Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

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Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Qua Set 29, 2010 1:12 am

Como alguém que era outro ser,desperta pra uma nova vida,onde cada dia é um esforço pra viver o próximo? Quando seus dias se limitavam a contemplar cidades,vales e montanhas,e caçar o alimento diurno? Como,das asas da liberdade,surge alguém com potencial pra ser uma das maiores guerreiras deste tempo?

Reza a lenda que......




A ave de rapina,que intrepidamente descia sobre qualquer alvo que avistasse,atacando de imediato. Futuramente se tornaria uma humana Angani.


"Eu me lembro de uma vista aérea. Isso eu tenho certeza. Eu sobrevoava grandes picos. E não estava só. Embora apenas uma criança, pros padrões do meu povo, executava manobras que poucos ousariam. Era uma vida rotineira. Eu era uma caçadora valente. E então, uma criatura nos convocou. Um daqueles que mais são ligados ao povo animal. Hoje em dia, sei que são chamados Druidas. Havia outra mulher, de desejos insanos e tresloucados ao lado dela. A druida lia seus lábios, e nos dizia com a mente o que a outra queria. Muitos riram da insanidade da proposta. Na verdade, lembro de ter gargalhado, até onde isso é possível pra minha raça. Imagina só,deixarmos de dominar os céus,pra pisar o solo. Que sonho maluco......"


Kay'lina Hali'kaka(A Filha da Coragem Portadora de Armas-do idioma Angani),a ave de rapina transformada em humana,eleita entre inúmeros de seus pares a participar da destruição de um grande mal,optando com isso,a transfiguração de pássaro pra humano Angani.


"É noite. Muitas primaveras e noites depois, eu acordo e duvido dessas lembranças, mesmo sabendo que são reais. Eu estava lá. Apenas uma criança entre os transformados, então com 10 verões. Havia gente do meu povo, mais velha, mais jovem, mas estávamos todos lá. Nossa fé no propósito daquela criatura lhe deu poder, e ela nos recompensou. Nos deu um lar,e seres tão poderosos quanto ela,que nos salvaguardariam de perigos que até então desconhecíamos. Dez verões atrás e nossas crianças de hoje encaram essas coisas como história pra dormir. Acham que quando crescerem, lhe contaremos a verdade sobre nosso povo. Abençoadas crianças. Já nasceram humanas. Talvez nunca voem na vida. Talvez nem eu, se tudo que me resta são lembranças quando durmo.

Eu não agüentava mais aquilo, e decidi buscar algo que ainda não sabia o que era, mas tinha certeza de não estar nas Ilhas. Outros pensavam iguais. De todos os Deuses que adorávamos, apenas Manú e Koa, pólos opostos e ao mesmo tempo paralelos de pensamentos e diretrizes freqüentam as Ilhas Angani. Outros como eu têm as mesmas dúvidas, os mesmo anseios,desejos e aspirações. Nós queremos mais. Fazemos um grupo de mais ou menos 20 pessoas."


Kay'lina reflete sobre os rumos de seu destino,e sente em seu coração que é chegada a hora de deixar as Ilhas Angani. Um clamor em seu peito a impele a voar,nem que seja com as pernas,a novos caminhos.


"Alguns conheço desde sempre, outros nem tanto. De qualquer forma,nos reunimos no Templo Central e um clarão de Manú preenche o local. Eu e outro Angani chamado Kakali íamos ao mesmo local, as Terras de Mulhorand, um reino onde nossos Deuses já tinham renome. Kakali é sonhador e espirituoso, mas não figura entre os mais determinados de nossa raça. Koa tem grande fé em mim. Pelo modo que me olha, provavelmente vou ter que tomar conta dele. Tudo bem,acho.Creio que é assim que funciona entre irmãos. Koa nos adverte do que esperar,e cita que se voltarmos como fracassados,é melhor que não voltemos. Não era a palavra de apoio que alguns queriam, mas provocou risos na maioria. Manú a repreende com um gesto que é ignorado displicentemente por Koa, e gesticula com as mãos criando um grande portal."


Manú,na majestade de seu poder,abre um Portal pra que os Anganis singrem novos caminhos,levando a mensagem dos Deuses do Kauhale pras terras de Faêrun.


"Eu e outros mais afoitos corremos,equipados por Koa pro que quer que viesse á frente. Grito por Kakali, que tem certa dificuldade com sua mochila devido ao peso. O que será que nos espera do outro lado?
De qualquer forma, pra quem passava o dia nos ares, o que vier deve ser moleza.Hoje é o dia da marcha dos Anganis.Nós desaparecemos no Portal."


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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Qua Set 29, 2010 1:45 am



"Algo deu errado"


"Eu nem se foi eu que não prestei atenção ás aulas de Manú sobre Portais e seus efeitos, mas digo com toda certeza,que eles não explodem e nem te expulsam de uma hora pra outra num estrondo de fumaça.

