Crônicas de uma Aliança

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Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Qua Fev 03, 2010 12:47 pm

Diário de Guerra:

As aventuras do grupo Aliança Brilhante,na visão dos jogadores. Qualquer membro-jogador poderá se dispor a relatar, com fidelidade,todos os acontecimentos da sessão de jogo vigente,em forma de crônica.

Os critérios da narrativa poderão adotar um padrão único,ou ser feito de forma independente.

Sintam-se inspirados pra relatar os feitos do grupo,como apenas bardos saberiam fazer.
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Xande em Qui Fev 04, 2010 7:56 am

As estrelas não estão devidamente alinhadas como das outras vezes. Este lugar não é o ideal, muito distante de Mulhorand, muito distante do meu povo, perdido entre as catacumbas sombrias. Entretanto, eu posso sentir diferentes espectros de energia que fluem por esses corredores e câmaras antigas. Elfos. Sempre canalizaram e manusearam este tipo de poder como ninguém. Hoje o conhecimento antigo deles me servirá. Os sacerdotes estão prontos e já entoam seus cânticos profanos em volta da antiga piscina de águas claras, a Piscina da Visão. Meu guardião escamoso espera por aqueles que ousam me perseguir e intentam, novamente, impedir minha ascensão. Tolos! Hoje estou mais do que preparado. Não me surpreenderão como na última vez.

O antigo portal à minha frente é mais do que uma simples passagem para o Reino Astral. É o caminho para minha tão esperada conexão com meu antigo eu. Meu eu divino. Minha vida, tirada através de um ato de traição dos antigos deuses. Me esperem, eu estou voltando e trago o caos e o medo no meu rastro. Tremei, povo do Terceiro Império, pois não levo comigo nenhuma piedade. Chorai povo de Faerûn, pois serão os próximos sob os meus pés. Assim como seus deuses falhos, humanos demais.

Mas, o que está havendo? Algo está errado. As energias do portal élfico fluem para mim. Eu ainda roubo seu poder. A Piscina da Visão escurece, mostrando que o ritual segue seu curso. Mas, o que é isso? Preocupação nos semblantes dos sacerdotes. Meus inimigos, eles estão aqui.

O líder dos desmortos se dirige a mim. ”Mestre, não vos preocupeis, esta câmara é selada por antigos poderes”. Verme tolo, eu penso. Estes não são inimigos comuns, já me importunaram e me venceram no passado. Eles vão achar um jeito de entrar aqui. O paladino idealista, a jovem maga, a bárbara furiosa. Os amigos da maldita feiticeira. E eles trazem um anjo e uma guia espiritual. “Concentrem-se no ritual, vermes asquerosos, pois eles passarão, sim!”

As energias da alta magia élfica que eu uso para moldar o portal se mesclam com as energias vitais da Floresta Wealdath. Quanto poder! Inebriante! Enlouquecedor! Será completamente meu em breve. Novamente um deus! Não, ainda não! Eles entram, encontraram um modo. Malditos sejam os mortais por sua criatividade infinita. São de pôr inveja aos deuses. Um meio criativo de vir, mas uma vinda nem um pouco inesperada.

O ritual da Piscina da Visão se completa e meus sacerdotes, conjuram suas magias sobre meus inimigos. Pobres tolos, estes meus seguidores, estão condenados, é só uma questão de tempo. Estes não são inimigos comuns, eu sei. Meus clérigos têm apenas que ganhar tempo para mim. Os inimigos revidam, e logo alguns chegam até mim. Não podem muito contra uma criatura como eu, mas são insistentes. Irritantes. Tão irritantes que novamente me atrapalham. Malditos! Mil vezes amaldiçoados! O ritual vais e atrasar.

Luto contra eles, eu os castigos. Desperto um antigo mal que adormecia sob o coração de Mulhorand. Meus inimigos se dividem entre mim e meu arauto da destruição do outro lado do continente. Tanto a magia quanto a força bruta deles não me ferem, mal me causam algum dano, mas eles parecem não se importar. O que pretendem? Eles tem um plano. Eles escondem algo. Não posso ficar aqui. Também tenho um plano. Preciso completar algumas armadilhas. Velhas armadilhas. Elfos. Eles tem estilo, serão os útlimos a cair, será minha dádiva a eles.

Eu parto e ativo as últimas runas na ante-câmara, profiro as derradeiras palavras de poder. Hoje eu pego todos eles. Mas... não! Não! O portal! Eles estão destruindo o portal! Como podem ter tamanho poder? Não posso te-los subestimado novamente. Eu volto e o que sobrou do portal élfico jaz inerte sob os pés da bárbara brutal. Minha ira é imensa, vou matar todos. Mas então, ele chega. Impossível! Eu havia drenado seu poder. Eu o bebi diretamente da fonte, esta maldita floresta. Ele amealhou mais um pouco, de alguma forma ele reuniu o que sobrou. Éon, não estou preparado para lutar com ele aqui. Não com os outros inimigos ao meu redor. Desta vez não vou lutar contra o grupo todo. Tampouco serei novamente vítima de magia arcana. Meu último encontro com a feiticeira me ensinou uma ou duas lições. Devo partir novamente da câmara dos portais, mas vou prover os meios de cada um me encontrar. Individualmente, para minha armadilha anti-magias, onde o poderio mágico de meus inimigos não lhes valerão de nada.

Eu espero por um deles, mas chegam dois. Éon e o maldito paladino. Mais uma surpresa, conseguiram vir em dupla. Eles partem para cima de mim, vou domina-los antes que os outros cheguem. Fácil, não tiveram a mínima chance. Destruo suas armas, suas armaduras. Agora vou destruir suas almas, drenar sua força quase-divina. Tanto poder estes vermes adquiriram. Desperdício. Este poder deve servir a alguém maior. Alguém nascido para ser um deus. Eu!

As energias que absorvo deles através de antigos rituais a muito tempo esquecidos não são do tipo que eu preciso agora, mas hão de servir para eu destruir os demais e reconstruir o portal élfico. Depois de muito, muito tempo, eu sinto prazer. Indescritível. Prazer advindo das energias fluindo pelas minhas fibras mortas, e dos gritos de agonia do paladino e do ranger. Eu sou supremo novamente. Então ela chega, quase tarde demais, contando suas bravatas. Ela está cansada, eu vejo, mas também mais forte. Eu também estou mais forte, graças aos dois aliados dela aqui. Ela está condenada.

Ah, não. Ela é esperta. “Caprichosa”, ela diz. Talvez seja, a maldita trouxe os outros. Ela rescita cânticos antigos. Eu sei o que eles significam. É a Canção da Destruição. Preciso mata-la. Agora! Os amigos dela investem contra mim, outros a protegem. Não importa, eu posso vencer todos. A maga conjura magias, a bárbara tenta me ferir. O celestial liberta o paladino, não preciso mais dele.

