Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

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Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

Mensagem por Peti em Dom Jan 10, 2016 3:42 pm

Tópico da Melissa pra narrativa das aventuras do grupo a se formar.

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Re: Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

Mensagem por Peti em Qui Jan 14, 2016 2:03 pm



ENCONTROS NA ESTRADA

Estou na estrada há exatamente 2 meses agora. Meus pais devem achar que morri,já que não mandei notícias desde a noite em que saí de casa. Talvez na próxima cidade eu reflita um pouco sobre isso.

Realmente foi perigoso viajar sozinha,mas tenho me virado bem pra uma garota de 17 anos. Claro que evitar certos locais,companhias e horários faz 90% do trabalho. Tenho aproveitado as estadias e tavernas pra aprender mais sobre o mundo,já que nem toda informação chega a WaterDeep.

Essa caravana que me deixou em Sembya me alertou que há uma Guerra Civil acontecendo por aqui. Guerras nunca são boas,nem mesmo pro lado vencedor (embora ele tolamente acredite que sim). Eu sou Morwen,e essa é a história de como as coisas deram muito errado. Como dizia aquele provérbio? "Melhor estar só,do que mal acompanhado." Não,não era um exagero,como eu viria a descobrir.

...................................................................................


Estou aqui faz um mês,trocando de estalagens a cada 3 dias. Aproveito pra mostrar minha arte a um povo desalentado. Toco e canto nas tavernas,quase sempre de graça. Há muito sofrimento aqui,e o povo é quem sempre sofre mais. Não precisam de alguém tirando o pouco que têm,e ao menos por ora,dinheiro não será problema. Eu canto e toco individualmente ou pra grupos,faço amizades,converso. Também atraio olhares maldosos,mas geralmente sou evitada. As pessoas não sabem quem sou,e na dúvida,preferem não pisar em falso. Uma menina linda,com voz de soprano,e um sabre sempre á mostra na cintura certamente é mais do que aparenta. Pelo menos é o que faço eles acreditarem. Minha habilidade com o sabre é inversamente proporcional ao uso da harpa.


Miklos Selkirk x Lady Miraneta. O herói do povo x a voz do governo

Com isso,resumirei o que descobri: há uma guerra acontecendo realmente. De um lado,Miklos Selkirk,herói local arregimentou legiões e grupos de mercenários. De outro,o governo atual colocou Lady Miraneta como Regente em poder. Os dois lados acham que estão certos. A única certeza que ninguém enxerga é que ambos estão errados. E o povo se divide. E o país desaba. A história está cheia de relatos assim. Os que estão no poder sabem disso. E não se importam.


Consequências "políticas" da guerra


Decido viajar pra próxima vila. A estrada não é longa,mas ainda guarda seus perigos. Logo percebo que sou seguida por três homens,que não aparentam boas intenções. Respiro fundo e me preparo. Não é como se fosse a primeira vez que isso acontece. Afinal,nascer linda ainda deve ser considerado uma dádiva.

Eles me interpelam e deixam claro suas intenções,me interrogando com malícia e olhos ávidos. Pobres patifes. Só têm mais alguns minutos de vida,mas ainda não sabem.

Desço do meu cavalo e os convido a relaxarem antes de "começarmos",o que eles aceitam prontamente,um deles relaxando mais do que deveria,expondo seu "material". Certamente farei esse aí sofrer antes do golpe final.


Caminhos perigosos...

Preparo Tinúviel,minha harpa,e começo A Melodia do Orc Errante,uma canção de péssimo gosto pedida por um deles. Mas minhas notas carregam o poder de Soprano (essa seria eu,esse nome será famoso um dia,seria de bom tom e educado você registrá-lo,pode salvar sua vida um dia falar sobre mim). Dedilho as cordas,alheia ao perigo. Eles tolamente me deixaram acessar meu poder,e agora suas mentes são cascas vazias,e minha voz é sua divindade. Maldosa que sou,ainda me permito terminar a canção,e quando estou prestes a pôr meu plano em prática,um tipo de dardo assobia velozmente na direção de um deles.

Isso é ruim. Quem quer que seja o idiota atrás de mim não sabe o que estou fazendo,e passo a correr perigo.