O que sei é que depois que voltei pra ajudar Kaka'li e entramos no Portal,pude ver Koa dar um sorriso debochado em nossa direção. Será que ela quis dificultar nossa saída das Ilhas? Cadê os outros,estarão bem? Se foi Koa que dificultou a passagem pelo Portal,deve estar discutindo com Manú á essa altura. Quando consigo me aprumar,vejo Kaka'li estático, olhando pra uma criatura que lembra muito um barril de vinho."



Ulfgar Uthgarth,o Anão Cavaleiro,primeira pessoa que Kay'lina e Kaka'li conheceram fora das Ilhas Angani..



"Ele com certeza é forte,de feições duras e porta uma arma apontada em nossa direção. Acho que Kaka'li caiu em cima dele,pois se dirige á guisa de desculpas e se apresenta. Ele diz ser Ulfgar,do povo dos Anões,seres diminutos,mas de grande coragem. Não gosto da atitude dele com Kaka'li,e já faço menção de pegar minhas armas,quando o parcimonioso Kaka'li intervém, explicando a situação. O povo anão,embora diminuto,é cortês e educado quando quer. Me parece que esse espécime da raça tinha tido seus próprios problemas,pois viajava sozinho e carregava o semblante preocupado e carregado. Kaka'li diz que não queríamos briga,mas isso não era bem verdade. Pelo que Koa me disse, essa raça está entre as mais dispostas a uma boa briga desse reino. Devo,assim que possível,arranjar motivo pra testar isso. Vou ruminar a idéia .

Enquanto diz um nome e praticamente toda sua árvore genealógica, ele nos estende dois cavalos reservas que traz consigo,e diz rumar pra uma cidade próxima. A descrição não bate com o local que pretendíamos ir, mas como Kaka'li, que é bem mais inteligente que eu (e nunca vou admitir isso pra ele), não consegue explicar o porquê viemos parar aqui,concordo em seguir o diminuto ser até esse local. Montamos nos cavalos e iniciamos um tímido diálogo com Ulfgar(tímido da nossa parte,pq ele praticamente foi falando a viagem toda.)"



Ulfgar,Kaka'li e Kay'lina,rumando pra cidade mais próxima,Redansyr,após se conhecerem na estrada.




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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Qua Set 29, 2010 2:18 am


Quando os Anganis conhecem a maldade humana


"Já cavalgávamos há dois dias, pela minhas contas,e com certeza,mais dois ou três,e saberíamos tudo sobre a raça dos anões. Se Ulfgar fosse tão bom guerreiro quanto contador de histórias, não teríamos problemas pelo caminho. Faltavam 7 dias para o Encontro dos Escudos,um evento que acontecia a cada 4 ano nos reinos,uma confraternização".

A chuva assola as estradas,atormentando a vida dos viajantes. Toda caminhada,mesmo á cavalo,fica penosa.


"Chovia muito e isso voltava a dificultar a nossa viagem. Segundo o mapa que o anão nos indicava, poderíamos descansar e encontrar uma cama quente em Redansyr, uma pequena cidade que era um ponto de encontro de caravanas, embora poucas pessoas há habitassem de fato. Bom,os Angani dormem até no relento,sob ás estrelas,na grande maioria das vezes,mas do jeito que o anão reclamava da chuva,achamos melhor não sugerir isso a ele. Estava bem aborrecido."


Durante a chuva,Kay'lina relembra que seu povo costuma se banhar durante horas nessas condições. A chuva é uma dádiva dos Deuses.


"Chegamos a pequena cidade pela noite. Do seu portão víamos um Templo de Oghma, nessas bandas, o Deus do Conhecimento. Uma pequena fortaleza, provavelmente base da milícia local, e mais á frente,um estabelecimento em forma de um grande barco virado de cabeça para baixo.Que tolice criar um local virado de cabeça pra baixo. Fico pensando se é construção anã. De lá vinha barulho e música. Ao nos aproximarmos, vejo que é um daqueles locais que Koa adora,uma taverna. Ulfgar nos conta o modo de se portar. Tento não rir,pensando com meus botões que depois de tudo que Koa disse,eu poderia até mesmo dar aula pra ele. No entanto, ele me parece mais animado agora que saiu da chuva e escuto com atenção.
Amarramos nossas montarias a uma madeira e entramos na barulhenta taverna chamada “Tolice dos Gigantes”.

A taverna estava lotada, e tivemos que aguardar algum tempo até que alguma mesa estivesse disponível. Ao sentarmo-nos, comemos um porco e bebemos bastante cerveja! Isso sim era um descanso merecido, após longo tempo de estrada enfrentando muitas adversidades!"

A taverna Tolice dos Gigantes,durante os dias que antecedem o Encontro dos Escudos.



"Bebemos, comemos e nos divertimos! Chovia lá fora. Estava tão divertido que o passar das horas foi ofuscado pela diversão. Fomos os últimos a sair da taverna. Passei um pouquinho da conta e nem lembro de ter saído da taverna,mas lembro de Kaka'li dizendo para dormirmos na chuva. Reprimi um sorriso e mergulhei num mundo de sonhos.Que vida....

São minhas primeiras noites fora das Ilhas Angani. Podia ser um dia normal. No entanto,meus sonhos são invadidos pela imagem de uma garota humana, loira, de aproximadamente 5 anos de idade . “Por favor...Ajuda....” – ela diz."