A feiticeira canta e eu procuro silencia-la para sempre. Maldição, a magia da jovem maga me atrasa, não vejo minha inimiga. Estou cego, mas não por muito tempo. Tempo... percebo que pela primeira vez em toda a minha existência, tempo é algo que não tenho sobrando! Vou até a feiticeira, protegida por magias, braços, garras e lâminas, mas ela está ao meu alcance agora. Um golpe e o ritual que ela performa não será realizado. Um golpe. Eu a olho com ódio extremo, incontido. Miro sua pequena cabeça, hoje a maldita encontrará seu fim.

Eu vejo. Meus poderosos punhos a caminho de esmigalhar o crânio da pequena e aparentemente frágil jovem. Ela grita algo para a maga e então, não vejo mais nada. Um clarão! Uma energia terrível e poderosa. Cego novamente. Malditos sejam. Sinto toda minha força se esvair. Preciso ser rápido, tenho que retroceder! Mas como? Como, se não consigo parar de sentir dor. Eu, Sekher, sentindo dor. Dor, após milênios e milênios vestindo carne pútrida, vazia, sem sentimentos! Agora, há dor! Excruciante, inominável, sem fim. E não é só. Meus braços foram presos. O paladino! As Algemas! Elas paralisam o resto do meu corpo logo a seguir. Até a liberdade de movimento me foi negada. Sinto tanta dor e não posso fazer nada além de gritar!

Tudo está desmoronando ao meu redor. Pelo meu Eu Divino! Sou eu quem está desmoronando! Tento resistir, eu sou Sekher. É em vão. Meu corpo morto-vivo, se desintegrando... Estou voltando ao pó original, as areias das longínquas e esquecidas terras do antigo Egito. Terras que eu nunca mais verei. Eu sei, pois minha existência... esta existência... chega ao fim. Derrotado. Meu ódio se esvai, meus sonhos de poder se partem, minha vingança finda. Eu sinto dor, mas aos poucos eu sinto, finalmente, paz...

Obrigado. Muito obrigado.


Última edição por Xande em Sex Fev 05, 2010 5:11 am, editado 7 vez(es)
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qui Fev 04, 2010 9:48 am

No escuro de sua Torre nas Terras Desconhecidas, a maga escreve em um pergaminho, enquanto traga por vezes o seu cachimbo expelindo uma fumaça com um aroma agradável.

" Tudo ficou claro. Aos poucos as rochas do meu corpo iam tomando novamente a cor rosada de minha pele. Por instantes respirei o ar pesado daquelas terras não muito conhecidas pelos mortais e até mesmo imortais embora não fosse preciso. Sim, tinha a sensação de que estava novamente viva. Meu corpo não tinha a força ainda para se manter em pé. Estava ali há algum tempo petrificada com meus irmãos olimpianos. Maldita seja a sede de poder das arcanos. Maldita seja a sede de poder das humanos. Embora tivesse outras causas para ter tentado atravessar a barreira, a cobiça sempre esteve em meu foco.

Meu amigos. Eles novamente estavam lá não medindo esforços para me salvar. Cassandra agora era um ser superior, acumulou grande poder. Que grata surpresa! Minha grande companheira alcançou um posto divino, e ainda conseguiu despetrificar aquilo que foi petrificado por forças incomparáveis. Que poder! Também quero um desses. Devo mais uma vez a vida para eles, para meus companheiros. Mas essa dívida será abatida da conta que eles tem comigo. Eles também me devem algumas vidas.

O momento de comoção tomava conta do lugar, e muitas partidas e vindas ocorreram em um curto espaço de tempo. Rainhas novas dando lugar ao Rei antigo. Energias transitando de centelha divina para outra. A escuridão da morte dando lugar aos trovões da tempestade. Muitas mudanças. Mas havia algo a ser mantido no foco. Nosso inimigo conquistava um poder maior. O ser múmia tinha que ser abatido. Essa era a minha missão para com os povos de todo o continente. Essa era minha missão para comigo mesma. Isso tinha que chegar ao fim. E partimos.

As ruínas élficas do lugar não me agradavam muito pois as lembranças do povo da floresta me lembravam a época em que a escuridão assolou meu coração e fui responsável pelo massacre de muitos da floresta, quando a minha vingança era apenas contra poucos. Dois elfos. Bem, eles estão mortos agora, não importam mais.

A batalha contra a múmia foi digna de ser cantadas pelos planos em todo o multiverso. Nunca fiquei tão abalada, cansada, exausta, fadigada e qualquer outra palavra associada a essa situação. Minhas magias todas foram conjuradas e muitas nem efeito fizeram. Era um ser poderoso, e estava acompanhado de outros seres poderosos. Mas a força da minha essência divina da tempestade, auxiliou o meu grupo a subjulgar o inimigo. O frio da neve e o escorregadio gelo assolou o aposento em uma grande tempestade impossibilitando a visão e o movimento livre, e consegui proteger minha companheira enquanto ela invocava o ritual de destruição do Morto-vivo. E após uma longa batalha de diversos lugares, diversas mortes, e diversos tempos o inimigo se ajoelhou frente Cassandra, preso com as algemas de Ísis, e aos poucos se desmaterializando, foi vendo a morte definitiva chegar. Não esquecendo o despertar do Arauto da Destruição em Mulhorandi, contido por mim e a Seguidora dos Espíritos, evitando assim uma destruição sem precedentes em nossa amada Mulhorandi.

Esse era apenas mais um dia na Aliança Brilhante. Um dia cheio de mortes e glórias. Um dia de combate e poder. Mais um dia de redenção.

Por Selûne, Cassandra e o Panteão de Mulhorandi.

O mal está ai. Estamos prontos. A Aliança Brilhante estará sempre pronta."
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Qui Fev 04, 2010 2:49 pm

"O dia se levanta. Aos meus olhos ele é vermelho. Desde sempre, o dia sempre tem essa cor pra mim. Da vastidão do deserto,um antigo inimigo se levanta. Um poderoso inimigo,digno de me abater,se algum dia isso for possível. Eu aguardo.

No entanto,a cadeia de eventos me preocupa. Minha atenção é desviada,pois aquele a quem respeitava me traiu,julgando que a desonestidade pode ser caminho pra um objetivo. Eu rio de tais princípios. Eu sou Fúria Vermelha,a que levanta a espada com vigor. Aquela que ergue o machado antes de todos se moverem. Cuja ira só é contida pela associação emocional com uma criança,por quem eu morreria e mataria. Esse foi o erro desse ser. Ninguém mexe com minha irmã.

De uma vez por todas,as peças se movem. Um poder aliado ressurgiu e nos instigou a dar um fim nessa ameaça. Ele é forte como poucos que enfrentamos,meu pensamento está nublado. Tento manter a sanidade e não me entregar á vassidão da loucura,pois ela bagunça minha mente. Selina está morrendo. Devo me apressar,mas há obstáculos. Sempre há obstáculos. Graças á Tempus,existem os obstáculos. O que eu seria sem eles?

Avançamos por eles numa difícil jornada,mas agora a pequena bruxa está conosco. Uziel tranquiliza os corações com sua presença,e mesmo Nemae,por rústica que seja, passa segurança nas piores horas. Nós avançamos. O paladino,con sua tagarelice habitual de "fazer o bem" e "destruir o inimigo" vai á frente com suas bravatas. Não importa. Minha hora vai chegar. Eu aguardo.