"__Pare com isso,tenho a situação sob controle",digo rispidamente e retorno pras notas. Me levanto e tomo posição,pra que possa enxergá-lo. No que ele novamente dispara se aproximando,quando lhe digo tarde demais que se agirmos juntos podemos nos livrar dos três rufiões. Por quê homens no geral são tão burros?

Estou próxima demais,o que o encapuzado de cérebro de passarinho certamente não notou ou se importou,e no momento em que tudo vai ás favas,mal tenho tempo de sacar meu sabre,e um golpe veloz de espada torna meu mundo escuro. "Tomara que matem ele também...",penso enquanto caio,o vermelho na roupa não mais meramente uma cor desejada e bonita.

Desperto momentos depois,um símbolo enorme de Tempus á minha frente pendurado num medalhão. Realmente não sei se minha situação melhorou muito. Foco a visão e vejo o encapuzado e um guerreiro com uma espada arrastando os corpos pra longe.

"___Clérigo de Tempus",digo eu. "Não sei se devo agradecer."
"___Não devia estar na estrada,milady. Há muitos patifes nesses tempos de guerra."

Me apresento e explico a situação,enquanto seu amigo,que diz ser Ragnar Lodbrok vai até os cavalos dos saltimbancos e os toma pra si. O encapuzado se mantém reservado. Noto agora que traz consigo uma criança e um cão,por mais louco que isso possa parecer. Ragnar retorna e as coisas saem do prumo. A atitude do encapuzado gera suspeita,e o clérigo quer suas armas,o que rapidamente ele se nega a fazer. Ragnar não parece ser do tipo paciente e uma discussão começa,com a menina interpelando a favor do encapuzado.
De repente,ele parece fazer um movimento,ou assim entendi,pois Ragnar rapidamente gira sua espada e lhe acerta vigorosamente,desacordando-o.


Ragnar,o Encapuzado e Acastus. Encontros na estrada

Ok,uma coisa que talvez você não saiba: servos do Tempus são meio loucos. Mesmo os raramente sãos. Incomparáveis em batalha,isso é verdade,mas fora dela,parecem sempre quer pular de volta pra ela. Concorde com tudo que eles falam e logo vão embora. Com sorte.

Eles amarram o pobre coitado e tiram suas armas,e não seria uma magricela com uma harpa que diria que isso é errado. Não,senhor. Podem amarrar.

Momentos depois,o encapuzado desperta e tenta dialogar,com relativo sucesso. Do meu ponto de vista,estamos chamando bastante atenção na estrada,mas tb não direi isso. Pareço pouco notada,e isso tem me ajudado até agora.

Acontece que mais alguns minutos de caminhada e somos interpelados por 10 soldados,dos quais 4 se adiantam e exigem que libertem a mim e a pequena,e digam "de que lado estão". Novamente lados cegos.

Ragnar rapidamente se enrijece e se prepara. Eu acho que 10 contra 4 é uma conta fácil de fazer,mas antes que possa me aproveitar da situação de réfem,os servos de Tempus tomam a iniciativa. Por Tymora,pq saí de casa hoje?

Resolvo ajudar,mas parece que a Dama Sorridente está jogando cartas em outra região nesses tempos,o que faz muito bem. Certamente há locais mais agradáveis de se visitar em tempos de guerra. O comandante do pelotão nota minha intenção,e junto com mais um homem,me derruba de meu cavalo.Voltemos á matemática. 3 meses andando sozinha e sempre me virei nos raros momentos de encrenca. 2 horas na estrada,conheço esses três e pela segunda vez caio na escuridão da inconsciência. Ei,Tymora,devolve minha sorte,por favor.

Acordo (sim,de novo),com Acastus,o falador,me curando com seus poderes. Parece que enfim há um consenso entre todos,pois o encapuzado está novamente com suas armas e seu cavalo. Todo mundo feliz,menos Melissa,a Sacrificada. Notavelmente eles conseguiram lidar com todos os oponentes. Preciso fazer um canção sobre isso. Logicamente omitirei o detalhe em que estava desacordada e terei importante papel na história. Nada é de graça nessa vida.

Concordamos em seguir juntos pra Ordurin,onde Ragnar e Acastus têm que reportar sua missão. Me preparo mentalmente pra mais uns 2 ou 3 problemas ao longo do caminho,esses três parecem imãs disso. No entanto,chegamos sem mais problemas no local. Se você ignorar totalmente os enforcamentos coletivos na entrada da cidade e o cheiro de pessoas queimadas. Tanto lugar pelos Reinos e eu vim logo pra cá. Papai costuma dizer que não sou famosa pela sabedoria.Seguimos rumo ao forte onde Lady Marineta está locada,e concordo em ajudar o encapuzado a achar parentes da menina na cidade. Ragnar e Acastus seguem pra sua audiência.

