Diário de Ulfgar Uthgarth

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Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Jul 20, 2010 10:31 am

Capítulo 1 - Em Busca da Honra Perdida


Faz pouco tempo que a minha vida mudou. Haviam se passado dois meses desde que sai da Grande Fenda. Deixei lá a minha casa assolada sobre a desgraça. Sai com um objetivo apenas: reconquistar a honra da minha casa.

Chamo-me Ulfgar, da Casa Uthgarth, outrora uma honrada casa dos Anões Dourados. Uma casa referência na fabricação de armas e armaduras durante muitas gerações, presença certa nos salões mais nobres e nas festas mais sofisticadas de toda a Grande Fenda, e que nos dias de hoje, é escorraçada e difamada devido a eventos recentes.

Após a morte de papai, patriarca da Casa Uthgarth, há alguns anos atrás e posteriormente o falecimento de mamãe,ambos por causas naturais, por ser primogênito meu irmão mais velho, Tarkos Uthgarth, assumiu a posição de Patriarca de nossa casa.

Meu irmão não era tão bom ferreiro, como mandava a tradição familiar, tão pouco um homem nobre e honrado. Por muitas vezes teve seu caráter questionado perante a nossa sociedade, devido a envolvimento em contrabando e mercado negro. Alguns até mesmo o apontavam como Zentharim. No entanto, sempre houve dúvidas se eram verdadeiras essas informações.


Uma das entradas da Grande Fenda

Passaram-se alguns anos com meu irmão no comando, e eu auxiliando-o. Certo dia, eu estava levando alguns nobres das mais diversas casas, para uma feira de armamentos e armaduras promovidas pela nossa casa. Feira essa que poderia recuperar um prestígio que já vinha abalado há algum tempo. Garim Barba Ruiva, um velho e nobre anão, de uma das mais prestigiadas casas da Grande Fenda, estava presente nessa feira. Sim ele também era o pai de minha esposa. Antigo amigo de meu falecido pai, sentava-se ao meu lado, em minha mesa, enquanto eu fazia as honras da casa no lugar de meu irmão, sumido há alguns dias.

A feira ocorria alegremente, e as vendas estavam ótimas. Alguns dos materiais haviam sido feitos até mesmo por mim. Até que o alarme de sinos tocou e os guardas começaram a correr em direção à casa de Garim. A feira foi interrompida nesse momento. Todos foram até lá, por ser próximo ao local onde estava ocorrendo o evento. Chegando lá, após alguns poucos minutos, ultrapassei a multidão para ver o ocorrido. Amarrado ao chão estava meu irmão e mais dois elfos.Todos eles vestiam trajes negros, provavelmente se ocultarem nas sombras. Que Morandim me dispare um raio, que diabos estavam ocorrendo ali? Foi o que falei naquela hora.

Garim Barba Ruiva, praguejava aos 4 cantos mais a frente, enquanto erguia o corpo falecido de sua esposa. Alguns cortes em sua barriga a mataram. Eu estava atordoado, não sabia o que fazer. Meu irmão me olhava com cara de desdenho, enquanto os elfos sorriam. Um dos guardas, com seu machado, retiraram de dentro das vestes dos três, símbolos da Rede Negra, dos Zentharins. Todos ficaram perplexos.
Naquele momento, bolas de fogo começaram a explodir na nossa localização, provindas do teto do salão. Não se viam alvos, e todos tentavam fugir do caos que havia se criado. Soldados anões montados em grifos iam de encontro a origem das explosões.Ao levantar de alguns escombros, pude ver meu irmão entrar em um portal, à medida que se fechava. Por fim, me prenderam, por envolvimento no caso.


Passei algum tempo nas masmorras. Até que fui absolvido. Minha casa estava em desgraça. Haviam levado tudo de minha casa, para pagarem os danos causados naquele fatídico dia. Eu não possuía mais uma pedra de ouro. Minhas crianças e minha esposa estavam na casa dos pais dela. Mas eu havia sido impedido de entrar lá. Não pela minha esposa, mas sim pelos seus pais, também membros da alta nobreza.
Caminhei pelas ruas até minha casa, enquanto era hostilizado. Não havia mais nada lá realmente. Eu estava sujo, com fome e com sede. Caminhei até uma das saídas da Grande Fenda, e lá fiquei durante dias e noites. Pedia esmolas, e das poucas que conseguia, eu me alimentava. Eu sentia saudades do meu lar e dos meus filhos. Não tinha mais animo para viver.

Após algumas semanas, era noite e eu jogava pedras em uma parede, pois não tinha sono. Ao longe ouvi cascos de cavalo, e de pronto me levantei. Percebi que era um anão que se aproximava, montado em um poney, e trazendo outro. Era o pai de minha esposa. Um fiel servo de Cangledin, e o meu antigo treinador nas artes da guerra.Um nobre, de fato. Um anão honrado. Suas palavras ecoam em minha mente até hoje, e com essas palavras, encerro meus motivos que me levaram a chegar nos dias que deixei de ser ferreiro para me tornar um cavaleiro:

“Eis que um dos mais nobres Cavaleiros de Prata se torna um mendigo nos dias de hoje, deixando pra trás a desonra de sua casa, e sua esposa e filhos jogados a própria sorte. Essa não foi a honra que lhe passei nos treinamentos, nem tão pouco seu pai em sua educação. Erga-se Ulfgar, da Casa de Uthgarth, filho de Gorok, o Grande Mestre do Ferro! Desbrave esse mundo! Encontre a justiça, que não pode ser feita aqui na Grande Fenda! Recupere sua honra! Traga para sua casa a glória de volta. E ai sim, poderá voltar ao vosso lar. Eis que o nome da sua casa não é mais considerado entre nós. Honre o nome de seus antepassados. Honre sua família. Recupere a glória perdida. Aqui deixo o que você precisa para começar. O resto é com você. Ainda existem pessoas que precisam e confiam em você. Honre o seu povo. Honre a sua família.”


Ulfgar Uthgarth, O Cavaleiro de Prata

Ele deixou um Poney de guerra. Uma lança e armaduras. O martelo de minha casa que ele havia guardado e mais alguns itens mundanos. Assim começa a lenda de Ulfgar Uthgarth, O Cavaleiro de Prata.


Última edição por Coringa em Ter Jul 20, 2010 3:54 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Jul 20, 2010 3:50 pm

Capítulo 2 - Um Encontro Inusitado

Vaguei durante dois longos meses desde o fatídico dia em que fui exilado da Grande Fenda. Estive em algumas cidades e consegui após algumas semanas, um emprego como guarda de uma caravana. Ganharia algumas poucas moedas em troca de proteger essa caravana até Portão Ocidental.

A caravana partiu duas semanas após eu sair de minha casa. Seguiu por longos dias sem nenhum problema. Um velho humano mercador, era o responsável pela caravana, e ele transportava armamentos para serem revendidos em Portão Ocidental. Eu mais 5 guardas fazíamos a escolta da mesma.

Quase que 1 mês de estrada passados, em uma noite chuvosa, nossa caravana foi atacada. Não fomos páreos aos bandoleiros, e todos morreram. Menos eu, é claro! Pois do contrário, não estaria vos relatando aqui se isso houvesse ocorrido. Matar-me é um tanto quanto difícil. Lutei bravamente até onde pude, era o único sobrevivente e aparentemente o único realmente apto a ser um guerreiro naquele local. Devia imaginar, que pela miséria que foi paga não se contrataria guerreiros valorosos. Aceitei mais o emprego pois estava sem um centavo para alimentar-me.

Ao terminar de saquearem a caravana, os bandoleiros fugiram, e mesmo que eu tentasse, não conseguiria persegui-los, pois eram mais esguios e furtivos que uma raposa. Malditos sejam! Consegui ao menos derrubar dois. Que o Deus dos Mortos os julgue agora. Provavelmente hão de ter uma pós-vida complicada.

Na mesma noite, cavei muitas covas, e dei um enterro digno, mesmo aos inimigos. Taquei fogo nas carroças quebradas, guardei dois cavalos e libertei os que restaram. Peguei apenas algumas moedas de ouro que achei nos bolsos de alguns defuntos.


Ulfgar Uthgarth, enterrando os mortos na batalha da caravana.

Decidi rumar ao Portão Ocidental já que estava a algumas semanas de lá. O Encontro dos Escudos se aproximava, e as festividades lá deveriam ser bem animadas. Além do que, era um ótimo ponto de partida para uma nova missão. Uma nova chance de provar o meu valor.

Na estrada, após alguns dias nasceu uma bela manhã de Sol espantando a chuva que reinava a dias. Eu cavalgava meu poney, cantando uma bela canção que lembrava glórias passadas dos anões, quando uma explosão de fumaça cinza a minha frente me fez cair do animal. Levantei de pronto e ergui o martelo. Dois humanóides, de fisionomias diferentes do padrão e olhares perdidos saíram da fumaça. Malditos bruxos e sua magia. Foi-se o tempo de minha boa sorte.

Ergui o Martelo pronto para revidar qualquer hostilidade provinda daqueles seres diferentes.

“Calma senhor! Não queremos combate, somos de longe e viemos parar aqui por engano! Somos amigos e estamos perdidos. Não queremos brigas!” – Disse o homem

“Chamo-me Kaka’li e está é Kayli’na. Somos do Povo Angani, residente de um local muito distante daqui.”

“Ótimo que não vieram arrumar problemas povo bruxo. Chamo-me Ulfgar Uthgarth, Filho de Gorak Mestre do Ferro da casa Uthgarth da Grande Fenda, lar dos Anões Dourados. Venham comigo e lhe mostrarei todo esse mundo. Será bom um pouco de companhia.”
- Disse eu enquanto oferecia a cela dos dois cavalos que eu trazia para que eles montassem-os.


Povo Angani em sua Ilha.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Jul 21, 2010 1:23 pm

Capítulo 3 - A Noite Interrompida

Cavalgávamos há dois dias. Faltavam 7 dias para o Encontro dos Escudos. A chuva voltava a dificultar a nossa viagem. Segundo o mapa nos indicava, poderíamos descansar e encontrar uma cama quente em Redanci, uma pequena cidade que era um ponto de encontro de caravanas, embora poucas pessoas há habitassem de fato.