Ali está ele,á nossa frente. Nos engajamos contra o Inimigo,todos cientes em seus corações que ele não pode sair daqui com vida,sem ela,ou seja o que for que mantenha seus trapos coesos. Abalados e abatidos,fracassamos na primeira tentativa.

Atrasamos seus planos e ele foge,oculto nas sombras,ganhando tempo. Mas se o portal lhe dá poder,irei provar que poucas barreiras resistem á minha determinação. Clang!!!! O primeiro golpe repercute pela câmara,meu corpo explode em dor. Me apóio em Uziel e no destemido Herpes. Clang!!! O segundo golpe entorpece meu corpo,a espada trinca,meu braço adormece,mas sinto que posso conseguir. Orando a seus deuses,meus amigos me fortalecem magicamente com efeitos que sanam os ferimentos em meu corpo. Penso em Selina. Clang!!! O terceiro golpe é mais do que posso suportar. Toda força abandona meu corpo,eu nada vejo. Tudo escurece.

Surpresa. Meu antigo mestre surge,mas algo está errado. Sinto uma perturbação. Ele me traiu. Drenou de forma abusiva aquela que me é mais cara e não cobrarei menos que sua vida por isso. Ele desaparece tolamente levando o paladino,numa tentativa clara de fracasso. Eu aguardo.

Minutos depois tudo acontece rápido demais. Recuamos brevemente.A Feiticeira surge.Uma batalha épica,digna de nossa presença e da dele se aproxima. Não estamos á sua altura,mas não precisamos.A quem é possível fazer algo,providências estão em curso. Minha missão é bloqueá-lo. A Xamã me auxilia,mas não a vejo. Não penso em nada. Não penso direito. Selina está morrendo.Penso que além de Sekher,mais uma cabeça ainda vai rolar antes do fim do dia.

A Feiticeira grita em uma linguagem que não entendo. A pequena bruxa a auxilia. Eu,Uziel e Nemae avançamos. O paladino e o traidor jazem acorrentados,pagando o preço da incompetência e imprudência. A hora chegou. Frio e vento assolam o campo de batalha.A visão de todos é nublada. Ela será travada agora apenas pelos habilidosos. Eu me esforço pra tomar parte. Quando tudo parecia perdido,um clarão me cega. O paladino surge,magro e esfaimado,com uma luz esmeralda o sustentando. Ele ata os pulsos de nosso Inimigo. Gritos de todos os lados. Ele se recusa a partir,proferindo maldições vazias e urros de vingança. O fim o envolve. Sekher não mais existe.

Poderia ser o fim,mas ainda há contas a serem acertadas. O traidor deve pagar o preço de molestar aquela que me é cara. Ele não resiste,mas princípos mais tolos do que o dele se manifestam. Herpes entra em meu caminho. Pela última vez. Ele deve aprender tanto quanto os outros que minha vida se rege por apenas uma coisa. Já tiveram tempo suficiente pra isso. Eu avanço e o paladino,em sua compaixão,o teleporta pra longe. Previsível demais. Qualquer um sabe pra onde foram. Guardo minha ira pra outro dia. Eu aguardo.

Para minha aparente surpresa,Uziel tem planos próprios dos quais eu já desconfiava. Ele não quer Éon vivo,mas não o abaterei no estado em que se encontra. Refletindo agora,ele não tem a mínima condição de me enfrentar. Isso é tanto um alívio quanto uma frustração.

Uziel se aproxima apó localizarmos "nossa" presa. Sendo um enviado de Chauntea,há coisas acontecendo que fogem á meu alcance. E na verdade não me importo. Uma garra de leão enorme desce sobre seu corpo. Éon não mais existe. A meu ver,de forma inglória. Mas segundo seus próprios princípios,se isso valer de algo pra alguém. Acabou. O que os bardos diriam do que ocorreu aqui hoje?

Por Tempus,como eu preciso de uma cerveja!
"


Um conto da Aliança Brilhante

das memórias de Shayera "Fúria vermelha" Laugstein


Última edição por Peti em Dom Mar 28, 2010 7:19 am, editado 1 vez(es)
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Xande em Qui Fev 04, 2010 9:34 pm

Me sinto tão bem! A casa da minha Senhora, onde os deuses vem descansar temporariamente de suas imensas obrigações é uma lugar maravilhoso. E não falo daqueles deuses estranhos e mesquinhos de Faerûn, e sim dos verdadeiros deuses, os deuses do meu povo, os deuses do meu coração. Deuses que viveram como mortais e sabem do que os mortais precisam. Passando meus dias ao lado deles em júbilo: o onipotente Hórus-Re, o sábio Toth, a zelosa Nephtys e claro, minha bela Ísis, e os demais. Até mesmo Anhur das Tempestades dedica um tempo para você as vezes. É como se sentir em casa com minha família e isso é maravilhoso.

Mas eu tenho outra família. A Aliança Brilhante está no Plano Material e também tem, assim como os deuses, responsabilidades. Responsabilidades para com os mais fracos, para com Mulhorand e para comigo, sua irmã. Eu poderia dançar nos salões de Quietude, passear pelo deserto e navegar pelo Grande Rio para sempre, entre os deuses que me amam ainda mais do que eu os amo. No entanto eu sei que tanto minha família terrena quanto Mulhorand precisam de mim. Nosso inimigo vaga pelos desolados reinos da Destruição e do Desespero e ele precisa ser derrotado antes que retorne forte demais, sábio demais.

Eu estou completa agora, a centelha divina se reúne ao meu corpo e à minha magia e assim, eu sou novamente a Mórrigán dos Avianos, a Cassandra dos Olimpianos. Eu sou a Kementarei dos Mulans, uma vez escrava, hoje quase uma semi-divindade por direito de conquista. E eu vou voltar.

Agora eu preciso de armas. Não espadas afiadas, ou uma lanças mágicas, eu estou falando de armas de verdade, estou falando de mente e personalidade afiadas, uma força de vontade inabalável e um corpo poderoso, forte. Preciso elevar ainda mais meu poder, afinal isso foi o que sempre busquei, desde que me prenderam com pesados grilhões e me chicotearam pela primeira vez. “Escrava”, é o que diziam as vozes dos meus senhores, acompanhadas da música aguda do açoite. Hahahaha! Imagina, eu, escrava. Acho que no fundo, eu achava graça de mim mesma e dos meus pretensos mestres Vermelhos. “Eles vão ver um dia que não sou escrava de ninguém, a não ser talvez de mim mesma, de meu espírito livre, do caos que reverbera na minha mente de menina má. Sim, eu sou muito má! Má não, eu melhor do que isso, eu sou... caprichosa! E caprichosamente alcançarei meus objetivos.