Sembya arde na podridão,sofrimento e desamparo. Como bardo,acho que sei o que vim fazer aqui. Mas não sei se meu poder está á altura da missão.



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Re: Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

Mensagem por Marcelo Marques em Qui Jan 14, 2016 8:01 pm

Al Mualim:
Lembre-se: Nada é verdade...
Altair:
...E tudo é permitido.

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Re: Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

Mensagem por Peti em Sex Jan 29, 2016 8:30 pm




ESTRANHAS REVELAÇÕES


Eu e Altair nos encarregamos de levar a menina até sua tia,mas em tempos como esse,todo cuidado é pouco. Alguns momentos pelas ruas e logo atentamos pra uma perseguição,um pouco antes de nos aproximarmos de um dos casuais enforcamentos,entre tantos que já vi desde que cheguei.

Interpelo um dos guardas locais e os previno das intenções dos rufiões,antes que Altair faça alguma besteira. Aprendi a duras penas que ele é muito bom em colocar minha vida em risco. O guarda solta uma gracejo sobre minha beleza,que registro com tantos outros. Como não podemos perder tempo,seguimos adiante.

Deixamos a pequena com sua tia,que nos agradece e abençoa. Penso com meus botões que tipo de deuses estão em Sembya nesse momento. Logo encontramos Ragnar e Acastus,que nos levam a seus comandantes. Ele nos quer em suas fileiras,e como sempre estou á passeio,não vejo problemas,desde que a insígnia que nos oferece não me cause problemas,motivo pela qual me livrarei dela tão logo isso aconteça. Mas antes,os louros. Farra,bebida e comida. E claro,a luxúria da prostituição e sodomia,ao qual meus companheiros se entregam labutamente. Impressionante como é fácil ter um homem á sua mercê. Penso em mamãe,e em como ela e meu pai lidam com isso todos os dias.


Nas horas de lazer,entre uma batalha e outra,o "amparo do guerreiros". Luxúria e lacejo.

Não obstante,logo somos destacados numa escolta pra “se livrar de prisioneiros de guerra” pra Lady Miraneta. Nos aprontamos e seguimos viagem. Meus novos amigos apresentam o semblante cansado e olhos marejados,vítimas do poder da bebida e do desejo.

De minha parte,aproveitei as horas e um bom vinho pra compor algo novo. É sempre bom quando posso criar minhas próprias músicas,isso refina meu poder,dá agilidade ao meu dedilhar e mantém minha voz afinada. Mais tarde,ou mais cedo,isso pode ter seu valor.

Aproveito o tempo de estrada e toco algumas notas tímidas,á guisa de teste. Tento ignorar os olhares dos homens. Acho que vou providenciar um capuz.

Percebo que meus três companheiros estão tensos sobre algo,mas falam baixo,de modo que me aproximo. Quando estamos chegando e vemos os prisioneiros,percebemos que há mulheres e crianças entre eles,o que mexe com os brios de meus aliados. Devo concordar que não conseguiriam manejar nem uma faca de pão,mas há muitas formas de fazer o mal nesse mundo.

Ragnar e Acastus estão inquietos,e até mesmo Altair se ouriça. Segundo nosso clérigo,isso cheira a sacrifício,e eles querem intervir. Noto surpresa que ainda há esperança nesse mundo: 2 servos de Tempus procurando algo mais que ver a espada manchada de sangue. Ou ao menos procurando manchar da forma correta.

A discussão se exalta,e rapidamente procuro preservar minha integridade física,recuando alguns passos pra trás,afinal Melissa,a Destemida pode contar a história do seu jeito peculiar depois.

A luta começa,Ragnar e Acastus com ótima sinergia como já notara antes. O clérigo lhe atribui sua benção segundos antes da coisa ruir [Aumentar Pessoa],e Altair rapidamente age também. De minha parte,a pequena Melissa “se limita” a aumentar seu moral com uma nota suave da harpa. Seus ataques terão mais precisão,e suas espadas estarão mais sedentas. [Inspirar Coragem +1]


Discussão na estrada. Algo não está certo nessa história.