Chegamos a pequena cidade pela noite. Do seu portão víamos um Templo de Oghma, uma fortaleza, provavelmente base da milícia local, e em nossa direção um estabelecimento em forma de um grande barco virado de cabeça para baixo. De lá vinha barulho e música. Abençoado seja Cangledin, era uma taverna!
Dirigimos-nos para lá, enquanto eu contava aos Angani sobre o cotidiano de uma taverna, suas comidas e bebidas, suas músicas e perigos. Amarramos nossas montarias a uma madeira e entramos na barulhenta taverna chamada “Tolice dos Gigantes”.

A taverna estava lotada, e tivemos que aguardar algum tempo até que alguma mesa estivesse disponível. Ao sentarmo-nos, comemos um porco e bebemos bastante cerveja! Isso sim era um descanso merecido, após longo tempo de estrada enfrentando muitas adversidades!


Taverna Tolice dos Gigante - Ulfgar, Kaka'li e Kayli'na na mesa ao fundo.

Bebemos, comemos e nos divertimos! Chovia lá fora. Estava tão divertido que o passar das horas foi ofuscado pela diversão. Fomos os últimos a sair da taverna. Sai carregando Kayli’na no ombro, enquanto ouvia Kaka’li dizendo para dormirmos na chuva. Por vezes considerei a idéia de desacordá-lo e colocá-lo no outro ombro, para que parasse com esses delírios provocados pela bebida.

Uma senhora de uma estalagem em frente a taverna nos recebeu. Alugamos um quarto de duas camas para passar a noite. Cada um dos Angani pegou uma cama, enquanto dormi no chão. Dormi mais rápido que uma flecha atirada por um bom guerreiro.

Uma imagem de uma garota humana, loira, de aproximadamente 5 anos de idade vem a minha mente. “Por favor...Ajuda....” – dizia a voz. Acordei assustado, junto com os dois companheiros. Para minha surpresa, tiveram a mesma visão. Praguejei-os! Estava pegando em mim a maldição da maldita bruxaria. “Isso que dá andar com bruxos!”- dizia eu. Não havíamos dormido nem 1 hora, a ponto que ainda cambaleávamos de bêbados ao levantar-nos. Dirigi-me até a janela ainda meio fora de mim. Arrombei-a, pois era tarde para abrir um trinco, estando eu bêbado. E eu precisava conferir o que estava acontecendo lá fora. Olhei observando atentamente tudo que ocorria naquela madrugada, e via apenas o deserto na rua. Tentava escutar algo anormal e ouvia apenas os barulhos tradicionais da noite. Nada de diferente. Até que no final da rua, ao forçar meus olhos, pude ver fogo saindo do teto de uma casa.


Casa em Chamas

”Por mil Diabos! Fogo!!!!” – Me joguei da janela empunhando meu martelo de vestes de dormir, e cai em cima do meu poney, sendo seguido por Kayli’na. Kaka’li desceu pelas escadas alertando a todos sobre o incêndio.
Eu cavalgava o mais rápido que podia. Chegamos no local e pedi para Kayli’na verificar dentro da casa que estava em chamas e procurar por sobreviventes, enquanto eu cuidava dos arruaceiros. Sete homens de manto negro confrontavam cinco malditos Zentharins que havíamos avistado anteriormente na taverna. Em um primeiro momento pensei investir contra os malditos Zentharins, mas pude perceber que eles lutavam a favor da cidade, pois três arqueiros ao fundo, vestidos de manto negro, estavam atirando flechas de fogo em outra casa. Foi contra eles que direcionei o meu poney e a minha fúria. O combate se desenrolou por algum tempo. Consegui derrubar um inimigo com um poderoso golpe de martelo em sua cabeça. Fui ferido gravemente na perna e no dorso. Uma flecha atravessou meu joelho, enquanto uma lâmina atravessou minhas roupas de dormir, talhando meu dorso.

Quando se encontrava de pé um dos Zentharins, um dos inimigos e eu, o rendi com meu martelo rente ao pescoço, ao invés de matá-lo. O inimigo jogou as armas no chão e se ajoelhou com as mãos atrás da cabeça. Kaka’li estancava os ferimentos dos caídos enquanto Kayli’na saia da casa salvando uma mulher e sua filha recém-nascida. A milícia da cidade chegava no momento que a casa em chamas desabava, vinda de outro incêndio na outra extremidade da cidade. Kaka’li fazia algumas bruxarias em uma casa que começava um incêndio, criando litros e litros de água. Uma bruxaria que traz azar, no entanto propícia para o momento.

Ao ser interrogado por mim, o prisioneiro afirma ter sido contratado em Portão Ocidental por um homem pálido, alto,de traços femininos, parecido a um elfo, mas não o sendo. Ele buscava criar uma distração enquanto roubava crianças, e para isso contratou os mercenários. Nesse momento mães começaram a sair de suas casas desesperadas atrás de suas filhas. Ao todo sete garotas sumiram. Todas semelhantes, loiras, mesma idade. A milícia leva o prisioneiro, enquanto eu, bem ferido caminhei até minha montaria. Um combate vencido, mas nenhuma glória conquistada. Não há glória em derrotar inimigos à medida que se perdem crianças inocentes. Não ficaria assim.

Kaka’li veio até mim, e arranca uma flecha que estava atravessada em seu joelho. Gritei de dor, mas depois agradeci aos serviços do novo amigo. Todos nós fomos de volta para a estalagem. Angus, o Zentharim sobrevivente, ficou de nos encontrar lá e partiria conosco ao amanhecer, rumo a Portão Ocidental.
Na madrugada, quando debatíamos sobre os fatos ocorridos na estalagem, e eu tentava convencer meus companheiros de partir de imediato devido à urgência da situação, Thyrius, clérigo de Oghma, nos visita na estalagem. Agradece-nos por proteger a cidade, e nos recompensa curando os nossos ferimentos. Thyrius se oferece para no dia seguinte realizar um de seus milagres para localizar uma das crianças, com foco na boneca de uma das meninas chamada Ellen, guardada por Kaka’li.

Kayli’na, Kaka’li dormem. Angus e Thyrius se retiram. A cidade está em silêncio novamente. Eu não consigo dormir. Visto minha armadura, pego minhas armas e patrulho a cidade, pronto para um novo ataque, enquanto aguardo o Sol nascer para rumarmos ao Portão Ocidental.


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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Jul 21, 2010 3:14 pm

Capítulo 4 - Estrada para Portão Ocidental

O céu foi clareando mostrando uma manha de chuva fina e muitas nuvens. Eu continuava patrulhando a cidade, e pude ver as primeiras pessoas saindo, meio receosas ainda, para mais um dia de trabalho. Fui até a estalagem, e meus companheiros já estavam de pé e arrumados. Seguimos até o Templo de Oghma, para as preces matinais, e o tal milagre que nos seria concedido para buscar a localização de uma das crianças.

Sentamo-nos em bancos, junto com mais umas duas dúzias de pessoas, e assistimos todo o ritual no Templo de Oghma. Prestamos nossas mensagens, e roguei ao Senhor do Conhecimento que colocasse em minha cabeça, todas as respostas que preciso para salvar essas crianças.


Símbolo Sagrado de Oghma

Ao fim do ritual, os fiéis foram se dispersando aos poucos, enquanto Angus se juntava a nós. Thyrius nos cumprimentou, e pedimos sua benção. Logo em seguida, pediu a boneca e colocou-a sobre de um altar.
Repousei meu corpo cansado sob meu martelo enquanto o Clérigo de Oghma proferia palavras religiosas e venerações ao Senhor do Conhecimento. Não demorou mais do que poucos minutos e Thyrius olhou-nos. “A criança está em movimento. Está indo na direção de Portão Ocidental” – Disse com voz séria e pesar nos olhos.

Foi dado pela igreja como contribuição para a missão, alguns frascos com poções de curar ferimentos e as bênçãos de Oghma. Nessa mesma manhã deixamos Redenci para trás. Cavalgávamos Kayli’na, Kaka’lu, Angus e eu. Nosso destino era Portão Ocidental.

Prevemos uma duração total, incluindo tempo de descanso, de dois dias de viagem. Em média viajaríamos oito horas ao dia.


Cidade de Redanci

O primeiro dia de viagem foi calmo. Não fomos importunados e conseguimos realizar grandes avanços. Tínhamos uma grande esperança de encontrar as meninas ainda vivas. Anoiteceu e montamos um acampamento para dormirmos. Mais uma vez, coube a mim ficar de guarda.

A madrugada passava, e eu fumava um cachimbo escrevendo em meu diário de aventuras quando me assustei com todos meus companheiros acordando assustados. Novamente uma das crianças visitou os nossos sonhos, a exceção do meu é claro. Dessa vez, suplicava para que salvássemos as outras crianças, que tinham sido raptadas por se parecerem com ela. Isso nos abateu, e demoramos para pegar no sono novamente. Não podíamos partir agora, pois sacrificaríamos nossas montarias.

Angus ficou de guarda o restante da noite, e até o ponto em que conseguiria dormir com um maldito Zentharim guardando meu traseiro. Pude descansar um pouco, dormindo com um olho aberto e martelo na mão.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Dom Jul 25, 2010 9:44 pm

Capítulo 5 - Bem-vindo ao Lar da Intriga

Amanheceu. O cheiro do desejum que estava sendo feito por Angus despertou-nos. Enquanto comiamos e faziamos nossas preces matinais aos nossos Deuses, conversávamos sobre as crianças.

Tão logo terminamos de comer, montamos nossos cavalos e partimos.

O dia passou sem maiores transtornos. Almoçamos quando o Sol estava no alto do céu e prosseguimos depois. Anoitecia quando pudemos ver ao longe as imponentes muralhas de Portão Ocidental.

Enquanto nos aproximávamos dos portões da cidade, Angus fazia um breve discurso sobre os perigos que certamente encontraríamos nessa cidade. Certamente os Máscaras Noturnas era o maior perigo. Por trás dos panos, eles comandavam aquela que era a segunda maior cidade de todo o reino.


Portão Ocidental

Entramos na cidade e nos surpreendemos com sua imensidão. Dirigimo-nos até a taverna Velha Barba. Um bom lugar para se começar e relaxar da cansativa viagem. Pedimos bebida e comida, ao mesmo tempo em que começávamos a por em prática nossos planos.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Sex Jul 30, 2010 2:39 pm

Capítulo 6 - O Primeiro Resgate

Ao longe pudemos avistar uma taverna. Era noite, estávamos sedentos tanto por comida quanto por informações. Angus deixa nosso grupo nesse momento, dizendo que iria até os Máscaras Noturnas tentar obter algumas informações, avisar que estamos na cidade ou qualquer coisa do gênero que envolva o submundo e a maldita corrupção dos mesmos.