Cailih;aparecendo em sonhos,suplicando por ajuda.


"Acordei assustada, Kaka'li e o anão já de pé. Para minha surpresa, tiveram a mesma visão. Não havíamos dormido nem 1 hora, a ponto que ainda cambaleávamos de bêbados ao levantar-nos. Percebi que o anão não estava melhor que eu,pois creio que em nenhum reino por aqui você destrói janelas e portas pra ver melhor. Olhei-o observando atentamente tudo que ocorria naquela madrugada, e via apenas o deserto na rua. Tentava escutar algo anormal e ouvia apenas os barulhos tradicionais da noite. Nada de diferente. Depois de forçar muito os olhos, na mesma posição,receei que ele tivesse dormido em pé,mas gritando de um pulo,ele grita:
”Por mil Diabos! Fogo!!!!” –
Corri pra minha espada e quando me volto Ulfgar desaparece em queda livre. Por Koa,ele caiu da janela!!!!! Joguei-me da janela empunhando minha espada, e caio em cima do meu cavalo. Vejo que o anão teve a boa sorte deles estarem ali e apararem sua queda, pois quando me ajeito em meu cavalo, ele já está saindo desabalado descendo a rua. Kaka'li, o único com bom senso, usa as escadas e começa a avisar a todos do incêndio.
Nós cavalgávamos o mais rápido que podíamos. Chegamos ao local e fui verificar dentro da casa que estava em chamas e procurar por sobreviventes, enquanto Ulfgar procurava quem tinha feito aquilo e cuidava dos arruaceiros. Sete homens de manto negro confrontavam cinco outros, com uma estranha insígnia no peito das armaduras, um símbolo que eu já tinha visto aquele dia."

O fogo criminoso,destruindo propriedades e sustento de pessoas de bem.


"Enquanto o anão galopava furioso, gritando em sua língua nativa impropérios absurdos, eu rumei pras casas em chamas. Saltei do cavalo e fiz um rolamento no solo, de modo a molhar minhas roupas no chão, e sem pensar duas vezes, adentrei a casa. Que loucura. Ouvi gritos no andar superior. Minha pele começava a queimar, mas eu não podia me preocupar com isso agora. Subi ás escadas, que desmoronavam á minha passagem. Ao chegar lá em cima,uma mulher e uma criança respiravam com dificuldade e,envolvendo-os em minha capa,descemos pra rua.

Cheguei á rua com muita dificuldade,prendendo a respiração em virtude da fumaça e vi Kaka’li estancar os ferimentos dos caídos enquanto Ulfgar xingava pessoas caídas no chão. A milícia da cidade chegava no momento que a casa em chamas desabava, vinda de outro incêndio na outra extremidade da cidade. Kaka’li usou seus feitiços criando litros e litros de água e apagou outro princípio de incêndio.
Ulfgar interroga severamente um dos prisioneiros ,que afirma ter sido contratado em Portão Ocidental por um homem pálido, alto,de traços femininos, parecido a um elfo, mas não o sendo. Fico tentada a perguntar o que vem a ser um elfo, mas seguro minha língua. Acho que não é hora pra isso. Ao que parece, os rufiões buscavam criar uma distração enquanto roubavam crianças. Nesse momento, pra meu horror, mães começaram a sair de suas casas desesperadas atrás de suas filhas. Ao todo sete garotas sumiram. Todas semelhantes, loiras, mesma idade. A milícia leva o prisioneiro, enquanto eu, atônita com esse tipo de atrocidade, caminhei até minha montaria. Um combate vencido, mas nenhuma glória conquistada. Não há glória em derrotar inimigos à medida que se perdem crianças inocentes. Não ficaria assim. Ulfgar está tão vermelho de raiva, que penso que sua cara vai explodir. Kaka'li carrega um semblante estarrecido e pasmo. Esse é o mundo que viemos conhecer? Minhas queimaduras doem horrivelmente, mas nada comparado ao ódio que sinto pela má sorte dos pequenos infantes."

Kaka'li e Kay'lina desolados ao conhecrem essa faceta do caráter humano,enquanto Ulfgar espuma de ódio.



"Kaka’li vai até o anão, e arranca uma flecha que estava atravessada em seu joelho. O diminuto ser grita de dor, mas depois agradece os serviços de meu irmão. Todos nós voltamos para a estalagem. Angus, um dos Zentharins sobreviventes, ficou de nos encontrar lá e partiria conosco ao amanhecer, rumo a Portão Ocidental.
Na madrugada, quando debatíamos sobre os fatos ocorridos na estalagem, e eu tentava convencer meus companheiros de partir de imediato devido à urgência da situação, Thyrius, um dos clérigos de Oghma, nos visita na estalagem. Agradece-nos por proteger a cidade, e nos recompensa curando os nossos ferimentos. Thyrius se oferece para no dia seguinte realizar um de seus milagres para localizar uma das crianças, com foco na boneca de uma das meninas chamada Ellen, guardada por Kaka'li.