Acastus se mantém próximo a Ragnar. O guerreiro é nosso baluarte,chamando os ataques pra si e desafogando as ações de Altair. Caso seja ferido,o clérigo será seu apoio. E todos esquecem a magrela com a harpa,que se aproveita disso pra nublar a mente de um dos agressores,que tentaria atacar o clérigo [Pasmar]. Não precisa agradecer,servo de Tempus,isso é um pequeno truque de criança. Mantenho a atenção deste desviada até que tenhamos lidado com todos. Um rápido interrogatório e colocam o pobre diabo pra lutar por sua vida. Só me resta tocar uma fúnebre melodia por sua ida deste mundo. E assim eu faço.
As pessoas nos informam dos reais planos pra elas,sacrifícios a demônios numa torre,e outro grupo ainda nos encontrará com mais,o que rapidamente nos inspira a atocaiá-los ao cair do dia,depois de algum tempo de descanso e preparo.


Escravos prometidos em sacrifício á forças profanas.

Faríamos tudo mais rápido e limpo,se Altair,o Idiota,não os atacasse de uma árvore,quando eu me dirigia aos soldados pra submetê-los á minha vontade. Como disse,Altair deve ter algum tesão em me ver em perigo. No momento,é a única explicação que encontro. No devido momento,o farei correr sem as calças por algumas horas pra que repense suas atitudes.
Acastus toma á frente,e Ragnar...bem,Ragnar faz o que gosta. Os virotes de Altair cortam a noite,e tento atrapalhar os sentidos dos oponentes como posso  [Brilho],e criando a impressão de que não estamos sozinhos. Primeiro faço parecer que é ajuda pra eles,depois faço parecer que é ajuda pra nós.  [Som Fantasma] Confusão e desamparo. Não ouça minha voz,querido. Nem sempre é uma boa idéia.

Agora temos mais crianças,adultos e idosos. Saco minha harpa e entoou uma leve canção de paz e serenidade,que toque os corações acalentas e desamparados desses infelizes. Invoco sua atenção [Fascinar] ,pra que não vejam o que Ragnar vai fazer com o pobre homem que se rendeu.


A fúria de Ragnar só fenece quando o inimigo cai.

Após um tempo de descanso e cura,decidimos levar as pessoas pra Cormyr,com Acastus ainda teimando em ir á Torre. Muitos dias de viagem de nossa posição atual. Me pergunto quantas dessas pessoas chegarão no destino. Não muitas. Encontramos uma mulher que perdera a família em uma pequena fazenda,e Altair consegue convencê-la a vir conosco. A pobre diaba perdeu tudo,mas sua vida ainda importa.
Na estrada,afino os instrumentos e entretenho nossa jornada,quando percebo que agora realmente somos um grupo,unido pelo acaso,e que essas pessoas dependem dessa unidade forjada.

Então fecho os olhos e deixo meus dedos e minha voz expressarem isso. E o resultado desse meu nível de concentração é “ Laços Forjados”,a balada de como Melissa,Altair,Ragnar e Acastus vieram a se conhecer:


A Balada "Laços Forjados"

“Ragnar,o poderoso,sua espada levantou
Acastus,o justo,com coragem bradou
Altair,o encapuzado,das sombras se revelou
E Melissa,a menestrel,o seu canto entoou

Melissa ergueu a voz,mas um corte a calou
No entanto Ragnar,a sua fúria manejou
Acastus e Altair,se empenharam com fervor
E o nosso inimigo,no inferno despertou.”


O que a estrada nos reserva,quem saberá? Nem os deuses têm tal poder. Embora alguns possam discordar. Não importa,a versão que prevalece é a que sairá de minhas notas musicais.

Veremos o que o dia nos traz.

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Re: Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

Mensagem por Peti em Dom Fev 21, 2016 10:55 pm



O SORRIDENTE SAGA E O BRUTAL MINOTAURO

Estamos há dias na estrada,caçamos e encontramos novas pessoas a todo momento. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Estamos chamando atenção demais,e decerto já sabem dessa pequena rebelião por aí.
Montamos acampamento ao lado de um rio,e mantemos posição. Uma das meninas se destaca no comando e organização das coisas,e um homem nas armas. Seu nome é Lars,e ele parece nutrir grande admiração por Ragnar, O Destemido. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Não obstante,lidamos com um novo apanhado de soldados,e após triunfarmos,e com alguns prisioneiros,conseguimos mais informações,e um nome: Saga.