A placa fora da taverna sinaliza o seu nome: “Velha Barba”. Entramos por alguns instantes suficientes para podermos nos alimentar e descansar alguns minutos. A taverna estava animada, o que me fez pensar em ficar mais tempo por lá, mas as crianças contavam conosco. E Cangledin que as proteja, mas deveriam estar sofrendo bastante agora, longe de seus lares.
Saímos da taverna e fomos todos ao Templo da Senhora das Estrelas, Selûne. Era o único templo visível aberto naquela hora da noite. Obviamente deveria haver algo de Bane, Cyric ou até mesmo Shar. Mas, pela graças dos bons Deuses, esses não se encontravam por ali.

Entramos no Templo de Selûne, e após procurarmos por alguma ajuda, um Sacerdote chamado Éltan nos atendeu. Era um senhor de idade já. Suplicou por algum milagre de sua Deusa, enquanto passava as mãos por cima de uma bacia de água. Após alguns minutos, ele enfim pode precisar a localização de uma das meninas, a Ellen. Ela estava em um galpão na cidade. Saímos em direção ao galpão, junto com um acólito enviado pela igreja de Selûne para nos auxiliar.

Cavalgamos por alguns minutos, até chegarmos em uma área mais deserta e sombria da cidade. Alguns guardas particulares das companhias comerciais guardavam os galpões. Eu e Angus decidimos nos fingir de bêbados e então ludibriarmos os guardas para termos um elemento surpresa. Deu certo até certo ponto, pois os guardas começaram a nos hostilizar e brandir armas. Então o combate se iniciou ali. Nós contra os cinco guardas dos galpões.

Os golpes eram desferidos, e magias vinham de fora do combate atingindo os nossos inimigos. Eles perceberam que não éramos simples plebeus bêbados. Após alguns minutos, colecionando mais alguns ferimentos, pusemos fim ao combate, subjugando-os.
Nos bolsos de um dos guardas, encontramos as chaves para as trancas do galpão. Abrimos a porta cautelosamente e entramos.

Ao fundo, amarrada em uma cadeira, estava Ellen, desacordada. Corremos até ela e a libertamos. O Acólito de Selûne partiu, levando-a até o Templo, para que ficasse segura. Atrás da cadeira, havia um alçapão, que com minha curiosidade insaciável de aventureiro, não pude deixar de investigar. Desci as escadas e cheguei a um lugar infestado de ratos e de odor horrível. Estava eu nas galerias do esgoto de Portão Ocidental.


Ellen - Primeira das 7 crianças resgatadas

Lá debaixo gritei chamando os companheiros do grupo, e após Kaka’li escoltar o Acólito e Ellen até o templo, onde também deixou nossas montarias, entramos todos nas galerias do esgoto de Portão Ocidental.



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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Ago 02, 2010 9:39 am

Capítulo 7 - A Escuridão das Galerias

Ao bater meus olhos sobre as paredes, pude perceber que essas galerias eram uma construção muito antiga, pelo estado de suas paredes. Andávamos com panos nas narinas, na tentativa infeliz de filtrar o ar pesado e de péssimo odor que respirávamos.Chegamos a uma encruzilhada e pegamos o caminho da esquerda, onde visualizamos uma porta de madeira. Arrombei-a na esperança de encontrar algo suspeito lá dentro.

Dentro dela, nada de especial. Apenas objetos pessoais, provavelmente dos funcionários que trabalhavam por ali. Revirávamos tudo quando um grito agudo e tenebroso ecoou em uma das galerias próximas. De pronto sacamos nossas armas e ficamos de prontidão. Aproximamo-nos da porta, e ao longe, no centro da galeria, vinha em nossa direção a passos lentos, uma criatura certamente inumana, de aspecto monstruoso. Era um Meazel, segundo Angus. Corri brandindo meu martelo em sua direção, e em poucos segundos estávamos todos engajados em combate contra a criatura. Por fim mais uma vez levamos a melhor após um rápido e perigoso combate, e pudemos ver seu corpo ferido e desfalecido ser arrastado pelas águas pútridas do esgoto.


Galerias de Portão Ocidental

Retornamos a encruzilhada e seguimos a galeria que levava ao norte, na direção do porto. Chegamos até uma galeria embaixo do Centro de Portão Ocidental. De lá ouvíamos toda a movimentação daquele grande centro comercial. Ali fomos surpreendidos por muitos ratos hostis. Alguns ratos maiores que o normal nos atacaram, e tivemos que revidar, extinguindo suas vidas. À medida que andávamos, o cheiro de sangue em nossas roupas atraia alguns ratos em busca de comida. Espantávamos vez por outra algum rato mais assanhado a pontapés. Ao longe avistamos um homem, velho e magro, com uma lanterna.

Pacificamente, o velho nos aborda e após uma pequena e convincente negociação baseada na espada de Angus como moeda de troca, o velho concorda em nos guiar pelas galerias.

Andamos por algumas centenas de metros, até que de um corredor escuro, escutamos vozes de louvor, aparentemente provenientes de algum culto sombrio. Decidimos investigar esse culto, afinal, culto nas profundezas não deveria ser boa coisa.

Fingímos ser pessoas indo ao culto sombrio, que Cangledin me perdoe, e entramos após uma breve prosa com a sacerdotisa na porta, cuja qual conseguimos convencer de que éramos seguidores de Shar, patrona do culto que pudemos identificar devido aos símbolos sagrados. Lá dentro, algumas pessoas ajoelhadas para o altar louvavam a Senhora dos Segredos, enquanto uma Sacerdotisa de vestes negras dava continuidade ao culto. Nos espalhamos pelo salão. Ao fundo, uma das sete crianças estava desacordada, em cima de um pequeno altar, guardado por um homem alto, portando espada e armadura. Provavelmente a criança seria sacrificada.

Dado determinado momento do culto, a Sacerdotisa solicita que o guerreiro traga a criança par ser oferecida a Shar como oferenda. Nesse momento erguemos nossas armas e um violento combate começa .

Os fiéis ficam assustados. Alguns fogem, outros atacam Kaka’li. Muitos dos nossos caem ou por magia ou por ferimentos de armas, restando por último apenas Kaka’li e eu de pé. Deles, apenas a Sacerdotisa que realizava o culto. No presente momento, ela se encontrava ajoelhada com meu martelo em seu pescoço. Ela havia se rendido.


Símbolo Sagrado de Shar

A Sacerdotisa então começa a abrir a boca, e diz a localização do mercado negro, onde adquiriu a criança. Ela indica que procuremos um homem baixo, loiro e sembiano. Seu nome é Joseph e ele costuma estar na taverna Lua Gentil.

Deixamos a clériga ir, pegamos algum dinheiro que estava com a sacerdotisa morta e o guerreiro morto. Pegamos a criança ainda desacordada, junto com os nossos amigos também desacordados. Kaka’li consegue curar alguns ferimentos de Kayli’na, e ela nos ajuda com o transporte dos feridos. Então seguimos nosso percurso pelas galerias, sem o velho desta vez. Ele havia fugido.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Ago 09, 2010 1:47 pm

Capítulo 8 - Uma Luz no Fim do Túnel

Tentávamos ter algum senso de direção para encontrar o norte e assim sair daquele labirinto que eram as galerias do esgoto. Kaka’li parecia estar nos levando a uma direção correta, ou pelo menos ele tinha certeza disso.

Levou-nos até uma saída que desembocava a poucos metros da praia. Por mil demônios, como eu conseguiria nadar? Isso gerou uma grande discussão, afinal, estávamos carregando nossos amigos feridos, armaduras e armas. Afundaríamos feito pedras no mar revolto, embora fossem poucos metros até a areia.


Visão da praia ao sair do esgoto

Kayli’na, a mais apta para função, foi averiguar se conseguiríamos passar sem afundar. Eu teimava em procurarmos outra saída, e fui voto vencido. Mas não deixei de alertá-los, que se caso acontecesse alguma fatalidade, os imprudentes Angannis seriam os culpados!

Dito isso, para nossa felicidade e tranqüilidade, Kayli’na amarrou uma ponta da corda na areia e outra no esgoto. Assim, conseguimos com certa facilidade realizar a travessia. Estávamos bastantes feridos, e Kaka’li prontificou-se a ir até o Templo de Selûne, pegar nossas montarias e trazer ajuda. Não seria interessante trafegarmos na cidade cheio de corpos desacordados e feridos sendo carregados. Isso geraria algumas perguntas inopotunas.

Após algum tempo, um pequeno grupo de sacerdotes e acólitos chegaram na praia, acompanhados de Kaka’li. Ali tivemos nossas feridas curadas pelos milagres da Senhora da Lua, e os caídos se reergueram saudáveis. Começamos a discutir então se deveríamos ter assassinado a sacerdotisa de Shar que havia se rendido. Temia a vingança sim como me era alertado, assim como meus companheiros também a temiam, no entanto, que venha! Não me tornaria um assassino por temer a vingança. Derrotá-la-ia mais outra vez se assim fosse necessário.

Fomos encaminhados ao Templo de Selûne, onde receberíamos alimentos, roupas quentes e um teto para pernoitar. No local, duas das sete crianças dormiam. Faltavam resgatarmos mais cinco delas. Todos nós comíamos, bebíamos e conversávamos vagarosamente, enquanto repartíamos a boa quantidade de moedas conquistadas no último combate, no Templo de Shar. Doamos boa parte das moedas para o Templo de Selûne, devido ao auxílio prestado na missão.

Então dormimos.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Ago 10, 2010 9:26 am

Capítulo 9 - Restam 4


Acordamos com os primeiros raios de Sol. Após o desejum e preces matinais, estavamos prontos para recomeçar a missão. Dividimos o grupo. Kaka’li, Calixto e eu nos dirigimos até a taverna enquanto Angus e Kayli’na foram ao submundo.

No submundo, Angus encontrou um contato chamado Joseph. Após métodos reprováveis, no entanto convincentes, ele conseguiu nomes de alguns escravistas: Harold e Goose. No mesmo momento, em uma taverna, Kaka’li, Calixto e eu conseguíamos a troco de algumas moedas, informações da taverneira conhecida como Berta, a ruiva. Ela nos indica que procurássemos um velho nas docas, e esse velho nos levaria até Goose.