Foi um dia estranho,de emoções e pensamentos conflitantes. Angus e Thyrius se retiram. A cidade está em silêncio novamente. Eu não consigo dormir. Vejo o anão sair de fininho, vestir sua armadura, as armas e descer pra patrulhar a cidade, pronto para um novo ataque, enquanto aguarda o Sol nascer."


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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Qua Set 29, 2010 3:03 am


"O Início do Resgate"


"Nasceu um novo dia,e eu esperava que fosse melhor que o anterior. Ulfgar continuava patrulhando a cidade, e pude ver as primeiras pessoas saindo, meio receosas ainda, para mais um dia de trabalho. Desci até a estalagem, e meus companheiros já estavam de pé e arrumados. Seguimos até o Templo de Oghma, para as preces matinais desse povo, e o tal milagre que nos seria concedido para buscar a localização de uma das crianças. Pensei no que poderia ser feito de efeito pra acharmos as crianças, já que tínhamos pouco com o que trabalhar. Kaka'li estava bem apreensivo. Creio que ele não tem estômago pra essas coisas.

Sentamo-nos em bancos, junto com mais umas duas dúzias de pessoas, e assistimos todo o ritual no Templo de Oghma. Não entendo metade do que foi dito. De qualquer forma, não devia ser importante, penso eu. Prestamos nossas mensagens, e vejo o anão ajoelhado fazendo suas preces ao Senhor do Conhecimento. Tenho a impressão que ele tá fingindo rezar, e aproveitando pra dormir um pouco.Que falta de respeito."

Um dos rituais diários que acontecem no Templo de Oghma,o Deus do Conhecimento.


"Ao fim do tal ritual, os fiéis foram se dispersando aos poucos, enquanto Angus se juntava a nós. Thyrius nos cumprimentou, e pedimos sua benção. Logo em seguida, pediu a boneca e colocou-a sobre um altar.
Aguardei curiosa enquanto o Clérigo de Oghma proferia palavras religiosas e venerações ao Senhor do Conhecimento. Não demorou mais do que poucos minutos e Thyrius olhou-nos. “A criança está em movimento. Está indo na direção de Portão Ocidental” – Disse com voz séria e pesar nos olhos. Fiquei assombrada com aquelas palavras. Tive um péssimo pressentimento.

Foi nos dado pela igreja como contribuição para a missão, alguns frascos com poções de Curar Ferimentos e as bênçãos de Oghma. Nessa mesma manhã deixamos Redansyr para trás. Cavalgava eu, Kaka'li, Angus e Ulfgar. Nosso destino era Portão Ocidental. Penso eu que Kaka'li nem pensa mais em ir pra Mulhorand, depois que essas crianças entraram em nossas vidas

O anão e Angus prevêem uma duração total, incluindo tempo de descanso, de dois dias de viagem. Em média viajaríamos oito horas ao dia.

O primeiro dia de viagem foi calmo. Não fomos importunados e conseguimos realizar grandes avanços. Tínhamos uma grande esperança de encontrar as meninas ainda vivas. Anoiteceu e montamos um acampamento para dormirmos. O anão se prontificou a ficar de guarda, mas mesmo deitada, não conseguia dormir. Continuava tendo aquele sonho, em que uma vista aérea se desenhava a minha frente e eu sentia o vento em meu rosto. Adormeci.

A madrugada passava normalmente quando novamente a criança loira invadiu nossos sonhos e acordamos assustados. Dessa vez, suplicava para que salvássemos as outras crianças, que tinham sido raptadas por se parecerem com ela. Isso nos abateu, e demoramos em pegar no sono novamente. Não podíamos partir agora, pois sacrificaríamos nossas montarias. Esse sonho foi mais intrigante e esclarecedor que o outro. Parece que querem a menina dos nossos sonhos, mas levaram as outras por garantia.


As 7 crianças sequestradas,cujo paradeiro e situação é desconhecido


Angus ficou de guarda o restante da noite, e percebi que Ulfgar ficou bastante incomodado com isso.Parece que os tais Zentharins,a quem Angus serve não inspiram confiança na pequena criatura. Por minha vez,pretendo descansar e voltar a sonhar com minha vida de outrora e o vento em meu rosto. Onde eu tava com a cabeça quando aceitei perder minhas asas?



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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Qua Set 29, 2010 3:12 am



"Um breve interlúdio"


"Amanheceu. O cheiro do desejum que estava sendo feito por Angus despertou-nos. Enquanto comiamos e faziamos nossas preces matinais aos nossos Deuses, conversávamos sobre as crianças.

Tão logo terminamos de comer, montamos nossos cavalos e partimos.

O dia passou sem maiores transtornos. Almoçamos quando o Sol estava no alto do céu e prosseguimos depois. Anoitecia quando pudemos ver ao longe as imponentes muralhas de Portão Ocidental."



