Anões

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Anões

Mensagem por Xande em Ter Ago 17, 2010 11:37 pm

População: cerca de 1.500, espalhados pelos reinos humanos
Governo: respeitam os governos humanos nos reinos em que vivem.
Classes para PJs: Combatente, Especialista, Ladino, Aristocrata (apenas mercadores).
Outras Classes (apenas NPCs): Guerreiro, Adepto da Magia.
Religião:]Mito Anão: Kradin (Deus Maior, LN - Criação, Perícia, Metais, Terra, Vida e Morte).
Armas e armaduras clássicas: machado de guerra anão, besta leve, cota de malha e escudo grande de metal.
Talentos regionais: Arremessar Machado, Bravo, Coração da Forja, Força de Espírito, Mãos de Prata, Origem Mercante.



No passado, os anões preferiam viver em cidades subterrâneas, construídas nos arredores de minas, mas também possuiam postos avançadaos na superfície, principalmente ao redor de terras cultivadas. Sua sociedade era era organizada em sete Casas (Arausammans) principais, cada uma governada por um Monarca (o Araukuldar) que era descendente do fundador da Casa. Cada Casa era dividida em Clãs (Daernsammans) com linhagens familiares distintas entre eles. Um Clã é comandado por um líder hereditário, geralmente um Rei ou Rainha que também é descendente do fundador da Clã. Após sua quase extinção nas mãos dos orcs, os anões sobreviventes da última Casa (a Casa Aelin) que resistiu aos ataques dos bárbaros foram habitar aos poucos nas terras humanas, onde se adaptaram muito bem, abandonando um pouco do militarismo do passado e desenvolvendo ainda mais suas habilidades como grandes artíficies. Muitos clãs se tornaram também mercadores, fundando algumas das mais bem sucessedidas casas comerciais de Allansya.

Os anões são muito leais à família, ao clã e às pessoas em geral; quando havia conflitos contra outras raças no passado (primeiro os elfos e depois os orcs), até mesmo os anões mais relutantes escolhiam lutar ao lado da sua raça. Esses vínculos auxiliaram os anões a sobreviverem durante gerações às guerras. Todos os cerca de 1500 anões que vivem hoje espalhados pelos 13 reinos pertencem à antiga Casa Aelin e suas comunidades concentram-se em grandes cidades humanas, como Askham, Jarli e Skald. Uma comunidade é formada por um ou mais Clãs e terá uma quantidade equivalente a quase 30% da população formada por jovens ou idosos); existem tantas anãs quanto anões, e elas são aceitas em qualquer parte da sociedade, inclusive como guerreiras.

Em geral, os clãs se concentram em um ou dois tipos de ofício, como forjaria, armeiro ou armoreiro, joalheria, engenhraia ou escultura. Para evitar especialização exagerada, alguns jovens aprendizes são treinados por outro clãs; esta prática também ajuda a consolidar a união. Como os anões são muito longevos, seu aprendizado pode exigir muitos anos, talvez invadindo a idade adulta. Alguns clãs maiores e mais ricos fundaram casas comerciais influentes e um tanto agressivas nas terras humanas e o ouro tem fluido. As armas, armaduras e muitos outros itens de origem anã são muito apreciados pelos humanos e não foi por acaso que eles foram muito bem recebidos em suas terras no passado. Até mesmo os khandris os têm em alta conta e nenhum anão que não tenha lutado contra eles jamais foi ferido. De fato, muitos anões viram a oportunidade de lucrar ainda mais com a chegada dos invasores, mas a maioria considera os khandris como invasores e lamentam o destino de seus antigos amigos humanos dos 13 reinos e vão auxilia-los como puderem.

Os anões exitam em sorrir ou celebrar e suspeitam de estranhos, mas são generosos, com os poucos indivíduos que adquirem sua confiança. Eles valorizam o ouro, as gemas, as jóias e os objetos de arte fabricados com esses materiais preciosos (e não é só eles!) e muitos já sucumboram à ambição. Eles sempre foram guerreiros nobres e não combatem de forma recatada ou temerária, mas com coragem, tenacidade e cautela. A raça possui um forte senso de justiça, que pode se transformar em uma sede de vingança infindável. Na Jutíria, onde sempre houve uma forte relação com anões, é comum o seguinte ditado: “se eu estiver mentindo, que eu enraiveça um anão”.