Ainda na cidade, Angus e Kayli’na abordam alguns guardas corruptos que os levam até um velho cego, cujo qual possui informações sobre Harold. Por acaso, são as mesmas informações que Berta forneceu-nos em sua taverna.
Kaka’li e eu nos dirigimos até as docas, em busca do tal velho marujo.Não foi difícil encontrá-lo, no entanto difícil foi extrair informações e uma audiência imediata com os escravistas. O velho intimou-nos para que não aparecêssemos mais hoje, e após muita insistência, nos permitiu voltar ao mesmo local pela manhã do dia seguinte, para que participássemos do leilão, junto com demais interessados. Após isso, retornamos ao templo de Selûne, e nos encontramos com os demais companheiros.

Por algum tempo, discutimos soluções e ações que deveríamos tomar mediante os fatos apresentados a nós. Por fim, chegamos a um consenso: atacaríamos o galpão que abrigaria o futuro e talvez inexistente leilão de escravos.
Cavalgamos em direção ao templo. E após deixarmos a centro comercial para trás, fomos abordados no meio da estrada de surpresa. Do teto de uma das casas, uma espécie de ninja, trajando vestes negras saltou em cima de nós. Maldito macaco trepador de galhos! Posicionei meu poney enquanto meus companheiros travavam um duelo contra a esguia criatura. E sob o brilho quase final dos últimos raios de Sol, dei sinal e o meu poney bravamente cavalgou ferozmente em direção ao inimigo. O ninja ainda tentou se esquivar, mas o golpe da minha lança acertou e atravessou seu peito, pondo fim a sua existência. Todos ficam surpresos com a potência do meu golpe. Diabos, sou um anão dourado, vindo da gloriosa Grande Fenda. Não deveria haver surpresa por feitos como esses vindos de um dos nossos! Tenho que ensinar uma ou duas coisas a esses desprovidos de conhecimento. Os levarei qualquer dia até o lar dos anões e lhes darei uma ou duas lições.

Após uma rápida verificação no corpo da vítima, quando desprendi minha lança de seu peito, achamos alguns símbolos que o identificavam como um dos asseclas da Senhora dos Segredos. Um Monge da Lua Crescente. A tal vingança da Igreja de Shar já estava começando.

Pegamos alguns itens do falecido ninja ou monge e deixamos seu corpo para trás. Seguimos em direção ao velho marujo. Bolamos um plano, que eu distrairia o velho, enquanto meus companheiros entrariam furtivamente no galpão. Um plano que dava certo, até eu não conseguir mais entreter o velho por falta de assunto e devido a demora dos meus companheiros em executar suas partes no plano. Enfim, desacordei o velho com um golpe na nuca. E não me orgulho disso.


Símbolo dos Máscaras Noturnas de Portão Ocidental

Abrimos então a porta do galpão, e da ponta das docas cavalguei com meu poney em alta velocidade para atingir o homem que estava do lado de dentro do galpão, desacordando-o. Futuramente, descobriríamos que seu nome é Pablo.

Entramos no galpão, com armas em punho. Eu estava com minha besta sacada. Apontei-a para o homem que descia as escadas clamando por seu guarda-costas Pablo. Era Goose, e agora estava rendido por uma de minhas setas apontada para sua testa.

Era uma burrice ameaçar um dos Máscaras Noturnas em sua própria cidade, mas era o que tinha de ser feito. E após negociarmos alguns termos, conseguimos comprar uma das sete crianças, e pagamos para descobrir a localização das outras que restavam.

Aguardamos alguns instantes, e capangas de Goose, trouxeram uma das crianças. Depois, desenrolam alguns papiros e mostraram-nos documentos comprovando os compradores das outras meninas que faltavam. Duas estavam com uma família nobre da cidade. Uma casa comerciante, a Casa de Thorsar.As outras duas, para nosso temor, se encontravam em mãos do enclave dos Arcanos Vermelhos na cidade.

Pagamos as devidas moedas de ouro, e saímos do galpão, colecionando ameaças contra nossas vidas. Só não fomos mortos, pois nos identificamos como membros dos Zentharins, e isso embora seja detestável, de alguma forma trazia ao menos temor. Não fazia bem se meter com um dos Zentharins.

Retornamos ao Templo de Selûne, e lá deixamos a criança descansando. Aproveitamos para comer, e descansar. Mais um dia se passava, e não tínhamos conseguido concluir nossa missão.


Deusa Selûne

Rezei a Cangledin, agradecendo pela oportunidade de reconquistar a honra de meu nome.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Ago 11, 2010 9:31 am

Capítulo 10 - Mais Problemas

Os brilhos dos primeiros raios de Sol entrando pelos corredores do Templo de Selunê indicavam que um novo dia começava. Levantei de minha cama bem pensativo, e abri a janela do quarto. A vista não era tão boa quanto eu desejava. Há alguns metros à frente, apenas outra parede de outra construção. Nas vielas, muito movimento. Caravanas, transeuntes, ladrões e mendigos. Sujeira, muita sujeira. Acendi meu cachimbo e fiquei perdido em pensamentos por algumas tragadas no fumo.

Angus havia saído bem cedo. Fora até o submundo obter informações sobre o Enclave dos Arcanos Vermelhos em Portão Ocidental. Eu, após algum tempo, desci as escadas e fiz preces matinais a Cangledin e Selûne, agradecendo pelo apoio prestado em nossa missão.

Feito isso, me sentei à mesa e desfrutei um simples café da manhã. Longe do que eu desejava, e do que poderia alimentar minha insaciável fome, mas o necessário para que eu pudesse estar revigorado. Kaka’li havia se retirado antes de eu chegar à mesa. Foi até o mercado, buscar informações sobre a Casa Thorsar, especificamente informações acerca da esposa do chefe da casa. Seguia algumas pistas iniciais dadas por Eltan. Sabia que a mulher do nobre se chamava Lady Miriam, e isso já era um começo.

As crianças resgatadas se alimentavam em um quarto reservado, com leite e pão servido por uma acolita do tempo. Pela aparência, estavam bem, no entanto, sentiam falta da sua família, e estavam psicologicamente perturbadas.
Bom, eu estava pensativo naquela manhã. Assim que terminei meu café matinal, me dirigi ao estábulo e cuidei de nossas montarias. Arrumei celas, escovei pelos, e tudo mais. Era uma forma de aproveitar melhor um tempo e me distrair um pouco.

Após algumas poucas horas, Kaka’li, Kayli’na, Calixto e eu estávamos reunidos na porta do templo. Kaka’li trouxe novas informações sobre a casa Thorsar. A mulher como descrito anteriormente, se chamava Lady Myriam, e seu marido Maegrim Thorsar. Lady Myriam costumava freqüentar o mercado e um pequeno santuário homenageando Liira, próximo ao mercado. Cavalgamos até o pequeno santuário da Senhora da Alegria.

A cidade estava lotada de gente, e com dificuldade, mesmo que reduzida por estarmos cavalgando, chegamos ao santuário. Lá, um bardo tocava algumas canções em homenagem a Deusa, e algumas pessoas sentadas por lá, clamavam por bênçãos e milagres. Algumas outras, deixavam umas poucas moedas pela boa música tocada pelo bardo. Apenas Kaka’li se aproximou do bardo em busca de informações que localizassem Lady Myrian. O mesmo termina uma música antes de dizer o que Kaka’li buscava: “Ela não apareceu por aqui hoje, meu bom senhor.”. Kaka’li insistiu em saber da localização da mulher, e com toda a sua inocência, e de certo sua língua gigante, deu ao bardo todas as informações de nossa missão. Ao longe, olhávamos desesperançosos com nosso futuro. O bardo tentou ainda convencê-lo abandonar a missão após saber dos detalhes da mesma, no entanto foi em vão.

Fomos então até o mercado, tendo em vista que não tivemos sucesso no santuário. À medida que íamos nos aproximando, sentíamos uma sensação de que o caos era o elemento mais ativo naquela região. Muitas pessoas amontoadas, fedor, roubos, desorganização. Por vezes até mesmo os novatos Angannis ficavam tontos. Era tudo novo para eles. Ao longe, uma pequena comitiva abria espaço no centro da feira, à medida que passava. Era a mulher. Vinha escoltada por guarda-costas e uma carroça. Kaka’li e Kayli’na vendo isso, abordaram a comitiva. Um clima hostil se inicia, entre os guarda-costas e nossos companheiros, até que Kaka’li diz ter informações sobre atos ocultos praticados por Maegrim Thorsar. A mulher, curiosa como todas de seu gênero, marcou então um encontro conosco, ao pôr do Sol, numa casa atrás dos galpões da Casa Thorsar, nas docas.


Praça Central do Mercado - Portão Ocidental


Todos nos dirigimos até o galpão, e quanto mais nos aproximávamos, víamos mais navios com símbolos da casa comercial Thorsar. De certo essas pessoas possuem muitas riquezas. Percebo, seguido de Calixto, que uma arcana vermelha nos seguia. Ela percebe que a descobrimos e tenta disfarçar. Eu e Calixto então nos separamos do grupo, e seguimos a Arcana Vermelha para que ela nos levasse ao seu esconderijo. Abordamo-la e ela nos leva até a casa dos Arcanos Vermelhos após perceber que não deixaríamos que ela fosse a lugar nenhum, até levar-nos lá.

Um maldito e asqueroso Gnoll faz a guarda na portaria. Pronuncio algumas palavras de ofensa a criatura, em voz baixa. Por isso esses humanos são esquisitos. Esse tipo de amizade não seria aceito na Grande Fenda. Procuramos por Kell Toth, nome dado pela arcana que seguimos, no entanto o Gnoll nos leva até sua aprendiza, responsável pelos atendimentos.

Entramos em uma pequena tenda, após subir algumas dgraus, e nos deparamos, mesmo que sem tanta surpresa, com Angus á negociando com Séfilis, a aprendiza de Kell Toth.


Kell Toth - Arcano Vermelho

Após algum tempo de negociação, e disfarces quebrados, nos declaramos como Zentharins e “jogamos limpo”. Séfilis chama por Kell Toth, e o próprio vem negociar conosco.