O grupo atravessa um dos portões da cidade,procurando descanso e informaçõa sobre o paradeiro das meninas


"Enquanto nos aproximávamos dos portões da cidade, Angus fazia um breve discurso sobre os perigos que certamente encontraríamos nessa cidade. Certamente os Máscaras Noturnas era o maior perigo. Por trás dos panos, eles comandavam aquela que era a segunda maior cidade de todo o reino. Fiquei imaginando a aparência dos tais Máscaras Escuras,Sombrias, ou seja qual fosse o nome.

Entramos na cidade e nos surpreendemos com sua imensidão. Dirigimo-nos até uma taverna chamada Velha Barba. Tive vontade de perguntar a Ulfgar se beberíamos de graça, já que era de sua família. Um bom lugar para se começar e relaxar da cansativa viagem. Pedimos bebida e comida, ao mesmo tempo em que começávamos a por em prática nossos planos. Eu pouco prestei atenção ao que era dito, apenas comia e bebia. Não costumo fazer planos."



Em uma taverna,Angus e o anão traçam planos e discutem o que fazer,observados por Kaka'li.


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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Qua Set 29, 2010 3:38 am



"O 1º Resgate"


"Era noite, estávamos sedentos tanto por comida quanto por informações. Angus deixa nosso grupo nesse momento, dizendo que iria até os tais Máscaras Escuras tentar obter algumas informações, avisar que estamos na cidade ou qualquer coisa do gênero que envolva o submundo e a maldita corrupção dos mesmos,nas palavras do anão. Ele parece pouco á vontade com Angus,mas qualquer ajuda nesse caso é boa."


A alegria da taverna contagiou Kay'lina,a despeito das preocupações do grupo. Ela gosta muito de festas.


"A taverna estava animada, ocasionalmente se via pessoas se estapeando por dinheiro,bebida ou qualquer coisa,na verdade. O que me fez pensar em ficar mais tempo por lá, mas as crianças contavam conosco. Meus companheiros pensam da mesma forma, e saímos. Fomos todos ao Templo da Senhora das Estrelas, Selûne,um dos grandes poderes desse reino. Já ouvi falar dela. Era o único templo visível aberto naquela hora da noite. Ulfgar cita nomes como Bane, Cyric, Shar,e pragueja baixinho pra tomarmos cuidado. Mas, pela graças dos bons Deuses Anganis, esses não se encontravam por ali.

Entramos no Templo de Selûne, e após procurarmos por alguma ajuda, um Sacerdote chamado Éltan nos atendeu. Era um senhor de idade já. Suplicou por algum milagre de sua Deusa, enquanto passava as mãos por cima de uma bacia de água. Após alguns minutos, ele enfim pôde precisar a localização de uma das meninas, a Ellen. Ela estava em um galpão na cidade. Saímos em direção ao galpão, junto com um acólito enviado pela igreja de Selûne para nos auxiliar."


Éltan,o Sacerdote de Sêlune,que nos auxiliou a a localizar a 1ª criança,Ellen.


"Cavalgamos por alguns minutos, até chegarmos a uma área mais deserta e sombria da cidade. Alguns guardas particulares das companhias comerciais guardavam os galpões. O anão e Angus decidiram se fingir de bêbados e então ludibriar os guardas para termos um elemento surpresa. Embora eu visse várias falhas no plano, o mesmo deu certo até certo ponto, pois os guardas começaram a hostilizá-los e brandir armas. Então o combate se iniciou ali. Nós contra os cinco guardas dos galpões."


Angus investe furiosamente contra o oponente,abrindo caminho até a criança


"Os golpes eram desferidos, e magias vinham de fora do combate atingindo os nossos inimigos. Eles perceberam que não éramos simples plebeus bêbados. Após alguns minutos colecionando mais alguns ferimentos, pusemos fim ao combate, subjugando-os. Loucos. Plano louco,missão louca!
Nos bolsos de um dos guardas, encontramos as chaves para as trancas do galpão. Abrimos a porta cautelosamente e entramos.
Ao fundo, amarrada em uma cadeira, estava Ellen,uma das crianças, desacordada. Corremos até ela e a libertamos. O Acólito de Selûne partiu, levando-a até o Templo, para que ficasse segura. Atrás da cadeira, havia um alçapão, que Ulfgar não pôde deixar de investigar. Desceu as escadas e chegou a um lugar infestado de ratos e de odor horrível. Estávamos nas galerias do esgoto de Portão Ocidental."


Ellen,a primeira criança resgatada pelo grupo


"Lá debaixo o anão gritou chamando nosso grupo, e após Kakali escoltar o Acólito e Ellen até o templo, onde também deixou nossas montarias, entramos todos nas galerias do esgoto de Portão Ocidental. Dos céus pros esgotos. Alguém com certeza está rindo de mim."



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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Sex Out 29, 2010 7:21 pm


"As sombrias Galerias "


Ao bater os olhos sobre as paredes, Ulfgar percebe (não sei como) que essas galerias eram uma construção muito antiga, pelo estado de suas paredes. Andávamos com panos nas narinas, na tentativa infeliz de filtrar o ar pesado e de péssimo odor que respirávamos.Chegamos a uma encruzilhada e pegamos o caminho da esquerda, onde visualizamos uma porta de madeira. Ulfgar “educadamente” arromba a porta, na esperança de encontrar algo suspeito lá dentro.