Os anões se relacionam bem com os humanos e se adpataram à sua sociedade, que inesperadamente acabou por lhes cair muito bem. No entanto, pelo fato dos humanos terem vidas curtas, há uma dificuldade em se formar vículos individuais mais profundos entre as duas raças. As melhores relações acontecem quando um anão gostava dos pais ou avós do humano. Os anões não conseguem apreciar a sutileza ou a arte dos elfos, considerando-os imprevisíveis, inconstantes e excêntricos. As duas raças se envolveram em uma grande e terrível guerra no passado, e suas hostilidades só terminaram quando, quase extintas, tiveram que por suas diferenças de lado para enfrentar a ameça dos orcs. Desde então, os elfos adquiriram o respeito dos anões e vice-versa, mas há ainda um ressentimento entre as duas raças, principalmente da parte dos anões. Entretanto, para um anão, um orc bom é um orc morto. No passado distante, os anões migraram das Terras Antigas em busca de novoas terras longe dos saqueadores orcs e chegaram até Allansya, mas os bárbaros seguiram seu caminho e também atravessaram a Grande Muralha Rochosa em direção ao oeste. Desde então, os longos e sangrentos conflitos entre os anões e os orcs quase levou a sua extinção das duas raças. Os orcs por terem uma taxa de reprodução e crecimento mais acelerada sobrviveu bem ao terrível destino, e logo estavam em maior número contra os longevos anões, cujo ciclo de vida e taxa de reprodução são bem mais lentas. Um forte sentimento de vingança contra os orcs arde no coração de cada anão e como já não podem mais enfrentar seus inimigos ancestrais no campo de batalha, eles financiaram garndes campanhas humanas contra os bárbaros, com variados graus de sucesso.

Os anões falam o idioma Anão, que possui seu próprio alfabeto rúnico. A literatura dessa raça é marcada pela história detalhada dos Clãs e das gueras através dos séculos. O alfabeto anão pode ter sido a base para as runas orcs. Nomalmente, os anões falam o idioma dos reinos humanos onde vivem, além da língua comercial comum e muitos já aprenderam o idioma e o alfabeto khandri.

De acordo com a tradição, o nome de um anão é concedido pelo ancião de seu clã. Todos os nomes adequados para essa raça já foram utilizados e reutilizados através da sgerações. O nome de um anão não lhe pertence, mas ao seu clã. Se ele utilizar mal ou envergonhar esse nome, seu clã poderá retira-lo. Um anão que perdeu seu nome é proibido, pela lei dos anões, de usar qualquer outro nome da raça.

O Mito de Kradin

O mais próximo que os anões tem de uma religião é o Mito de Kradin. Segundo este mito, que antes devia ser mais sagrado para os anões do que é nos dias de hoje, Kradin foi o primeiro anão e foi criado junto com a terra, as montanhas e as rochas, durante a fundação do mundo. Solitário, ele pasasva seus dias esculpindo a rocha, lapidando as gemas e moldando o metal criando vários trabalhos maravilhosos que jamais seriam igualados. Ele mesmo se maravilhava enormemente de sua arte e buscava sempre a beleza e a perfeição, criando as coisas mais belas conforme sua mente as imaginava, até que por fim, ele chegou a sua obra-prima, criada da pedra mais preciosa, uma obra tão maravilhosa e perfeita que ganhou vida: Dhuala, a primeira anã. Tão logo ele a terminou ele se apaixonou por ela. Seus sete filhos (Aulin, Barak, Donnar, Dun, Lur, Norogh e Sonn) e filhas são os fundadores das Sete Casas Ancestrais. Segundo o mito, Kradin e Dhuala morreram enfrentando o deus orc Angrod e seu filho Amrod enquanto tentavam proteger seus filhos da fúria das hordas bárbaras, e suas almas foram habitar o Dunlurunedar, o Grande Salão sob o Mundo, onde Kradin continua trabalhando sua arte para todos os bons anões apreciarem quando forem habitar com ele, Dhuala e seus ancestrais. A maioria dos anões não acredita mais nesse mito, ou pelo menos não o considera tão sagrado como outrora, quando ele compunha a religião anã e hoje tende a considerar, respeitosamente, que Kadrin foi o "apenas" o primeiro grande Araukuldar anão, que liderou a raça contra as primeiras invasões orcs, assim como Angrod deve ter sido o rei orc da época, e não um deus. De fato, a maior tendência que tem surgido nos últimos séculos entre os poucos filósofos anões é de que a raça evoluiu dos humanos. Claro que os anões mantém essa idéia para si mesmos, e os poucos humanos que já ouviram falar de tal coisa desdenham dela, mas pode ser que este seja um ponto de discórdia num futuro próximo, principalmente caso esta 'Teoria Evolutiva dos Anões' venha a ser de conhecimento dos khandris.

*Este tópico é uma adaptação livre da descrição dos anões no Livro dos Monstros e do Jogador para este mundo, e substitui o que está descrito lá. Para qualquer não-anão ter conhecimento do que foi apresentado aqui, é preciso obter sucesso num teste de Conhecimento (Anões) CD 12 ou Conhecimento (História) CD 15, com exceção de sua nova teoria evolutiva que precisa de um teste de Conhecimento (Anões) CD 20.


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