O Sorrateiro e sua vida.

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O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Mar 08, 2010 3:02 pm

Capítulo 1 - Muito Prazer

"Achei esse livro em branco na mochila de um homem. Posso agora escrever aqui minhas histórias e aventuras e assim eternizar a minha luta pela liberdade dos reinos.

Em resumo, me chamo Wallace Brichs e sou um infiltrador. Pertenço a um grupo libertador denominado Fantasma, que luta pelos meus mesmos ideais e me orgulho muito de ser um legítimo Prisciano.
Minha vida gira em torno de matar aqueles malditos invasores e devolver as terras aos seus povos.

Claro que esse caminho é sempre longo e trabalhoso, o que tem que vir acompanhado de bebidas e distrações para não tornar a missão chata.

Recentemente sai em diversas missões. E agora vos relatarei quais.

Conseguimos após um longo e perigoso caminho resgatar mapas de planos antigos e depois libertamos alguns superiores nossos que estavam aprisionados. Esse é o resumo anterior. E não é tão importante, embora meus feitos tenham contribuido e muito para o sucesso da missão. Meus relatos começarão a partir do momento em que foi criada a nossa própria célula na organização dos Fantasmas."



Fim da página 1.

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Sab Mar 20, 2010 10:44 am

Capítulo 2 - Origens


Wallace Brichs - Ladino 12 - Integrante da Confraria Prisciana

“Respirei o ar puro da liberdade nos 13 reinos há anos atrás. Era bom antes de chegarem os invasores saqueando e assassinando. Passeava de cidades em cidades, viajando com meu pai, o grande William Brichs, hora a passeio, e hora a trabalho. Um espião. Um infiltrador. Um grande amigo e mestre. Éramos eu e ele. Ele um profissional, integrante de uma confraria prísciana de espiões. Eu um aprendiz. Mamãe havia sumido antes que eu completasse idade suficiente para reconhecê-la. Talvez tenha morrido. Talvez esteja em uma missão. Ou talvez simplesmente quisesse ir embora. Cameron Brichs, esse era o nome de minha mãe, uma integrante da confraria também, de notáveis habilidades, segundo o que dizem. Uma boa e patriota família prísciana.”


Cameron Brichs - Ladina 6 Duelista 3 - Integrante da Confraria Prisciana

“Ainda me lembro bem. Estávamos disfarçados em Jarli na Tanária há aproximadamente 20 anos atrás quando vimos os malditos invasores chegarem com suas máquinas e milhares de combatentes. Eu tentando arrumar alguns trocados pelas ruas. Uma criança muito furtiva e rápida para os meus 7 anos de idade apenas. Meu pai ocupado em alguma missão para a confraria. Estávamos separados. Muito pânico pela cidade. Lembro ainda do meu pai se despedindo de mim ao amanhecer, e dizendo que ao anoitecer estaríamos juntos novamente. Não pude mais ver meu pai. Tive que fugir. Aqueles homens que chegavam eram assassinos. Então me escondi. E de onde estava, vi o caos e o pânico. E após muito tempo escondido, fugi. E assim começou a minha vida. Meu pai e minha mãe sumidos. Vivos ou mortos, eu não sei. Mas a partir desse dia, tive que sobreviver. E a partir desse dia, comecei a nutrir um ódio cada vez maior pelos invasores. Um ódio por terem separados a minha família. E eles não pararam na Tanária.”

Fim da Página 2


Última edição por Coringa em Sab Mar 20, 2010 12:19 pm, editado 2 vez(es)

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Sab Mar 20, 2010 11:33 am

Capítulo 3 - O início de uma Jornada


Wallace Brichs aos 6 anos de idade em Jarli.

*Alguma data no Mês Vermelho...

“Anoiteceu. Sentia fome. Estava perdido e não sabia para onde poderia ir. Minha comida já estava se esgotando. Havia conseguido matar um coelho a 1 dia atrás e nada mais restava dele. Meu corpo estava abatido pelo cansaço e pelo frio. Minhas roupas surradas e rasgadas, pouco me protegiam e muito me identificavam como um mendigo. Já haviam se passado alguns meses após a minha fuga de Jarli. As estradas tinham sido longas e perigosas. Eu só caminhava durante o dia. A noite eu dormia próximo a alguma árvore ou coisa do tipo que me mantivesse escondido e protegido. Conseguia comida furtando casas pela estrada a noite. Fiquei escondido dos invasores por muitas vezes, quando eu ouvia os seus cavalos de longe. Poderosos eles eram, mas muito barulhentos.”

