A História dos Escolhidos de Mystra

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A História dos Escolhidos de Mystra

Mensagem por Peti em Qui Jan 28, 2010 12:37 pm


Este texto consta no jogo eletrônico Baldur's Gate elaborado pela Interplay.
Tradução por Allana Dilene.



A razão pela qual Mystra, a Deusa da Magia, investiu uma porção do seu poder divino em mortais não é conhecida. Uma das teorias mais populares, e uma que está ganhando mais suporte à luz das outras ações da deusa durante aquele período, é que Mystra previu o Tempo das Perturbações (e sua própria passagem pelas mãos de Helm) e escolheu dar parte do seu poder a mortais na ordem de assegurar que sua sucessora (a maga mortal Midnight, como foi descoberto) tivesse um bom número de aliados imortais no esforço contra os esquemas dos deuses (agora mortos*, Bane, Myrkul e Bhaal) que precipitaram o Tempo das Perturbações roubando as Tábuas do Destino. A teoria continua sugerindo que Mystra informou Azuth aproximadamente no Ano da Chama Ascendente (0 CV), mais de 1.300 anos antes do Tempo das Perturbações, que parte do seu poder precisava ser colocado em mãos mortais que seriam os Escolhidos de Mystra. Esse poder deveria adormecer nos corpos desses mortais, permitindo a Mystra buscá-lo apenas com a permissão deles. Seria dada aos Escolhidos a habilidade inata de se curar rapidamente, e vidas muito mais longas que as dos mortais. Mystra especulou que esses mortais seriam capazes de desenvolver esses poderes e através disso ganhar habilidades especiais, mas esses poderes não se rivalizariam com os de uma divindade.

A Deusa de Toda a Magia então começou a selecionar mortais que ela achou que se encaixariam. O primeiro foi o então jovem mago Elminster, e também escolheu um mago promissor chamado Khelben Arunsun. Ambos provaram ser merecedores e capazes de receber seu poder, mas as outras tentativas de Mystra de investir seu poder em humanos não foram bem sucedidas, e então percebeu que apenas alguns poucos mortais eram capazes de manter tamanho poder dentro de si sem serem destruídos ou corrompidos. Mesmo que houvesse mais pessoas além de Elminster e Khelben que tivessem a força necessária, é possível que ter vivido por anos recebendo visitas de Mystra tenha levado-os para um caminho do qual eles não mais podiam se desviar. Não importando a razão, o problema devia ser resolvido. Para superar a dificuldade, Mystra desenvolveu um plano para usar a si mesma como receptáculo para gerar indivíduos e adequá-los ao seu poder desde o início das suas vidas.

Como pai desses indivíduos, ela pegou o melhor exemplo humano que pôde encontrar: Dornal Mão Argêntea, um nobre e um Harpista que viveu perto de Inverno Remoto. Mystra então possuiu o corpo de Elue Shundar, uma feiticeira meio-elfa por quem Dornal já havia sido atraído. Mystra revelou sua presença e seu plano a Elue, que alegre e apaixonadamente concordou em compartilhar seu corpo com a deusa. Elue teria sido relutante, mas sob a influência da deusa a mulher se tornou sedutora, e Dornal viu suas investidas serem retornadas subitamente com grande fervor.

Dornal e Mystra/Elue se casaram no Ano das Estrelas Cadentes (760 CV). A primeira das sete filhas, Anastra Sylune, nasceu no inverno seguinte. As seis irmãs de Sylune vieram a intervalos de um ano: Endue Alustriel, Ambara Dove, Ethena Astorma (ela prefere o apelido “Storm” ultimamente), Anamanue Laeral, Alassra Shentrantra (conhecida hoje como Simbul), e Er’sseae Qilue. Essas filhas ficaram conhecidas pelos Reinos como As Sete Irmãs.

Dornal, que foi mantido no escuro quanto à verdadeira natureza de sua esposa através dos anos (provavelmente porque Mystra não gostaria de perder seus serviços), estava desapontado e até perturbado quando a sexta criança nasceu; ele sempre quis tanto filhos quanto filhas. Mais importante, ele estava vendo a sua esposa deteriorar diante dos seus olhos. A coexistência com a deusa por todos esses anos transformou Elue numa casca seca – em essência um lich, se prendendo à vida apenas por conta do poder de Mystra dentro dela.