Perguntas e mais perguntas jogadas ao ar, e então fechamos um negócio arriscado. Teríamos as duas crianças, e a tiraríamos do seu futuro de integrar as fileiras de magos vermelhos, em troca de recuperarmos um grimório em poder do mago Zentharin de nome Lênin. Acrescido do grimório, pagaríamos mais seiscentas peças de ouro por cada criança. Tínhamos dez dias para cumprir o acordo.

Saímos do Enclave, e Angus nos disse que Lênin era o mestre de seu destacamento Zentharin.

Cada vez estávamos mais em perigo.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Ago 11, 2010 12:10 pm

Capítulo 11 - O Merecido Descanço

Kaka’li entrou na casa atrás do galpão. Os guardas deixaram a mulher La dentro e fizeram a escolta do lado de fora da casa, prontos para atacar, caso seja necessário. Ocorreu uma negociação tensa e difícil entre os dois. Como resultado, Lady Myriam solicitou a presença das mães das meninas, para atestar a maternidade pelas vias de fato. Se conseguíssemos isso, teríamos então a chance de recuperarmos as meninas.

No reunimos no Templo de Selûne e trocamos informações sobre nossas empreitadas tanto com Lady Myriam, quanto com Kell Toth. Partimos para Redanci instantes depois, levando conosco as crianças. Devolveríamo-nas para seus devidos lares.

Angus, que tinha saído antes de nós, foi encontrado do lado de fora das muralhas da cidade, espancando um homem chamado “Cara de Rato”. Certamente, algum informante sujo da rede negra. Angus estava certificando-se que ele ficaria calado sobre nossa passagem e feitos em Portão Ocidental. Lhe deu até algumas moedas pelo seu silêncio.
Estava entardecendo quando saímos da cidade. Não tínhamos deixados a muralha muito para trás quando fomos abordados pelos que “governam” Portão Ocidental no meio da estrada. Não era difícil deduzir que se tratavam dos Máscaras Noturnas.

Eram muitos deles, e estávamos cercados. O Mago daquele grupo inspecionou-nos em busca de proteções e itens mágicos, mas não encontrou nada que vos ameaçasse. Argüiram-nos sobre nossas intenções na cidade e sobre o interesse acerca das crianças. Por alguns momentos pensei que fossemos entrar em um combate direto, cujo qual certamente seríamos abatidos. Para nossa sorte, e o respeito pela Rede Negra no mercado do submundo, não fomos atacados. No entanto, nos comprometemos a procurar os “govrnantes”, caso retornássemos a Portão Ocidental.

Os Máscaras Noturnas abriram caminho e prosseguimos nossa viagem por mais dois dias, sem maiores transtornos.

Avistamos Redanci pela manhã do segundo dia. A pequena cidade estava muito movimentada, pois hoje era o dia do
Encontro dos Escudos. Um grande dia de festejos. Um ótimo dia para uma pausa.

Participamos, Kayli’na e eu, de algumas competições de lutas e forças, sem sucesso. Chegamos até longe em algumas delas, mas havia melhores competidores. Para mim, dei azar na maioria delas. Até mesmo na competição de bebida eu não consegui vencer. Pelo menos meu bom e nobre amigo Gunnar, Anão do Escudo, venceu essa competição e deixou o título entre os nossos. A propósito, a Angani Kayli’na desmaiou pela noite, na competição de bebidas e foi encontrada dormindo pelas ruas da cidade.


Taverna no dia do Encontro do Escudos

Enquanto usamos o dia para divertir-nos, Kaka’li devolveu as crianças aos seus lares, e relatou as mães restantes que não haviam recebido suas crianças de volta, sobre o andamento da missão e os esforços feitos por nós. Algumas dessas mães mostraram sentimentos ruins, egoístas, e de certa forma malignos por não terem sido as vossas filhas a serem resgatas, segundo Kaka’li nos relatou. Nem um pouco surpreendente julgando a natureza corruptível dos humanos.

Dormimos cada um em seu canto, cada um de um jeito, esperando que os primeiros raios de Sol nos acordassem, para que a estrada e volta a Portão Ocidental fosse trilhada novamente.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Ago 18, 2010 12:30 pm

Capítulo 12 - A Primeira Queda

Despertei. Minha cama durante a noite tinha sido o chão de madeira, protegido por algumas peles. Eu me sentia normal ao acordar, como todo anão que preze por seu nome. Ao lado, Kayli’na ameaçava despertar, mas os grunhidos de dor a mantinham na cama por um longo tempo. Ela devia aprender alguns truques com os anos, de como beber e não passar mal.

Aos poucos fomos nos reunindo na taverna para comermos algo antes de pegarmos a estrada para Portão Ocidental. Apenas Kayli’na não juntou-se ao grupo.

Terminei meu café antes dos companheiros, que chegaram quando eu já comia, e fui cuidar dos cavalos para que partíssemos o quanto antes. Do longe, eu fixava os olhos por vez ou outra nos Zentharins sentados em outra mesa. Malditos sejam!

Subi no meu poney e comecei a treinar algumas manobras de combate em frente à taverna, o que atraiu a atenção de uns poucos transeuntes.

Angus chegou até onde estávamos, trazendo algumas novas informações. Lenynn sabia sobre nós. Sabia que andamos usando o nome dos Zentharins em Portão Ocidental para nosso próprio benefício. Debatemos ali, sobre a viabilidade de assassinarmos ou não o Mago Lênin. Não chegamos a conlusão alguma, e após algumas horas ao era o Sol Alto, decidimos almoçar em Redanci mesmo.

Kayli’na, que ainda não tinha conseguido sair da cama por estar passando mal, teve alimentos levados ao seu aposento por Kaka’li.

Fui até uma forjaria, e lá consertei minhas armas e armaduras, com a ajuda do nobre amigo Gunnar. Ao retornar avistei Kaka’li trazendo consigo um falcão em seu ombro. Acreditem, embora possa parecer loucura: eles se comunicavam por voz. Povo estranho esses Angannis.

Já havia se passado algumas horas do almoço, quando vi Kayli’na passeando pela cidade, utilizando toda a sua curiosidade e conhecimento, pra perguntar sobre Deuses locais, e ensinar sobre os seus. Parecia ter atraído grande atenção dos habitantes locais.

Reunimo-nos todos na taverna ao entardecer. De lá, enfim partiríamos. Seguiríamos alguma idéia de Angus, e como meus instintos me alertavam, embora meu coração não os ouvisse, fomos traídos pelo maldito Zentharin. Angus nos levou até uma armadilha, próximo a saída da cidade, em um lugar de pouca movimentação, atrás de umas casas. Lá, Lenynn e cinco de seus soldados nos aguardavam para uma tocaia. Um combate estourou então.

Calixto e Kaka’li já haviam caído rapidamente após sofrerem duros ferimentos, e restávamos apenas eu e Kayli’na. Eu havia posicionado meu Poney para desferir um golpe mortal no mago. Ele foi mais rápido, e uma bola de fogo veio em minha direção. Ali meu ódio pelos Zentharins aumentava ainda mais. Meu poney estava morto.


Lenynn, Mago Zentharim

O combate durou mais algumas horas. O mago se transformou em um Troll. Eu desferia sucessivas marretadas em seu dorso. Kayli’na lutava contra outros três Zentharins, enquanto eu ficava com o resto. Não consegui resistir por muito mais tempo, e embora tenha deixado Lenynn muito ferido, tomei uma flecha de energia no peito e cai desacordado.Tudo ficou escuro.

O chacoalhar da carroça fez eu despertar. Minha cabeça doía. Estávamos sendo levados. Em um cubículo escuro eu olhava meus amigos acordando aos poucos. Uma mulher ruiva, ao fundo, era a única acordada também. Ela parecia não me enxergar, mas no escuro eu a via.

Passou alguns minutos e a carroça parou repentinamente. Escutamos uma pequena argumentação por parte de um subordinado. Notei a voz de Angus ordenando que as trancas da gaiola fossem abertas. O subordinado então consentiu e nos libertaram. Eu tive vontade de partir para cima de todos eles, e exterminar suas vidas imundas ali mesmo. Mas me contive. A caravana foi envenenada, com algum tipo de veneno que os deixavam desacordados. Angus estava com o grimório de Lenynn, e um saco cheio de moedas de ouro. Fui até o mago e chutei sua cara. Assassino de poney!
Montamos os cavalos dos Zentharins, pegamos nossos pertences, e partimos para Portão Ocidental. Todos nós cavalgávamos calados, salvo uma rápida conversa paralela. Fizemos parte, mesmo sem saber, de um plano de Angus que poderia ter custado nossas vidas. Era a primeira vez que saíamos derrotados de um combate.


Úrsula, a Bárbara, em combate

A mulher ruiva, chamada Úrsula, seguiu conosco “enquanto pudéssemos oferecer aventuras e emoção”, segunda ela disse. Ela também achou digna a proposta de salvar as crianças.

Quais seriam as novas emoções que a longa estrada para Portão Ocidental nos preparava.





Última edição por Coringa em Qui Ago 19, 2010 8:44 am, editado 2 vez(es)

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Set 21, 2010 5:15 pm

Capítulo 13 - Sonhos Acordados

Tão logo o dia amanheceu, dirigimo-nos a pequena cidade de Redanci. Não podíamos entrar na cidade novamente, afinal, a Rede Negra estava nos procurando pela recente fuga, e mesmo que aquela pequena caravana dos Zentharins tivesse ficado para trás, eles são conhecidos por suas bruxarias poderosas, e possivelmente já poderiam até mesmo estar na cidade.

Após algum pouco tempo cavalgando com os cavalos recém conseguidos dos Zentharins, nos aproximamos do entorno de Redanci. Kaka’ly se prontificou a entrar na cidade sozinho, e foi pegar a mulher que teríamos de levar até Portão Ocidental. Enquanto isso, demos a volta por fora da cidade para esperá-lo do outro lado.

No meio do caminho, avistamos a nossa frente uma carroça quebrada, com suas rodas ao chão. Ao lado, um corpo desmembrado. Escondida embaixo da carroça, uma mulher com cara de desespero. Atrás da carroça, um Troll! Partimos ferozmente na direção do maldito Troll! A horrenda criatura era muito alta! Seus golpes muito duros! Mas após um perigoso combate, cercamos a criatura e a vencemos, queimando seus restos com algumas tochas.

