Elfos

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Elfos

Mensagem por Xande em Ter Ago 17, 2010 11:42 pm

População: 359
Governo: magogracia, regida pelo Sylythathon (os sete mais antigos e poderosos arcanistas elfos).
Classes para PJs: Arcanista (Mago), Batedor, Combatente, Especialista e Ladino.
Outras Classes (apenas para NPCs): Guerreiro.
Armas e armaduras clássicas: espada longa, arco longo composto, cota de malha e escudo grande de metal.
Talentos regionais: Artista, Baldaquino, Disciplina, Educação, Mateiro, Mente Sobre a Matéria Reconhecimento Mágico, Treinamento Mágico.



Os elfos vivem em Allansya a pelo menos 10.000 anos. Segundo suas próprias lendas e tradições, passadas oralmente de geração a geração, eles surgiram das árvores, como uma necessidade da própria natureza por guardiões contra o que ainda estava por vir. De acordo com estas mesmas tradições, eles brotaram das árvores que viviam onde hoje é a sagrada Clareira Lunar na Floresta Adaarudin e ali dormiram por anos até despertarem uma noite sob a luz das estrelas e da lua, enquanto aquelas árvores que lhes deram vida haviam ganho movimento e se retirado para os confins da floresta. Os elfos chamam estas árvores e suas descendentes de Ents, mas nenhuma delas jamais foi vista por um elfo até hoje.

Os elfos então vagaram pelas florestas, liderados por Syluvian, o primeiro elfo a despertar e que deu nome ao céu, à lua, às estrelas e as árvores antes dos seus irmãos acordarem naquela mesma noite. Eles viveram por séculos na Clareira Lunar e arredores antes de explorarem a Floresta e até estabelecerem sua primeira cidade, Tel'andaar (a Morada), na ilha Fin, localizada no centro do lago Ellyrian. Foi neste período que Syluvian e sua companheira, Kireana, descobriram a arte da magia enquanto meditavam no topo do Pináculo Estelar, sentados sob as estrelas, consideradas como o reflexo dos elfos e das árvores no céu (como reflexos em um lago espelhado). Eles ensinaram a bases da magia aos demais elfos e ela foi, e ainda é, considerada pela raça como uma força da natureza, um presente e um ideal que deveria ser passada a todas as gerações futuras. Após a descoberta e o desenvolvimento da magia e de sua filosofia, os elfos se espalharam pelo continente, que passaram a chamar de Allansya, a Grande Terra, fundando diversas cidades e comunidades principalmente nas florestas, mas nunca ultrapassaram a Grande Muralha Rochosa ao leste, pois sempre tiveram a intuição de que as terras além daquelas montanhas guardavam segredos que não eram para os elfos desvendarem, pois eram mistérios a serem revelados no futuro e que os elfos deveriam se preparar para eles. Os elfos crêem que os Entes vivem nas bases destas montanhas e proibem qualquer elfo de atravessa-las em direção ao leste.

Os elfos acreditam que a independência e a liberdade individual são mais importantes que as estruturas rígidas da civilização humana; dessa forma, eles tendem a viver e viajar em pequenos bandos, geralmente familiares. Essas organizações respeitam a autoridade do Sylythathons, um conselho composto pelos sete arcanistas mais poderosos da atualidade, os Arquimagos. No passado, cada grupo familiar se reportava esparsamente a um nobre (Príncipes e Princesas), que por sua vez juravam lealdade a um monarca élfico, o Orador. Eles vivem em harmonia com a natureza, e erguem acampamentos temporários mesclados às árvores – ou entre os galhos de árvores maiores, que causam pouco dano ao ambiente. No passado viviam em clãs familiares com menos de 200 integrantes cada, em vilas escondidas entre as árvores ou complexos construídos com pedras trabalhadas, um ofício que aprenderam dos anões. Hoje a grande maioria deles vive em Tel'andaar, uma cidade erguida a milhares de anos entre as árvores e em harmonia com a floresta, tanto ambiental quanto visualmente. A sociedade élfica é igualitária – elfos e elfas ocuparão as mesmas posições na sociedade, sem distinção.

Os elfos são seres altivos, geralmente de temperamento sereno e de aspecto sempre gracioso, porém de estrutura corporal um tanto frágil. Sua graça sobre-humana e traços refinados fazem com que os humanos os considerem muito bonitos, tendo dado a eles o apelido de 'Belo Povo'. A longevidade dos elfos lhes concede uma perspectiva paciente e lhes permite usufruir a beleza duradoura do mundo natural. Eles não compreendem muito bem o conceito de 'lucros a curto prazo' e procuram desenvolver atividades capazes de satisfazê-los durante muito tempo, como histórias, música, arte e dança. Alguns tesouros élficos, como sua belíssima música e seu artesanato requintado disfarçam o fato da raça ser composta por combatentes dedicados, determinados a impedir o avanço de invasores em suas florestas. Apreciam roupas coloridas, geralmente sob um manto cinza e verde que se mescla muito bem ás cores da floresta. Eles também apreciam as coisas belas, desde jóias elegantes a flores delicadas, passando por roupas e instrumentos ornamentados. Assim como os anões, eles são mestres artesãos, embora trabalhem primariamente com madeira e metal (outra arte que aprenderam com os anões no passado) em vez de pedra e metal e seus objetos e relíquias são muito cobiçados pelas demais raças. Eles falam um idioma fluido, com entonações sutis e gramática complexa e seu alfabeto, tão fluente quanto a língua falada, também serve de base para o alfabeto humano (com exceção do khandri e do salaka).