Quando Elue carregava a sétima criança, Dornal consultou um sacerdote, que contou-lhe que sua esposa havia sido possuía por uma entidade de grande poder mágico. Para poupar os dois de uma agonia futura, ele tentou matar a forma física de esposa decapitando-a.

Logo que ele fez isso, Mystra foi forçada a revelar-se para ele, e explicou-lhe o seu plano. Exatamente como ela pensou que seria, Dornal ficou horrorizado como ele e sua esposa foram usados pela deusa. Ele deu as costas para o corpo de sua esposa, abandonou suas terras e suas filhas, e desapareceu no Norte. Mystra não desejou-lhe nenhum mal, e de fato protegeu-o nos últimos 30 anos de sua vida. Quando Dornal finalmente encontrou seu fim ele chamou por Mystra, e a deusa garantiu-lhe uma existência como seu servo. Agora conhecido como O Observador, Dornal Mão Argêntea viaja pelo mundo invisível para os mortais, continuando com a missão de localizar candidatos para preencher as posições de Escolhido e identificar possíveis ameaças a Mystra e seus asseclas.

* Este texto foi elaborado na época em que Bane foi considerado morto.
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Re: A História dos Escolhidos de Mystra

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qui Jan 28, 2010 1:28 pm

Tomara que ele ache Lorena.
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Re: A História dos Escolhidos de Mystra

Mensagem por Xande em Qui Jan 28, 2010 1:48 pm

Essa história foi criada para o jogo Baldur's gate, mas tornou-se oficial após o sucesso do game.
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Re: A História dos Escolhidos de Mystra

Mensagem por Peti em Sab Jan 08, 2011 9:34 pm

O que Ed diz sobre os Escolhidos de Mystra


Pesquisado por Brenno Barboza.

Embora as edições do D&D tragam importantes esclarecimentos sobre os reinos e suas particularidades, sempre há questões que geram duvidas e debates. Muitas vezes o dilema de jogadores e mestres vem da premissa do cenário ser um mundo compartilhado, logo seus conteúdos foram escritos e desenvolvidos por muitos autores de romances e designers ao longo dos anos que muitas vezes possuem visões próprias de Faerun.

Essa diversidade de entendimentos também criou no decorrer dos anos uma curiosidade de muitos fãs apaixonados sobre como a mente criadora de um dos mais clássicos cenários de fantasia medieval compreende seu mundo. Ed Greenwood, o criador, ou apenas Ed como a ele costumam se referir é um participante muito presente no mais bem sucedido site de FR no exterior, o Candlekeep, cujo material é referência importante para interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre os reinos.

Nos fóruns do Candlekeep, Ed muitas vezes traz sua visão particular e por que não dizer esclarecedora sobre algumas dúvidas costumeiras a respeito do mundo que gosta de compartilhar conosco até hoje. Neste pequeno apanhado inicial, apresento um breve resumo de sua visão e de respostas a leitores sobre os famosos Escolhidos de Mystra, postados no período de 2004 a 2006, com o titulo So Saith Ed.

Originalmente no material de FR não havia nada sobre os Escolhidos, pois na negociação de seu cenário com a TSR houve algum desinteresse ou possível impedimento para usar tal aspecto. Haviam apenas indícios nos produtos de um estreito relacionamento entre Elminster, Khelben, as Sete Irmãs, Mystra e Azuth , cujas razões foram sendo expostas com o passar do tempo, embora o próprio Ed já tivesse a explicação sobre os Escolhidos em uso nas suas campanhas desde seus jogos com o D&D 0riginal. Na sua concepção inicial, os Escolhidos de Mystra por possuírem uma parte do poder divino da deusa da magia dentro de si representam a visão de Mystra sobre uso da magia. Os escolhidos são também uma poderosa força para fazer o bem ou apenas manter o equilíbrio no mundo de forma que forças malignas não pudessem ser dominantes. Outras divindades podem ter seus campeões, mas no seu entendimento é pouco provável que tenham Escolhidos, pois esta seria uma condição/benção única da deusa da magia.

Aqui vale ressaltar que o próprio Ed não os considera seus protegidos nem suas criações mais idolatradas. Apenas os vê como mais uma das forças presentes e necessárias nos reinos para manter as coisas em ordem, embora a TSR e a Wizards tenham dado grande destaqu­e a estes personagens.