Eu sei onde começar a procurar pelas minhas armas, onde mais seria? Se há um local onde conhecimentos proibidos e nem tão proibidos assim se acumulam em pilhas infinitas, este lugar é a Grande Biblioteca de Toth, em seu Reino de Thebestys. Os faerunianos poderiam dizer que seu deus do conhecimento, cujo nome nada importante para mim me foge no momento, possui a maior coleção de conhecimento dos Planos, mas eu aprendi há muito tempo que os faerunianos são como os meninos, que acham que tudo deles tem que ser maior ou melhor. “Meu pai é maior que o seu”, “Minha bola é melhor que a sua” e, principalmente, “Meu pintinho é maior que o seu”. Típico, não é? O certo é que quando adentro a Grande Boblioteca, onde sou recebida pelo próprio Thoth, eu duvido muito que haja um local como esse em qualquer lugar do Multiverso.

O Senhor da Magia me recebe, sério como sempre e me guia pelos corredores de estantes repletas de livros e pergaminhos. Eu quase desisto, pois ler, pesquisar e estudar nunca foi minha idéia de diversão. Mas não vim aqui para me divertir... haverá tempo para me divertir depois que eu conseguir o que eu quero. Eu pergunto ao deus onde posso encontrar, em meio àquele mar de papeis e hieróglifos, o que eu procurava. Ele olha para mim, com seus olhos enigmáticos e sérios, e nem mesmo pergunta porque eu quero adquirir tal conhecimento, tal poder. Na verdade ele já sabe, claro. Ele sempre sabe tudo, sua tapada. Ele apenas me guia pela sua Grande Biblioteca e me indica diversos livros, pergaminhos e tabuletas, entre eles as Tabuletas da Apoteose, O Livro dos Mortos, e os tomos dos Deuses e Semideuses e das Crenças e Panteões. Ele me deixa ali sozinha, pois eu preciso estudar e não tenho tanto tempo assim.

Com ajuda de minha mente novamente aguçada e da benção da minha deusa, eu leio e entendo, pesquiso mais, estudo e compreendo tudo em um punhado de dias. Pelo bigode de Shayera! Isso vai ser complicado! Copio antigos rituais, guardo passagens em minha cabeça, anoto outras tantas e volto para Quietude, a Cidade da Moderação, pois preciso de mais uma ajuda de minha amada Ísis. Ela percebe meu cansaço, minha fadiga e me oferece da sua bebida e me dá um beijo. Deuses, com o eu adoro quando ela faz isso, o efeito é imediato, parece até que não fiz nada o dia todo. Então, sem jeito, digo a ela que preciso voltar ao Plano Material, pois não tenho o direito de permanecer ali entre os mortos merecedores de tamanha dádiva. Após um breve sermão sobre quem decide quem merece ou não estar ali, ela me oferece um presente de despedida, sabendo que não poderia me segurar ali para sempre, "Qualquer coisa que eu escolhesse de seu tesouro". Eu podia ter pedido tantas coisas, tantas maravilhas, tanto ouro e toda sorte de coisas preciosas... mas eu só precisava de um único item e então lhe pedi o seu véu, o Véu de Ísis. Eu ouço falar dele desde que eu era pequenina, todos em Mulhorand já ouviram as histórias. São belas histórias e são importantes para meu povo, sagradas. Ela me entrega seu Véu e seus desejos de boa fortuna, me abraçando como uma mãe abraça sua filha que está para sair de casa para ganhar o mundo.

Muito bem, tenho as receitas, faltam os ingredientes. Primeiro tenho que encontrar uma Fonte de poder divino. Os tomos e pergaminhos falavam de várias, mas todas quase impossíveis de serem alcançadas com meu nível de poder atual. Talvez se eu tivesse tempo, mas não tenho. Aí me lembro dos Cristais Elementais, eles tem origem no poder da Fonte Suprema, tudo o que eu precisava era juntar o máximo deles que eu pudesse conseguir. Faço isso: com minha identidade protegida pelo Véu de Ísis, junto e absorvo o poder de muitos cristais seguindo os procedimentos descritos naqueles livros empoeirados e meu poder aumentou imensamente. Percebo que estou a poucos passos de em tornar uma semi-deusa, mas faltava mais: seguidores. Há regras. Até para ser um deus, há regras, até para gente como eu, há regras. Nunca gostei delas, regras me restringem, me diminuem, me limitam, mas ninguém pode fugir delas, deus ou mortal.

De acordo com os textos contidos no Tomo da Pedra Fundamental, um dos muitos que eu li na Grande Biblioteca, descobri sobre um local de poder na própria Faerûn, onde alguém podia criar vida a partir de outra, o Círculo das Pedras Fundamentais de Ossington. Transmutação sempre foi minha segunda escola de magia favorita, não seria problema para mim. Mas era um local de druidas, há muito abandonando e esquecido até mesmo pelos deuses de Faerûn. Eu sou boa com magias... boa não, sou excelente! Eu até mesmo posso conjurar magias arcanas que copiam magias druídicas de poder médio, com os mesmos efeitos, isso não seria problema. O problema era entender o que estava escrito ali nos menires, no idioma secreto dos druidas. Bem, se eu não posso ler, alguém mais terá que poder. Visito uma amiga de infância, Hamineptra, a druída da Floresta Ganath e uma seguidora de Ísis com o eu. Explico minhas intenções, ela ouve e concorda em me ajudar, mas não antes de um festival de perguntas e muitas colocações sobre o equilíbrio da natureza que me fizeram lembrar da chata da Selina. No círculo de pedras de Ossington, ela lê os glifos e me conta o que significam: são a receita de como fazer despertar o poder do local e utiliza-lo. O Tomo da Pedra Fundamental dizia que eu deveria conjurar uma certa magia chamada [i]criar falsos humanos[i], onde um pequeno animal é transformado em um humanoide, tem seus atributos mentais despertados e recebe uma alma.

Ora, não queríamos forçar nenhuma animal a se tornar humano. Isso seria crueldade demais, algo demoníaco até. Então eu decidi conversar com eles, explicar o que pretendia. Em Mulhorand, eu e Hamineptra confabulamos com chacais, ratos do deserto, escorpiões, serpentes, falcões e outras aves... Conversamos com eles, mas no fim, exceto por algumas aves de rapina, eles se recusaram a tal sacrifício. Me pergunto se Heru-Cuti, meu familiar, não tem um uma garra metida na decisão das aves. Os falcões que trouxemos chamam outros de sua espécie e logo tenho mais de 300 aves esperando para me servir como os meus próprios seguidores humanos. Nas Pedras de Ossington, o processo se mostra complicado, trabalhoso, com muitos passos e detalhes que devem ser observados. Um dia inteiro perfazendo o exaustivo ritual, mas levaria mais se eu não canalizasse parte do meu poder quase-divino para potencializa-lo. Sim, foi bem exaustivo, mas recompensador. As aves, agora belos homens e mulheres, todos se ajoelhando e me adorando, pelo meu amor sincero a eles, por minha admiração a eles e pela minha causa justa. “Manu, Pássaro Sagrado”, eles me chamavam. “Livrem as terras da morte, livre todas as criaturas vivas dos temores do Fim do Dia”, eles clamavam. “Manu”... nossa, eu gostei desse nome, há grande poder nele. É perfeito! A partir de agora é como serei chamada, Mórrigán-Manu.