“Avistei uma pequena casa no meio de algumas árvores. Havia uma luz saindo pela janela proveniente de uma tocha. Aproximei-me furtivamente e consegui espionar aquela casa pela janela. Havia um senhor, próximo a chama. Estava dormindo com uma pena na mão. Alguns pergaminhos estavam abertos sobre a mesa, e dentre um deles pude identificar um grande mapa. Entrei com a furtividade de um felino, peguei o mapa e sai. Agora poderia guiar meus passos. Sentei próximo ao rio que seguia, e tracei uma rota. O mapa era muito bem feito. Eu havia aprendido a ler com meu pai. Identifiquei um caminho para Yulan, na Itúria. Meu pai tinha amigos lá, e havia me apresentado para uma família antes de chegar a Tanária. A família Onell, composta por Brian e Blanda, e sua filha Megan. Todos priscianos e todos, tirando sua filha que era de minha idade, integrantes da confraria. Então tracei uma rota, com a pena que eu havia furtado, enquanto comia uma maçã, que veio de um saco de frutas da casa do bom homem, que eu também havia furtado. A rota ia pelo Lago Jarli, depois Rio Hurik, Rio Argein, e por fim Yulan. Estávamos no mês vermelho, e eu estava próximo de completar os meus 7 anos de idade no dia 20 de Ruis. Fazia muito frio.”

Fim da Página 3

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Seg Mar 22, 2010 11:40 am

Capítulo 4 – Lutando pela refeição


Wallace Brichs aos 7 anos de idade após lutar contra um lobo


“Haviam se passado mais alguns meses. Estava no mês Beth ou Rowan talvez. Não conseguia precisar com exatidão. Os longos meses na estrada, enfrentando hora um Sol escaldante, hora um frio avassalador, me fizeram perder a certeza de que dia estávamos. Minha pele estava um pouco surrada por essa longa jornada. E agora com algumas feridas conquistadas no lago Jarli. Eu estava me banhando no Lago Jarli tranquilamente ao olhar da lua e das estrelas, a algumas semanas atrás. Após terminar e sair para me vestir, um cachorro gigante estava em cima de minhas roupas. O maldito rosnava para mim e queria me comer. Eu estava com fome e queria come-lo. Travamos então um violento duelo pela refeição. Consegui matá-lo com uma adaga que eu havia achado na cintura de um senhor que dormia com sua lenha do lado na floresta. Cravei-a no pescoço da criatura. Me defendia das mordidas e garras com um pequeno escudo que improvisei. Uma casca de árvore na verdade, que não me livrou de alguns bons e dolorosos ferimentos. Limpei as feridas no próprio lago, e tratei de desinfetá-las como meu pai me ensinou. Fiz uma fogueira e usei o fogo, para a ferida, e para comer o cachorro. Estava ai meu alimento por mais alguns dias.”


“O caminho seguindo o leito do Rio Hurik foi tranqüilo. Apenas os cachorros das florestas uivavam, mas aprendi que o fogo o espantava, então sempre dormia em lugares altos ou com uma fogueira ao lado. Já Mais algum longo tempo de caminhada e passei pelo Rio Argein. Consegui avistar Yulan ao longe. Após muitos perigos e sofrimento, poderia encontrar uma cama para dormir. Poderia ter um lar, com os Onell. Ouvi barulho de vozes vindo do caminho atrás de mim e rapidamente me escondi próximo as árvores e folhas secas. Dois soldados caminhavam em direção a Yulan, provavelmente voltando de uma patrulha. Eles comentavam sobre a festividade que ocorreria hoje na cidade, em comemoração ao Equinócio da Primavera. Pude então me situar no tempo. Estávamos no dia 19 de Fearn, e eu estava cansado, com fome, e com saudades do meu pai. Havia se passado mais de 1 ano desde quando sai de Tanária. Sobrevivi. Esse era o segundo anos após os invasores. Rumei com destino a Yulan, para a casa dos Onell.”