Os elfos odeiam os orcs, e os consideram como brutos ignorantes, assassinos, ladrões e uma praga da pior espécie e consideram os humanos criaturas intrigantes e imaginativas, mas um tanto inquietas e quase tão bárbaras quanto os orcs, sempre prontas para brigar por alguma coisa, seja por paixão ou por dinheiro. Os elfos ainda não têm uma opinião completamente formada sobre os khandris, mas parecem não entender como um povo tão avançado se utiliza de métodos tão belicosos e terríveis para impor suas idéias e sua cultura sobre os demais. Para os elfos, os anões são seres sem requinte e refino, sempre mal-humarados e presos demais ao seu trabalho, sem tempo para se divertir e apreciar as coisas belas do mundo. Embora os elfos sejam orgulhosos, seus preconceitos não são tão explícitos como as preferências dos anões e orcs e geralmente são educados e graciosos, mesmo com as pessoas que não atendem suas expectativas élficas.

Os elfos comem pouco e, embora sejam onívoros, ingerem mais vegetais do que carne. Isso se deve em parte à sua afinidade com a natureza (eles crêem que colher um fruto ou até memso uma planta inteira perturba menos a natureza do que matar um animal) e em parte porque seu gosto pela peregrinação exigia alimentos fácies de serem preservados.

A Alta Arcana Élfica

Os elfos não possuem uma religião, ao invéz disso eles seguem um antigo conjunto de filosofias que possuem um cunho sagrado para eles, a Alta Arcana (ou corellon, na lingua élfica). Com exceção de textos mágicos isolados, este conjunto de idéias nunca foi escrito, sendo passado oralmente ente os elfos a cada geração e define as bases do comportamento e dos modo de vida e de ver o mundo dos elfos. A Alta Arcana prega que a magia é uma força intrinseca da natureza e que ambas estão interligadas e não podem existir uma sem a outra. Mais ainda, esta força mística existe em seu estado bruto em todas as coisas, seja na terra, no mar, nos seres vivos e nos céus entre as nuvens e até mesmo entre as estrelas. Os elfos aprenderam a tecer e moldar essa energia e acreditam que eles mesmos vieram a existir por ato espontâneo de magia. A Alta Arcana ensina que a real evolução do ser, seja física, mental e expiritual se dá através do pleno conhecimento e do exercício da magia, a maior das artes, uma força tanto criadora quanto destruidora que, justamente por ser assim, representa o ciclo da própria natureza.

No passado, os elfos ensinaram sua magia aos seus aliados humanos, com o pensamento de que ela poderia torna-los mais refinados e harmoniosos com a natureza e com eles mesmos, colocando-os em um patamar diferente dos orcs e dos anões, mas os humanos se mostrarm um povo por demais belicoso, pronto a tranformar quaisquer ferarmentas em armas e a magia é uma ferramenta poderosa e perigosa demais em mãos erradas. Assim, os elfos descontinuaram seus ensinamentos, deixando os humanos com um conhecimento mágico mais limitado. Mas todo elfo sabe que os humanos são persistentes e inventivos e um dia poderão chegar ao memso nível dos elfos, ou até mesmo suplanta-los nas artes mágicas. Temendo que este tempo futuro seja de dias terríveis para todos, até mesmo para os humanos, os elfos decidiram nunca mais compartilhar seus conhecimentos arcanos com eles, a ponto desse assunto ter se tornado um tabu recenete do corellon.


Símbolo da Alta Arcana ou corellon: a estrela representa todo o povo élfico e a lua crescente, sua grandeza. A tribo humana dos croscis adotaram a Lua da Crescente Grandeza em seus símbolos durante os primeiros contatos com os elfos, gerando algumas desavenças com os sacerdotes de Aor na época, mas ela ainda pode ser vista em bandeiras da Cróscia e da Príscia e nos brasões de algumas famílias importantes nestes dois reinos. Os khandris consideram este símbolo uma blasfêmia contra a Corte Terrena, pois acreditam fortemente que as coisas sagradas não estão no céu e sim no mundo ao redor, principalmente no 'espírito' dos homens (leia-se khandris) e também por que associam, corretamente, este símbolo com a magia. Os orcs abominam este símbolo simplesmente por se tratar de "coisa élfica" e os anões preferem evita-lo e não comentar sobre ele.

*Este tópico é uma adaptação livre da descrição dos elfos no Livro dos Monstros e do Jogador para este mundo, e substitui o que está descrito lá. Para qualquer não-elfo ter conhecimento do que foi apresentado aqui, é preciso obter sucesso num teste de Conhecimento (Elfos) CD 20.



Última edição por Xande em Qua Ago 18, 2010 12:59 pm, editado 3 vez(es)
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