Levo meus novos seguidores para um local distante, bem longe da influência de qualquer outro deus, principalmente os gananciosos, mesquinhos e aparvalhados deuses de Faerûn. Vou dizer uma coisa: eu vou ser uma divindade melhor do que eles, pois não tem como ser pior do que esta raça. Eu ensino meus protegidos o que eles não sabem, eles retribuem, usando boa parte do que lhes ensinei para me adorar. Agora eu tenho altares em meu nome! Isso tudo é bem melhor do que sempre imaginei, é o máximo! Vou recompensar o amor e a adoração deles, pois são os meu filhos e eu sou a sua 'santíssima'. Quem diria que eu um dia seria chamada assim...

Com a ajuda de Ísis e Osíris, e sob os apelos contrários do maldito Seth, eu sou levada até a Fonte Suprema e julgada por ela, para que ela decida se eu tenho o direito ou não de me tornar uma semi-divindade. Ela (ou seria Ele?) me revela seu nome: Ao, o Alfa e o Ômega, o Início e o Fim. Foi justamente neste momento de revelação que eu percebi que ele me aceitou. Então ele me diz: “Teus meios não foram ortodoxos, pequena semi-deusa, beiraram o burlesco, mas não vejo por que não devas agora assumir a responsabilidade espiritual por aqueles a quem criastes. Vá e seja sua semi-deusa. Tens seus Domínios e obrigações. Não falhai com eles, pois se não estarás falhando comigo e será ai de ti”. Ainda tenho tempo de ouvir algumas reclamações de Seth, mas nem me importo, eu tenho assuntos para tratar com Sekher e vou atrás dele.

A partir do meu novo local de poder, que acidentalmente descobri enquanto procurava pelos primeiros cristais, chego até meu inimigo. Ele se surpreende ao me ver, não porque não esperava me ver cedo ou tarde, mas sim pelo meu novo nível de poder. Mas ele é Sekher e a luta não foi tão fácil. No fim, depois de uma colossal disputa de vontades, eu o venço, mas percebo que não tenho o poder de destruí-lo completamente, apenas posso aprisiona-lo, mante-lo numa espécie de êxtase. Vou precisar de mais cristais, aumentar mais ainda meu poder e dar um fim ao morto-vivo de uma vez por todas, não importa os sacrifícios a serem feitos, nem os obstáculos.

A Aliança Brilhante cedo ou tarde surgirá no meu caminho. Quero mantê-los fora disso, pois este é um jogo perigoso, bem além do poder deles, mas eu os conheço e sei que vai ser muito difícil evita-los. A Aliança, não importa sua formação, tem essa antiga mania de se intrometer em tudo e arruinar planos. Bem, que surjam então como aliados, pois se surgirem como obstáculos, eles serão os primeiros a serem sacrificados!

Muitas vidas estão em jogo.


Última edição por Xande em Sab Fev 20, 2010 1:09 am, editado 1 vez(es)
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Fev 09, 2010 10:30 am

*Terras Desconhecidas*

Hoje acordo uma nova pessoa. Depois dessa noite de descanso minha visão se torna clara. Sei agora para aonde ir. Sei agora o que fazer. Os meus que tinham morrido por mim, me tornaram uma pessoa melhor. Eles lutavam por mim e eu lutava por poder. Isso estava errado. Isso mudou o meu coração. Eu os amo. Eu amo os meus seguidores, que morreriam por mim. Morrerei por eles. Sim, minha vida será dedicada a sua proteção. Aos meus irmãos.

Mas algumas coisas precisavam ser feitas. Selûne não poderia mais ser cultuada naquele local. Os antigos espíritos não gostavam da idéia de uma antiga Deusa vir desfazer acordos feitos a muitas eras. Assim ao menos pensavam. E essa opinião dos antigos espíritos ameaçava a minha tribo. Então isso precisava ser resolvido.

Ajoelhei-me e orei. Então minha Senhora me concedeu uma honra e me visitou. Expliquei-lhe a situação de minha tribo. Ela com seu bondoso coração, e sua vasta sabedoria, conseguiu entender os meus desejos e preocupações, e concordou que não fosse mais cultuada naquelas terras. E mesmo assim ainda se prontificou a guiar meus passos caso eu fosse tida como uma dos espíritos antigos. Selûne, minha eterna senhora, minha única Deusa. A partir daquele momento eu deixava de ser sua seguidora fervorosa, e passava a ser uma aliada. Uma serva. Alguém com quem ela poderia contar para realizar missões que ela não pudesse. Ali eu começava a deixar meus restos de humanidade para trás, e passava a me tornar aquilo que eu nasci para ser. Ali eu começava a dar o meu próximo passo. Talvez o mais importante.

Após a visita de minha Senhora, me reuni com meus seguidores clérigos que eram devotos de Selûne, e os dispensei dos serviços caso desejassem, pois ali Selûne não poderia ser cultuada mais. Eles então entenderam. E assim decidiram partir. Eram livres, e eu respeitava essa decisão.

Clamei por um bravo guerreiro de minha tribo. Um que pudesse me guiar até os antigos espíritos. Precisava de sua aceitação, e principalmente, precisava do seu perdão.
Aos poucos meu corpo foi tomando a forma de um colossal Dragão Verde. E isso impressionou os meus. Talvez fosse essa mesma a minha intenção. Alcei vôo montada pelo guerreiro. E por algum tempo sobrevoei a floresta. E então cheguei às montanhas onde existia uma espécie de local sagrado dos antigos espíritos. Um círculo composto por diversas Pedras Sagradas de diversos tamanhos e significados.

O guerreiro me esperou embaixo da montanha. E eu em forma nativa, assim como meus irmãos, me dirigi com a maior humildade até o centro do círculo. Um sentimento novo sim. Humildade.

Ajoelhei-me e lá implorei por perdão. Fui agraciada com a visita de uma mensageira. E nessa visita consegui o perdão dos espíritos. Para mim e ao meu povo. Prontifiquei-me a ser serva desses que foram tão generosos comigo. Ainda me foi atribuída à missão de proteger aos meus. Nada que eu já não me sentisse obrigada a fazer. Eu os amo, logo prezo por suas vidas.

Tão logo se encerrou minha missão, retornei ao meu povo. Agora tínhamos o que comemorar. Tínhamos o perdão e o consentimento dos antigos espíritos para guiarmos o futuro de nossa tribo. Começamos a preparar uma festa para comemorar as boas novas. E muitas perguntas sobre nomes e símbolos começaram a ser feitas. E então com essas palavras que transcreverei a seguir, encerro mais esse pergaminho, pois é hora da festa:

“Eis que os antigos espíritos agora não nos amaldiçoam mais! Estive com sua mensageira, e agora eles aceitaram o nosso perdão! Contudo, prestem suas homenagens a todos Eles, e que isso se repita para sempre. Serei eu agora a sua líder e guia. Clamem por mim quando necessitarem de ajuda, e eu estarei lá para ajudá-los. Sejam bravos e fortes como sempre foram. Hoje se ergue a tribo mais forte dessas terras! Hoje é um dia de renascimento! E eu, serei conhecida a partir de hoje como Araíba, A Senhora dos Trovões e Tempestades, juntos com vocês! Hoje nasce a Tribo da Carioca! Um salve!”