Fim da Página 4

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Ter Mar 23, 2010 11:14 am

Capítulo 5 - A Fuga


Megan Onell aos 9 anos

*Ano 3 depois dos Khandris


Passaram-se os dias, os meses e então se foi mais 1 ano. Eu continuava com os Onell. Acolheram-me muito bem, e se tornaram minha nova família. Mas agora, passávamos por tempos difíceis. Chegaram notícias até nós que a Jutíria estaria sofrendo ataques dos Orcs. Dizem ainda que os Orcs tenham feito acordos com os Invasores para atacarem juntos. Khandri é o nome do povo invasor. Ainda chegaram notícias ainda piores. Os Khandris, liderados pelo seu temível Senhor da Guerra Uly, rumavam para a capital da Itúria. Passariam por Yulan primeiro. Seriam feitas resistências, e lutaríamos contra os invasores.
Estávamos no dia 20 do mês Duir quando foram avistados os primeiros exércitos Khandris. Eles vinham do norte. Os Onell ficaram em Yulan para defender a cidade. Eu e Megan fomos postos em uma carroça, que viajaria até a capital, com algumas crianças, mulheres e idosos. Saímos de lá dois dias antes de começar o combate, e chegamos à capital Manz, semanas depois disso. A capital estava toda cercada e preparada para a guerra. Sentia-me protegido. Eu e Megan estávamos sozinhos na cidade. Ambos tínhamos 8 anos de idade naquela época, mas eu me sentia no dever de protegê-la. Eu estava armado com minha pequena adaga, meu escudo de madeira e vestido com roupas limpas. Megan não tinha nenhuma arma. Ela tinha aversão as armas. Tinha mais gosto pela leitura.

As semanas se passaram e enfim a guerra estourou na capital. Muitos mortos. O exército Khandri era muito poderoso e grandioso. A Capital não resistiria. E após alguns longos meses de uma batalha cruel e sanguinária, a cidade foi sitiada. Nesse longo tempo, eu havia conseguido um bom esconderijo, próximo as fronteiras da capital e da floresta para caso precisássemos fugir. E quando percebi que a muralha iria cair, fiquei lá com Megan. Estoquei alimentos para algumas semanas objetivando esperar a poeira baixar para então fugir com mais facilidade. Comemoramos inclusive o nosso aniversário juntos lá. Fazíamos 9 anos no dia 20 de ruis. Uma boa coincidência.

Passaram-se mais algumas semanas, e então no dia 4 de Beth fugimos quando a lua alta estava no céu. Os caminhos, embora próximos as fronteiras da floresta, eram vigiados e traiçoeiros. Passamos por alguns becos, com a ajuda de um pequeno mapa que eu fiz no tempo que estive na cidade, e enfim chegamos a um portão que estava sendo vigiado por um único Khandri. Maldição! Seria difícil passar por ele. Não se via sinal de população pela rua. Apenas nós dois e os guardas. Olhei em volta e vi uma pequena barricada que poderíamos escalar. Peguei uma corda em minha mochila e fui até lá. Horas se passaram e consegui amarrar a corda em um local que pudéssemos escalar. Primeiro foi Megan, e depois eu. Conseguimos pular o muro e corremos. Corremos muito. E chegamos então na floresta. Encostamos-nos dentro do tronco de uma árvore uns 10 minutos floresta adentro. Estávamos completamente ofegantes. Dormimos lá cobertos com folhas, para nos camuflarmos.

Amanheceu. Eu acordei sozinho no nosso refúgio. Escutei barulhos de combate. Fiquei preocupado e levantei alerta, com a adaga em punhos. Sai furtivamente do refúgio e olhei para o norte. Dois Khandris davam o último golpe em um senhor de meia idade aparentemente. O senhor caiu coma espada atravessada em seu pescoço. E após algum tempo, os Khandris foram embora. Eu estava muito preocupado. Onde diabos estaria Megan?! Esperei uns 5 minutos e então sai do esconderijo feito louco procurando pela Megan. Após uns dois minutos caminhando ao leste avistei-a encostada em uma árvore, com seu olhar perdido ao horizonte. Ela me olhou e fui até ela. Abracei-a com força por um longo tempo.


Fim da Página 5.

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qua Mar 24, 2010 9:56 am

Capítulos 6 – Mudança de Rota


"Almoçamos no esconderijo. Megan fez um coelho que eu tinha conseguido caçar pela noite, temperado com algumas ervas e um monte de outras coisas que ela colheu na floresta. Para nossa fome, aquilo estava muito gostoso. Após a refeição Megan adormeceu, enquanto eu traçava a nossa nova rota. Iríamos até Hann, capital de Menisis. Depois partiríamos para a Cróscia, até o porto, onde pegaríamos um navio para a Príscia, nosso lar. Lá estaríamos protegidos. Tracei a seguinte rota então: iríamos até Venean ao Sul de onde estávamos, abasteceríamos e depois rumaríamos ao oeste, para as proximidades das montanhas, na pequena cidade de Galban. Ali descansaríamos e estocaríamos alguma comida, para então atravessarmos as montanhas pelas Colinas Altas, e depois pelo Monte Hann. Dali, conseguiríamos avistar a capital de Menisis. As montanhas deveriam ser um caminho mais seguro nesses tempos, pois os Khandris não passariam por elas se estivessem indo para Menisis. Pelo menos assim eu supunha."