"Ele matará vocês,mas vocês iraõ rir antes.";ele profetiza. Ragnar realmente ri,mas já deve estar pensando mil maneiras de usar a espada no tal Saga. Montamos guarda dia e noite em nosso pequeno acampamento,e certa noite cavaleiros acampados se aproximam de nosso perímetro,no turno de Ragnar e Altair,que por pouco não iniciam nova contenda com os recém-chegados. Eles dizem vir da cidade destruída pelas facções,e depois de alguns mal-entendidos,acabamos aceitando-os entre nós.

Há muita perda e desolação,e tirando Acastus,cujo poder vem dá fé,e eu própria,que temho por primazia ver o lado bom de tudo,não há muita esperança aqui,salvo a depositada em nós. Essa gente realmente acredita que somos heróis,que as guiarão pra algo melhor que essa estrada de sofrimento que a guerra causou. De minha parte,devo dizer que se a tentativa contar pra alguma coisa,devemos ser algo perto do termo.


Nosso acampamento,que a cada dia cresce mais.

Depois de ajudar uma sofrida alma a dormir,adormeço também. Preciso de forças,pra doar forças no dia seguinte. Pela manhã nos reunimos e decidimos sair pra caçar algo,e ao mesmo tempo,conversar sobre o que fazer longe desses aldeões e camponeses. é preciso planejamento,que claramente não possuímos,pra nosso propósito ter sucesso. É quando somos surpreendidos por um grupo numa clareira. Alguns guerreiros,um enorme orc,talvez meio-orc,e um...ahn..palhaço. Em algumas cidades também chamado de bobo da corte.

Eles regateiam nossos protegidos e tentam nos aliciar. Da onde estou,já vejo as veias de Ragnar aflorando sob a pele. Sei que Acastus o apoiará,e sempre se pode contar com a rapidez e presteza de Altair. Quanto a mim,bem,ninguém repara na frágil Soprano. Aperto minha harpa,pq o bobo da corte acaba de se identificar como o sorridente Saga,e Ragnar furioso investe contra o grupo.


Saga,o sorridente

O combate se inicia rapidamente. Ragnar se atraca com o orc,enquanto eu e Saga assumimos posturas iguais: distância. Altair e Acastus enfrentam os guerreiros de Saga,e eu procuro dar uma vantagem a Ragnar,atrapalhando as ações de seu oponente: [Pasmar]. Saga percebe isso,e se move num ângulo que possa me atacar. Ele tenta uma,duas vezes. Há algo nos guizos de seu chapéu que tiram minha atenção...ou é o modo debochado e feliz que fala. Quando dou por mim,começo a gargalhar de forma descontrolada. Tento reagir,mas não consigo. Sei que há algo errado,e enquanto Ragnar prevalece sob o orc e Altair já avança pro segundo oponente,vejo Acastus se aproximar do guerreiro pra lhe auxiliar nos ferimentos. É estúpido e humilhante como consigo achar graça disso tudo. Isso é magia,e assim que parar de rir feito idiota,vou descobrir qual é.

Os guerreiros de Saga estão caídos,e ele percebe que sim fim está próximo. Começo a me recuperar dos efeitos de seu ataque,quando após uma discussão com Ragnar,este brande sua espada bruscamente,como o vi fazer poucas vezes desde que o conheci. A cabeça do bobo voa e quica floresta afora. Nós vencemos. Me sinto uma idiota pela pífia ajuda que proporcionei,eu fui uma inútil,todos podíamos ter morrido. Estou realmente constrangida.

Voltamos ao nosso acampamento,e ao nos verem ensanguentados e cansados,causamos grande preocupação,mas Ragnar ergue a cabeça do flagelo das risadas,e os olhares de admiração e surpresa ficam estampados nos rostos dessas pobres almas. Eles mal podem acreditar que um de seus terrores caiu ante nosso poder. Se Ragnar já tinha grande renome entre essa gente,agora farão até canções sobre ele. Bom,fariam,se isso não fosse meu trabalho. Altair senta silenciosamente num canto e limpa suas armas. Ele derrubou 2 dos guerreiros de Saga,enquanto a pata aqui ficava rindo. Acastus se dirige ao povo e os tranquiliza. Saga,o sorridente não é mais uma preocupação.