Galerias de Portão Ocidental


Dentro dela, apenas objetos pessoais, provavelmente dos funcionários que trabalhavam por ali. Revirávamos tudo quando um grito agudo e tenebroso ecoou em uma das galerias próximas. De pronto sacamos nossas armas e ficamos de prontidão. Aproximamo-nos da porta, e ao longe, no centro da galeria, vinha em nossa direção a passos lentos, uma criatura certamente inumana, de aspecto monstruoso. Era um Meazel, segundo Angus (o que quer que seja um Meazel). O anão,no máximo que suas pernas permitiam,correu brandindo seu martelo em direção da criatura, e em poucos segundos estávamos todos engajados em combate contra ela. Mais uma vez, levamos a melhor após um rápido e perigoso combate, e pudemos ver seu corpo ferido e desfalecido ser arrastado pelas águas pútridas do esgoto. Espero realmente que não tenha outro desses por aqui.

Retornamos a encruzilhada e seguimos a galeria que levava ao norte, na direção do porto. Chegamos até uma galeria embaixo do Centro de Portão Ocidental. De lá ouvíamos toda a movimentação daquele grande centro comercial. Ali fomos surpreendidos por muitos ratos hostis. Alguns ratos maiores que o normal (também não soube explicar isso) nos atacou, e tivemos que revidar, extinguindo suas vidas. À medida que andávamos, o cheiro de sangue em nossas roupas atraia mais alguns ratos desses em busca de comida. Espantávamos vez por outra algum rato mais assanhado a pontapés. Ao longe avistamos um homem, velho e magro, com uma lanterna.


Ratos de tamanho bem incomum pra Kaylinna, avistados e mortos pelo grupo.


Pacificamente, o velho nos aborda e após uma pequena e convincente negociação baseada na espada e cara feia de Angus como moeda de troca, o velho concorda em nos guiar pelas galerias.

Andamos por algumas centenas de metros, até que de um corredor escuro, escutamos vozes de louvor, aparentemente provenientes de algum culto sombrio. Decidimos investigar esse culto, afinal, culto nas profundezas não deveria ser boa coisa. Nem considero culto,de qualquer tipo,uma coisa boa,não importa o que façam.

Fingimos ser pessoas indo ao tal culto sombrio. A idéia incomoda profundamente o anão.Entramos após uma breve prosa com a sacerdotisa na porta, cuja qual conseguimos convencer de que éramos seguidores de Shar, patrona do culto que pudemos identificar devido aos símbolos sagrados. Um símbolo sombrio e estranho. Lá dentro, algumas pessoas ajoelhadas para o altar louvavam a Senhora dos Segredos, enquanto uma Sacerdotisa de vestes negras dava continuidade ao culto.



A sombria sacerdotisa do culto,que sacrificaria uma das crianças á Deusa dos Segredos ,Shar


Nos espalhamos pelo salão. Ao fundo, uma das sete crianças estava desacordada, em cima de um pequeno altar, guardado por um homem alto, portando espada e armadura. Provavelmente a criança seria sacrificada. Que horror! Fecho os punhos com força, pra não cair na tentação de sacar as espadas. Kaka’li morde os lábios. Angus olha friamente pra sacerdotisa e o anão praticamente muda de cor,de tanta ansiedade e ódio.

Dado determinado momento do culto, a Sacerdotisa solicita que o guerreiro traga a criança par ser oferecida a Shar como oferenda. Sacrifícios humanos nunca serão permitidos pelos Anganis. Às favas com a cautela!!! Erguemos nossas armas e um violento combate começa .




O guerreiro do Culto se prepara pra sacrificar a inocente criança com propósitos vis .

Os “fiéis” ficam assustados. Alguns fogem, outros atacam Kaka’li. Eles são muitos. Agimos imprudentemente. Angus e eu,por estarmos mais á frente,levamos a maior leva dos ataques,tombando sem consciência no chão, restando apenas Kaka’li e o anão de pé. Deles, apenas a Sacerdotisa que realizava o culto. Ulfgar “gentilmente” a mantém ajoelhada com seu martelo no pescoço dela. Ela se rende.

A Sacerdotisa então começa a abrir a boca, e diz a localização do mercado negro, onde adquiriu a criança. Ela indica que procuremos um homem baixo, loiro e Sembiano. Seu nome é Joseph e ele costuma estar na taverna Lua Gentil. Gravo mentalmente seu nome. Pretendo matar Joseph tão logo o veja.

Deixamos a clériga ir, pegamos algum dinheiro que estava com a sacerdotisa e o guerreiro mortos. Pegamos a criança ainda desacordada, junto com os nossos amigos também desacordados. Kaka’li consegue curar alguns de meus ferimentos, e os ajudo com o transporte dos feridos. Então seguimos nosso percurso pelas galerias, sem o velho desta vez. Ele havia fugido.




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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Sex Out 29, 2010 7:45 pm



"Da Escuridão á Luz"



Tentávamos ter algum senso de direção para encontrar o norte e assim sair daquele labirinto que eram as galerias do esgoto. Kaka’li parecia estar nos levando a uma direção correta, ou pelo menos ele tinha certeza disso.