Uma tempestade de raios começa a se formar e estourar no ar. É iniciada a festa pelos novos tempos.
****
Manuscritos de Lorena Araíba, A Senhora das Tempestades, instantes antes do seu rapto.
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Qua Fev 10, 2010 12:50 am

Um breve interlúdio. Um dia de tédio. Preciso brigar com alguém.


O grupo está dividido devido a acontecimentos recentes. Emoções e julgamentos afloraram. Palavras ríspidas foram trocadas. Que saco,não houve briga.

Após derrotarmos á Múmia Ancestral,cada um se volta pras suas particularidades. A Feiticeira barganha ajuda pra um local ocupado levianamente. Diz que pecisa de nós. Todos por todos os lados precisam de nós. "Você precisa de responsabilidade,Shayera",ela diz. "Você devia ser mais responsável,sua maluca. Pense no que podíamos fazer",diz o paladino. O Celestial se mantém reservado. Só ele parece entender. Mas será que um dia a verdade vai atingir a todos,ou eles apenas fingem não compreender? Eles não entendem que esse ranço corre minhas veias? Que sou compelida por uma espécie de maldição a buscar o sangue do inimigo? Que meu momento de maior prazer é ao levantar a espada e brandir o machado?

Tolices. Eles me julgam por buscar momentos com a bebida,mal imaginado em seus pesadelos mais insanos,que justo quando estou fazedo isso,me detenho a não me intrometer em guerras pelos reinos,provocando-as ou incitando-as. Essa é a vida do Bárbaro Frenético. Essa é minha vida. Será que se preocupam com isso,ou apenas querem me usar pra seus benefícios de "fazer o bem"? Eu sou uma Guerreira,sei mais sobre combate do que todos eles juntos,e ainda assim visto a máscara de uma bebum,me inferiorizo na presença deles,pra frear minhas intenções de guerra e destruição. Eles não cogitam imaginar por quê eu faço isso.

Estou aqui,afastada deles,pra seu próprio bem. Não pega bem pra imagem deles serem vistos comigo. Estou com gente como eu,párias,renegados,a ralé dos Reinos. Bebo minha cerveja e jogo os dados. As pessoas me dão tapinhas nas costas,cumprimentam. Sou um deles. Estou num exílio auto-imposto. Momentos assim nunca duram.

O paladino surge. Diz pra irmos. Guardo rancor dele por acontecimentos recentes. Peço pra se retirar. Ele parece magoado. Eu não ligo. Ele escolheu a vida que tem. A cerveja não pára de vir. É a minha mesa,ela nunca pára de vir. Instantes depois,o Celestial surge. Prevejo mais ou menos o que ele quer. Algo que não posso dar. Deixamos o local e ele abre seu coração pra mim,pede desculpas por atos de sua responsabilidade. Pobre Uziel,caiu em uma teia que os Deuses tinham planejado pra mim. Eles não conhecem Shayera. Eu sempre soube das intenções de Chauntea e Silvanus para comigo,desde o dia em que o Celestial surgiu entre nós. Mas todos enxergam apenas a bebum,a tresloucada,a imprudente Shayera.

Volto pra casa,ser uma "pessoa normal" por alguns instantes,como eles querem. Tomo um banho e sento á beira da piscina com os servos da casa e a pequena aprendiz da Bruxinha,que está ausente procurando problemas pra gente. Gosto da Bruxinha. Sabe o que faz,na maioria das vezes.

Converso com essas pessoas. Um dia tranquilo. Estou totalmente desarmada. Meu instinto me diz que isso não é sábio. Deixa pra lá. De repente,meu instinto me dá um tapa na cara. Barulho de metal e escombros. A doce canção da batalha. A canção de Tempus.

Três golens,de um tipo que nunca vi surgem. Eles dizem estar atrás de mim,mas logo fica evidente que irão atrás dos outros também. Tento retardá-los,mas sem armas,pouco posso fazer. Imobilizada e indefesa,sou levado pelas criaturas. Um dia que estava muito sem graça acaba de melhorar bastante.

Sou levada pra um plano distante,e penso que dessa vez não trouxe meu garrafão de vinho predileto. Há uma espécie de arena no local,e percebo diversas criaturas na mesma situação que eu,inclusive meus companheiros. Pra minha surpresa,Selina também está lá. Prevejo dias negros por aqui. A Bruxinha tenta se soltar (pra quem era pedra até bem pouco tempo,bastante compreensível). Todos possuem um colar. Só os mais burros não adivinham pra que serve. Levados ás celas,somos informados da situação. Parece que a raça que capturou a todos possuem um sistema de jogos de combate. Você entra,mata ou sai morto. Adorei o lugar. Adorei ser capturada.

Os Guerreiros dessa raça,aparentemente foram criados por Ares,uma divindade semelhante a Tempus,que enfrentamos meses atrás. Ao que parece,nosso feitos no Plano Material atraiu a atenção deles. Como somos um grupo,não vão se arriscar a nos deixar lutar juntos. Estamos em equipes diferentes: A Bruxa,o Celestial e a Xamã de um lado; eu,Herpes e Selina do outro. Galgaremos luta por luta,e um choque entre as equipes será inevitável.

Estou deveras curiosa com o que vai acontecer quando as chaves de combate se cruzarem...

E estou pensando no vinho que deixei em casa.....


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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Sab Fev 13, 2010 1:29 am

Mais um dia. Será dia ou noite?

Eu,Herpes,Selina e Niobe somos levados pra outra ala. Meus amigos se mantêm reservados. Mesmo o falastrão paladino está mais quieto do que de costume. Não sei sei isso é bom. Prevejo que ele vai causar problemas. No meu lugar. Vou adorar isso.

Os jogos começam ao que parece. Ou melhor,continuam,nós que chegamos agora. Levados ao rival da líder da outra equipe,somos apresentados a nossos "companheiros" de grupo. Há um anjo,Hamiah,que já conhecíamos da outra ala.Um vulto enorme no canto parece ser um mau agouro,ainda mais quando olha em nossa direção e juro por Tempus,que ele só tem um olho enorme no centro do rosto. Ciclope. Gigantes bárbaros. Já ouvi falar deles. A outra é uma mulher de uma beleza espantosa,por todos os padrões que se possa imaginar. Tem um ar élfico,que é o mais próximo que posso chegar de um elogio. Astreane. Fala suave e sinto grande poder nela.
Digo-lhes minhas capacidades,pra que saibam o que esperar de mim. Meus amigos estão abatidos e resolutos e preferem o silêncio. O Ciclope escarnece de nós. Realmente uma pena ele estar na minha equipe. Não posso brigar com ele.
As horas passam. Pelos gritos,vai começar outra luta. O comentarista grita nomes de criaturas que não conheço, e então grita Lorena,e depois Uziel. Os problemas vão começar.