Ajudamos a mulher, que estava em estado de desespero. Era parente do falecido que estava desmembrado. Provavelmente ela teria sido a próxima se não tivéssemos chegado.

Seguimos nosso caminho levando a mulher, e encontramos Kaka’ly no outro lado da cidade vindo com a mãe das meninas que estavam com Lady Miriam. Durante os próximos dois dias de viagem, pudemos descansar nas estradas tranqüilas e curar nossos ferimentos do recente combate contra o Troll. Úrsula, Kayli’na e eu trocávamos idéias sobre o combate. Eu dava dicas de sobrevivência contra esses gigantes, como se esquivar dos seus golpes.


Troll saíndo das árvores para nos atacar.

Uma notícia no entanto, nos pegou de surpresa. Talvez nem tanta surpresa assim. No segundo dia de viagem, Angus diz que vai se retirar do grupo assim que chegarmos a Portão Ocidental. Ele iria se filiar a alguma célula rival do mago Lennyn, a fins de poder ter aliados, uma vez que seria caçado pelo frustrado mago Zentharin.

Na tarde do segundo dia, entramos nas fortificadas muralhas de Portão Ocidental. Dividimo-nos em grupos. Angus, Calixto e eu fomos até os Magos Vermelhos, enquanto Kaka’ly e Kayli’na foram à casa da nobre. Úrsula foi ao mercado negociar armas e nos encontraria depois no templo de Selûne, ponto de encontro do grupo.

O Clérigo de Selûne, cujo nome me falha a memória, acompanhou Kaka’ly e Kayli’na até Lady Miriam na mansão. Foram bem recebidos, e para nossa felicidade tudo ocorreu bem. Após algumas horas de negociação e emoção pelo reencontro de mãe e filhas, foi decidido que o melhor para as crianças seria permanecer em Portão Ocidental. A mãe ficaria com elas, residindo na casa de Lady Miriam. Uma decisão sensata, onde todos saíram ganhando.

Nos Arcanos Vermelhos, um clima mais tenso, no entanto nada surpreendedor. Mas, a negociação foi cumprida a risca. Entregamos o grimório roubado, e algumas moedas de ouro. Em troca recebemos as crianças, que já estavam prontas para ir a Thay. Salvas no último instante.

Saímos do enclave dos Arcanos Vermelhos, e ali houve a despedida. Angus apertou minha mão, e com votos de sorte, rumou ao norte. Com certeza nossos caminhos se cruzariam no futuro. Um homem estranho, mas diferente da maldade presente na Rede Negra.

Encontramo-nos no Templo de Selûne rapidamente, arrumamos nossas coisas e partimos de volta a Redanci. Tínhamos que devolver as crianças ao seu lar.

Estávamos com novas armas e armaduras, negociadas em Portão Ocidental. Eu tinha comprado uma ótima lança e uma armadura de batalha. Isso melhoraria minhas habilidades em meio ao combate. Assim eu poderia me sair melhor e proteger meus companheiros.

A estrada de volta, assim como a de ida, foi tranqüila. No Portão de Redanci, após dois dias de viagem, vimos às últimas crianças correrem de volta aos seus lares.

Aparentemente a missão estava cumprida. Estávamos felizes. Mas algo estragou o momento. A mesma garota de antes apareceu em nossos pensamentos. Dessa vez estávamos acordados. Maldita bruxaria!

Devíamos ir a aldeia de Prox com urgência, segundo a mensagem.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Set 21, 2010 5:27 pm

Capítulo 14 - Muito Prazer, Kayli.

Rumamos para Prox. Seria uma longa viagem. Cinco dias de estradas nos aguardavam.

O primeiro dia de viagem transcorreu sem maiores perigos e coisas importantes. Cavalgamos a maior parte do tempo concentrados em nossos pensamentos. Vez por outra, passávamos por caravanas. A estrada estava bem movimentada naquele dia.

O segundo dia, assim como o primeiro, também passou sem fatos que sejam dignos de notas. Algumas carroças paradas na estrada precisando de manutenção foi à única coisa diferente que ocorreu.

No terceiro dia, ao Sol Alto, nos aproximamos de Tesir. Na estrada, passamos por um acampamento militar, com muitos soldados e armamentos. Diziam pelas tavernas, que estava para eclodir uma guerra entre Tesir e Portão Ocidental. E essas deviam ser suas primeiras manobras. Com sorte eu estaria na cidade, quando uma guerra iniciasse.

Aos poucos a cidade de Tesir foi ganhando forma em nossa estrada. Imponentes muros envolviam a cidade. Uma cidade mais organizada e menos suja, comparada as quais estivemos nos últimos tempos.

Paramos em uma taverna tão logo entramos nos muros da cidade. Como de praxe, Úrsula e eu ficamos na taverna bebendo e comendo, afinal a viagem tinha sido longa e cansativa. Mas não pareceu ser tão longa para o restante do grupo, que estava curioso para conhecer a cidade, e assim foram. Tolos! Se ainda fosse uma cidade comparada a gloriosa Grande Fenda valeria o esforço. Mas não, apenas muros e casas de madeira. Tudo igual ao que vimos nos últimos tempos. Uma perda de tempo admirar cidades humanas.

A noite cai, e os nossos companheiros se juntaram a nós na taverna. Todos comemos e bebemos alegremente. Por fim, erguemos um acampamento no lado de fora da cidade, e assim passamos a nossa noite.

Amanheceu um Sol forte. Após nossas preces matinais, e um desejum, montamos nossos cavalos e nos dirigimos a Eversult. Provavelmente seria mais um dia de estradas tranqüilas, até que algo em nosso campo de visão fez esse pensamento mudar.

Na estrada, ao leste, avistamos uma nuvem de fumaça preta saindo de uma casa pegando fogo. Um velho atordoado, apareceu na frente dos nossos cavalos suplicando por ajuda. Aparentemente a casa era dele, e sua esposa havia sido raptada por gnolls, que para nenhuma surpresa, foram os que colocaram fogo na casa. Malditas hienas!

Deixamos o velho lá, e fomos resgatar a esposa dele. Alguns metros à frente gnolls saem de trás das árvores nos atacando com azagaias. Calixto e Kayli'na foram atingidas. O combate começa.

Rapidamente Úrsula e eu conseguimos derrotar esses dois Gnolls. Mas, de dentro da floresta surgiram mais quatro deles. Úrsula e eu conseguimos matar mais alguns, e surgiram mais três. Mais uma vez Úrsula e eu deitamos esses. Eu tinha um ódio por essas malditas Hienas! Estava a ter prazer!

Mais Gnolls surgiram, e nossos bruxos os alvejaram com bruxarias, explodindo coisas em seus corpos imundos! Por fim, Kayli'na derrubou o último inimigo.


Gnolls em frente a casa pegando fogo.

Úrsula, em um estado assustador, correu para dentro da floresta, mesmo sobre nossos protestos. Seguimo-la e combatemos com mais quatro gnolls. Úrsula foi cercada e tomou muitos golpes duros, mas não o bastante para matá-la. Kaka'ly conjurou milagres de cura sobre Úrsula, para que ela não morresse. Nós derrotamos os Gnolls e encontramos Lena, a esposa do velho, inconsciente e amarrada a uma árvore. No chão, restos de humanos. Desamarrei Lena, e Kaka’ly curou seus ferimentos. O reencontro do casal foi feito, quando retornamos a estrada onde deixamos o velho, e isso me deixou contente. Salvamos o dia de uma família.

Eram mercadores, e foram atacados. Levamos o casal conosco, para que reconstruissem sua vida em Eversult, onde tinham parentes.

Pegamos mais algum tempo de estrada e chegamos a Eversult. Ao nos despedirmos do velho, ele fala coisas desconexas a Kaka'ly e Kayli'na, mencionando palavras estranhas, ao menos para mim, como Kauhale, caminhos e bruxarias. Não me surpreende, pois bruxos são estranhos. Às vezes a convivência com o povo Angani afetou a mente conturbada do velho. Eu rezava diariamente a Cangledin, clamando para que minha sanidade fosse mantida.

Eversult é uma cidade mais tranqüila, e por lá apenas passamos. Ao anoitecer, já na estrada, montamos acampamento e descansamos.

Mais um dia de Sol forte nasceu. Cavalgamos até Prox.

Em poucas horas chegamos a uma aldeia litorânea, com pequenos barcos na doca. Uma aldeia semelhante à Redanci. Kaka'ly e Kayli'na foram procurar por pistas da pequena garota. Calixto, Úrsula e eu nos dirigimos até a taverna.

Pela cidade, transitavam sacerdotes de uma tal Deusa Renascida, a qual desconheço. Eles pregavam pela cidade, e inclusive na taverna, propósitos dessa tal Deusa, propósitos tais como o desapego as coisas mundanas.

Descobrimos que em uma casa na cidade, uma manifestação dessa Deusa concedia bençãos, e decidimos ir verificar essa história. Não é todo dia que se está na presença de uma Deusa afinal.

A casa era semelhante a um celeiro. Entramos. Para nossa surpresa, a falada Deusa era a criança dos nossos sonhos. O falcão de Kaka'ly que veio nos chamar na taverna, pousou sobre o ombro de seu amigo. A porta se fechou atrás de nós, após todos saírem do celeiro. E assim tivemos uma longa conversa.

O nome da criança é sabido por nosso grupo após ela dizer. Um belo nome: Kayli. Fica de acordo que ela teria que sair da cidade, e nós seríamos encarregados de sua proteção contra pessoas que quisessem roubar o seu poder, ou simplesmente matá-la. Iríamos levá-la até os Picos do Trovão, e não me perguntem o porquê, pois não gostaria de responder a essa questão. Intuição não seria uma resposta que justificasse essa perigosa viagem, e no entanto era o único motivo. Bruxas.

Tão logo traçamos a rota, entramos no barco o qual nos levaria cidade de Suzail em Cormyr.

Trouxe alguma comida e bebida para a viagem, e ao entardecer, o Fantasma Vermelho partiu.


Fantasma Vermelho zarpando para Suzail

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Fev 28, 2011 9:35 pm

Capítulo 15 - Após o mar, Suzail.

A viagem era longa. Debatíamos a respeito de a criança ser um tipo de evolução da raça humana, ou até mesmo uma nova raça de ser vivo. E com esse tema principal, unido a enjôos e bebidas passaram-se 12 dias de viagem marítima.