Com vigor e ânimos melhorados,os dias passam,e todos são assaltados com uma nova determinação. Ragnar se aproveita disso e inflama os corações sobre uma incursão á tal torre das torturas,e ganha muitos adeptos. De forma que me vejo na obrigação de mudar isso. A noite,sob a luz da fogueira,lhes conto um história de terror,de como três mortais ascenderam a divindade pelo poder de suas escolhas. Eles conseguiram o que queriam,mas quem pode dizer o preço que pagaram? Bane é temido em todos os reinos,e Myrkul e Bhaal não mais existem. Eram pessoas como nós,e suas vidas acabaram em desgraça.

A quem diga que não foi nada mal,eles viraram divindades. Mas quem disse que ser deus é uma dádiva? O próprio Jergal,autor deste conto discordaria. Esse é um conto sinistro e com várias versões,uma pior quer a outra. Mas a que narro nessa noite fria e silenciosa fará alguns terem pesadelos durante alguns dias. Eu prefiro pensar que se está tendo pesadelos,é pq está vivo,afinal,mortos não sonham.

Os dias passam,mudamos nosso acampamento de lugar a pedido da menina,que parece bem precoce pra sua idade. Começamos a aplicar um treinamento básico a essas pessoas,defesa pessoal,furtividade,blefe e coisas do gênero. Qualquer coisa que possa salvar suas vidas um dia. Fazemos isso todos os dias,entre uma pausa e outra. Uma grande parte se mostra interessada em fazer algo mais,mostrar seu valor,isso é importante pra essas pessoas tão humildes. Como temos armas e equipamentos dos que derrotamos,isso torna seguro pra eles. Ragnar já causou várias hematomas na maioria dos que ousaram pegar uma espada.


Camponês com trajes de combate treinando.

Uma noite,algo sombrio parece cercar nosso acampamento. Ragnar e Altair,que geralmente fazem longos turnos me acordam,e em seguida Acastus. Meio grogue,sigo eles,e nos deparamos com 2 corpos,na falta de um termo melhor,estraçalhados. Algo sinistro nos achou. É rápido,se deslocando entre os arbustos,forte,pelos ferimentos infligidos nas vítimas,e mortal,pela eficiência do feito. Nós seguimos sua trilha,e quando fica improvável que o acharemos,decido ajudar. Ergo as mãos e entoou: “Quatro luas vestem o céu, rasguem elas da noite o véu. ” [ Globos de Luz]
Não sei se foi boa idéia,pois o que salta nas sombras no mesmo instante é um pesadelo das lendas,flagelo dos contos do labirinto: minotauro!!

Ragnar,que não liga pra bestas ou feras,investe sobre a criatura com sua espada. Altair se move rapidamente procurando mira pra sua besta,e Acastus prepara suas magias de auxílio. Lars se posta ao lado de Ragnar,demonstrando mais valentia que bom senso. E eu,morrendo de medo,não consigo sair do lugar. A criatura é enorme,musculosa e seu machado é maior do que eu. Não consigo me mexer,mas meus amigos precisam. Entoou uma melodia,meio desastrada pelo nervosismo,mas necessária como nunca [ Inspirar Coragem],que tem mais efeito sobre mim do que sobre eles,já engajados sobre a fera.
Os virotes de Altair voam,as espadas de Ragnar e Lars mordem a carne do minotauro,que urra e mesmo ferido,desfere um golpe poderoso em Ragnar,que bambeia as pernas,apoiado pelo clérigo. Mais um movimento daquele machado e o guerreiro conhecerá Tempus pessoalmente. Apesar de sua prepotência e falta de bom senso,não creio que ele queira isso esta noite. Respiro fundo,e sei que se não agir,todos morreremos. Tive alguns dias pra refletir sobre o que Saga fez com minha mente,e se estiver certa,e preciso estar,pode ser nossa única chance: "Os porquês dessa vida são um grande mistério. Ei,você ,por quê está tão sério?" [Riso Histérico de Tasha],minha harpa solta as notas. Por instantes eternos,não sei dizer se a gargalhada que a besta solta é pq falhei ou se é nossa chance,mas meus amigos aproveitam assim mesmo. Eles atacam com novo vigor,e a fera é abatida sob os sons de seus riso insanos. Da minha parte,estou quase mijando nas calças de tanto medo. Nós conseguimos,eu derrotei um minotauro. Ou assim vai parecer na música que vou fazer. Ao vitorioso,os louros.