A concepção da Silver flame (chama prateada) para Ed, deve ser entendida como um poder inerente natural, e não como efeito mágico, pois é a energia da própria deusa Mystra que se funde às veias sangüíneas do corpo dos hospedeiros quando são escolhidos ou aceitos por ela. A energia, dessa forma, faz parte de seus organismos de maneira natural e os tornam diferentes dos outros, pois seus corpos já não são iguais ao dos seres comuns.

Outro ponto importante acerca que caracterizam os Escolhidos vem dos resultados de suas escolhas. Eles têm um longo tempo de vida além de suas amizades de infância e conhecidos e por isso costumam experimentar viver em diferentes culturas, climas. Uma habilidade natural que reflete sua adaptabilidade vem do fato de serem capazes de mudar em seus organismos o que desejarem para melhor se ajustarem com a­­­­ imagem que desejam mostrar ao mundo. Alustriel e Storm gostam de ter constantes relações sexuais, logo acham mais fácil romper com seus parceiros atuais enquanto suas formas são agradáveis e atraentes. Já o conhecidíssimo Elminster costuma manter sempre um nariz parecido com falcão e olhos azuis. A experiência e poderes que lhes permitem fazer mudanças sutis em seu aspecto podem influenciar fortemente as reações dos seres que lhes encontraram. Dove certa vez enganou um nobre assassino fazendo-o pensar que ela poderia estar relacionada com ele apenas mudando sutilmente a cor dos olhos e rosto para se parecer com a de sua mãe morta.

Assim como na questão da Silver flame, esta é uma capacidade natural dos Escolhidos, ganha na união com a deusa da magia, que não segue nenhuma determinação em termos de regras, apenas orientações.


Há outros Escolhidos de Mystra além de Elminster, Khelben, e das Sete. Muitos deles ainda não identificados pelos Reinos, mas todos servem Mystra de suas próprias maneiras. A natureza precisa do que é ser um Escolhido de Mystra ainda não foi totalmente revelada, e é muito vasta e complexa para ser facilmente expressa em termos de classes de prestígio ou de outras regras e detalhes. Por outro lado, os mortais jamais poderão compreender perfeitamente os deuses, porque os mortais só podem ver as coisas com as percepções e os sentidos mortais.

Outro ponto que parece trazer certa “mágoa” ao criador dos Reinos foi a decisão de indicarem que outras divindades possuem seus Escolhidos, mas Ed considera que somente os de Mystra possuem capacidades permanentes e os demais seriam agraciados com algumas habilidades por um período de tempo.


É interessante notar também que outras das habilidades comuns a todos os Escolhidos é a capacidade de poderem consultar Mystra, Azuth e todos os servos de Mystra, conseguindo dessa forma uma experiência quase incontável, embora a maioria deles evite fazê-lo, pois com isso a deusa lhes retira liberdade pessoal e agarra o que restou de sua sanidade. Muitos deles já não são mais tão sãos dentro do que os seres normais dos reinos entendem por sanidade.

Além disso, o aumento do contato com Mystra e sua orientação faz com que sejam tragados para mais perto do objetivo da deusa (a propagação do uso de magia). Estes objetivos, por sinal, são uma grande parte da razão pela qual todos os Escolhidos parecem preocupados com a promoção da paz em grande escala, mesmo que seja preciso usar muita violência em nível pessoal.

Esse ímpeto para envolverem-se ativamente nos conflitos explica por que Laeral, Alassra e Alustriel, nas suas diversas formas e estilos, são atualmente dominantes ou auxiliares nos governos dos povos onde vivem, e porque todos os Escolhidos no passado já tentaram conduzir os rumos ou agiram como "poder por trás tronos" para apoiar e orientar os governantes que gostavam ou queriam ver reinantes.

Muitos escolhidos viveram por séculos, muitas vezes mais do que a maioria dos indivíduos militares que irão trabalhar com ou contra, portanto, têm mais experiência do que quase qualquer inimigo mortal na grande estratégia, propaganda e moral, a longo prazo. A maioria dos mortais que têm contato com um Escolhido em mais de uma ocasião costuma passar da admiração à decepção ou ao desprezo (eles são humanos afinal de contas...), ou então da desconfiança (eles são loucos e inseguros...) ao respeito (eles são gênios afinal de contas...).

