velhos aliados para salvarem a Cidade Eterna, Olímpia, que está sob ataque e corre o risco de cair.



Vectra e Íris,o poder da velocidade. Valiosas aliadas nesse momento.

Os deuses Anganis se dividem: enquanto uns acompanham Vectra, outros seguem para Olímpia com Iris. Os que foram até a Cidade Eterna se defrontam com o Portal do Destino, a única entrada e saída do semi-plano de Thespides onde está a lendária cidade de Olímpia, derrubado. A visão é impressionante por si só. Com exceção dos Olimpianos e seus aliados Avianos, apenas divindades podem abrir aqueles portões, mas apenas os primeiros passar por eles livremente. Que inimigo seria tão poderoso não só para derrubar mas também para entrar em Thespides sem permissão? Ao adentrarem os salões de Olímpia, os deuses do Kauhale encontram com sua velha amiga, Mnemosine dos Olimpianos, prostrada e ferida. Ela os guia até onde os demais Olimpianos, que estão a lutar contra inimigos que, por algum motivo, apenas eles podiam ver. Iris, que havia guiado os deuses Anganis até lai repentinamente desaparece no ar, como se nunca tivesse estado ali, mas eles são capazes de ver uma outra Iris lutando ao lado de seu povo. A princesa Olimpiana Galatea então percebe a presença de seus aliados e diante da perplexidade deles, avisa que eles devem voltar ao Kauhale, pois o que estava havendo ali era uma armadilha arquitetada por alguém para afasta-los de seus reinos.



A Cidade de Olímphia também é atacada. Ameaças de todos os lados.

Ao mesmo tempo, Vectra mostra aos deuses Anganis que a acompanharam a presença insidiosa da entidade destruidora de deuses. De onde estão, podem ver como estrelas brilhantes numa extensão infinita e escura, toda a estrutura metafísica do Multiverso, todos os planos e semiplanos da existência. Sim, todas as realidades que compõe a Árvore Cósmica. E lá, eles veem algo sinistro, como uma nuvem sombria rumando em direção ao Plano Material e pairando sobre regiões do pequeno planeta chamado Toril. Manú então lhes envia uma mensagem sobre o que vira e soube em Olimpia e que era necessário que se reunissem no Kahuale. No entanto, Vectra queria lhes mostrar algo mais que vira entre muitas outras em suas viagens recentes.
A velocista os leva até o Plano Material onde ela mostra outra imagem impressionante: se erguendo do oceano, agitando as águas desde as profundezas até a superfície, uma criatura serpentiforme, cujo tamanho seria impossível de se compreender ou de se quer imaginar pelas mentes dos mortais despertava de algum sono das eras. Impressionada e intrigada, a própria Koa pergunta o que poderia ser algo como aquilo, certamente a maior criatura que ela já vira. de seu reino Kahuna se lembra de antigas lendas e mitos e alguns nomes antigos e esquecidos lhe vem a mente: Leviathan, Jörmungandr, Níðhöggr, Serpente do Mundo, entre outros.



Um mal ancestral se aproxima e ameaça inexoravelmente acabar com os Panteões.

Os nomes não dizem nada a Koa e aos outros e elas continuam com mais perguntas do que respostas. Pior ainda, Kahuna faz possíveis ligações da presença da entidade que avança contra o Kauhale com a Singularidade representada por Cailih ou Sétimo Filho, ou ambos.

Os deuses dos Anganis então se reúnem novamente no Kauhale, de onde podem ver a rápida aproximação do inimigo: algo grande em forma de dragão, acompanhado de um exército de espíritos que parecem segui-lo como uma rastro sombrio. Suas formas são imperceptíveis até mesmo para os poderosos sentidos divinos dos deuses ali presentes. Eles sabem que tem pouco tempo para se prepararem para a chegada da estranha entidade. Mas antes que ela pudesse estar diante deles, atrasada por algum motivo que eles ainda desconhecem, A'Lani, senhora dos Mahui, Mãe das Ilhas Negras, lhes envia uma mensagem através das barreiras planares. Ela pede por socorro e informa que está aprisionada em uma cidade chamada Limiar, próxima das Fronteiras Astrais deste Multiverso e que durante a luta contra a entidade descobriu algo sobre ela. No entanto, a ligação mental com os deuses do Kauhale é tênue e ela não pode continuar sua comunicação remota.



Em meio aos turbulentos eventos,o Panteão Anganni decide quais decisões tomar pra garantir a segurança de seu povo.

Os deuses do Kauhale decidem ir ajudar A'lani, a Negra e obter dela quaisquer conhecimento que ela possui sobre o inimigo. Kauliki se propõe a permanecer no Kahuale montando a defesa do plano para tentar ao menos conter os avanços da entidade destruidora de deuses, enquanto Kahuna arregimenta e organiza as defesas do Kehena, ainda se recusando a ajudar os demais diretamente. Os deuses restantes se preparam para viajar até Limiar, mas não antes de Maika'i ir até o Kehena e pedir para Kahuna ajudar a família, pois sabe que desunidos cairão facilmente. Ele então se ajoelha diante de sua irmã, a Deusa da Morte e pede para que ela ajude. Kahuna aceita o pedido de desculpas do Deus da Natureza e segue para Limiar com seus irmãos, deixando Marugh liderando as forças do Kehena.


Última edição por Xande em Sex Set 09, 2011 9:07 pm, editado 3 vez(es)
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