Ele levou-nos até uma saída que desembocava a poucos metros da praia.Me parece que eu subestimo muito meu irmão angani .No entanto,achar uma saída gerou outro problema: estávamos carregando nossos amigos feridos, armaduras e armas. Afundaríamos feito pedras no mar revolto, embora fossem poucos metros até a areia. E não obstante a força e outros atributos dos anões,de uma coisa eu tinha certeza: naquele formato de barril,e ferido,Ulfgar não iria muito longe. Discutimos arduamente sobre voltar e achar outro caminho ou tentar sair. Ulfgar parecia saber que não conseguiria a proeza de sair pela galeria,mas enfrentaria um dragão faminto antes de admitir.

Após muita discussão,percebo que sou a mais apta para função de averiguar se conseguiríamos passar sem afundar. O anão teimava em procurarmos outra saída, mas foi voto vencido. Que raça curiosa e impressionante os anões são! Mesmo cansados e feridos,a língua continua trabalhando freneticamente. Notável.


Visão de Kaylinna após mergulhar em completa escuridão,buscando uma saída pro grupo pela praia


Ruminando a idéia de mergulhar em completa escuridão procurando uma saída ás cegas,eu amarro uma ponta da corda em mim mesmo e mergulho,na esperança de alcançar á praia,cujos sons escutamos bem fracos. Consigo me guiar até a superfície e amarro a corda em um barco,voltando por ela até meus amigos. Assim, conseguimos com certa facilidade realizar a travessia. Estávamos bastantes feridos, e Kaka’li se prontifica a ir até o Templo de Selûne, pegar nossas montarias e trazer ajuda. Não seria interessante trafegarmos na cidade cheio de corpos desacordados e feridos sendo carregados. Isso geraria algumas perguntas inoportunas,que provavelmente não saberíamos responder.


Vista da praia,após o grupo conseguir deixar as Galerias.


Após algum tempo, um pequeno grupo de sacerdotes e acólitos chegaram na praia, acompanhados de Kaka’li. Ali tivemos nossas feridas curadas pelos milagres da Senhora da Lua, e os caídos se reergueram saudáveis. Começamos a discutir então se deveríamos ter assassinado a sacerdotisa de Shar que havia se rendido. Embora Ulfgar nos alertasse sobre o perigo de se profanar templos,de qualquer Deus que seja,meus dogmas pessoais não me permitem matar um inimigo desarmado ou rendido. Que a tal Shar nos mande mais asseclas,se se sentiu ofendida com nossas atitudes.

Fomos encaminhados ao Templo de Selûne, onde receberíamos alimentos, roupas quentes e um teto para pernoitar. No local, duas das sete crianças dormiam. Faltava resgatarmos mais cinco delas. Todos nós comíamos, bebíamos e conversávamos vagarosamente, enquanto repartíamos a boa quantidade de moedas conquistadas no último combate, no Templo de Shar. Doamos boa parte das moedas para o Templo de Selûne, devido ao auxílio prestado na missão.



Templo de Sêlune em Portão Ocidental.


Então,cansados e exauridos,afinal,somos mortais,nós nos entregamos nos braços do Deus do Sono,supondo que essas terras tenham algo parecido......

Fechando os olhos,vejo crianças chorando baixinho.....



Última edição por Peti em Seg Fev 28, 2011 10:36 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Kay'lina Hali'kaka: A Lâmina Voadora

Mensagem por Peti em Sex Out 29, 2010 8:16 pm



"Ainda há choros na noite"


Acordamos com os primeiros raios de Sol. Após o desejum e preces matinais, estávamos prontos para recomeçar a missão. Dividimos o grupo. Kaka’li, Calisto e Ulfgar foram até a taverna enquanto Angus e eu fomos ao submundo dessa cidade. Angus me adverte pra não sair de perto dele,e tomar cuidado. Fico pensando o que encontraremos pela frente.

No submundo, encontramos um contato de Angus chamado Joseph. Após métodos “particulares”, mas convincentes, ele consegue nomes de alguns escravistas: Harold e Goose. Fico impressionada em ver como “certas coisas” funcionam a “certas horas” da noite. No mesmo momento, em uma taverna longe dali, Kaka’li, Calisto e Ulfgar conseguiam a troco de algumas moedas( cada um faz do seu jeito,né!?), informações da taverneira conhecida como Berta, a ruiva. Ela lhes diz pra que procurar um velho nas docas, e esse velho os levaria até Goose.

Ainda na cidade, Angus e eu abordamos alguns guardas corruptos que os levam até um velho cego, cujo qual possui informações sobre Harold. Nossa,depois que escurece,você vê os mais vis tipo de pessoas nas ruas.
Por acaso, são as mesmas informações que Berta forneceu em sua taverna ao resto do grupo.