É preciso, contudo entender a ênfase que Ed trata ao termo gênio para os Escolhidos. Neste caso, indica alguém capaz de lidar com complexidades (tarefas, informações) que os outros indivíduos podem lidar, mas conseguem ainda "ver como tudo se encaixa" e lutar por um objetivo ou resultado final visualizado em vez de apenas reagir à crise. Em outras palavras. Os Escolhidos são considerados "gênios" na magia, pois seu acesso a trama lhes permite controlar os efeitos mágicos e ver, aprender e entender coisas sobre a magia que os simples mortais podem apenas vagamente perceber e dominar. Apesar disso, continuam sendo humanos ainda que longevos, logo são falhos e cometem erros.

Os Escolhidos conhecidos tiveram envolvimento com os Harpistas e, portanto, adquiriram larga experiência em espionagem, manipulação, intriga e combate e já desempenharam funções de comando ou combate direto durante suas vidas, mas cada um detém suas peculiaridades no desempenho de certas aptidões. Dove é a única que teve uma extensa carreira militar e mercenária. Simbul é a menos estável e auto-controlada, mas muito apta com magias, e Elminster é o mais experiente e astuto. Alustriel, Laeral e Storm mostram uma preferência para a palavra suave e excelente qualidade de manipular povos, ao invés de usar os recursos das espadas e feitiços.

Neste ponto, Ed nos revela que boa parte de suas forças também são suas maiores fraquezas, pois a historia destes personagens demonstra que nem sempre o uso de sua graça divina parece ser suficiente para evitar que certos cursos na historia dos Reinos aconteçam.


Outro aspecto importante diz respeito as suas capacidades em lidar com Áreas de magias selvagens e mortas, regiões nas quais possuem as mesmas dificuldades que outros indivíduos, exceto para 3 condições:

A) Uso do Fogo Prateado: Ao usar magias de força bruta (como energias explosivas) o Escolhido pode usar o Fogo Prateado para controlar os efeitos quase normalmente (e as probabilidades de efeitos, embora quase sempre ecoando um selvagem efeito de "fuga" em torno das magias em funcionamento). Magias de teleportação (como teletransporte) ainda são perigosos (embora em uma área de magia selvagem, o Fogo Prateado pode ser queimada para criar uma linha de intersecção com um fio, nas proximidades, da Trama, "e, em seguida, a Trama pode ser conduzida para fora da área de magia selvagem em um estranho teletransporte "lento" que um grupo de terceiros podem ver de inicio como uma queda no deslocamento do teletransportado, de modo que, digamos, Elminster brevemente tem três cabeças misturadas e desfocadas antes que ele se encaixe fora de vista "). Detecção e adivinhação magias são quase impossíveis.

B) Alimentar mágica com mágica: Escolhidos de Mystra têm a capacidade inerente de "alimentar" uma magia em outra, drenando parte da energia acumulada ou detida ou desgastada de um item ou toda a energia de uma magia memorizada em outro período. Como isso tende a fazer a mágica 'enlouquecer', nunca deve ser feito em circunstâncias normais, mas muitas vezes ocorre de um feitiço causar efeito normal numa área de magia selvagem ou de magia morta, se um feitiço mais poderoso é alimentado.

C) Fluxos de sensações e familiaridade: Escolhidos de Mystra possuem sensibilidade para mudanças na natureza (por exemplo, uma acumulação de energia) de força mágica. Isso pode dar-lhes pequenas vantagens tácticas em uma área de magia selvagem que falta os outros seres. Além disso, sua familiaridade com certas localidades particulares (tais como a sua residência habitual, ou um local onde eles já passou muito tempo, ou magias do seu repertorio) fazem com que os seus próprios esforços mágicos sejam um pouco melhores do que os de quaisquer tentativas por conjuradores mortais para a batalha em áreas de magia morta ou selvagem.

Os Escolhidos podem clamar auxilio da Trama para destruir áreas de magia morta ou selvagem, embora tal feito exija um processo longo e desgastante envolvendo a conjuração de muitos feitiços e, idealmente, a cooperação de vários Escolhidos ou conjuradores poderosos trabalhando juntos.



Fonte
Foruns do Candlekeep, So Saith Ed.
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