No entanto,me surpreendo. Parece que Lorena não rendeu muito. Não dá pra ouvir a luta daqui,mas entre um grito e outro vc percebe algum coisa. A batalha lá em cima continua. Parece que um impasse foi gerado. De repente,silêncio total. Algo aconteceu. Gritos e mais gritos. Algo ocorre. Muitos gritos,sons de explosão e depois silêncio novamente.

O líder de nossa equipe adentra,cobrando respostas sobre uma mulher. Toda a descrição confere com Cassandra. Caramba,só eu não aprontei ainda. Que vergonha!
Ele diz pra manterem vigília em nós. Astreane confabula comigo. Por Tempus,que mulher linda. Me sinto embaraçosamente rústica perto dela. Nossa hora está chegando. Não sei o que me espera lá em cima,mas eles também não. Pois bem,vou mostrar.


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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Dom Fev 21, 2010 9:36 pm

Primeiro dia na Arena.

Estou empolgada e apreensiva. Eu,Selina e Bruticus somos escolhidos. Não sei o que esperar,mas coisa boa não pode ser. Lembro da luta da Equipe Delta,onde meus aliados se encontram. Não me pareceu fácil.

Adentramos a Arena,e o povo nos incita. Do outro lado,uma forma franzina surge. De capuz e silencioso, ele se posiciona. "Um lich",diz Selina. Depois há um farfalhar. Galhos e folhas se espremem,forçando a passagem. Uma gigantesca forma,similar a uma árvore surge. Nada bom. "Um Ente Ancião",diz Selina novamente. Uma equipe poderosa,mas ainda falta um. Passos pesados se aproximam do portão e de lá sai uma criatura bem conhecida pra mim: um Titã.

Vai começar.

Nos posicionamos,mas em nossos primeiros movimentos,minhas ações são anuladas pelo Lich. Ele explode meu corpo de dentro pra fora,e caio de volta no chão da cela. Posso provocar esse efeito,mas não posso resistir a ele. Estou fora do combate. Praguejo e amaldiçôo,mas não há tempo pra isso. Minha irmã ainda está lá. Corro até Astreane,que acompanha a luta de um beiral em nossa cela. O Ciclope está confrontando o Ente,enquanto Selina tenta atacar a todos em uma forma dracônica. o lLich age de novo,anulando a magia dela. Ela não deixa por menos e o explode. 2 x2 agora. O Ente avança e derruba o Ciclope. Péssimo pro ego dele essa derrota. Ele surge na cela esbravejando e amaldiçoando. Acossada, Selina não pode fazer muito. O Titã e o Ente a subjugam. Deve ter sido uma surpresa pra todos,que deviam achar que ela seria a primeira a cair. Selina costuma causar essa impressão.

Nossa equipe perde,e Gideon,líder deste bloco de celas, continua com seus planos pessoais em relação á Cassandra. Eu faço com ele um jogo de palavras. Um jogo perigoso. Preciso ganhar tempo.

Descubro que Astreane possui armas de energia,que afloram de seu corpo. Como também posso manifestar lâminas,percebo qua a espera na cela não vai ser tão tediosa.

Estou frustrada pela derrota,mas minhas defesas estão aquém de suas capacidades. Preciso dar um jeito nisso até a próxima luta. Enquanto isso,eu aguardo.


Última edição por Peti em Dom Mar 28, 2010 7:22 am, editado 1 vez(es)
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Fev 23, 2010 2:13 pm

*De uma Cela*

"Mais uma vez me encontro aprisionada. Demônios, ultimamente isso tem virado rotina. Essa prisão é muito dificil de escapar, pelo menos pelos meios convencionais. Tecnologia, como dizem os Avianos, é usada aqui. E isso é complicado. Mas uma hora a minha vasta inteligência decifrará esses enigmas e consiguirei no mínimo causar um pandemonio aqui. Enquanto isso me colocam para lutar.

Separaram meu grupo, e me deixaram junto de Nemae e Uziel. A primeiro momento achei ruim, mas depois vi que fiquei em vantagem. Completaram minha equipe, um Slaad monstruoso, o qual nunca vi. Esse deve ser poderoso. Um morto-vivo de imenso poder, Um ser dourado denominado Vectra, outrora humano, e por fim um Balor.

Uma equipe poderosa. Mas fomos abatidos no primeiro combate. Nosso inimigo, um Infernal, conseguiu me tirar de combate nos primeiros segundos, antes de eu agir, e isso desequilibrou. O combate foi paralisado após incidentes na plateia. Cassandra. Ela também estava lá. Foi me dito.

Decidi estudar as tecnologias, e já descobri um caminho de fuga. Só falta descobrir como trilhar esse caminho. Sou inteligênte, talvez a mais inteligênte de todo multiverso como acredito ser.

Estava abatida por ter sido envergonhada diante de várias pessoas. Revi minha tática e aprendi a dinâmica dessa arena. Fui escalada para uma segunda luta. Era minha última chance. E entrei na arena com tudo. Eu, Uziel e Nemae. Conseguimos. Vencemos uma equipe forte, mas não tão forte. Era uma repescagem. Eu sozinha daria conta daqueles 3. Bem, isso eu acho.

Haverá um novo combate, e quando ele vier, estarei mais preparada ainda. Meu poder aumenta. Me sinto mais capaz de explodir alguns inimigos.

Uma hora defrontarei meus amigos. E nessa hora espero que o meu poder esteja no seu limiar. Assim como a minha bondade. Mas eu quero sair daqui. Não nasci para ser prisioneira. E não importa a quem terei que matar ou que acordos farei, mas sairei daqui.

Enquanto isso, eu estudo uma maneira de surpreender as defesas da cidade."
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Mar 03, 2010 3:20 pm

*Grimório de Lorena*

"Falta pouco. A última luta foi mais difícil como eu esperava. Estive perto de morrer, e dessa vez seria a morte mesmo. Ao final consegui abater o mago, com a ajuda de meus amigos é claro. Faltam apenas mais 1 luta e depois pegaremos nossos amigos. Será mais difícil ainda. Será que terei coragem de matar aqueles que sempre me defenderam? O que será que irá acontecer? Como Cassandra está analisando minhas idéias de sobrecarregar as máquinas de defesas da cidade? Cada vez o Imperador está mais próximo. Cada vez mais meu desejo de vingança está maior. Estou sucumbindo a esse desejo. Não sei se é bom ou ruim. Posso estar sucumbindo novamente a meu lado escuro que havia abandonado. Isso é perigoso. Mas o que tenho certeza, é que desejo e vou me vingar de tudo e todos que me fizeram isso. Farei-os sofrer. E as consequências pelos meus atos....bem...elas que venham!"
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Mar 08, 2010 2:50 pm