"Descansei algumas horas junto a Megan, até que anoiteceu e decidimos ficar no esconderijo. O que foi bom, pois ouvimos movimentações próximo de onde estávamos. Felizmente não nos acharam. Ao amanhecer do dia 6 de Beth, pegamos nossas coisas e partimos. Eu levava comigo alguma pouca comida, algumas moedas, uma adaga, uma tocha com isqueiro, um cantil e um escudo. Megan levava 1 livro, um cantil, uma panela e um pouco de comida. Caminhamos pelo descampado ao Sul, por toda a manhã. Não se via sinal de vida pela planície. Não haviam muitos lugares a se esconder. Por sorte nossas roupas eram claras, da cor do chão, e poderíamos nos camuflar se necessário. Almoçamos um pouco de comida que estávamos racionando e prosseguimos. Paramos em um lugar aparentemente seguro ao anoitecer e dormimos. E assim se procedeu aos seguintes 4 dias."



Exército Khandri marchando para Venean

"O Sol nasceu no 12º dia do mês Beth. Arrumávamos nossas coisas para partir quando sentimos o solo tremer levemente. Olhei para trás, e bem ao longe, uma cortina de areia levantada. Malditos sejam, deviam ser os Khandris com seus exércitos! Eu e Megan corremos com toda a força que nosso corpo podia, para sairmos das estradas. Os malditos deviam estar indo a Venean, dominá-la! Afastamos-nos uns 200 metros da estrada e nos escondemos próximos a algumas pedras. Eram muitos! Eles passavam com suas máquinas e cavalos! Que Aor proteja as pessoas daquela cidade! Nosso caminho teria que ser desviado. Não poderíamos abastecer mantimentos na cidade de Venean. Esperamos o exército passar, e então após alguns minutos, nos dirigimos para oeste, em direção a Galban."


Floresta de Galban, com as Colinas Altas ao fundo.

"A estrada para a floresta foi segura. Cansativa, mais segura. Cada vez mais eu nutria um ódio gigantesco desse maldito povo! Após algumas longas horas, quando o Sol já se deitava, avistamos imagens ao horizonte. Eram árvores. Aproximamos-nos por mais alguns minutos e o barulho de correnteza começava a ficar mais forte. O rio que beirava a floresta estava a nossa vista já. Enfim, poderíamos nos banhar e repor nosso cantil.

Chegamos a Floresta de Galban"


Fim da Página 6.

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qui Abr 01, 2010 8:54 am

Capítulo 7 – A Presa e o Predador


"Naquela noite do 12º dia do mês de Beth, fizemos uma fogueira próxima à floresta e repousamos por lá. Megan cozinhava alguma das últimas comidas guardadas enquanto eu pegava mais lenha pela floresta. As árvores eram extremamente assustadoras no silêncio da noite."

"Após alguns longos minutos, retornei com um pouco de lenha que eu julgava ser o suficiente para aquecer-nos durante a noite. O silêncio era tão grande após Megan pegar no sono, que eu podia jurar por Aor que escutava os Khandris e seus cavalos fazendo tremer o solo. A noite se passou, e não consegui dormir direito. Nada diferente das noites anteriores. Os Khandris me atormentavam. Sua imagem, sua sede de conquista, meu pai, os Onell. Quanta coisa aconteceu nesses últimos anos. Eu tinha 9 anos de idade e já tinha a responsabilidade de um homem adulto. Não sei o que eu faria se algo acontecesse Megan."

"Os primeiros raios de Sol surgiam no céu rosado, e nós partíamos para dentro da Floresta. A Floresta de Galban era bem escura, mas parecia ser um bom lugar para se esconder dos olhares dos desgraçados Khandris. Enquanto caminhávamos, Megan me apontava vez por outra um bicho diferente. Aranhas, cobras, Cervos. Até mesmo um grupo de macacos brincou conosco enquanto comíamos algumas frutas. Não demorou muito, e nossos corpos estavam exaustos. A lua nem havia chegado ainda, quando começamos a procurar um lugar para dormir. Encontramos uma cabana que parecia estar abandonada há algum tempo. Era uma cabana pequena, com o teto de palha faltando parte e apenas um cômodo. Espantamos alguns pequenos animais que lá estavam, e Megan começou a arrumar algo para dormirmos. Eu peguei minha pequena adaga e fui caçar nosso jantar. Havia pouca comida."