O porto de Suzail se aproximava no amanhecer do 13º dia. Finalmente eu estaria em um lugar de onde nunca devia ter saído! E não falo da Grande Fenda, e sim de terra firme. O mar não costuma ser muito amistoso com anões. Contaria aqui algumas dezenas de contos e lendas de minha raça e o mar que justificariam meus temores, mas vamos nos ater aos fatos importantes, e não as maldições vindas com o mar.


Fantasma Vermelho chegando a Suzail

Era a primeira vez que eu pisava em Cormyr, e nada mais justo do que provar de sua culinária. Úrsula e Kayli’na me acompanharam, e assim achamos uma taverna chamada Rato Negro. Enfim cerveja sem balanço do mar!

A taverna estava cheia de pessoas, boa música, e meus olhos fascinados com a possibilidade de comer um bom e suculento porco, unidos ao sabor que ver a cerveja me proporcionava não acompanharam o momento em que dois homens se envolveram em uma confusão com Úrsula. Ela queria a mesa que a dupla estava sentada conversando sem consumir, que não queriam se retirar. Bem, a Úrsula não é muito diplomata e sua cordialidade se restringe aos amigos próximos, quando a merecem e ela não está em combate.

Os homens após relutar se retiraram e pudemos desfrutar da incrível culinária Cormyniana.

Paralelamente, a parte do grupo que se importava com assuntos que deveríamos nos importar mais, parte essa composta por Kaka’li e Calixto, coletava informações pertinentes a missão pela praça principal.

Após alguma busca, Kaka’li conseguiu emprego em uma caravana que ia para o nosso destino. Seríamos guardas.

Kayli’na, com sua percepção vinda de outra vida, percebe uma Githyanki, criaturas estranhas, diga-se de passagem, nos observando. Ao comentar o fato, e afugentar a criatura, Úrsula faz menção de interpelá-la, no entanto, desiste no caminho. Humanas! Sempre com sua mania de perseguição. Que falta me faz sentar a mesa com uma boa anã, que estaria mais centrada na bebida do que perceber se em uma taverna lotada alguém olhou uma ou duas vezes para ela! Eu achei que não era alarmante a presença da Githyanki.

Reunimos-nos na taverna ao anoitecer, e alugamos alguns quartos. Enquanto a conversa se estendia no aposento em que estávamos reunidos, trouxe alguma bebida e comida. E acompanhada de piadas e histórias, mais uma noite se passou.

Era um pouco depois dos primeiros raios solares banharem as montanhas e saíamos da taverna. Seguíamos Kaka’li em direção ao ponto de encontro da caravana. Ao passarmos por alguns becos inóspitos, pude sentir um calafrio na espinha. Emergia de trás de alguns caixotes uma espécie de sombra, de olhos horripilantes e natureza aterradora!

“Finalmente! Achei você! Não deveria ter saído de seu esconderijo....o Mestre ficará muito satisfeito!” – Foram essas as palavras proferidas pela criatura, enquanto ela avançou violentamente sobre nosso grupo.


Sombra Fantasmagórica

Quando ergui meu martelo, bruxarias disparadas por nossos amigos explodiam na criatura. Kaka’li e Calixto disparavam umas flechas de energia que pareciam machucar o inimigo. Diferente das lâminas de Kayli’na e Úrsula, que atravessaram o inimigo surpreendentemente sem feri-la. Um brilho vindo da maça de Kaka’li seguido de mais flechas de energia disparadas das mãos de Calixto colocam um fim ao ser das sombras.

Ficamos em silêncio por alguns momentos, olhando-nos, sem entender o que e de onde viera aquele monstro vil. Havia um mestre por trás disso, segundo ela falou.

Seguimos para o ponto de encontro da caravana, rezando aos nossos deuses para que o brilho de Lathander não deixasse a escuridão e as sombras chegassem até a criança.

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Mar 01, 2011 7:48 pm

Capítulo 16 – Os vivos-mortos, ou mortos-vivos?

O Sol já estava no alto do céu. Minha barriga já reclamava emitindo grunhidos de fome. Assim partiu a caravana, sobre meus protestos de almoçar antes ignorados, levando 3 carroças protegidas por 6 guardas.

Passamos dois dias tranqüilos cavalgando por estradas amistosas. No entardecer do 3º dia, ao horizonte se desenhava uma ponte de pedra, que servia de passagem para atravessar o rio Água estelar. Algumas estátuas que fugiam ao meu conhecimento seus significados enfeitavam a ponte. Talvez alguns valorosos heróis em vida.

Segundo o nosso mapa, após essa ponte, chegaríamos a um pequeno e pacato vilarejo conhecido como Hilp. Até poderia ser pacato e tranqüilo, mas aquele era um dia diferente.

Muitos gritos podiam ser ouvidos vindos de Hilp. Gritos de desespero! Separamos-nos da caravana imediatamente e cavalgamos a toda velocidade para a cidade. Chegando lá, terror! Sim, essa é a palavra que mais podia descrever a cena que se via ao redor do centro do vilarejo, habitados agora por esqueletos e zumbis ceifando vidas de plebeus, crianças e mulheres. À medida que destruíamos os mortos-vivos, mais apareciam. Dentre essas vindas de mais mortos-vivos, um se destacava ao centro. Imponente e aparentemente inteligente, um esqueleto maior, exalando chamas de seus ossos, liderava o pequeno exército vil. Investimos pesadamente contra ele, e depois de muitos ferimentos, explosões e golpes mortais, subjugamos o inimigo, pondo assim, fim ao ser vil e pustulento!

Ainda estávamos envolvidos no furor do combate quando pudemos ver algo estranho. Normalmente os vivos se tornam mortos, e não os mortos se tornam vivos. O esqueleto de fogo tocava o chão em uma forma humana, diferente da esquelética que fora abatida. Um garoto de cabelos loiros e olhos claros. Não possuía ao menos 15 anos! Maldição! O que estava acontecendo?


Caveira de Fogo

Ao ver o perigo passar, as pessoas começaram a sair das moradias em que se escondiam, e resgatar entes e amigos feridos. Fomos aclamados e recompensados pelo Lorde local, no entanto, os fatos ocorridos me tiravam a atenção de receber glórias. Os anões são teimosos por natureza, eu sei, no entanto, como diz em minha terra, ”Nesse buraco tem ouro, pode cavar mais.” Acho que essas coisas não estavam ali por acaso, elas tinham um propósito. Seja lá qual for o propósito, meus companheiros e eu destruiríamos todos!

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Abr 27, 2011 9:05 pm

Capítulo 17 - Redenção

Andamos pelos lugares mais perigosos. Semanas se passaram. Resgatamos mais irmãs e levamo-as para o lugar secreto nos Picos do Trovão.

Nesse tempo batalhamos. Destruímos vilas de Orcs, matamos gigante e enviamos mortos-vivos de volta ao inferno.

Nessas longas semanas bebi e comi. Tive bons momentos.

Estou aqui, sentado na porta do Templo aonde todos descançam. Fiz as minhas preces ao Forjador de Almas. Meu Criador. Aquele que me ajudou a reerguer minha honra perdida. Aquele que me aceitou em suas fileiras, como seu sacerdote e como seu guerreiro. Hoje sou um Martelo de Moradin.

Nevava um pouco, mas acima das nuvens podia se ver o brilho do Sol. Um ótimo dia para uma batalha. Um ótimo dia para matar Gigantes! Sim! Destruiríamos uma vila inteira deles! Aqueles malditos porcos teriam o fim que merecem!

Descemos eufóricos. Nos aproximamos da vila e pusemos em prática nosso plano de combate. Muitos Gigantes e Ogres! Obrigado por essa glória meu Pai!

No fundo, o meu coração sabia que aquele podia ser o meu último combate. Mas se era aquele momento que meu Pai iria me levar para os seus salões, eu aceitaria de bom grado, pois então minha missão estaria concluída. Meus filhos poderiam andar de cabeça erguida novamente na Grande Fenda. Assim como minha adorável esposa. Minha casa teria reconquistado a sua honra. A tão batalhada redenção.

Consegui derrubar alguns gigantes! Talvez se tivesse mais dois bons guerreiros anões ao meu lado, teríamos conseguido matar as dezenas de Gigantes. Após ser violentamente ferido, cai desacordado.

Acordei acorrentado nas pernas. Esatava com Kayli'na e Úrsula ao lado. Elas aceitaram negociar com os Gigantes em troca de sua liberdade e consequentemente em troca de suas vidas. Algo que obviamente regeitei. Não aceitaria nunca me curvar a um inimigo de minha raça. Honra. Morrer com honra é melhor do que viver sem ela. Mas nem todos são anões, então não posso-lhes cobrar honra e lealdade. Princípios honrados.

Após algumas horas e levaram para cima. Úrsula, de alguma forma, era a líder da tribo agora. Apenas Ogres eram vivos. A bárbara me ofereceu a liberdade. Mas não aceitei, eu não a fiz por merecer. Ainda ferido, me equipei e sugeri um combate contra todos os Ogres. Se eu vencesse, estaria livre. Do contrario, meu Criador me aguardaria em seus salões.

Lutei bravamente contra 12 Ogres. Matei a metade ao menos. Por estar bem ferido do último combate, não resisti aos ferozes golpes, e cai, dando os meus últimos suspiros de vida. Nasci como um anão. Os propósitos de minha raça me deram um motivo para viver. Algo pelo que lutar. Uma honra a manter, para que os meus filhos a tenham. Um exemplo para passar. Poderia ter escolhido o caminho mais fácil, e talvez morresse daqui a alguns anos. Mas escolhi morrer como um bom anão, em combate, lutando por Moradin, por meus amigos, pelos inocentes, pela minha família e pela minha raça. Morri lutando por um mundo melhor. Morri tentando fazer a diferença. Morri como um anão deve morrer.


Ulfgar em sua Última Batalha contra os 12 Ogres

Escrevo esses papiros e os junto para que sejam entregues para minha família na Grande Fenda. Lhes digam que Ulfgar Uthgarth, Sacerdote de Moradin, Martelo de Moradin, Amigo dos Anganis os ama e está em um bom lugar esperando por eles. Diga para que honrem suas barbas e sejam grandes heróis. Diga que a Casa Uthgarth pode ser honrada novamente.