Longe dali,Kaka’li e outros se dirigem até as docas, em busca do tal velho marujo.Não foi difícil encontrá-lo, no entanto difícil foi extrair informações e uma audiência imediata com os escravistas. O velho intimou-os para que não aparecessem mais naquele dia, e após muita insistência, permitiu a eles voltar ao mesmo local pela manhã do dia seguinte, para que participássem do leilão, junto com demais interessados. Após isso, retornaram ao templo de Selûne, onde Angus e eu os esperávamos.



As docas da região,local de jogatina,corrupção,roubos e assassinatos,segundo Angus.

Por algum tempo, discutimos soluções e ações que deveríamos tomar mediante os fatos apresentados a nós. Por fim, chegamos a um consenso: atacaríamos o galpão que abrigaria o futuro e talvez inexistente leilão de escravos.

Cavalgamos em direção ao templo. E após deixarmos o centro comercial para trás, fomos abordados no meio da estrada de surpresa. Do teto de uma das casas, trajando vestes negras, um oponente saltou em cima de nós. Saltando agilmente e disparando projéteis cortantes,ele nos ataca. Seja quem for ele é tão ágil quanto eu, talvez mais. Aproximamos-nos, testamos nossas defesas, e o cercamos. Isso não parece incomodá-lo. Decerto, se incomodasse ele não se atiraria sobre cinco oponentes,ora bolas. Esse homem sabe o que faz. Geramos um impasse, pois devido á sua agilidade, sua defesa é muito boa. No entanto, ele não pode derrubar todos de uma vez.
De repente, com um grito, o anão, totalmente esquecido na luta, investe furiosamente. Saltamos da frente dele bem na hora. O ninja ainda tentou se esquivar, mas o golpe da lança de Ulfgar o acerta e atravessa seu peito, pondo fim a sua existência. Todos ficamos surpresos com a potência do golpe,o que parece ofender Ulfgar. Ele faz cara de quem faz isso todos os dias, quando todos sabem que não é verdade.



A misteriosa figura que da calada da noite ataca nosso grupo.


Após uma rápida verificação no corpo da vítima, achamos alguns símbolos que o identificavam como um dos asseclas da Senhora dos Segredos. Um Monge da Lua Crescente, o que quer que isso seja. A vingança da Igreja de Shar estava começando.

Pegamos alguns itens do falecido ninja(que palavra engraçada) e deixamos seu corpo para trás. Seguimos em direção ao velho marujo. Bolamos um plano, que o anão distrairia o velho (que eu sabia que não daria certo), enquanto nós entraríamos furtivamente no galpão. Um plano que dava certo, até Ulfgar (que eu já sabia) não conseguir mais entreter o velho por falta de assunto e devido à demora dos meus companheiros em executar suas partes no plano. Enfim, com um golpe na nuca, o velho foi o chão. O anão fica meio arrependido de bater no ancião.

Abrimos então a porta do galpão, e da ponta das docas,o anão cavalga com seu poney em alta velocidade para atingir o homem que estava do lado de dentro do galpão, desacordando-o. Futuramente, descobriríamos que seu nome é Pablo, o que particularmente não me interessava.

De besta em punho, rendemos o primeiro homem que aparece assim que invadimos o galpão. Ele chama por Pablo,que logicamente não pode responder.

Era uma burrice ameaçar um dos Máscaras Noturnas( segundo dizem) em sua própria cidade, mas era o que tinha de ser feito. E após negociarmos alguns termos, conseguimos comprar uma das sete crianças, e pagamos para descobrir a localização das outras que restavam.



Os Máscaras Noturnas controlam todo o submundo do crime,e até mesmo a política da cidade. Mais inimigos ás nossas costas.


Aguardamos alguns instantes, e capangas de Goose, trouxeram uma das crianças. Depois, desenrolam alguns papiros e mostraram-nos documentos comprovando os compradores das outras meninas que faltavam. Duas estavam com uma família nobre da cidade. Uma casa comerciante, a Casa de Thorsar.As outras duas, pra temor de Angus e ulfgar,bem como de Calisto, se encontravam em mãos do enclave dos Arcanos Vermelhos na cidade.

Pagamos as devidas moedas de ouro, e saímos do galpão, colecionando ameaças contra nossas vidas. Só não fomos mortos, pois nos identificamos como membros dos Zentharins, e isso embora seja detestável, de alguma forma trazia ao menos temor. Não fazia bem se meter com um dos Zentharins.

Retornamos ao Templo de Selûne, e lá deixamos a criança descansando. Aproveitamos para comer, e descansar. Mais um dia se passava, e não tínhamos conseguido concluir nossa missão.



Ao término de mais um dia,Kaylinna reflete em sua cama sobre os desígnios dos Deuses.


Antes de deitar, meus companheiros oram a seus Deuses. Penso em Koa, de forma bem rápida. Não quero que ela perceba. Não quero ser ajudada por ela. Ela odiaria se tivesse que fazer isso. Sei que está me observando,esperando eu fracassar de alguma forma,pra que possa vir debochar de mim. Bem,o bom pra ela é o fato de ser imortal,podendo esperar bastante isso acontecer. Eu não me dou ao luxo de falhar.

Adormecemos depois de labutar um pouco sobre o que fazer no dia seguinte.
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