*Pensamentos Sombrios de Lorena*

"Confusa. Cada vez mais estou confusa. Meus pensamentos são reprovaveis por alguns, mas os tomo como justo. A medida que vencemos nos aproximamos mais do Imperador. A medida que vencemos sinto mais ódio. Ódio de todos desse plano. Não queria pensar assim, mas ... mas eu sou assim. É a minha natureza. Sinto-me como minha irmã as vezes. As vezes ela poderia não estar tão errada. Sei que não irei me conter perante ninguém. Sei que matarei a quem for preciso matar e chegarei até o imperador. Sei que enfrentarei meus amigos. E se eles se curvarem diante de mim não precisarão morrer. Mas se não se curvarem....terei que matá-los. E sinto raiva de não pensar duas vezes sobre isso. Para mim é o certo a se fazer. Tenho certeza que os Arianos irão sofrer. Escravizarei todo esse povo. Farei-os sofrer. E quando sofrerem muito, ai sim os matarei. Peço perdão a todos aqueles que confiaram em minha bondade. Nunca se deve lutar contra a sua própria natureza. No final, ela vence. Sempre vence."
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*Deitada na cama*

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Mar 23, 2010 8:49 am

"Estou deitada na cama com as mãos trançadas na cabeça. Lembro que fui imprudente. Por isso fui derrotada. Não deveria ter me aproximado da Solar. Era uma última chance de aprisioná-la. Tinha que tocá-la. Enfim, uma coisa a se estudar: como conjurar essas magias que preciso tocar, a uma distância segura. Vencemos. Estamos na final. Teremos agora a nossa chance de causar dor e sofrimento a esse maldito povo. Vingarei aqueles que estão nas suas celas. Mostrarei a esses malditos que aprisionaram a maga errada. A justiça de Lorena será feita. Matarei cada maldito Aresiano que entrar por aqueles portões, e sairei desse plano. Após isso, voltarei. Voltarei com exércitos de criaturas, que torturarão todos esses maalditos durante toda a eternidade."

"E quando eu ascender a uma Divinidade, terei meu próprio plano. E nesse plano, terei um grande salão. E nesse salão serão penduradas em correntes com ganchos, e nessas correntes, estarão os Aresianos, sendo torturados para toda a eternidade. Feito vi no Inferno um dia desses. Não consigo pensar em muita coisa nesses dias. Minha cabeça é dominada por 3 coisas apenas e nada mais. Ódio, poder e planos. Muitos planos. Minha irmã nirsíria gostaria de ouvir alguns deles."


Lorena esboça um sorriso, enquanto olha para Mandurang.
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Qua Mar 24, 2010 1:45 pm

Pensamentos ocultos de Guerra,por Shayera



Nossa participação acabou. As habilidades de Morte da equipe adversária nos sobrepujaram. A Equipe Gama foi derrotada na semifinal.


No entanto,essa mesma equipe perdeu pra Delta,onde se encontra meus aliados. Eles agora enfrentarão os Aresianos sem saber o que esperar. Que inveja!


Contudo, percebo que algo ocorre nos bastidores. Selina entra em transes frequentes. Fala cada vez menos. Tem algo acontecendo. Sinto que ela se prepara pra algo. Essa luta contra os Aresianos está destinada a ser uma tragédia...pra eles.

Sinceramente,não vejo como eles possam derrotar um Aresiano. Eles me parecem bem resistentes a efeitos mágicos e danos físicos,a exemplo dos Golens que nos capturaram. Do que ouvi aqui da cela sobre as lutas de sua equipe, não reconheci nenhum líder tático ,e se entrarem sem uma coordenação tática,estarão fadados ao fracasso.

Eu rabisco o chão bolando estratégias pra quando a casa cair. Sei que posso contar com o corpulento Bruticus. Astriane está sempre pronta; e Alliah por si só está sempre apta pra defender seus princípios. Todos estamos irados com a morte de Hamiah,o valoroso Anjo de nossa equipe.

Está chegando o momento,em que mortes como a dele e do grandioso General Grendel hão de ser vingadas....
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Re: Crônicas de uma Aliança

Mensagem por Peti em Sab Abr 24, 2010 11:21 pm

O Dia dos Dias.

Chega a batalha final. Após nos enfrentarmos em lances de sorte,táticas e ...azar,Uziel se ergue como o novo Campeão que enfrentará o Imperador.

Percebi que Lorena se conteve bastante na luta. De fato,ela deduziu sem nenhuma ajuda que não teria nenhuma chance contra o Imperador. Uma surpresa,dado seu nível de egocêntrismo.

Esperava enfrentar Herpes novamente,e quem sabe,Uziel. Mas meu nobre amigo já não é mais o mesmo. Está abatido e assolado por dúvida e anseios internos. Nunca poderia me dar uma luta digna de ser cantada,como nosso breve embate em Olímpia.

Tenho pra mim que Uziel entregaria a luta de alguma forma,se nos confrontássemos. Ele crê,assim como outros,que eu posso derrotar o Imperador.

De qualquer forma,Lorena agiu acertadamente. Eu tentei derrubá-la,por pensar que não estivesse em juízo pefeito e pussesse tudo a perder,mas as coisas se encaminham bem,da forma que terminaram.

A luta contra o Imperador? Pff.....

Hei de encontrar oponente melhor qualquer dia(tomara). De qualquer forma,a maré da guerra sopra em meus ouvidos que muita coisa vai acontecer nessa luta,e isso não envolve necessariamente a luta em si.

Sentada em minha cela,olhando meus companheiros,eu aguardo.

O vinho providenciado por Manu está acabando....

E as horas não passam.
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"Pensamentos de um anjo"

Mensagem por Marcelo em Dom Abr 25, 2010 9:42 am

Vencemos o ultimo aresiano antes do imperador, foi muito facil comparado as duas primeiras algo esta acontecendo será isso q tanto a deusa dos passaros nos alerta.

O animo do grupo esta alto, tivemos nossos nomes pronunciados jah naum aguentava masd ser chamado de escravo.

O plano eh bonito quase tao trankilo como as florestas do plano material, nah verdade me lembrou muito os campos elisios, derrepente foi com essa intenção q ele foi criado um inferno particular pra esse povo.

Amanha eh o dia q terei q enfrentar meus aliados meus pensamentos me condenavam, desejava des do primeiro olhar poder destruir o balor mas o destino assim naum quiz, foi melhor pois comecei a pensar direito.

Lorena mesmo poderosa eh uma mortal diante desta ciencia. a escolha mas senta e Shayera jah vi ela destruir artefatos de grande magia com seus golpes, facilmente ela destruira as armas do imperador. Tenho q pensar numa forma de ajuda-la sem aprentar.

Cada um foi numa direçâo. Divididos e uns contra os outros meros brinquedos para os aresianos.

Sou o unico q talvez consiga derrotar a Vectra e me proteger de Lorena. Devo derrotalas mas qual primeiro?

Mas uma vez o destino cospira contra minha vontade Shayera cai errei em escolher Vectra no lugar de Lorena, vejo q a influencia do Balor continua aginto nela sera q perdi ela pra esse caminho de vez?

Todos cairâo soh eu fiquei minha Mãe q seja feita sua vontade eu devo lutar contra o imperador.

Manu q seus planos possão se concretizar antes q o imperador faça algo aos outros, o que ele vai fazer com eles agora? Mais um querendo roubar suas semi dinvidades?

Agradeço tudo q me deste Mãe soh existo por ti mas se minha existencia puder salva-los q assim seja.
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Re: Crônicas de uma Aliança

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