Aos meus amigos fiéis, deixo meus agradecimentos por momentos únicos de incrível diversão, euforia e aprendizado. Espero algum dia beber uma boa e velha cerveja e comer um apetitoso porco com vocês novamente. Lutem e completem a missão. O mundo que conhecemos depende de vocês. Sejam bravos!

Me despeço citando minhas últimas palavras em vida. Até breve amigos.

"Obrigado Forjador de Almas por permitir que eu morresse em um campo de batalha, com honra. Obrigado por proporcionar uma morte de guerreiro. Um anão, sim, glória ao povo anão! Morte aos inimigos do povo anão!"

Diretamente dos Salões Nobres da Casa Anã degustando a eternidade
Ulfgar Uthgarth


Última edição por Coringa em Ter Ago 09, 2011 6:48 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Ago 09, 2011 6:40 pm

Capítulo 18 - Até Breve, Forjador de Almas

"Traga mais uma Jarra de Cerveja e um Porco!!!" - Gritou um Anão de barbas brancas e idade avançada. A garçonete, uma linda Anã, prontamente servia a mesa de pedra maciça e trabalhada, aonde uma dúzia de anões bebiam e comiam alegremente. Risos e histórias de combates passados eram contados efusivamente. Ali estava sentado Ulfgar Uthgarth e seus Ancestrais.


Taverna nos Grandes Salões

Ulfgar contava suas batalhas em vida e seus ancestrais ouviam-na, dando os devidos méritos. Hora parabenizando-o, hora contando outra história de proporções superiores e criando ásperas discussões que terminavam em risos, abraços e tapas nas costas.. As cordas de um alaude entoavam canções anãs ao fundo do salão, um salão de grandes pilastras, pedras nobres e bem trabalhadas. Obra divina!

Os dias nos Salões de Moradin eram excelentes. Uma pós-vida digna e proveitosa ao lado de seu criador. Bebia um gole de cerveja quando ouviu uma voz em sua cabeça. Uma voz infantil e delicada chamava seu nome - "Ulfgar! Venha até mim! Ulfgar! Acorde novamente! Precisamos de você!". - Os salões sumiam a medida que uma estrada de pedra surgia em meio a uma planície de horizonte infinito.

Ulfgar estava de pé no meio da estrada. Trajava sua armadura de metal cravejada de símbolos sagrados de Moradin. Nas costas estava seu escudo com o Símbolo dos Martelos de Moradin. Empunhado na mão direita, seu martelo de guerra. Na mão esquerda seu elmo. Alguns poucos metros a frente estava Cailih.

Olhando nos olhos do anão, ela ergueu as mãos no céu e com alguns gestos mostrou por alguma espécie de bruxaria cenas no ar aonde mostravam a morte de Calixto, Kayli'na, Kaka'li e Úrsula. Ela ainda mostrou outra cena do que acontecia naquele momento fora da caverna. Um combate sangrento de grandes proporções, que poderia até mesmo matar as irmãs. A missão estava comprometida. O universo estava comprometido. Mostrou ainda imagensde sua família. Seu filho, sentado no chão da rua, de roupas esfarrapadas, esperando o retorno do pai. Sua mulher chorando ao olhar para uma lembrança do casamento.


Estrada de Pedra

"Nobre Ulfgar Uthgarth, lhe peço que viva mais uma vez e ajude-nos. Lhe peço que adie sua estada nos Nobres Salões do Forjador de Almas. Existem pessoas que precisam de você ainda. Sua missão não acabou. Sei que é pedir muito para sair de onde está, mas considere. Precisamos de você!" - disse Cailih dando a mão ao Anão.

Ulfgar, olhando para trás imaginando os salões onde tivera diz olhando a criança:

"Vamos criança! Leve-me de volta a vida então antes que eu desista! Voltarei outro dia aos Grandes Salões. Por hora, me contentarei com as cervejas do humanos. Até breve Forjador de Almas! Encha a minha caneca que voltarei em breve!"

Os dois deram as mão e passaram por um portal de luz.

Acordei no centro de um Salão. Abri os olhos com dificuldade e senti os meus ossos estalarem. Eu estava vivo novamente. Algumas pessoas conhecidas e outras desconhecidas na sala. Eu estava na caverna das irmãs. Levantei com um pouco de ajuda, e olhei para a porta. Muito falatório e barulhos vindos lá de fora. Pelos deuses da sorte, eu podia sentir meu martelo. Ergui a mão e fiz força com o pensamento. Ele veio até minha mão.

A garotinha estava na porta da caverna. Fui até ela e a puxei para trás. Muitas criaturas a frente. Deviam ser gigantes de pedra, ou obras de algum bruxo. Parecia que a terra e as rochas tinham forma de inimigo. Bom, que Moradin esteja comigo nessa nova estrada.

"Ulfgar Uthgarth retorna dos Grandes Salões do Forjador de Almas para mais alguns combates! Venham Gigantes de Rochas e Terra! Sou Ulfgar, o matador de gigantes!"



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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qui Ago 18, 2011 4:10 pm

Capítulo 19 - Os Gigantes de Rocha

"Um combate brutal! Pena que não pude matar tantos Gigantes de Pedra como eu gostaria! Ta aí! Nunca havia visto esses gigantes. Suas pancadas pareciam estar machucando muito meus aliados. Por Moradin, ainda bem que vencemos.

O grupo que eu me despedi não existe mais. Muitos dos que iniciaram a empreitada, hoje já estão na presença de seus Deuses! Pobre Kaka'li, Kayli'na e Úrsula! Não tombarei em vossa homenagem! Honrarei seus nomes pois foram bravos! Que os Deuses sejam justos e honrem seu valor!

Pois bem, a criatura Éon nos ameaçou com suas baboseiras e disse que ajudará o garoto irmão da menina dos sonhos. Que venha! E quando vier que traga mais Gigantes, Orcs ou mortos-vivos! A fúria de Moradin será severa contra os inimigos do meu Martelo!

Vou comer o meu porco e beber a minha cerveja, preciso conhecer aqueles que estarão ao meu lado na estrada para o Inferno. Que os Deuses estejam conosco! A estrada será árdua e cruel. Glória a Moradin!"



O retorno de Ulfgar Uthgarth

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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Set 05, 2011 8:52 am

Capítulo 20 - Aquele que aqui adentrar, deixe toda a esperança.

As coisas passaram a se acertar. Parecia que estávamos com uma boa equipe. Muitos fortes guerreiros desceriam ao Inferno.

Tivemos uma saga antes da empreitada começar. Rodamos pelos quatro cantos de Faêrum em busca de um bruxo que ajustasse minha armadura. Malditas sejam essas magias, perdemos muito tempo, mas no fim o lendário bruxo Sidarta conseguiu dar um jeito em minha armadura e de quebra me forneceu um escudo, que com certeza pagarei depois.

Agora eu estava armado e protegido, que venham os inimigos! Mas algo me incomodava. O pacto feito com um ser diabólico ameaçava a união do grupo. As palavras do malígno eram venenosas e cheias de intríga. Despertava a maldade adormecida no coração de alguns companheiros do grupo.

Esse é o nosso maldito guia ao inferno. E com ele descemos. Mais do que nunca, meu coração deveria encorajar os meus companheiros a não abandonarem a estrada do bem. Era uma estrada muito difícil de trilhar nos caminhos que passaríamos, no entanto, era o caminho correto para que a missão tenha sucesso. Não deixaria ninguém pender para o lado do inimigo.

O portal que nos levou aos mundos inferiores necessitou de gotas de sangue. Isso me intrigou, mas na falta de uma alternativa, e na despreocupação dos meus companheiros, tive que dar a minha gota de sangue também. A sorte estava lançada.

O lugar era fétido e carregado do mal mais severo. Tentei aquecer o coração de meus irmãos com palavras sagradas e de ordem. Era um pantano tenebroso com árvores de carne e crianças na água. Águas essas que desenbocavam do rio Estige, aquele que levava as memórias dos que da água desfrutavam, e que acabou levando a memória do guerreiro Urso Artorius, que nas águas mergulhou enfeitiçado pelas crianças infernais.

O Inferno já começava a pregar suas peças. Uma bruxa da noite nos abriu um portal em seguida para outro universo do Inferno. Por mais que estivesse cada vez mais presentes em minha vida, não conseguia entender, tão pouco concordar com essas bruxarias que faziam meu corpo sumir.

No próximo nível, um corredor nos levava a outro portal. Uma múmia guardava a passagem, e após alguma negociação, Anabeth, a brava, ofereceu seu sofrimento como forma de pagamento de nossa passagem. Uma atitude brava e dígna de uma grande alma. O sacrifício foi aceito, e a passagem concedida.

Nos corredores que levavam ao portal Barbados nos aguardavam, sedentos por nossas almas. Um combate cruel se iniciou, e sem baixas físicas, vencemos os inimígos com pouca dificuldade aparente. Mas após os combates, eu já podia sentir o espírito de alguns irmãos sendo corrompidos pela essência infernal. Proferi algumas palavras sagradas. Estávamos de frente ao portal para o 9º círculo. Eu espero que seja breve essa estadia.

Por Moradin e os Deuses Angannis, com toda honra e toda glória. Estamos vivos, e empenhados em concluir a missão.

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Capítulo 21 - Uma nova Jornada

Mensagem por Ragnar LodBrok em Sab Nov 10, 2012 9:26 am

Já se passara algum tempo que nossos amigos tinham ido para a Grécia. A angústia de não ter ido ainda assolava meu coração Onde será que estariam? Estariam vivos? Malditos sejam....maldito eu seja por não acompanhá-los.

Artorius, sua leoa falante e eu trilhamos agora uma estrada árdua, em busca das Ilhas Angannis. Um perigo ronda os habitantes angannis e estamos indo ajudá-los. Seja lá o que for, irá me pegar um pouco contrariado.

Estamos apertando o passo cada vez mais. A idade não me permite acompanhar os passos do meu jovem companheiro. Será que será essa a última marcha de Ulfgar Uthgarth, O Martelo de Moradin, O Ressurgido? Talvez seja. A hora chega para todos. Talvez seja essa a minha.

Espero que eu mate alguns orcs nesse caminho. Gigantes também. Bom, alguns goblins e drows não seriam nada mal também. Talves algun demônios e mortos-vivos. Bom e espero que tenha cerveja, afinal deveria ser proibido algum Anão morrer sóbrio.


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Re: Diário de Ulfgar Uthgarth

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