Grognus,o minotauro

Voltamos ao acampamento,que estava todo em alerta pelos sons de luta,e todos ficam impressionados com nosso feito. Ragnar me faz carregar o cabeça da fera como troféu. Tirando o fato de que é nojento,é legal chamar tanta atenção. Acastus disse a Ragnar que eu salvei sua vida,e por alguns instantes,achei que o guerreiro fosse me matar pela ousadia,mas ele arrancou os chifres da criatura e me deu um como troféu de batalha. Estou toda boba,me achando o máximo. Daí Ragnar se empolga e começa a dizer obscenidades,como ter 30 iguais a mim num harém e fazer...coisas. Morro de vergonha na frente de todos e não sei onde me enfiar,de forma que pego meus papiros,pena e tinta e começo a fazer anotações sobre a criatura,só pra ter um motivo pra olhar pra baixo.

O acampamento se acalma,e todos voltam pra sua cabanas pra terminar a noite. Pela manhã nos depararmos com uma pequena tropa de aproximadamente 30 homens e pegamos seus batedores. São muitos pra lidarmos. Só Ragnar,o inepto acha que não. E Acastus deveria pesar quando oferece apoio a suas idéias ou não. Vão acabar mortos qualquer dia. Pior,vão acabar nos matando também. Confabulamos sobre o que fazer contra tanta gente,e nosso povo do acampamento quer ajudar no que for,de que forma que eu e Altair pegamos alguns e damos a volta pela mata,pra cercarmos o flanco. Dada a dificuldade que vimos Ragnar e os outros lidar com apenas 3,isso pode não terminar bem.

Deixamos o grupo passar por nós,e ao ouvir som de batalha mais á frente,sabemos que a luta começou. Esporeio meu cavalo e dou a volta na tropa,procurando uma posição ideal pro que pretendo fazer. Nossos "guerreiros" disparam flechas artesanais sobre a tropa,e a confusão gerada me dá o tempo que preciso,que é reduzir suas ações contra nós: “Parem agora,ouçam meu canto. Quem vos ordena,é o poder de Soprano” [Grito da Liderança]. Minha ação pasma quase uma dezena deles,o que nos garante segundos preciosos. Lá na frente,o combate se acirra. Algumas divisões da tropa avançam sobre a clareira pra atacar os camponeses. Altair os lidera. Na frente,Ragnar,Acastus e Lars confrontam a cabeça da infantaria. Os dois lados sangram. Inclusive eu,quando um cavaleiro investe e faz um poderoso talho em meu braço. Aproveito pra me afastar da luta,que segue sangrenta,mas equilibrada. No entanto,não vamos aguentar muito tempo disso,estamos em menor número,e muito feridos. De forma que jogo minha última carta: "Vozes do além, barulhos e ruídos, sons esquecidos de antigos ritos." [Som Fantasma]. Os faço acreditar que uma nova leva de nossos combatentes se aproximam pela floresta,gritando com furor e sede de batalha. O encanto é tão convincente que até nossos aliados acreditam. Ragnar já bastante ferido e Lars caído,sendo ajudado pelo clérigo tentam entender a reviravolta,quando o comandante da tropa cria um escudo de defesa,esperando o pior,e decide se render.

Minha cara de alívio deve ter sido muito evidente. Esse truque já me salvou várias vezes.


Nossos corajosos camponeses e aldeões,colocando o treino em prática.

Os amarramos e levamos prisioneiros,e depois de cuidar de todos nossos mortos e feridos,nos reunimos com o comandante da tropa,que se recusa a reconhecer que estamos ajudando essas pessoas,e que queremos que ele participe disso. Como soldado de muitas guerras,ele tem um dever a cumprir,mas abalamos suas resoluções quando lhe dissemos que demos cabo de Saga e Grognus nos últimos dias. Isso lhe dá um novo olhar sobre nós,que se propõe a nos escoltar até uma cidade que possa receber essas pessoas e ver o que o futuro reserva.

De minha parte,Soprano Morwen espera muita coisa,afinal,sou a Encantadora.

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Re: Lendas e Histórias: O que a harpa da barda canta

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