"Já caminhava na floresta há algum tempo, e não conseguia achar nada. A lua no céu acompanhava minha árdua jornada em busca da refeição. Pensei em retornar, mas não sabia mais o caminho. Diabos, eu estava perdido! Escutei um grande rugido próximo as minhas costas. Virei-me de pronto e uma sombra gigante, de uns 3 metros, com os braços erguidos em meio a duas árvores estava lá! Um maldito urso! Numa hora muito imprópria. Corri em pânico. E como corri. Usava meu corpo esguio para passar por lugares que dificultassem o caminho do urso. Ele quebrava os galhos como pequenos palitos! Minhas pernas falhavam. Meu corpo estava sangrando, cortado pelas plantas e galhos que ficavam em meu caminho. Lembrava de Megan e continuava. Avistei uma árvore com uma fissura em seu caule. Joguei-me dentro da fissura no momento em que o Urso acertou uma de suas garras rasgando minhas costas. Gritei de dor. Se pudesse ser medida em tamanho, a dor seria da altura do Urso. Meus olhos foram fechando, enquanto meu corpo adormecia. O urso tentava me abocanhar, mas felizmente ele era grande demais para a fissura. A dor era grande. Sussurrei alguma palavra de deboche ao Urso.
"

Urso Rosnando

"Tudo ficou escuro."

Fim da Página 7

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Re: O Sorrateiro e sua vida.

Mensagem por Ragnar LodBrok em Qui Abr 29, 2010 11:06 am

Capítulo 8 - Andando em Círculos


Senti algo perturbando em minhas bochechas. Tentei tirar com um tapa, mas novamente senti o incomodo. Tornei a dar um tapa, e essa atitude foi acompanhada de uma dor crescente e forte de uma ferroada. Levantei-me a medida que me debatia, e um outro ponto de dor se originou de minhas costas. Gritei com muita vontade como se a garganta pulasse pela boca, enquanto lágrimas de dor escorriam pelo meu rosto.

Estava de noite, e dentro daquele refúgio parecia estar mais escuro ainda. Eu não consegui precisar o tempo em que fiquei desacordado, mas pela ferida aberta não deviam ser muitas horas. Respirei fundo e contei de 1 até 10 para espantar da dor, o desespero e o pânico. Ao fim da contagem, me reergui como um homem.

Espiei pela fresta que eu me refugiava dentro da árvore. Estava escuro ainda, e parecia haver chovido. “Que ótimo!”, eu exclamei. Agora mesmo que eu não conseguiria trilhar o meu caminho de volta, seguindo pelas minhas pegadas.

Olhei em volta e nenhum sinal do maldito urso. Graças a Aor. Sai temeroso do meu refúgio, e comecei a andar. Parei em um ponto e olhei em volta. Nada. Nenhum som que não fosse da floresta. Segurei minha pequena arma e continuei a andar, em uma direção que julguei correta.

Passaram-se algumas horas, e o Sol começava a clarear a escura floresta. Escorei meu corpo a uma árvore para descansar. As feridas nas costas ardiam muito. Ali adormeci, contra a minha vontade. Não sei se pelo cansaço, ou pela dor.



Primeira Visão da Gruta

Acordei com a chuva batendo em meu corpo. Maldição! Levantei-me e continuei andando, desistindo de me proteger das águas do céu após algum tempo tentando. Caminhei por muitas horas, sem encontrar nada. Decidi então subir em uma árvore e tentar ver algo de cima, onde eu teria uma visão privilegiada. Sou burro, eu poderia ter pensado nisso antes.
Procurei em minha volta a árvore mais alta, e tentei por alguns momentos escalar o tronco molhado. Estava bem difícil. E meu corpo pequeno e sem força não conseguiu. Sentei cansado, nessa mesma árvore, enquanto lamentava a minha vida e via a escuridão da noite tomar conta do céu, trazendo todos os seus perigos de volta.

Busquei um lugar mais protegido, e encontrei uma pequena gruta a alguns minutos da árvore. Alguns insetos estavam abrigados por lá e nada mais. Era bem confortável, comparando-se a minha última noite de sono. Acendi uma fogueira no centro da pequena gruta e por lá fiquei, sentado, ouvindo o barulho da chuva cair, pensando em estar numa cama quentinha, ou me divertindo com Megan, na segurança de Megan. Pensando em matar os malditos Khandris por me fazerem passar pelo que passo. Meus olhos começaram a pesar, e então adormeci, com o objetivo em mente de escalar aquela maldita árvore quando o Sol secasse o seu tronco, e se Aor assim desejasse, eu encontraria meu caminho.

Orei a Aor, pedindo o Sol.


Fim da Página 8

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